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VIOLÊNCIA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À EDUCAÇÃO RUIM EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, NO INTERIOR DE SÃO PAULO

Jornal Bom Dia, de São José do Rio Preto, faz levantamento que mostra a relação direta entre violência e dificuldade de aprendizagem dos alunos. Em Araraquara, internauta relata a situação da violência nas escolas.

Bairros com maior número de ocorrências envolvendo alunos são os mesmos onde há maior dificuldade para aprender

Polícia foi chamada 28 vezes só em escolas da zona norte

Nany Fadil
Agência BOM DIA

Bairros de Rio Preto  que figuram na lista com maior número de atos de violência em escolas são os mesmos em que os alunos, sem exceção, não ultrapassaram a média no último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

As dificuldades de aprendizado e os conflitos caminham juntos nas escolas estaduais de Rio Preto.

Neste primeiro semestre, a ronda escolar registrou 31 ocorrências em escolas. A maioria esmagadora – 28 – na zona norte.
No Eldorado, onde se registra situações que envolvem desde desordem até lesão corporal dolosa, estão as escolas Adahir Fogaça e Yvete Gabriel Atique.

A primeira obteve a terceira pior média no Enem entre as escolas estaduais de Rio Preto: 44,44. Em maio, a professora Elaine Maria de Rezende Martins, 51 anos, foi agredida com um ovo no rosto enquanto dava aula. A Atique, com 46,1, está na sétima pior colocação.

O estudante T.B., 17 anos, diz que a violência é menor hoje na Atique do que foi anos atrás, mas que a bagunça ainda prevalece. Ele mesmo já fez parte da “turma dos desvirtuados”.

“Me envolvi com uma galera e a gente só queria farra e drogas. Todas as minhas médias são vermelhas, mas esse pessoal saiu da escola e agora vou retomar os estudos.”

Para G.R.S., 17, também da Atique a “zoeira” atrapalha o aprendizado. Ele, que está com três médias vermelhas mas não lembra em quais matérias, diz que não se envolve nos atos de violência. “Quando tem  briga aqui é coisa feia. Eu sou de boa, só bagunço mesmo.”

E.I.A., 68, avó de uma das estudantes da escola, diz que a “bagunça” na Atique prejudica o aprendizado. “Minha neta diz que tem bons professores, mas que não dá para entender tudo o que eles ensinam por causa dos bagunceiros. E todo mundo tem medo deles.” (Texto integral no site do jornal)

Violência em Araraquara
Por Cláudia Pacheco

Glauco, esta situação é grave e a realidade não muda porque há sempre interesse de abafar tudo o que negativo na Educação de Araraquara:
Veja a noticia do jornal tribuna impressa
Uma escola é citada na polícia a cada dois dias em Araraquara A violência escolar está atravessando o muro das unidades e acabando dentro das delegacias. Isto é o que mostra um levantamento feito pela Tribuna com base nos Boletins de Ocorrência (BOs) do Serviço Especializado da Infância e Juventude (Seij), da Polícia Civil. Foram analisados todos os registros de janeiro até o final da tarde de ontem, somando exatos 68 problemas nas escolas públicas municipais e estaduais em Araraquara. Os dados do ano passado não foram tabulados. Em relação a 2005 houve queda. Um ato de vandalismo registrado dentro de uma escola na segunda-feira chamou a atenção sobre o tema. Hoje, a cada dois dias, em média, uma unidade é citada na polícia por problemas de indisciplina ou ato infracional.

Cláudio Dias/Tribuna
Os incidentes policiais como brigas, desacatos e furtos são considerados graves para os profissionais de ensino. O levantamento mostra que a violência escolar está em várias regiões da cidade. As escolas estaduais foram alvo de 53 BOs. Já nas municipais foram efetuados 12 registros. De acordo com os documentos oficiais, brigas entre estudantes, ofensas aos professores, desobediência ao perímetro escolar e vandalismo são as principais causas para a intervenção policial. Saiba mais

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