Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

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DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL TEM IMPACTO NEGATIVO SOBRE IDH FAZENDO COM QUE O ÍNDICE FIQUE CERCA DE 30% MENOR

Desigualdade afeta IDH

A desigualdade social no Brasil é uma das maiores do mundo. Embora grande parte dos brasileiros já tenha se acostumado a conviver com esse dado, ele está longe de ser aceitável. Em nenhum outro país do mundo a diferença entre ricos e pobres é tão grande como aqui, o abismo se aprofunda cada vez mais e o carnaval ou o futebol dão conta de disfarçá-lo.

O fato é que quando tomamos os números da desigualdade social brasileira,constatamos que estes afetam o próprio desenvolvimento humano do país, colocando-o no mesmo patamar de nações como a República Dominicana e o Suriname. É o que revelou recente ranking divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) quando ajustado à desigualdade social brasileira cai de cai de 0,718 (índice que situaria o país no grupo dos países com desenvolvimento humano elevado) para 0,519 (índice de países com desenvolvimento humano mais baixo).

O impacto negativo da desigualdade no IDH do Brasil, de 27,7%, é maior que a média de perda global, de 23%, e a dos países da América Latina, de 26,1%, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil, ou seja, o nível acentuado da desigualdade nacional fica evidente quando comparamos o impacto negativo que ela exerce no Brasil em relação a outros países.

A expectativa é de que os programas de transferência de renda melhorem esses números a longo prazo. Veja texto sobre o assunto com mais informações:

Desigualdade social e econômica no Brasil faz IDH diminuir cerca de 30%
Por Luana Lourenço

Brasília – A desigualdade na distribuição de renda no Brasil faz com que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2011 do país fique 27,7% menor. Conforme ranking divulgado hoje (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil registrou IDH de 0,718 neste ano, marca que situa o país no grupo dos países com desenvolvimento humano elevado.

O IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD) foi criado pelo Pnud em 2010 para retratar como as desigualdades internas podem limitar o desenvolvimento humano nos países. Enquanto o IDH clássico é um índice potencial, o Idhad retrata melhor a situação real de um país.

“É uma questão de conceito. Não basta viver em uma sociedade que tenha, na média, um bom indicador de saúde, de renda, de educação, mas na qual as pessoas convivam com diferenças no dia a dia. Conceitualmente, é relevante considerar a desigualdade”, explicou o economista do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Rogério Borges de Oliveira.

No Brasil, quando o IDH é ajustado para as desigualdades internas de educação, saúde e renda, cai de 0,718 para 0,519, resultado próximo ao de países como a República Dominicana e o Suriname.

O impacto negativo da desigualdade no IDH do Brasil, de 27,7%, é maior que a média de perda global, de 23%, e a dos países da América Latina, de 26,1%. Os países que mais perdem com a desigualdade são a Namíbia (em que o IDHAD é 43,5% menor que o IDH), Serra Leoa (queda de 41,6%), a República Centro-Africana (queda de 40,6%) e o Haiti ( queda de 40,2%). (Texto completo)

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