Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: inflação

PROTESTOS NO BRASIL AJUDARAM O GOVERNO DILMA ROUSSEFF A REDUZIR A INFLAÇÃO, QUE CAIU NO ITEM TRANSPORTE EM JULHO

Protesto Contra Aumento das Passagens de Onibu...Inflação oficial recua na prévia de julho e fica em 0,07%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A prévia de julho deste ano da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,07%. A taxa é inferior à de junho, 0,38%. O dado foi divulgado hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais contribuições para o recuo da inflação vieram dos grupos de despesas transportes (que passou de uma inflação de 0,1% na prévia de junho para uma queda de preços de 0,55% em julho) e alimentação (que passou de uma inflação de 0,27% para uma queda de preços de 0,18%).

Entre os itens que individualmente mais contribuíram para uma taxa menor em julho estão o tomate, que ficou 16,78% mais barato em julho, o etanol (-3,71%), a gasolina (-0,69%) e ônibus urbano (-1,02%).

No setor de transportes, também tiveram influência importante para a redução do IPCA-15 os itens seguro voluntário (-1,82%), ônibus intermunicipal (-0,91%), metrô (-2,02%) e trem (-1,15%). O IPCA-15 acumula taxas de 3,52% no ano e de 6,4% nos últimos 12 meses.

Veja mais:

SÓ AGRICULTURA FAMILIAR SEGURA A INFLAÇÃO E DILMA ROUSSEFF DEVE CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO E INVESTIR PESADO NO SETOR

Em bilhões de reais

Assim que aponta um suspiro na inflação, os analistas urubólogos e radicais do mercado financeiro aparecem na televisão para dizer que o governo deve aumentar os juros e alimentar a ciranda financeira do cassino mercantil.

Para as empresas que apostam na Bolsa de Valores, o único remédio para a inflação é o aumento dos juros. Somente esses lobistas (ou melhor, analistas) se transformaram nas fontes especializadas em inflação e sempre dizem a mesma coisa: “o Banco Central terá de aumentar os juros”.

Mas existe uma medida muito mais benéfica para o país, que nunca é lembrada. O investimento governamental em agricultura familiar. Esse sim é um santo remédio para a inflação. É a agricultura familiar que coloca a comida nos supermercados e na mesa do brasileiro.

No governo do ex-presidente Lula o que segurou a inflação foi em boa parte o forte investimento na agricultura familiar. Mesmo com o mercado internacional aquecido no período pré-crise bancária de 2008, a inflação ficou sob controle. Entre 2003 e 2008, em apenas cinco anos, o investimento no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), por exemplo, passou de R$ 2,3 bilhões para R$ 9 bilhões.

Mas somente isso não resolve, é preciso uma política nacional agressiva de incentivo à agricultura familiar. Se o governo tomar os produtores de alimentos da cesta básica como prioridade, a inflação fica sob controle. A alimentação é parte importante dos índices de preços e podem ajudar a conter a inflação de outros setores.

O governo Dilma Rousseff parece que acordou para o problema diante dos repiques de inflação, mas precisa ser criativo. O governo poderia, por exemplo, incentivar a produção de um trator popular, garantir produção próximas às cidades, compra municipal e outras medidas que façam com que a produção da agricultura familiar cresça bem acima do PIB.

Veja mais em Educação Política:

 

PESQUISA DATAFOLHA SOBRE INFLAÇÃO E PALOCCI MOSTRA QUE HÁ UMA CRISE NO PODER DE CONVENCIMENTO DA GRANDE MÍDIA

Na Barão de Limeira se perguntam: o que deu errado?

A pesquisa Datafolha, que avaliou a repercussão da recente cobertura midiática sobre inflação e sobre o ex-ministro Palocci, serve mais para avaliar o poder de convencimento da grande mídia do que para avaliar o governo Dilma Rousseff. E os dados não são nada animadores para aqueles que sempre exerceram o coronelismo midiático, isto é, a capacidade de destruir ou elevar um político.

A grande mídia brasileira criou o maior forfé com dois temas nos últimos meses: inflação e Palocci. Mas esses dois temas não são tão interessantes para o público, que conhece a oposição e também a grande mídia. No caso da inflação, foi uma crise fabricada, visto que não houve qualquer mudança dentro das expectativas governamentais. A do Palocci também não surtiu efeito. Matéria da Folha mostra a dificuldade da mídia de abalar o governo Dilma.

Veja só:pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%. Ué, melhorou?

Aprovação de Dilma resiste à inflação e crise, diz Datafolha

A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff.

Mas a imagem pessoal da presidente foi afetada, de acordo com a pesquisa. Houve ainda uma piora generalizada nas expectativas com a economia, principalmente em relação à inflação.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%. (Folha)

Leia mais em Educação Política:

FURO DE REPORTAGEM: PEDIDO DE IMPEACHMENT DE GILMAR MENDES, MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NÃO É NOTÍCIA
O CASAMENTO REAL DE WILLIAM E KATE MIDDLETON MOSTRA QUE A MÍDIA E O BRASIL NÃO PERDERAM O COMPLEXO DE VIRA-LATA
QUE PAÍS É ESSE? BAFÔMETRO NA LAND ROVER DO AÉCIO NEVES MOSTRA QUE O BURACO É MAIS EMBAIXO
PARA FOLHA DE S. PAULO, R$ 160 VALE MAIS DO R$ 1,6 MILHÃO

ENQUANTO O PAÍS CRIA CADA VEZ MAIS EMPREGOS, A ECONOMIA SE VÊ ÀS VOLTAS COM O CHAMADO “EXCESSO DE DEMANDA”

Se antes o problema era a falta de consumo, agora, as pessoas consomem demais!

A ideia de que há excesso de demanda na nossa economia já foi tida como certa pelos economistas do governo. Esse excesso de demanda eleva a inflação e, para controlá-la, o governo já vem aumentando a taxa de juros e o próximo passo será reduzir as despesas para tentar controlar o crédito e, como consequência, diminuir o consumo das famílias, ou seja, a pressão da demanda.

Todo esse dominó econômico é alimentado pela crescente geração de emprego que, pelo menos à priori, é algo positivo. A previsão para esse ano é que se gere cerca de 3 milhões de empregos, como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual.

O fato é que, entre tiros da oposição e da imprensa, o governo precisa estruturar de forma sólida a sua política econômica e promover algumas mudanças, caso contrário, o que antes era um benefício passará a ser tido como vilão, sem contar que, com juros tão altos, será difícil alcançar as tão sonhadas elevadas taxas de crescimento.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Mudanças na política econômica?
Por Amir Khair

O governo comprou a idéia de que há excesso de demanda que tem que ser combatido através de redução das despesas para gerar forte superávit primário (receitas menos despesas, exclusive juros). Afirma que é necessário reduzir a despesa de custeio para expandir o investimento e abrir caminho para a redução dos juros básicos. Ora, o que está elevando a despesa são principalmente os juros. Sua redução dependa da redução da Selic, abrindo espaço para elevar investimentos e programas de distribuição de renda, que é o que mais interessa em termos de desenvolvimento econômico e social. O artigo é de Amir Khair.

Nada mais desgastante na política e na economia do que a inflação, mais até do que o desemprego, pois atinge a todos, especialmente os de renda média e baixa. É por essa razão que os governos a elegem como prioridade absoluta na formulação e implementação da política econômica.

Além disso, a própria inflação acaba por criar o desemprego, com certa defasagem, ao retirar poder aquisitivo das camadas de renda média e baixa, reduzindo as vendas, produção e investimentos.

A oposição, vazia de propostas, já tomou a inflação como tema central de seus ataques ao governo e assumiu como solução ao problema o mesmo receituário ortodoxo da redução de despesas do governo federal e aumento da Selic para conter o consumo, que seria o vilão inflacionário. Assumiu a mesma terapia aplicada durante o governo FHC, só que usou Selic bem superior à do governo Lula e realizou superávits primários segundo as exigências do FMI para salvar a iminente débâcle das contas internas e externas ocorrida no início de 1999 (segundo mandato de FHC).

Com inflação em elevação, a base de apoio ao governo no Congresso Nacional passa a ser mais exigente para aprovar a criação ou modificação das propostas do Executivo e a mídia passa a martelar duramente o governo.

Isso está levando o governo a modificar sua política inicialmente traçada na posse da presidente de crescer com inflação sob controle e reduzir a Selic para conter a avalanche de dólares que está causando estragos na competitividade das empresas e ampliação dos rombos nas contas externas. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

RICHARD SENNET: A INSTABILIDADE PRETENDE SER NORMAL NO VIGOROSO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA NÃO RESOLVE PROBLEMAS COMO A DESIGUALDADE NA ONERAÇÃO DE POBRES E RICOS
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR É INCAPAZ DE CONTER O ESTELIONATO DAS EMPRESAS DE TELEFONIA, COMUNICAÇÃO E MÍDIA
LUCIANO COUTINHO, DO BNDES, E MEGA EMPRESAS VÃO LEVAR O BRASIL PARA O BURACO CAVADO NOS ESTADOS UNIDOS


AGRICULTURA FAMILIAR FAZ UMA REVOLUÇÃO NO CAMPO E GARANTE INFLAÇÃO BAIXA DOS ALIMENTOS

Agricultura familiar combate inflação e reduz pagamento de juros

A agricultura familiar, responsável por cerca de 70% de todos os alimentos que o brasileiro consome, é um dos grandes sucessos do governo do presidente Lula no combate à inflação.

A inflação dos alimentos é um dos principais itens que consomem a renda das camadas mais pobres da população. Quanto mais tecnologia na mão dos pequenos produtores rurais, mais alimentos serão produzidos, gerando mais renda e permitindo melhor qualidade de vida na área rural.

O próximo governo deveria desonerar ainda mais os equipamentos e tratores até 78 cavalos, fazendo com que qualquer pequeno produtor possa se equipar e aumentar sua produtividade.  São esses produtores os responsáveis pelo feijão, arroz, batata, hortifruti, mandioca e outros itens básicos. A desoneração desse setor faria o país economizar milhões de dólares com juros. Veja trecho da matéria sobre o tema publicado no site Brasil Atual em que mostra setor é responsável por 80% do comércio de máquinas e equipamentos de pequeno porte.

Crédito para agricultura familiar garante 80% das compras de pequenos tratores

Fabricantes de equipamentos agrícolas registram crescimento de 25% ao ano e aumentam participação no setor. Agricultores ganham produtividade

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo – Dados do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) demonstram que linhas de crédito para a agricultura familiar foram responsáveis pela aquisição de 80,7% dos equipamentos rurais de pequeno porte em 2009. Com isso, o Mais Alimentos, vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vem sendo decisivo para garantir crescimento de 25% ao ano no segmento da indústria de pequenos tratores e outros equipamentos.

As informações do MDA abrangem apenas os motocultivadores e tratores de 11 a 78 cavalos por meio do Mais Alimentos. Por isso, a participação da agricultura familiar como público dos pequenos equipamentos rurais tende a ser ainda mais significativa.

O aumento da demanda representa um papel de destaque no crescimento do segmento, segundo a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). (Texto Integral)

Leia mais em Educação Política:

VEJA COMO É A REFORMA AGRÁRIA DO PSDB E DO DEM, PARTIDOS DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA, KÁTIA ABREU E JOSÉ SERRA: TIRA DO POBRE E DÁ AO RICO
PESQUISA CNA/IBOPE SOBRE AGRICULTURA FAMILIAR PROVA QUE GOVERNO PRECISA INVESTIR MAIS EM REFORMA AGRÁRIA
AGRICULTURA FAMILIAR ESTÁ AJUDANDO A SEGURAR A INFLAÇÃO E REDUZIR A FOME, DIFERENTE DAS GRANDES PROPRIEDADES RURAIS
O ATOR WAGNER MOURA PARTICIPA DA LUTA PARA ACABAR COM O TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

MERCADO FINANCEIRO QUER QUEBRAR O BRASIL AO PRESSIONAR COPOM PARA AUMENTAR JUROS COM SINAIS DE DEFLAÇÃO

Mercado Financeiro: mais realista que o Rei

Analistas do mercado financeiro (funcionários e executivos de bancos e empresas que apostam na bolsa e ganham com juros altos) estão pressionando o Banco Central para aumentar os juros e, com isso, fazer com que o Brasil aumente a sua dívida e leve parte do dinheiro da indústria para o mercado financeiro que, por coincidência, é onde esses analistas ganham a vida.

Mesmo com sinais de deflação, os “analistas” do mercado financeiro se dizem preocupados com a inflação (de 2011 !!!!) e querem que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumente os juros para 12% até o final do ano. Os analistas querem ter um bom Natal, mas já a população… Em tempo, a inflação está sob controle e dentro da meta!

Veja trecho da matéria do Estadão:

Juro deve superar 12% para manter inflação na meta, dizem analistas

SÃO PAULO – Para evitar o risco de perder o controle da inflação em 2011, o Banco Central deveria elevar o juro básico da economia para um patamar acima da taxa neutra, entre 12% e 12,5%, já neste ano. Isso faria o Comitê de Política Monetária (Copom) promover neste ano, pelo menos, mais duas elevações da taxa em 0,75 ponto porcentual e outra, de 0,50 ponto porcentual. (Texto integral)

Leia mais em Educação Política:
CARTA MAIOR: GRANDES BANCOS SÃO PARCEIROS DO NARCOTRÁFICO E EXECUTIVOS FICAM IMPUNES
PESQUISA MOSTRA QUE BRASILEIRO NÃO LÊ PORQUE PREFEITOS NÃO INVESTEM EM BIBLIOTECAS
RELATÓRIO FOCUS É O MESMO QUE CANTAR UNI, DUNI, TE; BANCO CENTRAL PRECISA SER INDEPENDENTE DO MERCADO FINANCEIRO
BANCOS SÓ ABREM POR DUAS HORAS NA VÉSPERA DO NATAL; BANCO NÃO TEM CLIENTE, TEM DEPENDENTE

AGRICULTURA FAMILIAR ESTÁ AJUDANDO A SEGURAR A INFLAÇÃO E REDUZIR A FOME, DIFERENTE DAS GRANDES PROPRIEDADES RURAIS

Agricultor na lente de f.farias (CC)

Agricultor na lente de f.arias (CC)

O último Censo Agropecuário do IBGE, com dados de 2006 e recentemente divulgado, mostra que a inflação está sob controle também graças ao investimento em agricultura familiar. Se o governo continuar investindo em pequenas propriedades, o brasileiro vai continuar comendo e pagando menos para se alimentar. O censo também revela que 80% dos produtores que alimentam o Brasil são analfabetos ou não terminaram o ensino fundamental, como se pode ver no site do IBGE.

Segundo o último Censo do IBGE, os agricultores familiares são responsáveis por 70% do feijão produzido no Brasil, 87% da mandioca, 46% do milho, 385 do café, 58% do leite, 59% da carne suína e 50% das aves, segundo reportagem da Carta Capital.

É impressionante, mas veja que os grandes produtores do agronegócio abandonaram o investimento em produtos agrícolas que alimentam os brasileiros e visaram o mercado internacional de comódites (produtos comercializados em bolsas e para exportação) como soja, laranja, cana etc. Quem segura a inflação e alimenta os brasileiros é a agricultura familiar.

Moral da história: mesmo com baixa educação, o agricultor familiar combate a inflação e mata a fome do brasileiro. Se o governo investir em tecnologia e educação no campo, os pequenos produtores poderão ter boas condições de vida e ajudarão a desenvolver o país.

Leia mais em Educação Política:
ESTADÃO: BOLSA-FAMÍLIA DÁ LUCRO E GOVERNO LULA RECEBE EM DOBRO; VALE A PENA INVESTIR CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL
BANDA LARGA QUE GOVERNO LULA PRETENDE IMPLANTAR DEVE SER UMA REDE NEUTRA, APENAS A ESTRUTURA FÍSICA
PODER JUDICIÁRIO DE GILMAR MENDES ESTÁ SENTADO EM CIMA DE 70 MILHÕES DE PROCESSOS E ELE QUER MAIS R$ 1,2 BI POR ANO COMO PRÊMIO PELA INEFICIÊNCIA
MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES HÉLIO COSTA E OPERADORAS DE TELEFONIA TENTAM MELAR PLANO DO GOVERNO DE LEVAR BANDA LARGA PARA TODOS OS BRASILEIROS
QUE PAÍS É ESSE? NA COMPRA DE COMPUTADOR, EMPRESÁRIO PAGA TAXA DE JURO DE 4,5% AO ANO ENQUANTO PROFESSOR PAGA 26,4%

RELATÓRIO FOCUS É O MESMO QUE CANTAR UNI, DUNI, TE; BANCO CENTRAL PRECISA SER INDEPENDENTE DO MERCADO FINANCEIRO

O relatório Focus do Banco Central é uma piada. Se alguém tomar uma decisão importante em cima de um resultado semanal vai se dar mal. Veja só: em apenas uma semana os analistas de mercado saíram de uma previsão do PIB de 1,2% para 0,59%.  É brincadeira, 50% a menos em uma semana.

Usar o relatório Focus como referência tem o mesmo valor científico que cantar uni duni te.  Outro exemplo: a previsão da produção industrial do relatório passou de 1,59% de crescimento para  1,5% de retração em apenas quatro semanas. Para com com isso…

O relatório Focus não serve para nada, a não ser para mostrar subserviência do Banco Central aos analistas financeiros. O Banco Central precisa de independência, mas independência do mercado financeiro.

 

Estimativa de crescimento da economia em 2009 cai para 0,59% 

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A expectativa de analistas de mercado para o crescimento da economia neste ano está cada vez menor. A informação está nos dados do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está em 0,59%. Na semana anterior esse percentual era de 1,20% e há quatro semanas era de 1,50%.

Os analistas reduziram a estimativa depois da divulgação, na última semana, de que Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 diminuiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, o maior recuo da séria histórica que começou em 1996. Em meados de setembro de 2008, houve o agravamento da crise financeira internacional, o que levou à redução do crescimento econômico no país e no mundo.

No caso da produção industrial, os analistas já prevêem retração de 1,59%, sendo que na semana anterior esse percentual era de 0,04%. Há quatro semanas ainda havia a previsão de crescimento de 1,5% da produção industrial. (texto integral da Agencia Brasil)

Leia mais em Educação Política:

TRABALHADORES DORMIAM NO CURRAL DA FAZENDA DE DEPUTADO DO MARANHÃO E AINDA ESTAVAM EM DÉBITO COM O PROPRIETÁRIO

EUA E CHINA INVESTEM PESADO EM ENERGIA EÓLICA; BRASIL PRECISA TER ENERGIA LIMPA E BARATA

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA CRISE ECONÔMICA; PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI E HÁ FILA DE ESPERA DE 30 DIAS PARA COMPRA DE VEÍCULOS

MERVAL PEREIRA DIZ NA CBN QUE DISTRIBUIR RENDA É POPULISMO; COMENTARISTA NÃO GOSTOU DO AUMENTO DA COBERTURA DO BOLSA FAMÍLIA

MERCADO FINANCEIRO ACREDITA EM JURO MAIS ALTO, MESMO COM QUEDA DA INFLAÇÃO

Mesmo com a inflação em baixa, empresas do mercado financeiro e analistas econômicos querem (ou acreditam em) aperto de juros. Veja notícia abaixo: eles acham que a inflação será menor, mas os juros serão maiores. Se ocorrer isso, a economia pode diminuir o ritmo neste semestre. Juro alto com inflação baixa é bom para quem aplica no mercado financeiro, principalmente porque fica mais fácil atrair (e administrar) dólares de estrangeiros.

Inflação volta a ficar na meta, segundo projeção de analistas

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar dentro do limite da meta de inflação para este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa caiu de 6,54% para 6,45%. Essa é a segunda redução consecutiva.

O centro da meta de inflação é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior, de 2,5%. Para 2009, que tem a mesma meta, a projeção dos analistas permanece em 5%.

A expectativa de menor inflação este ano é acompanhada de projeção de maior aperto monetário. De acordo com o boletim, os analistas aumentaram a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a inflação, de 14,50% para 14,75% ao final deste ano. Para 2009, permanece a perspectiva de 14%.

Neste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 1,75 ponto percentual. Atualmente os juros básicos estão em 13% ao ano.

NO MEIO DO CAMINHO HAVIA INFLAÇÃO, E AGORA JOSÉ?

Quem já estabeleceu metas e planos na vida, seja profissional ou pessoal, de empresa ou instituição, sabe que há uma diferença grande entre teoria e prática, ou seja, entre o que foi idealizado e o que se realiza de fato.

O Brasil estabeleceu uma meta de inflação de 4,5% este ano. Ótimo. Mas no meio do caminho, ou no meio do ano, tivemos uma inflação originada por grande influência internacional, principalmente pela elevação dos preços do petróleo, alimentos e comódites (commodities). O que fazer? Ora, replanejar a meta de inflação. Se o Banco Central estabelecer, diante dos acontecimentos, uma nova meta, por exemplo, de 6,5%, o Brasil poderá cumprir a meta, apesar do rejuste no meio do ano. No próximo ano, incia-se novamente com a meta de 4,5% e ajusta-se de acordo com os acontecimetnos internos e externos. Afinal, é uma meta ou um dogma?

O Banco Central faz isso com seus boletins sobre as perspectivas econônicas. A cada mês a previsão muda. Além disso, 6,5% é uma inflação de primeiro mundo. Não corrói tanto o salário e permite que o país tenha expansão econômica. Se decidir fazer uma perseguição implacável aos 4,5%, haverá grande chance desaquecer a economia.

O plano de metas de inflação deve ser entendido como um plano de metas. Ou seja, busca-se e planeja-se manter uma meta de inflação. Este ano, a meta está programada

ALIMENTOS CONTINUAM PRESSIONANDO INFLAÇÃO

Inflação medida pelo IPC-S avança em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou, no fechamento do mês de maio, em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), conforme dados divulgados hoje (3).

Em São Paulo, capital com o maior peso na formação do resultado do IPC-S, a taxa subiu de 0,95% para 1,11%. A única capital a apresentar recuo na taxa de variação foi Porto Alegre, que passou de 1,02% na última apuração para 0,84%.

A média para as sete capitais, segundo informou ontem (2) a FGV, ficou em 0,87%, contra 0,72% do levantamento anterior.

O avanço foi puxado principalmente pelos preços dos alimentos, que subiram 2,33%, apresentando o maior percentual desde a primeira semana de fevereiro de 2004 (2,36%).

O IPC-S foi calculado pela FGV com base nos preços coletados entre 1º de maio e 31 de maio e comparados aos vigentes no período de 1º de abril a 30 de abril.

%d blogueiros gostam disto: