Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PARA FIDEL CASTRO, UM ROBÔ SERIA O MELHOR CANDIDATO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES AMERICANAS

Novo candidato à corrida presidencial americana

Para Fidel Castro, as próximas eleições americanas, que ocorrem no final de 2012, não contam com nenhum presidenciável capaz de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana, por isso, a melhor alternativa seria um candidato robô. Se o atual presidente Barack Obama distanciou-se dos ideais de Martin Luther King, um líder republicano na Casa Branca seria muito pior, segundo as análises de Fidel em sua coluna Reflexión, publicada no jornal Granma.

E, para Fidel, o robô seria muito bem votado pelos negros, imigrantes latinos e pela classe média empobrecida com a irresponsabilidade do liberalismo americano. Com Obama cada vez mais enfraquecido no cenário político, um robô, pelo menos, evitaria que o conservadorismo chegasse ao poder no império capitalista ocidental e a tragédia seria menor. A ideia até que é boa!

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Fidel Castro: Um robô é o melhor candidato
Por Redação Carta Capital/Internacional

Para o ex-presidente cubano Fidel Castro, um robô seria o melhor candidato para ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos. Segundo o líder, as próximas eleições americanas, que devem ocorrer no final de 2012, não contam com presidenciáveis capazes de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana.

Não é óbvio que o pior de tudo é a ausência na Casa Branca de um robô capaz de governar os Estados Unidos e impedir uma guerra que acabe com nossa espécie?”, indaga ele, em sua coluna Reflexión, publicada no jornal Granma.

Enquanto o atual presidente Barack Obama se distanciou dos sonhos de Martin Luther King, líder do movimento negro nos EUA na década de 70, para Castro, os possíveis candidatos republicanos e líderes do Tea Party carregam mais “armas nucleares em suas costas do que ideas de paz em suas cabeças”.

O líder afirmou estar seguro de que 90% da população americana, composta por negros, imigrantes latinos e pela classe média empobrecida com a recente crise internacional votaria no robô. (Texto completo)

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CRESCE A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO DO OCIDENTE NA SÍRIA, ONDE A VIOLÊNCIA ESTÁ FORA DE CONTROLE

Revolução está lançada

A luta dos manifestantes na Síria contra o regime ditadorial de Assad não é mais pela liberdade, e sim pelas suas próprias vidas, diz texto do The Observer, publicado pela revista Carta Capital. A violência atingiu níveis extremos aos quais o mundo ocidental não pode deixar de reagir, sob pena de que o incêndio já deflagrado por extremistas se espalhe ainda mais.

É justamente isso que os defensores de ditaduras e regimes autotários, como é o caso da Síria, querem, que o incêndio se espalhe, sufocando vidas humanas e possibilidades de diálogo e liberdade política.

O mundo ocidental sabe disso e, mais por temer que o incêndio também o sufoque do que por motivos propriamente humanitários, já começa, timidamente, a se mexer, afinal, como lembra o texto de Nick Cohen “as notícias que escapam ao controle dos censores sírios nos lembram todos os dias: os que dizem que não devemos fazer nada também têm sangue nas mãos”.

Veja trecho do texto:

O Ocidente tem o dever de intervir na Síria
Por Nick Cohen

A revolução síria é uma criança sem mãe. A “comunidade internacional”, tão vigorosa em suas declarações de apoio aos direitos humanos, nada faz para protegê-la. Os terroristas estatais de Assad têm liberdade irrestrita para assassinar, estuprar e lançar bombas de pregos contra os manifestantes, violentar e castrar crianças.

Para compreender a escala da barbárie, basta escutar Hamza Fakher, um ativista pró-democracia que é uma das fontes mais confiáveis sobre os crimes ocultos pelo blecaute do regime à imprensa. “A repressão é tão severa que os detidos são amontoados em contêineres de navios e despejados em pleno mar”, ele me disse. “A coisa está tão ruim que inventaram uma nova forma de tortura em Alepo, na qual aquecem uma placa de metal e forçam o detido a ficar de pé sobre ela até confessar; imagine a carne derretida atingindo o osso antes que o detido caia sobre a placa. É tão ruim que todos os manifestantes optaram pela resistência armada. Eles sabem que agora se trata de sobrevivência, não mais de liberdade. É preciso salientar isto: os sírios hoje estão lutando por suas vidas, e não por liberdade.”

A Liga Árabe age como o representante da “comunidade internacional” na região, e não acho que “desprezível” seja uma palavra forte demais para descrever seu comportamento. O chefe de sua missão de observadores na Síria é o general Mohammad Ahmed Mustafa al-Dabi, um defensor do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por genocídio e crimes contra a humanidade em Darfur. Dabi não é apenas um seguidor. Seus adversários o acusam de responsabilidade pessoal pelos massacres em Darfur. (Texto completo)

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Fogo e caos pelas ruas de Londres

A crise econômica vem provocando cenas únicas e inesperadas no continente europeu. Os protestos em Madrid e na Grécia desencadeados pelo desemprego e pela instabilidade generalizada, agora, podem ser vistos pelas ruas de uma das mais importantes cidades do mundo: Londres.

A capital inglesa tem sido palco de uma onda de violência classificada como “sem sentido” pelo vice primeiro ministro inglês, motivada pelo desemprego e por medidas de austeridade adotadas pelo país.

Saques e incêncios perpetrados por grupos de jovens desenham um cenário que resvala em impressões apocalípticas da realidade, já tão difundidas e disseminadas nos ares londrinos. Os protestos vão acontecendo de forma não muito organizada, mas fazem barulho e parece ser esse o principal objetivo do grupo.

Com a permanência das manifestações, as autoridades britânicas estão voltando das férias para tentar resolver os contornos daquela que já é considerada a maior crise civil enfrentada por um país de primeiro mundo. Se haverá uma solução ou não, isso ainda não se sabe.

No entanto, em meio a tanto fogo e destruição, cabe perguntar como se gestou tal insatisfação social e civil que durante anos existiu em silêncio e agora explode por diversos cantos do mundo? E, como produto dessa pergunta, refletir sobre o modo como está sendo trilhado o caminho em direção ao desenvolvimento social e econômico, afinal, as multidões nas ruas parecem revelar que ele não nos conduzirá a uma paisagem tão calma, tampouco justa.

Veja trecho de notícia publicada sobre o assunto na Carta Maior:

O caos em Londres (noite 3)
Por Wilson Sobrinho

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. A reportagem é de Wilson Sobrinho, correspondente da Carta Maior em Londres.

Caos. Essa palavra tão abusada ao longo da história precisaria ser reinventada para descrever o que se vê na cidade que se orgulha de ser uma das mais seguras e organizadas do planeta. Dalston, Chalk Farm, Woolwich, Lewisham, Clapham, Hackney, London Bridge, Croydon, Peckham, Ealing, Canning Town. A lista de bairros com registro de distúrbios cresce com o avanço da noite e se aproxima do centro a passos largos. A luz que mais chama a atenção na cidade são as das lixeiras, dos carros e dos prédios em chamas.

Muitas testemunhas relatam saques, incêndios perpetrados por grupos de jovens e pouco ou nenhum policiamento. O vice primeiro ministro definiu com precisão. Atos de violência sem sentido. Agora, à meia noite em Londres, as forças policiais e de combate de incêndio estão operando perigosamente perto de seus limites.

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. (Texto completo)

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MORTE DE OSAMA BIN LADEN DÁ TRUNFO PARA BARACK OBAMA, MAS ELE PARECE SEGUIR A LINHA REPUBLICANA DA EXTREMA DIREITA

Por Martín Granovsky – Página/12/ Carta Maior

Trunfo de Obama contra direita, mas para quê?

O novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que acaba de ser proposto por Barack Obama, o general David Petraeus, será confirmado pelos senadores. Se restava alguma dúvida, seu último posto foi o chefe das forças da OTAN no Afeganistão. Assumirá como diretor da CIA com o troféu de Osama Bin Laden morto e as mãos livres para reforçar as operações militares encobertas.

Petraeus foi o arquiteto das operações de George Bush no Iraque e, nos últimos anos, apoiou os ataques contra bases da Al Qaeda não só no Afeganistão, mas também no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Em termos práticos e simbólicos, a operação da CIA confirma que Washington se aproxima do ponto de deixar o lugar de primeira potência econômica nas mãos da China, mas segue sendo a primeira, longe de qualquer outra, em capacidade de uso da força, incluindo aí operações de contrainsurgência.

Por isso, Obama, no discurso realizado na noite de domingo, lembrou que o ataque foi dirigido contra as Torres Gêmeas e também contra o Pentágono, na primeira agressão externa contra território norteamericano em sua história. Por isso, também, recordou que deus instruções a Leon Panetta definindo que a missão principal da CIA era encontrar Bin Laden vivo ou morto. Uma mensagem de gratificação e, ao mesmo tempo, de respaldo: Panetta foi designado e está por assumir como ministro da Defesa, onde deverá diminuir brutalmente o gasto militar e reorientá-lo. Também é chave no discurso a menção aos oficiais encarregados de operações encobertas: “Ninguém conhece seus nomes, mas o povo norteamericano deve estar agradecido a eles”, disse o presidente que assumiu no dia 20 de janeiro de 2009, e no final do ano que vem lutará para ser reeleito e iniciar outro mandato em 2013.

Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. “Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada”, disse Obama.

O Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governador pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.

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Natureza coloca em questão modelo nuclear japonês

O terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira lançou sobre o país uma onda de morte, medo e destruição. De acordo com dados oficiais atualizados, o número de mortos já chega a 1.886, enquanto os desaparecidos chegam a 2.329; e a previsão é de que esses números aumentem ainda mais. As autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A realidade é de caos e fragilidade, principalmente, em decorrência do acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, desencadeado logo após o terremoto de sexta-feira e classificado como de nível quatro na Escala Internacional de Eventos Nucleares.

O acidente na central nuclear fez com que além dos desastres provocados pela natureza, o Japão também se visse diante de uma ameaça nuclear de proporções ainda não imaginadas. Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores declarou: “Estamos num terreno desconhecido”; e demonstrou a incerteza diante da situação ao afirmar que só o futuro dirá o que pode acontecer, como mostra reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto o Japão espera pelas respostas trazidas com o passar do tempo, as autoridades do país seguem tentando não alarmar demais a população, mais um dos motivos que impedem saber de fato o que está acontecendo, o que ainda pode acontecer e o que já está sendo feito para evitar um desastre nuclear. Como era de se esperar, a situação no Japão tem gerado comparações com o desastre de Chernobyl na Ucrânia, em 1986, o maior já registrado na história. No entanto, a realidade japonesa tem as suas particularidades e o desastre atual deve ser visto dentro das suas devidas proporções.

Tragédias como essa mais uma vez colocam em cheque o modelo de funcionamento das usinas nucleares. Material radioativo é potencialmente perigoso e a história já o demonstrou e pode continuar a fazê-lo enquanto medidas efetivas de aumento da segurança ou até substituição deste tipo de geração de energia por outra não forem colocadas em prática.

Enquanto isso não acontece, alguns homens lutam com a física e as leis da natureza, fazendo uso até de água do mar para tentar resfriar os reatores, outros assistem ao desenrolar dos fatos com medo e perplexidade, outros, ainda, esperam por uma salvação ou esperança que talvez nunca venha, outros temem ou respeitam a natureza, mas muitos ainda a ignoram.

Veja trecho de duas notícias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o assunto:

Japão luta para evitar explosão nuclear; 3º reator é resfriado

A ameaça nuclear que assusta o Japão após o forte terremoto de sexta-feira cresce neste domingo. As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

“As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company”, explicou a agência da ONU, com sede em Viena.

Os três reatores da planta de Onagawa “estão sob controle”, segundo as autoridades japonesas.

Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.

A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.

“O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco. (Texto Completo)

Em meio a crise nuclear; Japão eleva a 1.886 número de mortos
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A polícia japonesa elevou nesta segunda-feira para 1.886 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira (12), seguido de um devastador tsunami. Outras 2.329 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto as autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A polícia e os bombeiros trabalham para recuperar os corpos nas cidades da costa leste japonesa mais atingidas pela tragédia. Segundo a agência de notícias Kyodo, cerca de mil corpos foram encontrados em Miyagi, além de outros 200 ou 300 corpos que as equipes tentam resgatar em Sendai, local mais atingido pelo tremor e pelas ondas gigantes.

Em Miyagi, o governo não conseguiu contatar cerca de 10 mil pessoas –mais da metade da população local. O destino de dezenas de milhares de pessoas, incluindo cerca de 8.000 moradores da cidade de Otsuchi, ainda é desconhecido, segundo a Kyodo.

“É uma cena infernal, absolutamente aterrorizante”, disse Patrick Fuller, da Federação Internacional da Cruz Vermelha na cidade de Otsuchi.

“A situação aqui é simplesmente inacreditável, quase tudo foi arrasado. O governo está dizendo que 9.500 pessoas, mais da metade da população, poderia ter morrido, e eu temo pelo pior.”

Equipes de resgate continuam procurando sobreviventes na região devastada pelo tsunami, ao norte de Tóquio, e tentando ajudar milhões de pessoas que estão sem energia elétrica e água. O primeiro-ministro Naoto Kan disse se tratar da pior crise no país desde a Segunda Guerra (1939-1945). (Texto Completo)

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Manifestações na Líbia contra o ditador Gaddafi, no poder há mais de 40 anos!

Em reportagem publicada pela revista Carta Capital, os bastidores das manifestações no Egito e em outros países da região são revelados de forma detalhada e inicia-se uma discussão a respeito dos desafios que ainda estão pela frente em um mundo árabe que tem, hoje, duas ditaduras a menos (do Egito e da Tunísia), mas muitas divergências internas a serem conciliadas e superadas.

Como diz a reportagem, “É muito mais fácil unir movimentos políticos e sociais em torno de um “não” ao status quo do que em torno do “sim” a qualquer projeto alternativo. O enfrentamento entre as forças que concorrem por dar um sentido ao “não” costuma ser mais longo e amargo do que a inicial, e está apenas começando”.

No entanto, o texto reconhece que o povo do oriente já não é mais o mesmo. A onda de manifestações em diversos países da região, inspirada na queda das ditaduras do Egito e da Líbia, fez com que a voz da população fosse ouvida e, mais do que isso, mostrou aos líderes autoritários locais que a vontade dos povos não pode mais ser ignorada ou subjugada, que a população conserva a força das massas e esta última é capaz de derrubar e levantar governos, basta vontade e organização política. Os líderes autoritários já sabem disso e sabem também que as mudanças são iminentes e inevitáveis, uma nova ordem já começa a se articular na região e as consequências serão de alcançe mundial.

A reportagem aponta também algumas mudanças prováveis e próximas como o isolamento de Israel e maior liberdade do Irã e, a médio prazo, um fortalecimento do antigo sonho do Pan-arabismo com a criação de associações fundadas em instituições democráticas e não no carisma de líderes passageiros. Como diz o texto, o mundo árabe será mais um bloco relativamente autônomo em um mundo cada vez mais multilateral, dentre outras coisas mais.

Veja trecho:

Feliz Oriente Novo
Antonio Luiz M. C. Costa

Com hosni mubarak, o Egito tinha uma ditadura de fato sob as aparências de um Estado de Direito, com presidente eleito (em eleições fraudadas), Parlamento (monopolizado pelo governista Partido Nacional Democrático) e Constituição (ditada por Anuar Sadat e Mubarak). Agora, tem uma democracia em gestação sob as aparências de uma ditadura militar que, pressionada pelo povo nas ruas, expulsou o presidente, dissolveu o Parlamento e suspendeu a Constituição. Ou seria essa uma descrição excessivamente otimista dos fatos?

As primeiras fissuras já aparecem no movimento. É muito mais fácil unir movimentos políticos e sociais em torno de um “não” ao status quo do que em torno do “sim” a qualquer projeto alternativo. O enfrentamento entre as forças que concorrem por dar um sentido ao “não” costuma ser mais longo e amargo do que a inicial, e está apenas começando.

Por que a luta da Praça Tahrir foi vitoriosa quando as da Praça Tiananmen (Pequim, 1989) e da Praça Enghelab (Teerã, 2009) deram em nada? Segundo o soció-logo Michael Schwarcz, porque conseguiu de fato parar o Egito. Travou de imediato o turismo, vital para o país, e espalhou-se para todas as principais cidades, onde instituições públicas, a começar pela polícia, foram sitiadas, queimadas ou ocupa-das. Nos últimos dias do regime, trabalhadores das indústrias e serviços – inclusive o vital Canal de Suez – também começaram a parar, o que parece ter sido o golpe de misericórdia no velho ditador. (Texto Completo)

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Derrubado há mais de 20 anos, o muro de Berlim continua disseminando a sua lógica

Muitos são os muros a separar o mundo. O muro que separa a fronteira dos EUA com o México, o muro que separa as duas Coreias, o muro da Cisjordânia, o muro que separa o Paquistão do Afeganistão. O muro da intolerância, do preconceito, o muro a separar a realidade da paz. Desde o simbólico Muro de Berlim, o mundo não para de reproduzir a mesma lógica. Parece mais fácil diluir no concreto armado sentimentos de intolerância e discriminação social.

O mais novo muro a integrar a lista é o que está sendo construído pela Grécia na fronteira com a Turquia para impedir a entrada de imigrantes ilegais. O fato é que erguer muros não resolve o problema, pelo contrário, parece torná-lo ainda mais visível. A era da globalização, da queda de fronteiras, paradoxalmente, parece ser a era do isolamento, da exclusão, do medo, pois só quem tem medo cerca-se de altos muros!

Veja trecho de texto publicado pelo site Brasil de Fato:

Muro europeu vai começar pela Grécia
Governo grego anunciou que vai construir um muro na fronteira com a Turquia para evitar a entrada de “imigrantes ilegais

O governo grego anunciou que vai construir um muro com cerca de 13 quilômetros de extensão e três metros de altura na fronteira com a Turquia para evitar a entrada de “imigrantes ilegais”. As posições da União Europeia são ambíguas sobre este assunto.

Atenas diz que a cooperação com Estados-membros da União Europeia “vai bem” nesta matéria e a Turquia já manifestou o seu incômodo. O modelo copiado pelas autoridades gregas é o muro entre a Califórnia e o México.

O muro de Berlim caiu há mais de 20 anos, mas a metodologia não morreu e tem sido cada vez mais adotada no mundo. Ao muro da Coreia, ao muro que Marrocos impõe ao Sara Ocidental, ao muro Estados Unidos-México, ao muro da Cisjordânia, ao muro que Israel constrói na fronteira com o Egito, ao muro erguido entre o Paquistão e o Afeganistão virá a juntar-se agora o muro grego na fronteira com a Turquia. Será o segundo a separar zonas de influência dos dois países, contando com o que existe em Chipre. (Texto Completo)

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A GUERRA FRIA EM PALITOS DE FÓSFORO

O cineasta russo Vladislav Starevich encontrou uma interessante forma de retratar um dos períodos mais tensos e marcantes da história: a Guerra Fria. O conflito entre as duas mais importantes nações do planeta na época, os EUA e a União Soviética, estendeu-se a todos os campos da atividade humana, desde o bélico até o espacial em um contexto onde o mundo vivia a iminência de uma verdadeira guerra nuclear onde o planeta todo poderia ser destruído.

Sorte que o conflito entre as duas nações se deu sempre de forma indireta, nunca chegando as duas a se enfrentarem diretamente, daí a expressão Guerra Fria. Entre tantas fotos e depoimentos que trazem à tona um pouco do que foi o período, essa animação de Starevich, que sempre trabalhou com animação, na Rússia e fora dela, talvez esteja mais próxima do que realmente ia pela essência daqueles anos que mudaram os rumos da história e marcaram toda uma geração! A simplicidade dos palitos de fósforo, a expressividade da música e a sutileza dos movimentos, falam muito mais do que qualquer outra imagem.

Vi no Portal Vermelho

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Uma imagem impressionante do menino resgatado no Haiti. A alegria de ser aclamado, talvez a alegria de ter os olhos do mundo, talvez a alegria de se sentir um herói, talvez a simples alegria de viver.

Veja vídeo no R7 ou no Sky News também.

Garoto é resgatado no Haiti: só alegria

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Embargo é melhor que ajuda dos Estados Unidos?

A pequena ilha de Cuba, que sofre há quase 50 anos embargo da maior potência mundial (os Estados Unidos) terá em 2010 um PIB (Produto Interno Bruto) per capita maior que o da Colômbia, parceira estratégica dos norte-americanos na América Latina e país que recebe dos EUA ajuda financeira e base militar.

Os dados são Economist Intelligence Unit (The Economist), e publicado recentemente pela Carta Capital. Cuba terá em 2010 um PIB per capita de 5.220 dólares enquanto a Colômbia, de 5.110. A diferença é mínima, mas é essa a situação da Colômbia.

O Brasil aparece com um PIB per capita de 8.480 dólares, a frente da Argentina, com 7.230 dólares, mas bem abaixo da Venezuela (11.660), Uruguai (10.220) e Chile (9.950).

A Bolívia, que durante séculos foi dominada pelos ruralistas de Santa Cruz, tem previsão de PIB per capita de apenas 1.940 dólares. O Paraguai aparece um pouco melhor, 2.140.

É difícil entender a economia e mais difícil ainda é entender porque um país que sofre embargo da maior potência mundial consegue ter um PIB (Produto Interno Bruto) per capita maior do que o parceiro estratégico da maior potência mundial.

Os dados, em um projeto multimídia bem feito, podem ser acessado no site da The Economist, ao clicar em Word in 2010.

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PODER JUDICIÁRIO DE GILMAR MENDES É GRANDE O ROTEIRISTA DOS VÍDEOS DO GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, JOSÉ ROBERTO ARRUDA
VEJA COMO É A REFORMA AGRÁRIA DO PSDB E DO DEM, PARTIDOS DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA, KÁTIA ABREU E JOSÉ SERRA: TIRA DO POBRE E DÁ AO RICO

ARGENTINA, DA PRESIDENTE CRISTINA KIRCHNER, MOSTRA QUE INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL É UM ATENTADO À DEMOCRACIA

Tchau independência do Banco Central

A ideia de independência dos Bancos Centrais dos países, tese defendida no Brasil quando o PSDB estava no governo federal, é um atentado à democracia. E é isso que está acontecendo na Argentina.

A presidente Cristina Kirchner pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Martín Redrado, mas ele se recusa a sair e anunciou que não renunciará ao posto, já que seu mandato, que iniciou em 2004, só conclui no dia 23 de setembro.

É a ditadura do mercado. O povo vota na presidente que vira fantoche; não pode demitir o presidente do Banco Central. Para falar numa linguagem do mercado, é o mesmo que o dono da empresa demitir um funcionário e ele se recusar a sair porque se acha dono da empresa. A população da Argentina elegeu Cristina Kirchner e, concorde ou não com o seu governo, é preciso respeitar a democracia.

O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, usa o cargo para atentar contra a supremacia dos votos. É a ditadura do mercado.

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FIORI: ANÁLISES CONSERVADORAS DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA SÃO PASSADISTAS, FORMALISTAS E SEM CONSISTÊNCIA INTERNA

O Debate da Política Externa: Os Conservadores

José Luís Fiori/Adital

Brasil investe nas relações Sul-Sul

Já faz tempo que a política internacional deixou de ser um campo exclusivo dos especialistas e dos diplomatas. Mas só recentemente, a política externa passou a ocupar um lugar central na vida publica e no debate intelectual brasileiro. E tudo indica que ela deverá se transformar num dos pontos fundamentais de clivagem, na disputa presidencial de 2010.

É uma conseqüência natural da mudança da posição do Brasil, dentro do sistema internacional, que cria novas oportunidades e desafios cada vez maiores, exigindo uma grande capacidade de inovação política e diplomática dos seus governantes. Neste novo contexto, o que chama a atenção do observador, é a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores, quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil.

A cada dia aumenta o número de diplomatas aposentados, iniciantes políticos e analistas que batem cabeça nos jornais e rádios, sem conseguir acertar o passo, nem definir uma posição comum sobre qualquer dos temas que compõem a atual agenda externa do país. Pode ser o caso do golpe militar em Honduras, ou da entrada da Venezuela no Mercosul; da posição do Brasil na reunião de Copenhague ou na Rodada de Doha; da recente visita do presidente do Irã, ou do acordo militar com a França; das relações com os Estados Unidos ou da criação e do futuro da UNASUL. Saiba mais

HUMOR: FERNANDO HENRIQUE CARDOSO TAMBÉM ESTAVA NO G-20

BRASILEIRA AGREDIDA NA SUÍÇA: BRASILEIROS DEVERIAM BOICOTAR TURISMO NA EUROPA

A Europa está perdendo o encanto e ficando cada vez mais difícil para brasileiros. Os turistas e estudantes brasileiros devem mudar de rota. Há um mundo inteiro para se conhecer.

O caso Jean Charles, os vários casos de agressão na imigração da Espanha e o caso de Paula Oliveira na Suíça mostram que governo brasileiro deve tomar uma atitude mais firme com relação à xenofobia européia. (Ainda que o caso de Paula Oliveira ainda não esteja esclarecido e mesmo que as investigações apontem para outro caminho que não a intolerância).

Uma medida seria desestimular o turismo, sobretaxar viagens para países mais xenofóbicos, além de cobrar medidas efetivas dos governos.

Brasileira agredida na Suíça segue internada e volta ao Brasil não está confirmada, diz tio

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A brasileira Paula Oliveira, agredida na Suíça por supostos neonazistas na última segunda-feira (8), permanece internada. A informação foi confirmada pelo tio da vítima, Sílvio Oliveira, que mora em Recife e acompanha o caso por telefone.

Ele relatou dificuldades para entrar em contato com o pai da brasileira, Paulo Oliveira, e disse não saber detalhes que justifiquem a nova internação, ocorrida no final da tarde de ontem (12).

Sílvio afirmou que a volta de Paula para o Brasil ainda não está confirmada e que tudo depende da avaliação médica e do desenrolar das investigações. “Ela está muito abalada. Há apenas a intenção de voltar para o Brasil”, disse.

Sobre o relatório divulgado ontem pela polícia suíça, ele destacou que o documento apenas confirmava a ocorrência e a busca por testemunhas. Segundo Sílvio, as autoridades no país voltaram a insistir que os fatos em torno do crime não estavam claros. “Esperamos agilidade”, afirmou. A expectativa é que um novo relatório seja divulgado na manhã de hoje.

Paula estava grávida de gêmeos e já obteve a confirmação, pelo hospital, de que perdeu os bebês. Agora, será investigado se o aborto ocorreu antes ou após as agressões. No momento em que foi abordada pelos homens, Paula estaria falando ao telefone celular em português com a mãe – o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido cometido por um grupo xenófobo.

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Fernanda Chaves

Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolivia

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolívia

A Bolívia se tornou o terceiro país da América Latina a erradicar o analfabetismo ontem, 20 de dezembro. O primeiro foi Cuba, em 1961. Depois, foi a vez da Venezuela, em 2005. E, justamente com a ajuda de cubanos e venezuelanos, o governo do presidente Evo Morales, em menos de três anos, pôde ensinar 820 mil pessoas a ler e escrever. O método utilizado foi o “Yo, sí puedo”, criado pela Revolução Cubana, que também contribuiu com assessores e equipamentos.

Na entrevista a seguir, o cubano Javier Labrada Rosabal e o boliviano Pablo Quisber, ambos coordenadores do programa de alfabetização, explicam o método e contam como o projeto se desenvolveu e foi implementado na Bolívia.

Brasil de Fato – Como funciona o programa Yo, sí puedo? Como foi aplicado na Bolívia?

Javier Labrada Rosabal: Na Bolívia, foi uiniciativa do presidente eleito. Em Havana, antes de tomar posse, Evo Morales firmou um convênio com o então presidente cubano Fidel Castro para o projeto de desenvolvimento do programa nacional de alfabetização em seu país. No último dia da campanha presidencial de Evo, um jornalista perguntou a ele: “para que o senhor quer ser presidente?”. Ele respondeu: “para muita coisa, mas, principalmente, valorizar o meu povo”. Essa era sua máxima aspiração. Então, em Cuba, em dezembro de 2005, em sua primeira viagem como presidente eleito, o governo cubano se comprometeu a desenvolver e enviar todo material didático necessário e também a assessoria para a implementação. Um mês depois, na Bolívia, junto com Evo, desenvolvemos, a partir de suas orientações, os moldes do programa, que foi lançado em março de 2006.

Quais sãos os fatores fundamentais dessa campanha?

Javier: Em primeiro lugar, a vontade política do presidente. Em mais de 500 anos de existência da Bolívia e quase 200 de Bolívia republicana, nunca nenhum governo havia implantado, como política, uma campanha de alfabetização. Aqui, houve algumas tentativas, inclusive através de ONGs, mas nunca se consolidou uma verdadeira política como agora.

E as particularidades da Bolívia?

Javier: Em relação àVenezuela e à Bolívia, que são casos mais recentes , o trabalho é fruto de presidentes comprometidos com seu povo. A maneira como o povo boliviano se assumia na campanha permitiu a conformação das comissões de alfabetização em todos os níveis. É um fenômeno social muito complexo que não aconteceria sem a força de muitos. Desse modo, a Bolívia está enfrentando o analfabetismo, com 60 mil bolivianos atuando como facilitadores e supervisores. Aí está o protagonismo principal. A força é dos bolivianos. Nós trazemos o método, ajudamos metodologicamente, organizativamente, através da experiência que já temos, mas o recurso humano principal é o boliviano. Aqui somos 128 cubanos e 47 venezuelanos ajudando a implementar o programa. Somente nós não teríamos como promover a alfabetização. Impossível.

O êxito do projeto se deve claramente à inclusão cidadã e também à adesão de todos os municípios, incluindo seus prefeitos, que apóiam o programa – até mesmo os que não simpatizam com o governo. Isso é muito importante dizer. É um programa humano, educativo, que não tem a ver com assuntos políticos internos.

Em quantos países se desenvolve o método Yo, sí puedo?

Javier: O programa está presente em 28 países do mundo. Nós temos o método “Yo, sí puedo” em vários idiomas: em inglês, em mauí (para a Nova Zelândia), em português (estamos aplicando em alguns lugares do Brasil, como Piauí).

Geralmente, quais dificuldades são enfrentadas?

Javier: O maior inimigo do programa é a pobreza. O problema número um do analfabeto não é não saber escrever, é ter que dar o sustento para sua família.

Como, se é por televisão?

Javier: Com a cooperação de Venezuela e Cuba, instalamos 8.350 painéis de energia solar, num esforço tremendo, atravessando rios, estradas… esse país é imenso. Tem altiplano, vales, amazônia, é muito diverso. Mesmo assim, triunfamos na diversidade, adaptamos o método às características das regiões, obviamente com toda a ajuda dos facilitadores e das próprias comunidades.

É uma missão, sobretudo?

Javier: Nós, professores cubanos e venezuelanos, estamos numa missão internacional, aprendemos muito com o povo boliviano e ainda há muito o que aprender sobre a Bolívia. Nos sentimos honrados de estar aqui agora, de auxiliar esse desenvolvimento, sobretudo por cumprirmos o sonho de Che Guevara, que deu seu sangue por esta terra, para que não houvesse analfabetos. Se o Che tivesse triunfado há 40 anos, as coisas estariam bem diferentes. Mas temos agora essa oportunidade com o Evo no governo. Eu particularmente estou muito emocionado. São 820 mil pessoas alfabetizadas. O Evo é o impulsionador máximo, o animador máximo desse programa.

O programa é apoiado até por prefeitos que não são da “base” do Evo? Como é isso?

Pablo: Isso é a fortaleza do programa e estamos muito orgulhosos disso. Os governos municipais recebem recursos de muitas fontes. Temos 327 municípios, cada um com seu governo.  O programa de alfabetização é um projeto ideal para os municípios, não importa seus tamanhos. Trabalhamos em municípios totalmente opositores a Evo. Houve um caso no departamento de Pando, por exemplo, em Bolpebra, uma cidade bem pequena, na fronteira com Brasil e Peru, e onde não havíamos entrado ainda. Mas era o único na região. As autoridades eram muito desrespeitosas com o pessoal de Cuba e da Venezuela, desconfiavam da gente, não nos queriam lá, até com escopetas nos ameaçaram… Não ingressamos nesse município até que o prefeito viesse nos pedir! Ele se deu conta que os municípios vizinhos, Cobija, El Porvenir, avançaram. Estavam se beneficiando do programa, com televisores, painéis solares… e também com os professores. E iam os médicos cubanos, para fazer exames de vista de aprendizado, eram distribuídos óculos. Exames de saúde eram feitos, e a população satisfeita. E o município “dele” era o único ainda da região que não tinha acesso a esses benefícios. Prefeitos totalmente opositores se dão conta que vale a pena. O caminho do desenvolvimento, seja por qualquer via, socialismo ou o capitalismo, passa pela educação das pessoas.

Qual é o custo financeiro para se implementar o Yo, sí puedo?

Pablo: Até agora, estamos fechando com 35 ou 36 milhões de dólares. Isso inclui tudo, tudo, tudo. O grosso desse custo não vai pro governo boliviano. O governo aportou 8 milhões de dólares, que sai dos contribuintes bolivianos. O restante, 28 milhões de dólares, é produto de doação em recursos como equipamentos e assessores, de Cuba e da Venezuela. Há os 8.350 painéis solares, que foram todos doados pelos dois países, e cada um custa 1,3 mil dólares. Esses 36 milhões parecem uma cifra grande, mas, se dividirmos pelo conjunto de pessoas que foram alfabetizadas, não dá mais que 40 dólares por pessoa. O cálculo mais realista fica em torno de 150 dólares por participante. (Texto Integral no Brasil de Fato)

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BBC BRASIL: PROFESSOR EGÍPCIO É ACUSADO DE MATAR ALUNO POR NÃO FAZER LIÇÃO DE CASA

Professor egípcio é julgado por matar aluno que não fez dever de casa

Da BBC Brasil

Um professor de matemática egípcio aparece diante de um tribunal neste sábado, acusado de espancar um aluno de 11 anos até a morte porque ele não havia feito o dever de casa.

O caso aconteceu em uma escola nos arredores de Alexandria, há dois meses e causou comoção nacional.

Depois de usar uma régua para punir o aluno, o professor Haitham Nabeel Abdelhamid, de 23 anos, teria levado o menino Islam Amr Badr para fora da sala de aula e dado pancadas violentas em seu estômago.

O aluno desmaiou e foi levado para o hospital. Mais tarde, teve uma queda repentina na pressão sangüínea e morreu de parada cardíaca.

A correspondente da BBC na cidade Yolande Knell diz que para muitos egípcios o caso é um doloroso sinal do fracasso do sistema educacional do país, em que professores jovens, inexperientes e com poucos recursos lutam para controlar turmas com até cem alunos.

O pai do menino Islam, Amr Badr Ibrahim, diz que outros deveriam ser julgados junto com o professor. “O problema está no ensino e nos professores”, diz ele. (mais informações na BBC Brasil)

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buraco do metrô e dor de cabeça para Celso Amorim

Odebrecht: buraco do metrô e dor de cabeça para Celso Amorim

A obra mal feita da Odebrecht colocou o Brasil em uma crise diplomática com o Equador. No Brasil a empresa é uma das responsáveis pelo buraco do metrô de São Paulo, cuja licitação limita a fiscalização da obra e é mais uma idéia de administração pública produzida pela inteligência do PSDB paulista. Se a obra no Equador tivesse sido bem feita, o presidente Rafael Correa não teria argumentos para não pagar.

O problema é que a Odebrecht está se especializando em obras ruins. Assim como no metrô de São Paulo, quem vai pagar a conta é o brasileiro. O governo de José Serra não moveu uma palha contra o consórcio que fez o buraco, mesmo depois do laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP.

Empréstimo da Odebrecht seguiu todas as leis do Equador, diz BNDES

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Todas as exigências previstas na legislação, tanto do Equador, quanto do Brasil foram rigorosamente cumpridas na assinatura do contrato para a concessão do empréstimo que financiou a construção da Hidrelétrica San Francisco, no Equador. Foi o que informou hoje (21), em nota, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A instituição ressaltou, inclusive, que o contrato, firmado entre o BNDES e a Hidropastaza S.A em abril de 2000, no valor de US$ 242,9 milhões, foi aprovado pelo Congresso Nacional do Equador. “A legalidade e exigibilidade das condições contratuais foram atestadas em pareceres favoráveis da Procuradoria-Geral da República do Equador e integralmente autorizadas pelo Banco Central da República do Equador”, diz a nota.

O banco explicou que os desembolsos seguiram a prática internacional, sendo feitos no Brasil, diretamente ao exportador, no caso a Construtora Odebrecht, responsável pela obra, mediante comprovação da exportação de bens e serviços.

A operação foi realizada no âmbito do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos da Associação Latino-Americana de Integração (CCR/Aladi). “O curso da operação no CCR confere à dívida caráter irrevogável e irretratável. O não pagamento implica inadimplência do banco central devedor com os demais bancos centrais signatários do convênio”, acrescenta o texto.

Em outra nota, o BNDES esclarece que além de ter o CCR como meio de pagamento, o empréstimo é garantido pela União (Tesouro Nacional Brasileiro), por meio do Seguro de Crédito a Exportação, cujas operações de financiamento são apreciadas e aprovadas por comitê interministerial vinculado ao Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Atualmente, de acordo com a nota, o Equador é o segundo destino na América do Sul das exportações de bens e serviços financiados pelo BNDES. Entre 1997 e 2008, foram liberados para o Equador US$ 693 milhões em exportações, 21% do total para a região. A maior parte desse valor se destinou a serviços de engenharia para projetos como hidrelétricas, rodovias e irrigação.

Ontem (20), a Presidência do Equador anunciou que entrou com um recurso na Câmara de Comércio Internacional, em Paris, visando a uma possível suspensão do pagamento da dívida. Hoje, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se mostrou preocupado com a informação. O assessor de assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, considerou um “erro” a decisão do presidente Rafael Correa.

Em setembro, o governo do Equador ameaçou não pagar a dívida com a Odebrecht e o BNDES e, em outubro, suspendeu os contratos com a empresa, que teve de se retirar do país.

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Celso Amorim fez o Brasil participar ativamente da geopolitica mundial

Celso Amorim fez o Brasil participar ativamente da geopolítica mundial

O Brasil melhorou muito depois que FHC/PSDB deixou o governo. Isso é evidente em números. O governo do presidente Lula/PT é melhor em praticamente todos os pontos econômicos, como crescimento do PIB, financiamentos habitacionais, empregos, salários, distribuição de renda etc. Também é melhor em outros setores como educação e cultura. Isso explica a popularidade do presidente Lula.

Mas se há um setor em que o Brasil é infinitamente melhor do que no governo de FHC/PSDB, este é o da política internacional. O país deixou de ser subserviente como gostam os políticos do DEM/PFL e do PSDB. Lembram do Sivam? Lembram do acordo da Base de Alcântara? É melhor esquecer mesmo. Se quer lembrar, clique nos links.

Nas relações internacionais, o Brasil realmente fez a lição de casa na área econômica e ajudou a transformar a geopolítica mundial.  Na área econômica abriu fronteiras com outros países, deslocando-se da dependência excluisva do mercado norte-americano, o que deve ajudar o país diante da crise hipotecária americana. Na questão político-econômica criou o G-20 e tomou posição ativa nas negociações internacionais.

O mais recente sucesso do Brasil foi a criação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que em menos de quatro meses já teve reunião importante e está atuante diante da tentativa de golpe na Bolívia. O Itamaraty, de Celso Amorim, transformou a história internacional do Brasil, diplomaticamente, é claro.

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Parabéns!

Parabéns!

É bem certo que o presidente dos Estados Unidos, George Bush, entrará para a história dos presidentes norte-americanos como o pior de todos os tempos.

Entre seus feitos estão:

1. Ganhar a eleição sem ter os votos da maioria. Aí começou o erro do povo norte-americano. Ele ganhou no primeiro mandato, mas ficou evidente que houve fraudes.

2. Diminuir os impostos pagos pelos ricos. Brilhante!

3. Mentir sobre armas nucleres de um país e, com essa mentira, provocar uma guerra sanguenta em que morreram milhares de iraquianos civis e milhares de jovens soldados americanos. Por uma simples intenção: se apossar das reservas peltrolíferas. Não vamos falar das crianças iraquianas nem do suicídio de soldados americanos… É muito indigesto para o mercado financeiro.

4. Por falar em mercado financeiro, Bush deixa como herança para seu sucessor uma das piores crises da história. Salve o livre mercado! É interessante ver “analistas” brasileiros dizerem: “não pode mudar as regras, não pode quebrar contratos” quando se fala em regular a economia. O Brasil que se cuide!

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