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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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A INFÂNCIA E A MASSIFICAÇÃO DA INDÚSTRIA DE BRINQUEDO NA VISÃO DE UMA CRIANÇA

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA CRISE ECONÔMICA; PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI E HÁ FILA DE ESPERA DE 30 DIAS PARA COMPRA DE VEÍCULOS

Há algo de podre no reino da crise, iniciada com os títulos podres (?!!!) americanos, no Brasil. A produção instrial em dezembro caiu 12%. Ao mesmo tempo em que se anuncia essa queda, temos mais três notícias:

1. Faltam automóveis nas concessionárias, lista de espera chega a 30 dias para alguns modelos. Epa!! (Folha de S. Paulo de ontem)

2. Crédito imobiliário ignora crise e bate recorde em 2008. Epa!! (Folha de S. Paulo de ontem)

3. Apesar da crise, Lula tem popularidade rercorde. Epa!!! (Folha de S. Paulo de ontem) É a primeira vez que vejo um presidente em alta em plena crise econômica. Alguma coisa está errada: ou a pesquisa ou a crise.

Conclusão: é possível que setores importantes da economia estejam tentando levar vantagem com a crise, por exemplo, parando toda a produção, o que reduziria fortemente o índice de produção industrial. Assim,  poderiam negociar salários, férias, desovar estoques e, de quebra, pegar um dinheirão fácil do governo.

Será que a imprensa tem estrutura, vontade e crítica para apurar melhor essas contradições?

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FISCAIS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO LIBERTAM MAIS 49 PESSOAS EM SITUAÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO NO PARÁ

Fiscais libertam 49 de trabalho escravo na coleta de jaborandi

Por Bianca Pyl/ Repórter Brasil

Enquanto Belém recebia cerca de 100 mil pessoas para discutir temas sociais como o trabalho escravo no Fórum Social Mundial, 49 pessoas estavam sendo libertadas pelo grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mais de 960 km da capital paraense.

A libertação ocorreu numa propriedade a 190 km de São Félix do Xingu (PA). Todos os tipos de violações relacionados ao crime de trabalho escravo estavam sendo aplicados: isolamento geográfico, endividamento, não-pagamento de salários, alojamentos precários, água sem nenhum tratamento e alimentação inadequada, além de superexploração.

“Esses trabalhadores estavam completamente isolados do mundo”, conta Klinger Moreira, auditor fiscal que coordenou a operação. O grupo móvel enfrentou muitas dificuldades para chegar até os trabalhadores. Uma das frentes de trabalho ficava a 70 km da sede da fazenda. Os primeiros 20 km do percurso foram feitos de carro e os outros 50 km com uma moto que os fiscais conseguiram emprestada.

A retirada das pessoas do local foi feita de canoa e o retorno à sede da fazenda levou oito horas. “Para se ter uma idéia da distância, um grupo que saiu mais tarde, às 16 horas, teve que pernoitar na margem do rio e só chegou a sede às 13 horas do dia seguinte”, ilustra o auditor fiscal.

Havia outra frente de trabalho mais próxima, a 40 km da sede da fazenda, mas a dificuldade para semelhante: só os 20 km iniciais foram percorridos de carro. Fiscais chegaram a caminhar 7 km no barro para alcançar o local em que os empregados estavam. “Eles eram obrigados a caminhar até 15 km pela floresta para colher as folhas de Jaborandi e voltavam esse mesmo percurso carregando sacos de até 60 kg da folha”, relata Klinger.

Os trabalhadores foram aliciados no Maranhão, em maio de 2008, por Maria Georgeres Daher. Segundo apuração dos fiscais, ela recebia recursos da empresa química Sourcetech, com base em Pindamonhangaba (SP), para a fabricação da pilocarpina, um alcalóide extraído das folhas do jaborandi (Pilocarpus microphyllus). A planta brasileira é utilizada pela indústria química principalmente na fabricação de colírio para glaucoma e cosméticos.

A Sourcetch tem, desde maio de 1997, o registro Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, que permite a comercialização de seus produtos no país. A empresa também obteve um certificado da Comissão Européia, desde março de 1998, o Certification of Suitability of Monographs of the European Pharmacopoeia pela European Department for the Quality of Medicines.

De acordo com Klinger, a intermediária da mão-de-obra utilizava a conta de uma empregada para receber os recursos da empresa. Os recibos dos depósitos estão na mão dos fiscais. “A prova que temos são os depósitos efetuados, Maria não manteria o negócio se não fosse por esses pagamentos”.

A fiscalização apurou que a aliciadora entrou em contato com a empresa para oferecer as folhas colhidas e fechou um acordo. Os fiscais encontraram também alguns vídeos feitos por Maria que mostram os funcionários durante o trabalho. Há, ainda, um vídeo que registra um representante da Sourcetech, a quem Maria chama de “patrão”. (Texto integral)

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