Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: imprensa

Um garoto de 13 anos e o erro histórico do PT, há 12 anos no poder

Um garoto de 13 anos, de família muito próxima e que com certeza não tem nenhum fascista nas fileiras, pediu de presente de Natal um livro de Olavo de Carvalho. (Para quem não teve o desprazer de conhecer esse autor, veja texto que bem o apresenta no final deste post). Poderia se dizer que é um choque More..

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Aprovação de Conselho Popular por Alckmin expõe ações nefastas da grande mídia

A aprovação, na última quarta-feira (3), da criação da Política Estadual de Participação Social e o Sistema Estadual de Participação Social, do governo de São Paulo, expõe como acontecem as ações nefastas da grande mídia brasileira, gerando preconceito e radicalizando o (continue lendo…)

Pitbulls da grande mídia são inimputáveis; eles podem atacar o próprio dono

Há cerca de dois meses, um texto causou polêmica na internet. Antonio Cantalice, vice-presidente do PT, nomeava alguns dos mais agressivos colunistas da grande mídia: lá estavam Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto (Continue lendo…)

Vexame da imprensa! Copa faz estrangeiros conhecerem a manipulação da mídia brasileira

A Copa do Mundo de futebol está fazendo algo inesperado no campo do jornalismo e da mídia brasileira. Com a presença grande de turistas e jornalistas do mundo todo no Brasil, a mídia internacional está descobrindo a falta de profissionalismo (Continue Lendo…)

O horror: Band pergunta se Haddad não aprendeu a lição e diz que sem tetos são privilegiados

Na voz e tom editorializado de Fabio Panuzzio, a Rede de TV Band, uma concessão pública, afirmou nesta segunda-feira (16), durante o Jornal da Band, que o Plano Diretor de São Paulo, que pode ser legitimamente aprovado pela Câmara de Vereadores (diga-se de passagem um poder público eleito pelo povo) vai privilegiar o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Sim, é isso mesmo! Eles dizem que o MTST são uns privilegiados e eles (Continue lendo….)

Grande mídia se alia ao pior do Congresso Nacional para impedir qualquer avanço social

Depois de o jornal Estadão e a revista Veja atacarem de forma grotesca o decreto presidencial (8.243/14) sobre a Política Nacional de Participação Social, que prevê um arejamento e possibilidade de maior participação social nas políticas de governo, a senha foi dada (Continue lendo…)

Nova versão mal humorada de comercial histórico

A Bolsa de Valores e o mercado de capitais nos ajudam a decidir o voto para presidente

A Bolsa de Valores e os mercados de capitais podem decidir seu voto na próxima eleição para presidente da República? Notícias recentes mostraram que uma queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) faz a alegria de acionistas e investidores do mercado de capitais (Continue Lendo…)

Revista Spam: Veja, da Abril, entra em desespero e ataca minha caixa postal

É guerra! Veja a quantidade de Spam da revista Veja em uma semana. (Continue Lendo…)

Melhores momentos da resposta dos Advogados Ativistas à revista Veja

Um grupo intitulado Advogados Ativistas, que defendem manifestantes que são presos durante protestos, foram procurados pela revista Veja para dar uma entrevista (Continue lendo…)

MÍDIA NINJA NO RODA VIVA É UM EXEMPLO DA DIFICULDADE DOS JORNALISTAS DE ENTENDER A REALIDADE PÓS-PROTESTOS

Mídia NinjaA entrevista de Bruno Torturra e Pablo Capilé no Roda Viva é um exemplo vergonhoso de como é feito o jornalismo da grande mídia. No início houve uma tentativa de entender a Mídia Ninja e o Fora do Eixo.

Depois, sem entender, começaram as perguntas persecutórias porque o movimento teve algum financiamento de edital público.

Insistem no dinheiro do Fora do Eixo. É a lógica do pensamento mais reacionário e cínico que se resume ao lema: “ha…ha… vocês também gostam de dinheiro”. É algo bem baixo, mas é um espelho vergonhoso do nosso conceitual de jornalismo.

Assista o vídeo abaixo e perceba a dificuldade presente nos conceitos dos entrevistadores. Em certo momento, o apresentador, Mário Sérgio Conti diz que a resposta dos integrantes do Mídia Ninja é evasiva porque ele, entrevistador, não conseguiu enquadrá-la nos seus conceitos. Outro diz que o sistema deles é muito sofisticado, que tem algo por trás disso….

No entanto, vale a ousadia do Roda Viva, que ganhou algum ar nos últimos tempos de jornalismo. No entanto, o programa tende a se tornar medíocre com a saída de Mário Sérgio Conti e a entrada do franco atirador da Veja, Augusto Nunes.

Veja mais:

SENSACIONAL: JORNAL NACIONAL NÃO MOVE UMA PALHA PARA APURAR CORRUPÇÃO NO PSDB PAULISTA E USA FOLHA DE S. PAULO COMO FONTE

VÍDEO: PORTA DE PRÉDIO ADMINISTRATIVO DA REDE GLOBO, NO RIO DE JANEIRO, É APEDREJADA POR MANIFESTANTES

QUE ABSURDO! MINISTÉRIO PÚBLICO SE CALA CONTRA FRAUDE DE R$ 600 MI DA GLOBO, MAS AGE EM INTERESSE INDIVIDUAL DE MINISTRO

Gilmar-Mendes-Carta-CapitalUma denúncia esquisita e que atenta contra a liberdade de expressão está em curso. O nosso Ministério Pública está cada dia mais parecido com o Doi-codi.

Vejam só, é algo esdrúxulo e esquisito. O MP defendendo os interesses privados de um indivíduo, no caso um possível crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Mas o mesmo MP ficou quietinho com relação ao interesse da população, quando houve o crime de mais de R$ 600 milhões em roubo de processo de sonegação fiscal da Rede Globo.

Se o ministro se sentiu ofendido, ele deveria entrar diretamente com ação e pedir indenização pelo dano, não o MP.  Que privilégio é esse? A notícia é tão estranha que parece falsa.

Veja texto abaixo.

MP denuncia Carta Capital por acusação a Gilmar

O Ministério Público Federal apresentou no início do mês denúncia contra Mino Carta e Leandro Fortes, dono e repórter da revista Carta Capital, respectivamente, e os empresários Dino Miraglia Filho e Nilton Antonio Monteiro pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal; eles são acusados de vincular o nome do ministro a uma lista de pessoas que receberam dinheiro de um esquema de caixa 2 em campanha política para o governo de Minas Gerais
O Ministério Público Federal apresentou no início do mês denúncia contra Mino Carta e Leandro Fortes, dono e repórter da revista CartaCapital, respectivamente, e os empresários Dino Miraglia Filho e Nilton Antonio Monteiro pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A acusação é que eles vincularam o nome do ministro a uma lista de pessoas que receberam dinheiro de um esquema de caixa 2 em campanha política para o governo de Minas Gerais.
A reportagem em que as alegações são feitas foi publicada pela CartaCapital em agosto de 2012. Assinado por Leandro Fortes, o texto afirma que Gilmar Mendes recebeu R$ 185 mil de um esquema financeiro montado pelo empresário Marcos Valério para abastecer o caixa 2 da campanha de reeleição de Eduardo Azeredo, hoje deputado federal pelo PSDB mineiro. A prova apresentada por Fortes é um documento fornecido à revista por Dino Miraglia e Nilton Monteiro, cuja veracidade não foi verificada pela revista. O MP afirma que os papéis são falsos.
O tal “documento” apresentava duas listas. Uma com doadores de campanha, com a quantia que cada um doou, e outra, com os beneficiários da campanha, com as importâncias que cada um recebeu. Tudo com o selo da SMP&B. O caso chegou ao Ministério Púbilco depois de representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, representado nos autos pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch. (Veja texto Completo)
Veja mais:

UM CRIME NO ESTILO MÁFIA EM HQ (HISTÓRIA EM QUADRINHOS)

VÍDEO: PROTESTO NA REDE GLOBO E A FAVOR DA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA NO BRASIL

PIG É EUFEMISMO: NÃO É PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, É MÁFIA DA INFORMAÇÃO, É A SONEGAÇÃO DA SONEGAÇÃO

Felipe CabralA atuação dos principais veículos de comunicação do Brasil no episódio da milionária sonegação de impostos da Rede Globo mostra que a alcunha de PIG (Partido da Imprensa Golpista), criada pelo deputado Fernando Ferro (PT) e popularizada por Paulo Henrique Amorim e outros blogueiros é um eufemismo.

O PIG, na verdade, é uma grande máfia da informação. O episódio mostra a sonegação da sonegação: é a sonegação da informação da sonegação de impostos.

O valor do rombo aos cofres públicos atribuído à Rede Globo equivale a nada menos do que 30 mensalões.

O slogan de um grande jornal que já foi Um jornal a serviço do Brasil deveria mudar para Um jornal a serviço da máfia midiática.

Mas essa sonegação da informação revela também um receio, um medo, uma paralisia. É o susto da democracia.

Veja mais:

SANTA DITADURA DA MÍDIA! ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE A GLOBOPAR NOS JORNAIS FOLHA DE S. PAULO E ESTADÃO SÃO DE 2012

Emporcalhou a mídia

Emporcalhou a mídia

Uma rápida pesquisa na busca dos sites Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo mostra que a útlima matéria sobre a Globopar é do final do ano passado. Por sinal, é a mesma notícia.

Até agora, os jornalões de São Paulo estão caladinhos. Nenhuma indignação! Não falaram nada sobre o que está bombando na internet, ou seja, a sonegação de R$ 600 milhões da Globo.

Afinal, o que são R$ 600 milhões?! Nadinha.

Veja abaixo o resultado da pesquisa feita no próprio site dos jornais

Estadão

DUBLÊ DE LÍDER: REVISTA VEJA MAIS UMA VEZ CHAMA SEUS LEITORES DE IDIOTAS, OU MELHOR, PATETAS

Dublê da Globo é dublê de líder da Veja

O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.

Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.

A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.

revApresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.

Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:

“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou

“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”

Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!

VIDADURA

Ah, essa internet…

Ah, essa Veja…

PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Veja vídeo do Rei Lux

VIROU ROTINA: REDE GLOBO É HOSTILIZADA EM PROTESTO NA FAVELA DA MARÉ NO RIO DE JANEIRO

PALHAÇO DA CORTE MIDIÁTICA: ARNALDO JABOR É DISSECADO POR TV ARGENTINA E POR MONTAGEM HILÁRIA COM CAETANO VELOSO

ATÉ CACO BARCELLOS, UM DOS MELHORES PROFISSIONAIS DA REDE GLOBO, É EXPULSO SEM TRÉGUA DA MANIFESTAÇÃO

A HERANÇA DA VEJA: O PENSAMENTO BINÁRIO NA POLÍTICA E A IMBECILIZAÇÃO DA CLASSE MÉDIA NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo em seguida

Nas últimas duas décadas, a revista Veja manteve um ataque constante à inteligência da classe média brasileira. Nos primeiros anos de democracia, esse ataque não foi tão intenso, visto que o governo de FHC representava a presença de um aliado civil na presidência da República e havia também, ainda hoje, o controle do governo paulista com o PSDB, que mantém a compra desse panfleto para as escolas públicas.

No entanto, em 2002, com a vitória de Lula, a situação começou a mudar e o poder das famílias oligárquicas tornou-se não tão seguro. Essa insegurança é própria do capitalismo e das democracias representativas, quando funcionam razoavelmente. Os avanços políticos de partidos mais progressistas foram jogando a revista Veja e os outros grupos de mídia em situações extremadas de deslealdade jornalística, a ponto de fazerem parceria com criminosos para obter informações, chantagear e achincalhar a vida de políticos.

O mote ideológico, que se tornou redundante na revista Veja, comandada por Roberto Civita, morto no último domingo, é o do pensamento binário que sustentou o golpe militar de 64 e também todos os golpes nos últimos 50 anos na América Latina, como bem mostra o jornalista australiano John Pilger em Guerra contra a Democracia. Dos anos 90 para cá, a revista Veja se tornou a porta bandeira da imbecilização da classe média, aterrorizando os leitores com o fantasma do comunismo, do petismo, etc.

Assim, toda a crítica à selvageria do capitalismo, toda violência perpetrada por leis e manobras jurídicas, toda a violência policial ou midiática passou a ser interpretada como uma crítica comunista, petista, petralha etc. Qualquer pessoa que questione a desigualdade, a desonestidade e as práticas violentas do cruel sistema tornou-se necessariamente um norte-coreano infiltrado na sociedade brasileira.

Para a revista Veja e seus controladores e realizadores, que são os grandes conglomerados capitalistas, a democracia é sempre um risco. Assim, o medo de quem tem bilhões de dólares em paraísos fiscais ou milhões de hectares, imóveis e empresas deve ser transferido para a classe média, que tem alguns imóveis, uma fazenda, uma indústria média etc. E isso é um trabalho constante tanto aqui como na Venezuela.

Nesses últimos 20 anos, a revista Veja fez esse serviço sujo. Transferir o medo dos privilegiados e bilionários para a classe média, alimentando a repetição da trágica história golpista de 64 e do período pós-segunda guerra. E teve certo sucesso. Tem-se hoje uma parte da classe média imbecilizada e amedrontada com os avanços da democracia brasileira.

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MARILENA CHAUÍ: “QUALQUER COISA QUE SE POSSA DIZER SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA SERÁ OBSCENO”

TRIBUNAL DE JUSTIÇA CONFIRMA INVESTIGAÇÃO CONTRA AÉCIO NEVES E ISSO NÃO É NOTÍCIA NA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

Mídia esconde processo contra Aécio
Aécio não é notícia, ruim

Aécio não é notícia, ruim

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.

Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano.

Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir!
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ENTREVISTA DO BBB (BIG BROTHER BRASIL) MOSTRA COMO É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA REDE GLOBO

INACREDITÁVEL: HUGO CHÁVEZ, O PARLAMENTAR GEORGE GALLOWAY E O QUE A MÍDIA FAZ COM A CABEÇA DE UM JOVEM ESTUDANTE

MINISTRO DO SUPREMO, JOAQUIM BARBOSA, CHAMA REPÓRTER DO ESTADÃO DE PALHAÇO E O MANDA “CHAFURDAR NO LIXO”

Joaquim Barbosa: "vai chafurdar no lixo"

Joaquim Barbosa: “vai chafurdar no lixo”

Presidente do STF, Joaquim Barbosa, manda jornalista ‘chafurdar no lixo’

 Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Nesta terça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, recomendou a um repórter do jornal O Estado de S. Paulo que ele fosse “chafurdar no lixo”. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Ao ser abordado por Felipe Recondo, um dos jornalistas que o aguardavam após reunião do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Barbosa interrompeu a pergunta do repórter e disse: “Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre”.

Ao ser questionado sobre sua reação, o ministro respondeu: “Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor”. E terminou dizendo: “Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando”.

Na última semana, Barbosa voltou a criar polêmica durante entrevista coletiva concedida a correspondentes internacionais na qual afirmou que o sistema penal brasileiro tinha penas brandas, cobrando uma condenação maior aos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão. Na ocasião, o ministro disse que os juízes brasileiros têm mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pró impunidade”. (Texto Completo)

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ATÉ OS ESTADOS UNIDOS CONHECEM O PIG: LOS ANGELES TIMES NOTICIA QUE MÍDIA BRASILEIRA APOIOU GOLPE E É IMPLACÁVEL SÓ COM O PT

latimes.com
Reportagem do jornal Los Angeles Times menciona boa aprovação da presidente por parte da população, mas não pela imprensa; “Nenhum grande veículo a apoia, sendo que alguns jornais e revistas são particularmente duros em suas críticas”, diz o texto; enquanto isso, a presidente aprendeu a lidar com os ataques, segundo a matéria, reafirmando periodicamente sua crença na liberdade de expressão…
Quando o presidente esquerdista João Goulart foi deposto pelos militares brasileiros, em 1964, a maioria da mídia nacional, controlada por poucas famílias, comemorou. […]
Mas, durante a ditadura de 21 anos que se seguiram, o governo censurou os jornais e estações de televisão das famílias operadoras […]
As coisas são diferentes agora. Desde 2003, o Brasil tem sido gerido pelo partido à esquerda da Centro dos Trabalhadores Popular, conhecido como PT, que deixou a mídia só […]
Mas as publicações e emissoras de TV, ainda controladas pelas mesmas famílias, têm sido críticos do partido, apesar de uma taxa de aprovação pública para a presidente Dilma Rousseff tão alta quanto 78% […] (sic).

Brazil’s Dilma Rousseff is popular, but not among news media

Rich and powerful newspapers and TV networks have been critical of the left-leaning president despite her hands-off approach toward them.
Brazil President Dilma Rousseff not popular among news media
Brazilian President Dilma Rousseff helps mark
10 years in power of the Workers’ Party, or PT,
during a celebration in Sao Paulo last month.
(Yasuyoshi Chiba / AFP/Getty Images / February 20, 2013)

SAO PAULO, Brazil — When left-leaning President Joao Goulart was deposed by the Brazilian military in 1964, the nation’s major news media, controlled by a few wealthy families, celebrated.

But during the 21-year dictatorship that followed, the government censored the newspapers and television stations the families operated.
Things are different now. Since 2003, Brazil has been run by the popular left-of-center Workers’ Party, known as PT, which has left the news media alone.
But the publications and TV stations, still controlled by the same families, have been critical of the party, despite a public approval rating for President Dilma Rousseff as high as 78%. Not a single major news outlet supports her, with some newspapers and magazines particularly harsh in their criticism.
“It’s an extremely unique situation now in Brazil to have such a popular government and no major media outlet that supports it or presents a left-of-center viewpoint,” says Laurindo Leal Filho, a media specialist at the University of São Paulo.
The opposition to the Workers’ Party has been present since former left-wing metalworker Luiz Inacio Lula da Silva, once imprisoned by the dictatorship, was elected president in 2002. Lula quickly moved to the center and accommodated business elites, and the following decade saw an economic boom in which 40 million people rose out of poverty.
Telenovela 'Avenida Brasil' speaks to Brazilians
Telenovela ‘Avenida Brasil’ speaks to 
Brazilians

“Brazilian society was based on slavery for over 300 years, and has almost always been run by the same social strata,” Leal Filho says. “Some parts of the upper class have learned to live with other parts of society that were previously excluded … but the media still reflect the values of the old-school elite, with very, very few exceptions.”

The critical news media have been widely praised for hard-hitting investigations of corruption that have led eight members of Rousseff’s Cabinet to be replaced, and 25 high-level officials to be sentenced for a vote-buying scandal dating to Lula’s administration.
But government supporters often say the news media pay much less attention to evidence of corruption involving other political parties.
Brazil rethinks its rule-breaking attitude after club fire
Brazil rethinks its rule-breaking 
attitude after club fire

Reporters Without Borders recently issued a report criticizing media concentration in Brazil and recommending an overhaul of laws pertaining to the media. But unlike elsewhere in Latin America where governments openly battle with private media critics, the Brazilian government has taken a relaxed attitude.

Even if there were a concerted effort to take action, it would be politically impossible, analysts say. The Reporters Without Borders report details close ties between parts of the media and members of Congress, some of whom even vote to grant licenses to outlets they own, especially outside the bigger cities. To run the country, Rousseff must navigate the complicated waters of the Brazilin congressional system and work with more than 20 other parties.
“It’s unfortunate, but to govern this country you have to establish alliances,” says Mino Carta, editor of Carta Capital, the only publication of any size that supports the government. It sells 60,000 copies a week in a country of almost 200 million.
Meanwhile, Rousseff, who was tortured by the dictatorship for her left-wing activities in the 1970s, has taken criticism from the news media in stride, periodically reaffirming her belief in freedom of speech.
Attempting to build a large-scale news outlet that presents a different point of view would be extremely difficult, Carta says, because of the need for advertising revenue.
In Brazil's <i>cracolandias</i>, roving hordes of lost souls
In Brazil’s cracolandias, roving 
hordes of lost souls

“That would be a very slow and long-term goal indeed,” says the Italian-born septuagenarian.

Most Brazilian media chiefs say their journalism is neutral and objective.
Sergio Davila, managing editor of Folha de Sao Paulo, Brazil’s highest-circulation newspaper, says, “When Fernando Henrique Cardoso was in office, [his party] the PSDB said we were against them and pro-PT.”
Davila points to a report published in the paper at the time detailing votes purchased to ensure Cardoso’s reelection. “Now we’re just seeing the other side of the coin.”
But many PT supporters see the major newspapers, including Folha and O Estado de Sao Paulo, as anti-Rousseff, as they do the television network and newspaper run by the dominant Globo group.
“The big media have always defended powerful interests,” says Jose Everaldo da Silva, a retired port worker and PT voter in the country’s traditionally poor northeast, which has benefited especially from PT rule. “Everyone remembers what Globo did in Lula’s first election.”
When Lula first ran for president in 1989, the Globo TV station heavily edited his final debate with Fernando Collor de Mello, giving Lula less time and showing all of Collor’s best moments. The polls turned in favor of Collor, who was elected and later impeached for corruption (Texto integral no Los Angeles Times) VI no Contexto Livre
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SANTO GUTENBERG! FOLHA E ESTADÃO JÁ DISSERAM QUE DAR GOLPE DE ESTADO SIGNIFICA REESTABELECER A DEMOCRACIA

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

A salvação da pátria

Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem

Por Luiz Antonio Dias/ Revista História

“Os comunistas invadiram o Brasil”. Era esta a impressão de qualquer leitor de jornais no início dos anos 1960. Desde a posse de João Goulart na Presidência, em 1961, setores militares já planejavam sua queda. Matérias, manchetes e editoriais veiculados pela imprensa nesse período dão ideia do clima tenso, e é importante entender que essas informações divulgadas pelos jornais paulistanos Folha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo não eram neutras ou meramente “informativas”.

Defendendo a “ordem”, a Folha teceu fortes críticas ao comício pelas Reformas de Base, ocorrido no dia 13 de março de 1964 na Guanabara, afirmando que foi organizado por extremistas que tentavam subverter a ordem. No dia seguinte ao comício, publicou um editorial sobre o assunto: “preferiu o Sr. João Goulart prestigiar uma iniciativa vista com justificada apreensão por toda a opinião pública (…). Resta saber se as Forças Armadas (…) preferirão ficar com o Sr. João Goulart, traindo a Constituição, a pátria e as instituições”. O Estadão também exigiu um posicionamento das Forças Armadas no episódio. O editorial “O presidente fora da lei”, do mesmo dia, acusa João Goulart e alega que isso é apenas uma parte: “É, evidentemente, a última etapa do movimento subversivo que (…) é chefiado sem disfarces pelo homem de São Borja. E é também o momento de as Forças Armadas definirem, finalmente, a sua atitude ambígua ante a sistemática destruição do regime pelo Sr. João Goulart, apoiado nos comunistas”.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em São Paulo em 19 de março, foi uma resposta ao comício da Guanabara, e sobre essa manifestação a Folha apresentou a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. Já O Estado de S. Paulo dizia em 20 de março: “Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, no nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia”. Nesse editorial, o jornal buscou resgatar a memória de 1930 e 1932 [Ver RHBN nº 82], “da luta contra os caudilhos e a ditadura”, mostrando que o povo de São Paulo saberia lutar bravamente para garantir a Constituição de 1946.

A Revolta dos Marinheiros, em 26 de março, nada mais foi do que a gota d’água de um movimento golpista que já vinha caminhando a passos largos. Nesse episódio, mais uma vez, a Folha se colocou ao lado da “ordem”, criticando o movimento e lançando ataques à ação do presidente no incidente. “A solução dada pelo presidente (…) tem todas as características de uma capitulação.”

Na noite de 30 de março, o presidente compareceu ao Automóvel Clube, na Guanabara, para a comemoração do 40° aniversário da fundação da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar. Nesta solenidade, Goulart proferiu o seu discurso mais radical. No dia seguinte, a repercussão na imprensa foi negativa: os jornais se levantaram novamente contra o presidente. O discurso de João Goulart acabou sendo a senha para o início do golpe militar, que seria deflagrado na madrugada seguinte. A Folha também circulou nesse dia com um suplemento especial intitulado “64 – O Brasil continua”, repleto de anúncios de grandes empresas, mostrando que o Brasil cresceria em 1964, que esse seria um novo tempo. Cadernos como este – lançando previsões – normalmente circulam no início do ano. A data de publicação comprova que a sua elaboração ocorreu antes do início do golpe militar.

No dia seguinte ao golpe, o jornal afirmou que Goulart governou com os comunistas, tentou eliminar o Congresso atacando a Constituição, e, desta forma, a intervenção militar teria sido justa. Para a Folha, “não houve rebelião contra a lei. Na verdade, as Forças Armadas destinam-se a proteger a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem”.

Com a subida de Castello Branco ao poder, a Folha do dia 16 de abril não poupou elogios ao novo presidente em seu editorial. “É com satisfação que registramos ter seu discurso de posse reafirmado todas as nossas expectativas e revigorado a nossa esperança de que uma nova fase realmente se descerrou para o Brasil”.

Durante o governo Goulart, o jornal atacava o presidente e seu governo como uma ameaça aos direitos legais. Mas o editorial do dia seguinte ao golpe, “O sacrifício necessário”, defendia a necessidade de suprimir direitos constitucionais: “Nossas palavras dirigem-se hoje (…) aos que se acham dispostos ao sacrifício de interesses, de bens, de direitos, para que a nação ressurja, quanto antes, plenamente democratizada.”

No dia 3 de abril, o Estadão, estampou a seguinte manchete: “Democratas dominam toda a Nação”. É inegável que houve um árduo trabalho por parte dos jornais para desestabilizar o governo Goulart.

Tanto o Estadão quanto a Folha defenderam a deposição de um presidente eleito pelo povo e derrubado pelas Forças Armadas como “defesa da lei e do regime”. A imprensa paulistana, apresentando-se como porta-voz da opinião pública, saudou a instalação de um governo autoritário e ilegítimo como se fosse democrático e legal. Os aspectos éticos dessa “ação jornalística” e a falta de críticas – ou autocrítica – aos jornais e jornalistas é tema que merece reflexão.

Luiz Antonio Diasé professor da PUC-SP e autor de “Informação e Formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964. O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo”. In:ODÁLIA, Nilo e CALDEIRA, João Ricardo de Castro (orgs.).  História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unesp/Arquivo do Estado, 2010.

Saiba Mais – Bibliografia

GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Filmes

“O que é isso, companheiro?”, de Bruno Barreto (1997).

“O ano em que nossos pais saíram de férias”, de Cao Hamburger (2006).

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