Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Uganda: após lei antigay, violência cresce e evangélicos promovem a homofobia

Imagine uma mulher ser atacada por uma multidão furiosa, ver a sua casa ser incendiada e, após sofrer toda essa violência, ainda ser presa; o crime que ela cometeu para receber tudo isso? Amar. Sim, apenas isso. A história pode parecer surreal, ficção ou de um tempo muito (Continue lendo…)

VÍDEO: PASSAGEIROS CANTAM ROBOCOP GAY, DOS MAMONAS ASSASSINAS, PARA O DEPUTADO MARCO FELICIANO DENTRO DO AVIÃO

JUCA CHAVES: “OS QUE VOTARAM NO PASTOR FELICIANO NA COMISSÃO SÃO CRÁPULAS DA POLÍTICA NACIONAL”, FALO COM TODO MEU NARIZ

SÉRGIO CABRAL DETONA O POVO: DEPOIS DA FESTINHA EM PARIS COM A DELTA, AGORA APARECE INDICANDO O PASTOR FELICIANO

JOSÉ SERRA FICA IRRITADO COM PERGUNTA DE KENNEDY ALENCAR NA CBN E NÃO RESPONDE SE É AGORA UM POLÍTICO DE EXTREMA-DIREITA

Veja a atitude de José Serra, candidato a prefeito de São Paulo, após pergunta de Kennedy Alencar, logo no início da entrevista, a partir do terceiro minuto.

Ele não responde porque é uma pergunta bastante incômoda. Kennedy Alencar irrita José Serra porque diz, de forma polida e elegante, que Serra faz uma campanha suja e de extrema-direita.

Serra tem se irritado constantemente com jornalistas porque há décadas faz uma campanha associada com alguns veículos de informação, principalmente Veja, Globo e Folha. Isso o deixou blindado em várias campanhas, mas sua descida ao submundo da política soou um alerta para alguns jornalistas. Eles estão acordando do caminho obscuro e perigoso trilhado por José Serra nas últimas campanhas.

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NA SOCIEDADE CONSTRUÍDA SOB A ÉGIDE DA VIOLÊNCIA E DA INTOLERÂNCIA, O AMOR E O AFETO PRECISAM SER ESPANCADOS

Policiais no complexo do Alemão: essa é a forma como o dinheiro público chega às camadas mais pobres

Numa noite, pai e filho foram agredidos porque estavam abraçados; em outra, dois irmãos foram espancados, sendo um morto, por estarem também abraçados.

Nos dois casos, eles foram confundidos com homossexuais. Isso não são fatos isolados e nem fruto exclusivo da ignorância dos agressores, que pensaram erroneamente que se tratavam de relações homossexuais.

As agressões são os resultados históricos da sociedade sob o mando da intolerância e da violência para a manutenção da desigualdade. Afinal, que sociedade é essa em que o afeto e o carinho são transformados em ofensa e o amor se torna insuportável?

Quando nos deparamos com tamanha barbaridade, ficamos a pensar como as pessoas não percebem que está tudo errado na sociedade? Como as pessoas não percebem que construímos uma sociedade de ponta cabeça? Como não percebem que outra sociedade é possível?

Ficamos a pensar como as pessoas se convencem de que as coisas são assim mesmo? Como elas se convencem de que não há nada a fazer? O que faz com que as pessoas pensem que não há solução? Como não lhes parece tão evidente que certos grupos sociais se beneficiam da sociedade da violência? Como não lhes parece evidente que os que dificultam avanços são os responsáveis pela situação?

A sociedade da violência é uma sociedade animalizada, onde a razão presente no ser humano está a serviço da violência. A primeira violência é a manutenção da desigualdade social, levando pessoas a viverem em condições sub-humanas, diante de uma estrutura de opulência. As violências continuam com um sistema de saúde péssimo diante de uma sociedade perdulária e luxuosa. A violência persiste numa educação ruim, sem investimento, sem afeto, uma educação instrumental e imbecilizada pela objetividade do sucesso profissional. A violência continua na manutenção e sustentação da desigualdade por empresas de mídia que se beneficiam da associação com políticos conservadores e mantenedores dessa desigualdade.

A sociedade brasileira foi construída sob a égide da violência. A violência é legitimada em todos os sentidos, nas delegacias, na justiça, na legislação, na mídia. Isso fica explícito quando os crimes contra a vida são muito menos esclarecidos do que os crimes contra o patrimônio, quando não se investe em educação e saúde ou quando não se pune os drogados pelo dinheiro.

A sociedade é violenta porque a violência é a única maneira de sustentar a desigualdade social, econômica e cultural. É por isso que as pessoas não se indignam, porque sabem que podem sofrer com isso, serem agredidas, violentadas. O que foi a ditadura militar brasileira, tão festejada pelos meios de comunicação na época? Nada mais do que uma forma violenta de impedir que a desigualdade fosse diminuída e isso prejudicasse o interesse de setores da sociedade, setores que precisam da violência como padrão social de sustentação de privilégios.

É dito popular afirmar que agredir fisicamente outra pessoa é “partir para a ignorância”. Da mesma forma, o político que prioriza a ação policial é o político que prefere partir para a ignorância. É fácil notar quando o político é um ignorante e representante da violência para manter a desigualdade. O foco é sempre a necessidade de mais policiamento, de mais investimento em segurança pública, de mais armas para a polícia, é preciso pulso firme, etc etc etc…  Quanto menos investe em educação, saúde e no combate à desigualdade econômica e social, mais ignorante é o político. Ou seja, é um reprodutor da violência.

A violência contra o amor, o afeto e o carinho é uma construção social que, para alguns setores privilegiados da sociedade, vale a pena manter.

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POR UMA CONVIVÊNCIA MAIS DEMOCRÁTICA: ACORDO É ASSINADO PELA UNIÃO E MAIS DOZE ESTADOS PARA COMBATER A HOMOFOBIA

Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, discriminação da homofobia “é inaceitável em pleno século 21”

Quase todos os dias um crime de homofobia acontece no país, configurando uma situação de insegurança e problema social. Social tanto para o lado de quem é agredido, quanto para o agressor que, como lembrou a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, comete “crimes de ódio”.

É mais uma questão que traz em si o cerne da violência, mas que para ser enfrentada não pode fazer uso dessa mesma violência. O caminho ideal parece novamente ser o de políticas públicas voltadas para o esclarecimento e discussão aberta da questão nos mais variados ambientes e nas mais diversas classes sociais.

Buscando esse entendimento, um pacto foi assinado ontem, dia 22/11, pelo governo federal e mais dozes estados da federação para combater a homofobia e pensar justamente em políticas públicas que materializem uma parceria entre o governo e a sociedade.

Entre os estados signatários do pacto está o Mato Grosso que, de acordo com a representante da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, Márcia Ourives, “é um estado que tem apresentado e enfrentado esse tipo de situação”, diz referindo-se aos crimes de homofobia.

Estas e outras informações sobre o pacto estão em notícia publicada pela Agência Brasil, cujo trecho segue abaixo:

União e 12 estados assinam acordo para combater a homofobia
Da Agência Brasil

Brasília – O governo federal e 12 estados assinaram hoje (22) um acordo de cooperação para enfrentar a homofobia. O termo foi uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e do Ministério da Justiça.

O acordo prevê a capacitação de unidades policiais, a inclusão de um campo sobre orientação sexual e identidade de gêneros nos formulários de registros de ocorrência policial e a promoção da abordagem do assunto sobre lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na formação dos profissionais de segurança pública.

Para ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, os crimes de homofobia, são crimes de ódio. “Convivemos entre diferentes etnias e não podemos mais estabelecer parâmetros de convivência. Temos uma legislação importante que tramita sobre o crime de homofobia, estamos juntos nessa caminhada”. (Texto completo)

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