Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PHOTOSHOP E BLOGOSFERA SE TORNARAM UMA MISTURA EXPLOSIVA PARA A REVISTA VEJA

As capas das revistas semanais sempre foram e ainda são importantes para vender a revista e também para divulgar a matéria principal, ou seja, a matéria que busca seduzir o leitor.

A revista Veja nas últimas décadas tem usado a capa como uma forma de ação política manipulatória com o objetivo de atender interesses da própria empresa e de grupos políticos.

Mas não só isso, segundo o que tem demonstrado a CPI do Carlinhos Cachoeira, a revista também se utilizou de informações obtidas pelo crime organizado.

Durante um bom tempo, a revista conseguiu manipular a opinião pública de uma forma muito eficiente, amparada na tradição de credibilidade que a revista possuía até a década de 80.

Mas nos últimos anos, a situação tem se complicado. A blogosfera e os programas de computador que editam imagens como o Photoshop e Gimp estão infernizando a revista Veja e sua política de manipulação da informação (veja que perfeição a imagem acima).

A capa da revista Veja que chega às bancas, quando é muito ideológica, rapidamente é alterada pelos programas de edição de imagem e, em minutos, espalhadas pelas redes sociais e blogosfera. São milhões de pessoas, principalmente jovens, tendo acesso à capa alterada da revista, que normalmente procura mostrar o que a revista quer esconder.

O efeito da capa, que durante décadas foi um fator de poder e confiança da Veja, está agora desfigurado por essa mistura explosiva: photoshop e blogosfera.

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A LÓGICA DO LUCRO E DO AMOR NO DIREITO AUTORAL


English: "Debating Copyrights" Portu...

Entre o amor e o lucro

O direito autoral instaurou uma lógica invertida entre afetividade e renda. Nela, os polos de ligação trocaram de papéis. De um lado estão comerciantes que recebem para divulgar a música e, de outro, os admiradores do artista, que pagam para ouvi-la.

 Dentro da lógica do direito autoral, muitos donos de emissoras de rádio recebem dinheiro para tocar a música, é o chamado jabaculê. O empresário do artista paga para que a música seja executada e fique famosa. Mais pessoas acabam conhecendo a música e muitos passam a gostar. As emissoras nessa situação executam a música, mas nessa relação não há, certamente, nenhuma afetividade ou reconhecimento de valor estético da obra. Na prática comercial não interessa tanto a qualidade da música, assim como a estética ou a beleza da obra de arte, os sentimentos do artista e sua mensagem. O importante, com toda razão empresarial, é o de lucrar com a divulgação. Não interessa se o artista, compositor ou cantor está vivo ou morto, se é um grande poeta, um grande músico, ou seja, a composição executada em uma rádio não tem qualquer ligação afetiva com a sua criação artística.

Do outro lado estão os admiradores do artista, cantor, compositor. Eles se identificam com o artista e com a música por meio de uma sintonia fina e própria da arte que é praticamente impossível de se descrever e entender. Há uma espécie de comunhão de sentidos e racionalidades entre uma obra artística e seus admiradores, apreciadores. Para essas pessoas, a obra contém um valor estético e afetivo que não se pode quantificar. São esses admiradores que divulgam, explicam e compartilham a beleza de uma composição em festas, reuniões, viagens etc.

Na lógica do direito autoral, essas pessoas que amam a obra de arte e, muitas vezes, o artista e o que ele representa, são os financiadores do direito autoral. Já o comerciante é o recebedor do direito autoral, visto que o financiamento dessa indústria provem do bolso dos admiradores. Ou seja, quem ama a obra, paga; quem não ama, lucra.

Essa é a construção econômica-afetiva por trás dos direitos autorias. As pessoas que deveriam receber a obra gratuitamente, porque comungam sentidos com o artista e o divulgam, valorizam, são obrigadas a pagar. Já os que se beneficiam economicamente do artista, recebem ainda mais para executar.

Quem sabe o desenvolvimento da internet possa colocar as coisas em outros patamares e quem sabe os artistas possam perceber que esta lógica inversa não é a única forma de financiamento da sua arte.

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SITES PROTESTAM CONTRA O SOPA, PROJETO DE LEI ANTIPIRATARIA QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO NOS EUA E QUE FERE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA REDE
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SITES PROTESTAM CONTRA O SOPA, PROJETO DE LEI ANTIPIRATARIA QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO NOS EUA E QUE FERE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA REDE

Está em discussão no Congresso norte-americano a aprovação de dois projetos que visam combater a troca de conteúdo pirateado na internet. Ambos interferem no funcionamento da estrutura da rede ao criminalizar ações que fazem parte da própria razão de ser da web, como o compartilhamento de conteúdo. Neste sentido, os projetos acabam por limitar a liberdade de expressão, como diz notícia publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

Diversos sites já reagiram aos projetos e saíram do ar na última quarta-feira como forma de protesto, como a enciclopédia digital Wikipédia, que deixou na página inicial o seguinte recado “Imagine um mundo sem conhecimento”. O Google não saiu do ar, mas deixou um link de protesto na sua página inicial dizendo: “Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!”.

Como explica a notícia do FNDC, “O protesto é direcionado aos projetos de lei Sopa (Stop Online Piracy Act, ou Lei para Parar com a Pirataria Online) e Pipa (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), que estão sendo debatidos, respectivamente, na Câmara dos Representantes (deputados federais) e no Senado dos EUA”.

Como dito, a discussão dos projetos além de interferir na própria natureza de funcionamento da web que se estrutura em torno do compartilhamento de informações e dados, fere a liberdade de expressão e representa mais um retrocesso na discussão sobre direito autoral.

Essa discussão vale para o Brasil, não só porque o que for decidido nos EUA afetará, de certa forma, o mundo todo, como também porque no Brasil semelhantes projetos visando diminuir a liberdade de expressão em nome de um conservador discurso de preservar o direito autoral já foram amplamente discutidos por aqui, caso do AI5 digital por exemplo.

Em lados opostos na briga estão os produtores de conteúdo, que se julgam proprietários dos bens culturais, e as empresas de tecnologia do Vale do Silício, que trabalham com o compartilhamento dos bens produzidos e acreditam que os projetos em discussão ferem a liberdade inerente à internet e dão excessivo poder para quem quiser tirar websites de circulação. Vale dizer que na briga, os primeiros são historicamente mais bem organizados que os segundos.

Os projetos propõem penas de até cinco anos de cadeia para pessoas que sejam condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses, ou seja, o internauta de fato é transformado em criminoso por se utilizar de um bem que, antes de mais nada, pertence, pelo menos em parte, à sociedade.

O SOPA também prevê que os sites sejam penalizados podendo, inclusive, ser tirados do ar. Não se trata de não proteger os direitos autorais na web, mas a proteção não deve ser feita às custas da criminalização do usuário e do cerceamento à liberdade de expressão, como querem os atuais projetos de lei em discussão.

O compartilhamento de conteúdo também é uma forma de criação, a internet em si é uma eterna recriação de realidades já existentes. Em última instância, todos somos autores na rede! E aí, como fica? O SOPA não responde a isso.

A boa notícia é que a Casa Branca criticou a lei em debate e deu indicativos de que, se elas forem aprovadas, podem ser vetadas pelo presidente Barack Obama.

Veja trecho do texto publicado no FNDC sobre o assunto:

Sites fazem ‘apagão’ e protestos contra projetos antipirataria nos EUA
Por Redação/BBC Brasil

Google não saiu do ar, mas deixou link de protesto em sua página inicial

Sites como o Google e a enciclopédia online Wikipédia protestam nesta quarta-feira contra projetos de lei antipirataria que estão sendo debatidos pelo Congresso dos EUA. Os projetos visam combater a troca de conteúdo pirateado na internet, mas, na opinião de críticos, podem limitar a liberdade de expressão na web.

A Wikipédia tirou do ar sua versão em inglês – medida que deve durar 24 horas a partir das 3h da manhã, no horário de Brasília – e deixou na página inicial os dizeres: “Imagine um mundo sem conhecimento”. O Google não saiu do ar, mas inicialmente colocou uma tarja preta na homepage de seu site americano; depois, postou, abaixo da linha de busca, o link “Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!”.

Outros sites, como o o blog tecnológico Boing Boing, também estão participando do “apagão”, o maior em envergadura de que se tem notícia no mundo digital.

O protesto é direcionado aos projetos de lei Sopa (Stop Online Piracy Act, ou Lei para Parar com a Pirataria Online) e Pipa (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), que estão sendo debatidos, respectivamente, na Câmara dos Representantes (deputados federais) e no Senado dos EUA.

As propostas opõem produtores de conteúdo – como emissoras de TV, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros, que se sentem lesadas pela pirataria – às empresas de tecnologia do Vale do Silício, que alegam que os projetos ferem a liberdade inerente à internet e dão excessivo poder para quem quiser tirar websites de circulação.

Penas para pirataria
Os projetos, que tentam combater especialmente a proliferação de cópias piratas de filmes e programas de TV e outras formas de pirataria de conteúdo midiático em servidores internacionais, propõem penas de até cinco anos de cadeia para pessoas que sejam condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses.

As propostas também preveem punições para sites acusados de “permitir ou facilitar” a pirataria. Estes podem ser fechados e banidos de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes, em nível internacional. Em tese, um site pode ser fechado, a pedido do governo dos EUA ou de geradores de conteúdo, apenas por manter laços com algum outro site suspeito de pirataria.

Além disso, o Sopa, se aprovado, também exigiria que ferramentas de busca removessem os sites acusados de pirataria de seus resultados.

Em entrevista à BBC, o cofundador da Wikipédia, Jimmy Wales, disse que defende a proteção de direitos autorais na web, mas se opõe aos projetos de lei porque eles “são mal escritos e ferem a liberdade de expressão”. (Texto completo)

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EPISÓDIO DO BBB REÚNE DUAS DAS GRANDES TRAGÉDIAS BRASILEIRAS: RACISMO E MACHISMO, MAS O SHOW TEM QUE CONTINUAR
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EPISÓDIO DO BBB REÚNE DUAS DAS GRANDES TRAGÉDIAS BRASILEIRAS: RACISMO E MACHISMO, MAS O SHOW TEM QUE CONTINUAR

Entre as névoas da televisão nacional, o BBB (Big Brother Brasil), com certeza, é uma delas. Não cabe aqui discutir a utilidade do programa, o quanto ele representa uma decadência no nível da programação televisiva atual ou não, o fato é que se trata de uma realidade e muito dinheiro é gasto para manter no ar um programa onde as pessoas estão em exibição máxima – e isso inclui todos os níveis de comportamento – a milhões de brasileiros.

Sempre se discutiu a autenticidade ou não do programa. Se os dramas se desenrolavam ali naturalmente ou se o que se dava era simplesmente uma grande arena de interpretação, onde moçinhos e vilões já estavam previamente selecionados. Mas a televisão é acima de tudo um mundo de mistérios, nunca se saberá ao certo o que se passa por trás das câmaras, ela só mostra o que lhe convém, cria e recria a realidade, o que lhe confere, em parte, o grande poder e fascínio exercido junto a grande parte da população.

Interpretação barata ou simples jogada do destino, o recente acontecimento envolvendo um participante chamado Daniel, único negro da atual edição do programa, reuniu condições no mínimo instigantes que traduziram em um só drama aspectos do tecido social brasileiro e do que vai pelo fundo espetacular e vertiginoso da televisão nacional.

Daniel sendo negro e, portanto, preenchendo muito bem a cota racial do BBB, já que é importante ter um participante negro para que o programa não seja acusado de racista, foi logo no primeira entrevista sendo questionado pelo apresentador Pedro Bial sobre a política de cotas para negros nas universidades.

Como já era de se esperar, o participante manifestou-se contrário às cotas e foi aplaudido pelos demais companheiros. Digo “já era de se esperar” porque os participantes selecionados para o BBB são, geralmente, de classe média ou média alta e, em sua maioria, compartilham dos mesmos interesses da emissora para a qual estão, de certa forma, “trabalhando”.

Dificilmente, um indivíduo socialmente consciente, que questionaria a própria natureza de um reality show, seria escolhido por uma emissora liberal burguesa que não gosta de questionar realmente as coisas, muito menos a si própria.

Sendo assim, Daniel respondeu ao que lhe foi perguntado da forma como era esperado que ele respondesse. O que talvez a emissora não esperasse, ou esperasse (nunca se sabe) era que o próprio Daniel, depois de se mostrar contrário à reparação histórico-social representada pelas cotas, teria uma postura também totalmente contrária aos direitos e liberdades da mulher ao, supostamente, ter abusado sexualmente de uma das participantes, aproveitando-se de seu estado de embriaguez.

O importante não é nem confirmar se o fato aconteceu ou não e sim perceber o que há por trás das reações que o sucederam. Os comentários postados em redes sociais associaram, como não poderia deixar de ser, o ato supostamente cometido à cor da sua pele, ou, em outras palavras, o fato de ele ser negro foi prontamente associado ao ato de violência.

É a mesma história impregnada na cultura brasileira de que a cor negra está associada à criminalidade e ao que há de ruim e à margem, como se um componente genético na cor negra tivesse influência no comportamento moral do indivíduo. Nada mais estúpido.

Neste sentido, o episódio trouxe consigo duas facetas da sociedade brasileira: o racismo – ao associar qualquer tipo de crime à cor negra – e o machismo – contido na própria atitude de Daniel diante da participante do programa e na própria opinião pública ao acreditar que a mulher anestesiada pela bebida praticamente “pede para ser estuprada”, como também foi dito.

Daniel agora vai servir como bode expiatório para as culpas da Rede Globo e para todos os preconceitos nacionais. Obviamente, ele não está isento de culpa, mas está longe de ser o único responsável, sem contar que faz o tipo “esperto” e “classe média” ideal para servir aos interesses da emissora. Afinal, ele não estaria lá se uma grande empresa de comunicação produtora de espetáculos e recriadora de realidades não estivesse lhe proporcionando espaço.

Mas está aí um dos pontos positivos e interessantes dos reality shows e, talvez, isso seja o que há de mais interessante nesse tipo de programa: ver como questões enraizadas na realidade brasileira, o machismo e racismo, por exemplo, ganham proporções bem maiores do que têm normalmente, já que no cotidiano manifestações de racismo e machismo acontecem a todo momento, e essa proporção faz com que os temas sejam discutidos, eles enfim deixam de ficar um pouco invisíveis, mesmo quando há a tentativa, e sempre há, de apagar os rastros do acontecimento sem deixar vestígios.

As cotas, por exemplo, a que o Daniel, aí sim negro, se mostrou contrário, estão aí para mostrar que não é possível apagar anos de escravidão e desigualdade em relação aos seus antepassados. A conta é alta e vai continuar sendo paga, só temos que ver como. Às vezes, à custa de um preconceito justificando outro…

A Rede Globo como sempre, e como bem lembrou Bessinha, está nem aí…vai continuar rodando seu show!

Veja trecho final de texto sobre o assunto republicado pelo Conversa Afiada:

BBB: e a Constituição ?
Nada ?

A Constituição é letra morta?
Por Fernando Brito

A Globo sentiu que está numa “fria” e vai fazer o que puder para reduzir o caso a um problema individual do rapaz e da moça envolvidos. Nem toca no assunto.

Tudo o que ela montou, induziu, provocou para lucrar não tem nada a ver com o episódio. Não é a custa de carícias íntimas, exposição física, exploração da sensualidade e favorecimento ao sexo público que ela ganha montanhas de dinheiro.

Como diz o “ministro” Pedro Bial ao emitir a “sentença” global ( veja o vídeo) : o espetáculo tem que continuar. E é o que acontecerá se nossas instituições se acovardarem diante das responsabilidades de quem promove o espetáculo.

Atirar só Daniel aos leões será o máximo da covardia para a inteligência e a justiça nestes país.. (Texto completo)

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PESQUISADORES BRITÂNICOS PRETENDEM COMERCIALIZAR ATÉ O FIM DESSE ANO COMPUTADOR DE R$ 50 QUE USARÁ LINUX E EXIBIRÁ FILMES EM ALTA DEFINIÇÃO

Pequeno no preço e no tamanho

O “Raspberry Pi” é uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI e com memória variando entre 128 MB e 256 MB, sendo que o de memória menor chegaria ao mercado com um custo de apenas R$50,00; e o de maior memória com um custo de R$ 70,00.

Pequeno no tamanho e no preço, o computador desenvolvido por pesquisadores britânicos da Universidade de Cambridge é capaz de produzir vídeo em alta definição e opera com o que a tecnologia produziu de melhor em termos de economia de espaço, armanezamento e transmissão de dados.

“O principal objetivo do projeto é criar um computador barato para ser usado como “brinquedo” por crianças e incentivar o estudo da informática em pessoas mais jovens para que cheguem à universidade mais interessadas e com mais conhecimento sobre computadores”, como revela notícia publicada pelo portal G1.

Cada vez menores, testando sistemas operacionais alternativos, a nova geração de computadores chega ao mercado com rapidez e, o que é melhor, com preços cada vez mais viáveis. Não poderíamos chamar de outra coisa que não seja uma espécie de democratização da tecnologia e da informação.

Veja trecho de notítica sobre o assunto:

Computador de R$ 50 usará Linux e exibirá filmes em alta definição
‘Raspberry Pi’ é uma placa do tamanho de um cartão de crédito.
Sistema usa processador ARM e poderá ser ligado a uma TV.
Por Altieres Rohr

Pesquisadores britânicos ligados à Universidade de Cambridge acreditam que irão comercializar até o fim de 2011 um computador batizado de “Raspberry Pi”. O sistema é na verdade uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI para que possa ser conectado à TV, teclado e mouse.

O computador terá dois modelos. O mais simples, modelo A, custará US$ 25 (cerca de R$ 50) e terá 128 MB de memória. O mais caro, modelo B, custará US$ 35 (R$ 70), mas terá o dobro de memória (256 MB) e também conexão à rede cabeada. No modelo mais simples, a única forma de conexão com a internet é usando um adaptador USB.

O Raspberry Pi também tem saída de áudio e saída de vídeo composto, frequentemente encontrada até em aparelhos de TV mais simples. Ele é capaz de reproduzir vídeo 1080p a 30 quadros por segundo – a qualidade de alta definição usada por vídeos em Blu-Ray.(Texto completo)

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QUE ABUSO! QUANDO SERÁ QUE O BRASIL VAI PERDER O COMPLEXO DE VIRA-LATAS EM RELAÇÃO ÀS TELES?

Português: Paulo Bernardo, ministro do Planeja...

Bernardo: quando vamos perder o complexo de vira-lata na telefonia?

O Brasil precisa perder o complexo de vira-latas que mantém com as empresas de telefonia. É inacreditável a guerra judicial que essas empresas estão travando contra o governo e povo brasileiro.  Ministro Paulo Bernardo, veja a postura abusiva das empresas com dois pesos e duas medidas. Querem que a Telebrás revele seus contratos (contratos de empresa particular), mas não querem que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revele ao povo brasileiro as metas que as empresas não estão cumprindo (contratos de interesse público).

É possível mudar essa realidade. A passagem do ministro Celso Amorim pelo Itamaraty nos oito anos do governo Lula transformou as relações internacionais do Brasil. Demos um salto e deixamos de lado um pouco aquele complexo de vira-ladas. O complexo de vira-latas é a política internacional do PSDB na época de Fernando Henrique Cardoso e  defendida pelos principais empresas de mídia do Brasil, ou seja, é a política que Chico Buarque resumiu bem: ” fala grosso com a Bolívia e Paraguai e afina diante da Europa e Estados Unidos”.

As teles não acreditam nesse governo. Veja abaixo matéria sobre o assunto, com a boa sacada do repórter no início do texto.

 Teles também recorrem contra transparência da Anatel

:: Luiz Queiroz e Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital

No caminho inverso à ação judicial que moveu contra a Telebras, para que a estatal forneça as informações referentes aos contratos de cessão fibras ópticas assinados com a Petrobras e Eletrobras, o SindiTelebrasil também decidiu recorrer contra o processo de transparência adotado pela Anatel, após decisão proferida pelo judiciário do Rio Grande do Sul.

A Anatel foi obrigada, em setembro, a revelar ao público as informações sobre PADOS – Procedimentos Administrativos por Descumprimento de Obrigações – movidos contra as empresas. Acatou decisão do juiz Francisco Donizete Gomes, da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, em pedido formulado pela Associação Nacional de Defesa e Informação do Consumidor – Andicom.

“O Regimento Interno da Anatel padece de ilegalidade, pois extrapolou sua função de norma regulamentadora, ao ir além do que prevê a lei regulamentada. Enquanto a lei prevê o sigilo somente para a apuração, o regimento estende o sigilo também para o procedimento administrativo”, alegou o juiz na sentença.

O SindiTelebrasil contesta essa tese e ingressou no último dia 24 de novembro com uma Ação Civil Pública, na 2ª Vara Civel Federal de Porto Alegre, para impedir que a agência reguladora continue cumprindo o que determinou o juiz daquela Comarca. (Texto integral)

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Marcha das vadias de campinas 2011

A internet está transformando a vida de pessoas e também dos movimentos sociais.

Com certeza, não é só o jornalismo e a grande mídia que estão sentindo as transformações que ocorrem na sociedade com a massificação da rede mundial de computadores. As ações políticas, fora do espectro partidário, também tomaram outra proporção nos últimos anos. Primavera árabe, Occupy wall street, indignados da Espanha, anônimos, marcha das vadias são alguns exemplos de como o ano de 2011 ganhou importância histórica.

Veja abaixo entrevista em quatro partes em que participei junto com Mariana Cestari, uma das organizadoras da Marcha das Vadias em Campinas, para o programa Diálogos, produzidos por alunos de jornalismo da PUC-Campinas.

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EX-MINISTRO DA COMUNICAÇÃO DIZ QUE AVANÇO NA PRODUÇÃO DE REPORTAGENS É ESSENCIAL PARA QUE BLOGOSFERA NÃO SE TORNE “GRILO FALANTE” DA IMPRENSA

Reportagem pode ser caminho para blogosfera trazer novamente à tona "jornalismo heroico"

O ex-ministro da Comunicação do governo Lula, Franklin Martins, falou de forma bastante otimista sobre o futuro das comunicações no Brasil em seminário promovido pela Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação), realizado em São Paulo na última segunda-feira.

Como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual, para o ex-ministro, a blogosfera cumpre um importante papel na conjuntura atual, no entanto, um dos seus grandes desafios estaria em avançar na reportagem. Ou seja, ao invés de somente comentar o conteúdo ou a falta de conteúdo da grande mídia, a blogosfera precisaria produzir seu próprio conteúdo na opinião de Franklin e assim, ter mais condições de se impor diante dos grandes meios de comunicação.

O ex-ministro falou em uma espécie de “central de reportagem autônoma”, que potencializaria a democratização da informação viabilizada pelo baixo custo na produção de conteúdo na rede. “O modelo seria o de uma central de uma rede de veículos que captaria recursos, absorveria e remuneraria a produção. O conjunto de publicações na internet, seja de portais de notícia, seja de blogues, reproduziria as reportagens, permitindo ampliar a visibilidade da produção. “Sozinho, ninguém tem ‘bala na agulha’ para isso”, avalia.

Não deixa de ser algo a se pensar. A blogosfera precisa se preparar para falar sobre aquilo que a grande mídia já não fala, dar a informação que eles omitem por interesse ou simplesmente porque boa parte da realidade já não lhes interessa. Em outras palavras, trata-se da velha receita de deixar de lado um pouco a opinião e produzir informação de fato.

Mesmo assim, o ministro lembra que os bons momentos do jornalismo começaram com muita opinião, com a vontade de dizer, comentar os abusos ou as omissões, fazer valer a “justiça dos fatos”, e só depois, surgia a necessidade de produzir informação e se transformar em meio condutor dela.

Potencial a blogosfera já demonstrou que tem para fazer de fato um outro jornalismo, oposto a esse feito pelos jornais do Brasil que, como lembrou Franklin, “são muito ruinzinhos, não se pautam pelo imponderável da notícia, mas pelos seus próprios preconceitos”.

Veja trecho da notícia:

Para Franklin Martins, blogosfera pode reviver jornalismo “heróico”
Ex-ministro defende central alternativa de conteúdo como forma de ampliar a distribuição democrática da informação
Por Anselmo Massad

São Paulo – O jornalista e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) Franklin Martins defende a necessidade de a blogosfera avançar na produção de reportagens. Ele acredita na retomada do que ele chama de “período heróico do jornalismo” com a ampliação do papel da internet como fonte de informação pela sociedade

Franklin, que ocupou o cargo no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez um discurso assumidamente otimista sobre o horizonte da comunicação no país. Ele participou do seminário “Mercado Futuro de Comunicação”, organizado pela Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) em São Paulo, nesta segunda-feira (5). O evento é voltado a discutir as oportunidades do setor nos próximos anos, especialmente para pequenas e microempresas.

Falando a um público de editores de publicações alternativas, produzidas fora de conglomerados de mídia, o jornalista defendeu a necessidade de se evitar o estigma da segmentação. “Ser alternativa não é segmento, é fazer jornalismo alternativo, de grande qualidade onde o espaço público prevaleça sobre o privado”, definiu.

A blogosfera, avaliou, embora cumpra uma importante função de “grilo falante” da imprensa, como Martins se acostumou a defender, “não conseguiu avançar na reportagem”. A maior parte da produção vai no sentido de qualificar ou desqualificar o conteúdo publicado pela velha mídia, o que foi importante para revelar a verdade em episódios como o plágio de um artigo do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) em maio de 2010, e o que ficou conhecido como o “caso da bolinha de papel” atirada em José Serra (PSDB) durante a campanha eleitoral do ano passado. (Texto completo)

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Até quando a farra das teles, Bernardo?

As empresas de telefonia achincalham o brasileiros com a liderança na lista de reclamação dos consumidores, cobram a internet mais cara e ruim do mundo, pior do que no Haiti (!!!!), não fornecem aos consumidores de pré-pago um histórico da cobrança das ligações….Em fim, é uma festa.

E cadê o ministro Paulo Bernardo? Cadê a oposição ao governo? Esqueci.., o Brasil não tem oposição.

Veja matéria que saiu na Tele Sintese, em baixo, grifado, os motivos que levaram as teles a pagar o tributo em juízo, Veja se você entende?

Novo presidente da EBC quer diálogo com teles sobre Fistel

Nelson Breve alega que contribuição para radiodifusão pública não pesa no bolso das operadoras
O novo presidente da Empresa Brasil de Comunicações, Nelson Breve, vai procurar o SindiTelebrasil na próxima semana para tentar reverter a posição das operadoras móveis contra o remanejamento de 10% do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para financiamento da radiodifusão pública. Desde 2009, quando começariam a recolher cerca de R$ 200 milhões para a EBC, o sindicato entrou com mandado de segurança na Justiça e vem depositando os recursos em juízo.

O argumento que deve ser usado por Breve é de que esse dinheiro não pesa no bolso das teles, já que se trata de um remanejamento. “Não há motivo para as operadoras recolherem a verba, a não ser que elas sejam contra a comunicação pública, o que não acredito”, disse. Ele reforçou a importância dos recursos do fundo, frisando que a EBC precisa contar com recursos permanentes e independentes do tesouro.

Breve ressaltou que a negativa da EBC em divulgar a campanha de universalização das operadoras, que foi iniciada na semana retrasada, não tem nada a ver com a questão do Fistel. Ele disse que a decisão foi técnica, porque a campanha embutia propaganda das operadoras.

Breve esteve nesta quarta-feira (23) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para reforçar o convite para a sua posse, que acontecerá dia 6 de dezembro, na sede da EBC. Ele disse que não tratou do Fistel no encontro, mas ressalta que não faltarão oportunidades.

Ação

Na ação, as operadoras sustentam que a contribuição destinada a custear a EBC, não se reveste das características necessárias à instituição válida de qualquer tributo previsto na Constituição Federal e, portanto, deve ser declarada inconstitucional. Mesmo que tenha natureza jurídica de alguma contribuição prevista constitucionalmente, ainda assim seria inconstitucional, pois sua base de cálculo não possui qualquer conexão com a materialidade do tributo.

Mas o pano de fundo dessa briga é que as celulares tentam reduzir o montante destinado ao fundo que, em nove anos, consumiu R$ 35,1 bilhões. As teles alegam que a maior parte desses recursos fica contingenciada, enquanto a Anatel recebe verba extremamente limitada para a fiscalização.

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O BNDES empresa o dinheiro do povo brasileiro a juros subsidiados para sustentar o oligopólio das telecomunicações. Invés de financiar a criação e ampliação de empresas brasileiras, permitindo a concorrência com multinacionais ou mesmo outras empresas brasileiras, faz o contrário. Financia monopólios e oligopólios, como a Vivo-telefônica. Ou seja, tira dinheiro do povo e dá para empresários que mantém no país os mais caros e piores serviços do mundo, que é o acesso à internet.

O pensamento presente hoje no BNDES é criação de grandes empresas globais, como foi feito na Europa e EUA nos anos 90 e deu no que deu, uma crise sem precedentes. Empresas globais geram o pior dos mundos, visto que  ficam sem concorrentes, com poder ilimitado junto a governos e concentram renda. Os ingredientes estão prontos para a crise.

Veja abaixo artigo de Mauro Santayana sobre o BNDES.  O Natal já chegou por lá.

Por Mauro Santayana

Um absurdo. Enquanto o BNDES empresta 3 bilhões de reais para a expansão da infra-estrutura da Vivo, da Telefónica, no Brasil, os acionistas espanhóis – que já detêm 74% da empresa – querem usar o dinheiro que a filial brasileira tem em caixa para recomprar a minoria de ações que estão na mão de brasileiros, em nosso país.

A intenção é de, praticamente, fechar o capital, para poder mandar, literalmente, 100% do fabuloso lucro que arrecadam aqui, todos os anos, para a Espanha.

Confiram aí o que diz a imprensa na Europa sobre o assunto:

http://www.cincodias.com/articulo/empresas/telefonica-lanza-operacion-millonaria-recompra-brasil/20111108cdscdiemp_16/

Será que o pessoal do BNDES ainda não sabe disso? Afinal, a Vivo tem ou não tem, recursos para bancar sua infra-estrutura?

É por essas e por outras que, como no caso do mercado financeiro, que conta com o BB e a Caixa Econômica Federal, a Nação precisa de uma grande companhia estatal de telecomunicações.

A Telebras precisa voltar para operar no varejo, e regular – de fato – o mercado. O consumidor brasileiro não pode continuar sendo literalmente sugado pelas empresas estrangeiras de telecomunicações, que necessitam de nosso dinheiro para não quebrarem em seus países de origem, onde não se vê – por causa das leis da Comunidade Européia – a mesma moleza que por aqui encontraram.

Parar de emprestar a multinacionais estrangeiras o dinheiro do BNDES é a única maneira de obrigá-las a reinvestir aqui, produtivamente, os seus lucros, sob pena de que elas percam mercado para empresas de capital nacional, sejam elas estatais ou privadas, estas, sim, que devem ser preferencialmente atendidas por nosso maior banco de fomento.

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SITE QUE DIVULGAVA VIOLÊNCIA COMETIDA PELOS POLICIAIS É BLOQUEADO PELO GOVERNO FRANCÊS

Não é só na China que o cerceamento à liberdade de expressão na rede ocorre. A internet vem incomodando cada vez mais governos ocidentais que, teoricamente, vivem sob o regime da democracia e da liberdade de expressão. Recentemente, foi a vez do governo francês tirar do ar um site que permitia a divulgação de vídeos mostrando abusos cometidos pelos policiais. A decisão foi aplaudida pelo sindicato da política francesa para quem o site incitava a violência contra os policiais e ameaçava a integridade da classe.

Já na Arábia Saudita, outro caso semelhante aconteceu com o blogueiro Feras Bugnah que produziu uma série reveladora da pobreza urbana e da desigualdade social em seu país. A série de Bugnah, juntamente com ele e sua equipe, foram detidos pela Associação Saudita para Direitos Políticos e Civis.

De comum em ambos os casos, uma realidade que vem à tona e parece incomodar governos e seu discurso oficial e que, por isso, é simplesmente desconectada, tirada do ar. Pelo visto, a internet está cada vez mais no olho do furacão, sendo ameaçada naquilo que ela tem de mais essencial: a liberdade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Não é só na China
Por Felipe Marra Mendonça

As liberdades civis continuam a ser cerceadas na Europa. Um tribunal francês ordenou na sexta-feira 14 que os provedores de internet do país bloqueassem imediatamente o acesso ao site Copwatch Nord-Paris I-D-F (http://copwatchnord-idf.org/), criado para permitir que pessoas divulgassem vídeos de abusos cometidos por policiais.

Um texto no site, ainda acessível na quarta-feira 19, explicava que os criadores tinham se inspirado nos cidadãos americanos de Cincinnati e Los Angeles, que passaram a filmar abusos policiais durante os distúrbios ocorridos nas duas cidades nos anos 1990. O site contém dados de ocorrências em Lille, Calais e na região da capital francesa, Paris, além de guias legais e sugestões do que fazer em caso de prisão.

Um porta-voz de uma organização francesa que promove a neutralidade na internet, a La Quadrature du Net (http://www.laquadrature.net/), disse que a ordem era uma “óbvia instrução do governo francês para controlar e censurar a nova esfera pública online dos cidadãos”.

A decisão do tribunal foi aplaudida pelo sindicato da polícia francesa, a Alliance Police Nationale (http://www.alliancepn.com/), que sustentou perante o tribunal que o site incitava a violência contra policiais. Jean-Claude Delage, secretário-geral do sindicato, apoiou a decisão judicial e afirmou que o Copwatch era “uma ameaça à integridade da polícia”. (Texto completo)

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O HAITI É AQUI: BANDA LARGA NO BRASIL É PIOR DO QUE NO HAITI, ETIÓPIA E IGUAL À DO IRAQUE, PAÍS DESTRUÍDO PELA GUERRA
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The area of Bas-Ravine, in the northern part o...

Banda larga no Brasil é pior do que no Haiti

Alô alô Paulo Bernardo. O Haiti é aqui e o Iraque também!

Pesquisa Pando Networks publicada pela Folha de S.Paulo  comprova que banda larga no Brasil é mesmo um horror. Ela tem a mesma velocidade que a banda larga do Iraque, país destruído pela invasão dos Estados Unidos e pela guerra civil.Global Download Study

Apesar de ser uma das mais caras do mundo, a velocidade da banda larga aqui no Brasil é pior do que no Haiti, Nigéria, Afeganistão e muitos outros país.

O que que é isso? Veja você mesmo no link do mapa. Basta clicar nos países para ver a velocidade da banda larga.

Segundo matéria da Folha, o Brasil está na posição 163. Veja trecho:

O Brasil é o 163º em um ranking da média da velocidade da internet publicado pela Pando Networks. A velocidade média da conexão no Brasil é de 105 KBps (quilobytes por segundo), o que o coloca atrás de países como Níger, Haiti, Etiópia, Angola, Paquistão e Papua-Nova Guiné. (Texto Completo)

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CAMPANHA “BANDA LARGA É UM DIREITO SEU” REALIZA SEMINÁRIO EM BRASÍLIA PARA DISCUTIR PNBL COM O GOVERNO

Participam do debate com o governo O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades

Inclusão social conectada à democratização do acesso à internet banda larga

Do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Sociedade civil debate com o governo o Plano Nacional de Banda Larga
Por Redação Intervozes

Campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” promove seminário com a participação do Governo Federal para discutir o primeiro ano do lançamento do PNBL. Evento será na próxima quinta-feira, 22/9, em Brasília.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades* que compõem a campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” realizam seminário, dia 22 de setembro, em Brasília, para discutir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O objetivo do seminário é debater as propostas do PNBL, após o balanço de mais de um ano de seu lançamento (maio de 2010) e suas perspectivas para os próximos anos.

Desde o início do ano não existem espaços institucionalizados de diálogo entre governo e sociedade civil no âmbito do PNBL, embora tenham ocorrido conversas pontuais. O seminário traz à luz a essencialidade do acesso à internet e a banda larga como um direito, para o exercício da cidadania de milhões de brasileiros.

Segundo a advogada do Idec, Veridiana Alimonti, o que se verifica é que, embora o Plano esteja em andamento, falta ao governo um planejamento estratégico de ampliação do acesso à banda larga, que tenha em vista as dimensões econômicas do Brasil. “O que temos até 2014 é uma Internet de 1 Mbps e ainda uma lacuna de como será resolvido o acesso à Internet nas zonas rurais. Isso é muito pouco se compararmos, por exemplo, com o plano dos Estados Unidos, onde a meta é que 75% da população esteja com acesso de 100 Mbps em 2020.”, contesta Alimonti. (Texto completo)

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CRIANÇAS BRASILEIRAS ESTÃO ENTRE AS QUE ENTRAM MAIS CEDO NAS REDES SOCIAIS

Em média, com seis anos de idade, as crianças já passam a ter um perfil na rede

Da Agência Andi

Crianças entram cedo nas redes sociais
Publicada originalmente no Valor Econômico

Seja brincando com bolinhas de gude ou disputando torneios em videogames avançados, jogar sempre foi um dos passatempos preferidos das crianças. Agora, elas parecem ter descoberto um universo muito propício para esse tipo de brincadeira: as redes sociais. De acordo com o estudo Kids Expert 2011, realizado anualmente pela Turner, que controla o canal infantil de TV paga Cartoon Network, 72% das crianças que participaram da pesquisa no Brasil disseram jogar nas redes sociais. Para elas, essa é uma atividade mais frequente do que se comunicar com os amigos ou ver vídeos e fotos, por exemplo. “Esse é um novo meio para brincar e fazer o que elas (as crianças) sempre fizeram”, disse Renata Policicio, gerente de pesquisas da Turner.

Cada vez mais cedo- Apesar de a maioria das redes sociais encorajarem o uso de seus sites apenas por pessoas com mais de 18 anos, o primeiro contato com esse ambiente digital tem ocorrido cada vez mais cedo. Segundo a pesquisa, cujos resultados foram divulgados ontem (14), as crianças brasileiras passam a ter um perfil em alguma rede social com, em média, 6 anos de idade. O primeiro perfil costuma ser feito por familiares ou amigos. “As crianças brasileiras são as que entram mais jovens nas redes sociais, seguidas de perto pelas venezuelanas”, disse Renata. (Texto completo)

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OPINIÃO DOS JORNALISTAS ESTÁ SENDO INTERDITADA E SUA FUNÇÃO SOCIAL ANULADA EM GRANDE PARTE DAS REDAÇÕES BRASILEIRAS

Tempos modernos: na linha de produção da imprensa jornalista não pensa, faz

O jornalista moderno viveria um paradoxo segundo texto do jornalista Leandro Fortes cujo trecho segue abaixo. Enquanto as redações de jornais, revistas ou telejornais buscam se adaptar às novas tecnologias para não perder o bonde da velocidade e da liberdade de expressão da internet, os jornalistas são submetidos a um rígido controle de suas práticas, principalmente nas redes sociais, onde eles são proibidos de manifestar a sua opinião, isso quando o jornal não os proíbe de ter esse tipo de perfil na rede.

A crença de que o jornalista deve ser isento está assim sendo claramente distorcida e levada às últimas consequências anulando o papel político e social da profissão e convertendo os jornalistas em simples repassadores de notícia e tarefeiros de redação. O fenômeno que se desenha atualmente é tal que um bom jornalista, que acredita na sua profissão e procura fazê-la da melhor forma possível, vê-se de repente sem espaço e lugar na cada vez mais dominante lógica de mercado do jornalismo atual e sem voz para se expressar no seu cotidiano pessoal.

O curioso é ver uma imprensa que usa como pretexto a isenção do jornalista (algo a priori impossível) para sustentar a sua própria falta de isenção ou, para usar uma palavra mais adequada, a sua falta de comprometimento com a diversidade de versões e opiniões.

Veja texto de Leandro Fortes sobre o assunto publicado originalmente no blog Vi o Mundo e republicado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:

#jornalistas interditados
Por Leandro Fortes

As relações arcaicas que ainda prevalecem nas redações brasileiras, sobretudo naquelas ancoradas nos oligopólios familiares de mídia, revelam um terrível processo de adaptação às novas tecnologias no qual, embora as empresas usufruam largamente de suas interfaces comerciais, estabeleceu-se um padrão de interdição ideológica dos jornalistas. Isso significa que a adequação de rotinas e produtos da mídia ao que há de mais moderno e inovador no mercado de informática tem, simplesmente, servido para coibir e neutralizar a natureza política da atividade jornalística no Brasil.

Baseados na falsa noção de que o jornalista deve ser isento, as grandes empresas de comunicação criaram normas internas cada vez mais rígidas para impedir a livre manifestação dos jornalistas nas redes sociais e, assim, evitar o vazamento do clima sufocante e autoritário que por muitas vezes permeia o universo trabalhista da mídia. Em suma, a opinião dos jornalistas e, por analogia, sua função crítica social, está sendo interditada.

Recentemente, a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, opinou que jornalista não deveria ter Twitter pessoal. Usou como argumento o fato de que, ao tuitar algo “ofensivo”, o jornalista corre o risco de, mais para frente, ter que entrevistar o ofendido. A preocupação da ombudsman tem certa legitimidade funcional, mas é um desses absurdos sobre os quais me sinto obrigado a, de vez em quando, me debruçar, nem que seja para garantir o mínimo de dissociação entre a profissão, que tem caráter universal, e os guetos corporativos onde, desde os anos 1980, um sem número de manuais de redação passaram a ditar todo tipo de norma, inclusive comportamental, sobretudo para os repórteres.

Suzana Singer deu um exemplo prosaico, desses com enorme potencial para servir de case em cursinhos de formação de monstrinhos corporativos que pululam nas redações:

“Hoje o jornalista pode estar em um churrasco, com os amigos, e ser ofensivo com os palmeirenses porque eles ganharam o jogo de domingo. E na semana seguinte ele tem que ir entrevistar o presidente do Palmeiras. Ou seja, é uma situação muito desagradável, que poderia ter sido evitada se o repórter tivesse a postura adequada de não misturar as coisas. Não tem como ter dupla personalidade, separar a sua vida pessoal da profissional, assim como não dá para ter duas contas no twitter”.

Bom, primeiro é preciso esclarecer duas coisas, principalmente para os leitores desse blog que não são jornalistas: é possível, sim, separar a vida pessoal da profissional; e, claro, dá para ter duas contas no twitter. Essa história de que jornalista tem que ser jornalista 24 horas é a base do sistema de exploração trabalhista que obriga repórteres, em todo o Brasil, a trabalhar sem hora extra, ser incomodado nas férias e interrompido nos fins de semana, como se fossem cirurgiões de guerra. Também é responsável, na outra ponta, por estimular jornalistas que se tornam escravos de si mesmo, ao ponto de, mesmo em festas de crianças e batizados de bonecas, passarem todo tempo molestando alguma fonte infeliz que calhou de frequentar o mesmo espaço.(Texto completo)

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NA SOCIEDADE ATUAL O “ESTAR SÓ” É VISTO COMO DOENÇA OU EPIDEMIA DISFARÇANDO OS REAIS MALES DA CONTEMPORANEIDADE

Aparentemente, não parece existir nenhum problema no “estar só”. Para muitos, a solidão pode ser até um desprazer, mas outros a apreciam ou trocariam tudo por momentos de convivência consigo mesmos.

No entanto, a tendência do mundo moderno em diagnosticar, racionalizar e sintomatizar quase tudo começa a ver a solidão como uma espécie de doença ou epidemia, causa de todos os males. E aí reside certa inversão promovida pelos alienistas de plantão. Afinal, seria a solidão causa ou efeito de todos os males?

Cabe pensar que estamos sim cada vez mais sozinhos. Alguns por opção. Outros, no entanto, estão sozinhos sem perceber a solidão. Hiperconectados, a maioria tem a ilusão de não estar só para, de repente, surpreenderem-se solitários.

Assim, será mesmo que a solidão é a causa de todos os males, ou, um mundo onde a subjetividade se perde em meio às multidões e comercialização dos sentimentos humanos, é que não nos convida a uma espécie de narcisismo conectado em busca de uma individualidade fragmentada?

Se a solidão graça em excesso a culpa não parece ser dela, mas a sociedade não quer olhar para as sua próprias misérias e criações, é mais fácil diagnosticar e inventar doenças que estão no ser humano, jamais fora dele.

E não há aqui uma crítica à conectividade, posto seus benefícios democráticos e novidades, e sim à sociedade que faz dela o único reduto possível de salvação para as ausências que ela mesma cria, diluindo todas as outras possibilidades reais de troca e convivência.

Veja trecho de texto que gera reflexão sobre o assunto publicado pela revista Cult:

Política da solidão
Clinicalização do estar só escamoteia o verdadeiro mal da sociedade atual, que é a hiperconectividade
Marcia Tiburi

Algo vai muito mal com a autocompreensão do ser humano sob a crença de que existe um padrão normal dos afetos que calibraria o todo da experiência emocional humana. A crença na normalidade confirma apenas que vivemos mergulhados na incomunicabilidade. Os sentimentos humanos são nebulosos e confusos, mas não são expressos senão por meio de atos desesperados que falam por si mesmos.

Se a norma fosse estabelecida pelo que há de mais comum, teríamos de voltar ao paradoxo de Bacamarte: o anormal é normal, o normal é anormal.

O fenômeno contemporâneo da psiquiatrização da vida nasceu como tentativa de eliminar a estranheza humana. Hoje ele sustenta a indústria cultural da saúde, que se serve do sofrimento humano como a hiena se serve da carniça.

Para os fins do logro capitalista já não basta aproveitar a desgraça do outro, também se pode ajudar a incrementar a produção do infortúnio usando a arma do discurso. A moral une-se à ciência nessas horas e quem paga o preço é o indivíduo humano, do qual se extirpa a capacidade de pensar sobre sua própria vida.

Se a indústria farmacêutica depende da evolução das drogas e dos remédios, depende também da existência de doenças. Criar um remédio pode implicar a criação da doença.

Assim é que uma das mais fundamentais experiências humanas na mira dos sacerdotes da moral que propagam a psiquiatrização da vida é, hoje, a solidão. A banalidade da proposta não é pouco violenta.

Em pesquisa recentemente divulgada, um médico norte-americano definiu a solidão não apenas como doença, mas como epidemia. Tratou-a como uma tendência contrária à evolução. Definida como um erro da “natureza humana”, a solidão passa a ser vista fora de sua dimensão social e histórica. Como doença, ela seria a causa do sofrimento e não o efeito da perda de sentido da convivência entre as pessoas. Em última instância, daquilo que seria o significado mais próprio da política como universo da integração entre indivíduos e comunidades. (Texto completo)

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DE ONDE VÊM AS BOAS IDEIAS?

As ideias realmente revolucionárias não seriam aquelas que nascem de repente, em um surto repentino de inspiração, e sim aquelas que amadurecem ao longo do tempo, que vão se somando às suas outras partes inicialmente não vistas ou percebidas.

E essas outras partes geralmente vêm de palpites de outras pessoas que complementam o seu. Daí a importância dos espaços de convivência, discussão, literalmente, troca e união de ideias. Praças, cafés, bares, teatros e internet. A rede atualmente é um meio de gestação de novas ideias, um lugar de diálogo e troca onde um palpite pode enfim se somar a algum outro em uma cadeia de conexão e complementaridade que vai desenhando o eterno círculo de criação e inventividade.

Mais distraídos, mais cheios de informação com a internet, mas, mais conectados. Assim, o mundo e as coisas vão girando nos respectivos espaços, nas respectivas épocas. O que não muda é a necessidade de troca, diálogo, por isso, o acaso de fato parece favorecer as mentes conectadas!

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CAMPANHA DO IDEC QUER CHAMAR A ATENÇÃO DA SOCIEDADE PARA O RETROCESSO REPRESENTADO PELO PL 84/99, O AI-5 DIGITAL

Controle da rede

Na última terça-feira, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou a campanha “Consumidores contra o PL Azeredo”. A campanha pretende chamar a atenção da sociedade para o conteúdo do Projeto de Lei 84/99, do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que está prestes a ser votado pelo Congresso Nacional.

O projeto do deputado Azeredo ou PL Azeredo, ou ainda AI-5 digital, como ficou conhecido, tem de fato motivos para ser chamado assim. O conjunto de determinações previstas pelo projeto ao invés de proteger e regulamentar a atividade na rede, viola a privacidade dos usuários, desrespeita seu direito à liberdade de expressão e coloca a internet sob constante vigilância por parte dos provedores de acesso.

Práticas cotidianas dos usuários passam a ser criminalizadas com o projeto em um cenário onde todos se tornam suspeitos até que se prove o contrário. A liberdade de produção e compartilhamento de conteúdos culturais e artísticos também passa a ser ameaçada, o que significa um retrocesso no que diz respeito ao acesso à cultura e à informação.

De forma geral, o projeto em si é um total retrocesso. Em tempos onde se discute a importância de universalizar o acesso à internet rápida e de qualidade, ele simplesmente quer controlar e restringir o acesso já existente. Ao invés de implementar políticas e mecanismos que possam rastrear os reais crimes cometidos na rede ou por meio dela, o PL Azeredo decidiu controlar a sociedade toda, deixando transparecer um atraso e um conservadorismo autoritário que já fez grandes estragos na história do país e na memória de sua população.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

A contramão dos direitos e liberdades na Internet
Por Guilherme Varella

Proteção, sim; violação de privacidade, não. Esse é o desejo dos consumidores brasileiros que navegam na Internet. E esse é o mote – mais que o mote, o alerta – que orienta a campanha lançada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) na última terça-feira, contra o Projeto de Lei 84/99, que trata de crimes cibernéticos. A campanha “Consumidores contra o PL Azeredo” pretende chamar a atenção da sociedade para a ameaça que o PL 84 representa ao direito à privacidade e liberdade na rede, aos direitos dos consumidores no acesso aos produtos e serviços e no direito fundamental de acesso à cultura, à informação e à comunicação.

No Congresso desde 1999, o PL 84/99 segue na Câmara dos Deputados nos termos do texto substitutivo proposto pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O PL Azeredo tramita em caráter de urgência na Casa e está prestes a ser votado no início de agosto, quando termina o recesso parlamentar. Se aprovado, desviando-se de sua pretensa função de combater os crimes na Internet, o projeto vai instaurar um cenário de vigilância e monitoramento na rede, restringindo sensivelmente os direitos e liberdades e criminalizando condutas que são cotidianas dos cidadãos no mundo virtual.

Para os consumidores, a aprovação do projeto traz consequências drásticas, especialmente se considerarmos que a Internet é inteiramente permeada por relações de consumo. Desde a conexão até o acesso a conteúdos em sites, produtos e serviços via comércio eletrônico, passando pela utilização de e-mails, plataformas colaborativas e redes sociais, em menor ou maior grau, tudo é relação de consumo e deve entendido na lógica da defesa dos direitos consagrados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Há 20 anos, esse mesmo CDC tenta fazer valer um de seus princípios básicos: a boa-fé. Pressupõe-se que todos são legítimos titulares de direitos e praticam seus atos cotidianos com base na legalidade, na confiança e no respeito. Por óbvio, essa premissa é válida também para a Internet. O que o PL Azeredo faz, no entanto, é inverter essa lógica. No lugar da presunção da boa-fé, instaura-se a constante suspeita. No lugar do respeito à privacidade dos dados e informações dos usuários, o projeto determina a sua vigilância constante, como se a qualquer momento fossem praticar um crime, um ato de vandalismo, uma atitude ilícita. Para o PL Azeredo, como norma penal que é, na Internet todos passam a ser suspeitos até que se prove o contrário. (Texto completo)

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Agora está explicado porque o serviço é caro e ruim

A banda larga no Brasil é controlada por apenas quatro empresas: Oi, Telefônica, Net e GVT. Elas dominam 90% da banda larga do país. (Continue lendo..)

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Velocidade e mobilidade: em comparação com o primeiro semestre de 2010, a banda larga móvel cresceu 67%

Da Telesíntese

Brasil chega a 43,7 milhões de acessos em banda larga
Segundo dados da Telebrasil, só no primeiro semestre deste ano foram realizadas 8,5 milhões de conexões.

O número de acessos à internet em banda larga no Brasil chegou a 43,7 milhões no primeiro semestre de 2011. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), de janeiro a junho deste ano 8,5 milhões de novas conexões foram ativadas, o que significa que a cada dois segundos um novo cliente passou a ter acesso à internet em alta velocidade. A entidade afirma que, nos últimos 12 meses, houve um crescimento de 49% na base de clientes, com 15,5 milhões de novos usuários de banda larga.

Os números divulgados pela Telebrasil levam em conta os acessos em banda larga fixa e móvel, incluindo modems e celulares de terceira geração (3G), que permitem conexão à internet em alta velocidade. Somente no mês de junho, diz a entidade, 1,8 milhões de novos acessos foram ativados em todas as modalidades, o que representa uma evolução de 4,3% frente a maio de 2011.

Do total de conexões registradas no fim do primeiro semestre, 15,8 milhões são em banda larga fixa, que apresentou uma evolução de 26% desde junho de 2010. A banda larga móvel, por sua vez, cresceu 67% no período, chegando a 27,9 milhões de acessos em junho de 2011. Nesse segmento, os modems de acesso móvel à internet somaram 6,7 milhões, com crescimento de 21,5% nos últimos 12 meses, e os celulares 3G chegaram a 21,3 milhões, com evolução de90% no mesmo período. (Texto original)

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Telebrás: autonomia e preço baixo

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que teve um desenlace recente com a assinatura de uma acordo entre o governo e as grandes operadoras de telefonia privada, é um fiasco que pode ser consertado. As declarações das empresas de telefonia após a assinatura dava a sensação de que o governo foi ludibriado.

Aquela velha história das operadoras campeãs do Procom: “mas isso não dá, isso não pode. Download é limitado etc, etc”. Sempre as mesmas baboseiras. Falta capitalismo na internet brasileira, ou seja, concorrência.

Para salvar o PNBL, só mesmo uma Telebrás forte e com capacidade para investimento, ainda que de forma gradual, para montar uma grande estrutura cruzando o país. Essa estrutura deve permitir a entrada de competidores menores  no mercado e, mais que isso, se firmar como uma estrutura estratégica de comunicação para o país. Um país que pretende participar do Conselho de Segurança da ONU não pode prescindir de uma rede estatal de transmissão de dados.

As empresas de telefonia só se mexeram quando a Telebrás começou a ser reativada. Com medo de capitalismo, elas resolveram melhorar um pouco para não perder mercado e usar todos os recursos contra a Telebrás, desde ação na justiça até plantação de matéria na grande mídia.

Agora, com o plano limitado e amarrado, vão encostar e mandar dólares para as matrizes no exterior. Isso se a Telebrás não fizer o papel de uma grande estrutura capaz de garantir soberania ao país e competição ao mercado.

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O ano onde todas as previsões e promessas vão dar! (a confirmar)

Na última quinta-feira, o governo anunciou as linhas gerais do acordo a ser fechado com as concessionárias Telefônica, Oi, CTBC e Sercomtel para a oferta de acesso à banda larga popular. Dentre outras coisas, ficou estipulado que as empresas passarão a oferecer daqui a 90 dias, internet banda larga com velocidade de 1 Mbps por R$35,00. Com base nesse preço, as previsões do governo são otimistas. Espera-se a adesão de mais de 70% das pessoas interessadas. Além disso, até 2014, o governo também espera levar a internet banda larga a 100% das cidades brasileiras.

O assunto velocidade vem revestido de previsões e boas intenções, mas sem muito planejamento prático. As linhas gerais do acordo dizem apenas que será colocado no termo de compromisso a previsão de uma oferta abrangente de banda larga a 5 Mbps até 2014, mas sem metas nem preço estabelecido.

A banda larga popular parece ter caído nas mãos das mesmas concessionárias de sempre o que configura mais uma razão para conhecer melhor as linhas gerais do acordo a ser firmado com elas e acompanhar o desenvolvimento de um projeto tão importante para o país, já que a popularização da banda larga é o mínimo que se espera de um país democrático em tempos tão conectados como os atuais. No entanto, a impressão que fica é que o verdadeiro Plano Nacional de Banda Larga não está acontecendo da forma como muitos imaginavam…

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

Governo anuncia linhas gerais da oferta de banda larga popular
Por Samuel Possebon/Tela Viva

Ainda sem os termos finais completamente fechados, o Ministério das Comunicações anunciou no final da tarde desta quinta, 30, as linhas gerais do acordo a ser fechado com as concessionárias Telefônica, Oi, CTBC e Sercomtel para a oferta de acesso banda larga popular. “Ontem à noite fechamos em termos gerais o que vamos assinar hoje, mas ainda assim o pessoal da área técnica passou o dia todo discutindo as minúcias. Vamos levar daqui a pouco para a presidenta Dilma o decreto com o novo PGMU e aqui assinaremos o Termo de Compromisso em relação à Internet”.

O ministro não deu detalhes técnicos sobre as eventuais mudanças no PGMU, nem sobre os contratos de concessão. Sobre o Termo de Compromisso a ser assinado com as empresas, as informações dadas na entrevista coletiva foram as seguintes:

* Daqui a 90 dias, as empresas passarão a oferecer Internet por R$ 35 em 1 Mbps, com franquia de uso. Segundo o ministro, o Minicom baseou-se em um estudo comparado da Firjan que calcula o preço médio do acesso de 1 Mbps em R$ 70,85. “A este preço, acreditamos que teremos adesão superior a 70% das pessoas que estão interessadas”, diz Paulo Bernardo.

* As empresas poderão oferecer pacotes conjuntos, mas qualquer pessoa pode aderir apenas à banda larga. O acesso será ofertado com tecnologia fixa e, onde não for possível, será com rede móvel 3G.

* As empresas seguirão um escalonamento para atenderem esses compromissos, de determinada quantidade de cidades ao ano até chegar a 100% em meados de 2014. Mas, segundo o ministro, os detalhes desse escalonamento ainda estavam sendo operacionalizados e provavelmente a lista exata e o cronograma de municípios serão tratados sigilosamente, para não prejudicar a estratégia competitiva de cada empresa. A Anatel fará o acompanhamento trimestral. (Texto completo)

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Bonilha: "quer sócios na Telebrás"

A Telebrás estava indo bem nas mãos de Rogério Santanna porque tentava simplesmente ser governo diante das megaempresas privadas de telefonia criadas no processo de privatização. O ideal seria constituir uma estatal como a Petrobrás que ajuda o governo a regular o mercado. Na atual falta de Etanol, por exemplo, o governo pediu para a Petrobrás ampliar sua produção de álcool combustível. Da mesma forma atuam hoje a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ganhando mercado e forçando uma competição com os bancos privados.

Assim, ao insistir em investimento e rivalizar com as grandes empresas de telefonia, a Telebrás ajudou até o momento o governo a governar, fazendo com que as empresas privadas se mexessem para os investimentos, assustadas com a ação do governo. A Telebrás seria esse ponto importante para manter o investimento constante das empresas privadas, permitindo concorrência e melhorando a cada ano a velocidade da banda larga.

Hoje se fala em 1 mega por R$ 35,00, mas isso as próprias empresas privadas já estão fazendo. Não precisa de plano do governo. É hora do governo começar a pensar em 2 megas por R$ 35,00 porque os avanços tecnológicos e de transmissão são constantes.  Mas o governo mudou de plano e parece até se associar às teles, conforme texto abaixo.

O problema desses acordos com os oligopólios é que causam uma melhora pontual, mas depois de um ano travam por causa dos avanços tecnológicos e das necessidades de investimento. E travam porque as empresas querem mandar dinheiro para acionistas e para suas matrizes na Europa em vez de investir no país.

O grande nó é a criação de oligopólio de  grandes empresas privadas. Elas se tornam verdadeiros monstros para o consumidor. Veja só: os grandes problemas dos brasileiros estão nas empresas oligopolizadas ou cartelizadas de transporte, telefonia e outros setores. O pior é que o BNDES acredita que a criação de monstros é uma coisa boa para o Brasil. Parece bom na hora que se cria, mas depois ninguém controla.

Aliás, a diferença entre antes e depois da privatização é que antes o brasileiro juntava dinheiro um ano para comprar um telefone e depois falava à vontade. Hoje é diferente, o brasileiro paga a cada ano na sua conta o valor do telefone daquela época, isso se usar pouco o telefone.

Veja texto sobre o tema:

O novo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, não demorou muito para mostrar porque foi colocado no cargo pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no lugar de Rogério Santanna. Bonilha anunciou na última quarta-feira, em entrevista à Reuters, que “não está descartado que novos sócios – leia-se teles – entrem na Telebrás”. Ao demitir Santanna e substituí-lo por Caio Bonilha no comando da empresa responsável pelo plano nacional de banda larga, o ministro deu sinal de que estava empenhado em se aproximar das operadoras estrangeiras.

Ex-diretor comercial da Telebrás, Caio Bonilha é considerado um gestor alinhado ao projeto do ministro de incluir as empresas estrangeiras de telefonia na execução do PNBL. Logo em seu primeiro pronunciamento, Bonilha tratou de mostrar que estava disposto a se associar às grandes operadoras de telecomunicações. “A linha estatizante da gestão anterior ficou no passado”, disse ele, em seu discurso de posse. “O foco agora é comercial. Estamos vivendo uma transição”, completou.

Antes da mudança na direção da Telebrás, a empresa sofreu um corte de 95% no orçamento, que era de R$ 3,2 bilhões. Esses recursos estavam previstos para serem investidos em 2010 e 2011. Numa atitude clara de esvaziamento da empresa, as verbas foram reduzidas para apenas R$ 50 milhões no início de 2010. O objetivo desse corte era enfraquecer a direção de Rogério Santanna, que pretendia seguir as orientações de Lula e colocar a empresa como competidora das teles.

O plano de Santana, abandonado por Paulo Bernardo e Caio Bonilha, era impedir que o cartel das teles seguisse agindo com métodos monopolistas, praticando preços abusivos, entregando péssimos serviços à população e servindo como um obstáculo à expansão da internet no Brasil. As medidas, anunciadas agora por Bonilha, só vêm confirmar que a mudança na orientação do Ministério das Comunicações e na direção da Telebrás, visam mesmo enfraquecer a atuação da estatal e agradar as teles. (FNDC)

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No Egito as redes também foram protagonistas da manifestação

No mundo todo, as redes sociais têm estimulado a reinvenção da democracia. Por meio delas, pessoas se encontram espontaneamente, sem hora marcada, para discutir e trocar ideias. Em um ambiente de alta conectividade, as redes sociais se contrapõem à fragilidade das representações partidárias, elas não precisam de um líder, elas precisam de uma comunidade.

Facebook e twitter ajudaram a derrubar um ditador no Egito, reuniram milhares pelas ruas da Espanha, transformaram-se em mecanismos de participação popular para a redação da nova constituição na Islândia, organizaram os brasileiros na luta pela liberdade de expressão e descortinaram todo uma cadeia de blogueiros progressistas que lutam por um mídia mais plural e democrática.

Por essas e outras, as redes sociais já são quase um fenônemo, isso não dá pra negar. Obviamente, nem tudo depende ou decorre delas, mas o papel que elas têm representado para a configuração do desenho social de um país não pode ser ignorado. Elas são detentoras de um poder que, se bem usado, pode revolucionar muito.

Essas ideias e outras estão presentes em um texto de Marcelo Semer, publicado no Terra Magazine, onde ele não deixa de convocar frases interessantes que marcaram o protesto na Av. Paulista no último sábado (18/06), como esta: “Se você odeia a mídia, seja a mídia”.

Redes sociais estimulam reinvenção da democracia
Por Marcelo Semer

Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.

A frase era uma das várias que preenchiam cartazes da Marcha da Liberdade, sábado último na avenida Paulista, passeata que se repetiu em várias outras cidades do país.

Muito além da maconha, que detonou o processo de discussão do direito às manifestações, as ruas estão se tornando palcos de marchas de muitas liberdades.

Estavam lá, é verdade, os que defendiam a plenos pulmões, a legalização da droga, debate de que dificilmente conseguiremos escapar nos próximos meses.

Mas não estavam sós.

Juntaram-se ciclistas indignados com o crescimento das mortes no trânsito, nas cidades que não lhes dão espaço.

E também feministas, indignadas com a ideia de que as vítimas sejam instigadoras de estupros -propagadas até por um bispo.

Defensores dos direitos de homossexuais clamavam pela incorporação da homofobia em um direito penal que prima pela tutela da propriedade e se dedica em grande medida à criminalização da pobreza.

Estudantes pulavam pelo passe livre e contra os abusivos preços das tarifas de ônibus.

Se havia alguma coisa em comum entre aqueles que pediam democracia direta, 10% do PIB para a educação ou a rejeição do Código Florestal, era justamente o direito de estar na rua para defender um direito. (Texto completo)

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Cada vez mais uma alternativa para a comunicação no país

A segunda edição do Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas reuniu mais de 500 pessoas em torno de discussões como a necessidade de um marco regulatório das comunicações e os desafios da blogosfera. O Encontro contou com a presença do ex-presidente Lula, do ministro Paulo Bernardo, da deputada federal Luíza Erundina e de cerca de 30 mil pessoas que acompanharam o evento pela internet.

Da Rede Brasil Atual

Encontro de Blogueiros Progressistas reúne 30 mil na internet
Por Redação da Rede Brasil Atual

Brasília – O 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que foi realizado entre os dias 17, 18 e 19 de junho em Brasília, reuniu mais de 500 pessoas entre os 349 blogueiros inscritos de 21 estados. Eles discutiram, durante os três dias, os desafios da blogosfera e a luta por um marco regulatório da comunicação.

A TVT e a Rede Brasil Atual transmitiram ao vivo a abertura do evento que contou com a presença do ex-presidente Lula, além do debate com Paulo Bernardo, ministro das Comunicações. Pela internet, passaram nos três dias, mais de 30 mil, por meio também de dezenas de blogues que retransmitiram a cobertura.

No sábado, foi transmitida a mesa de discussão com a deputada federal Luiz Erundina (PSB-SP) e o professor e jurista Fabio Konder Comparato que debateram a regulamentação da mídia.

Entre as transmissões dos debates, a TVT e Rede Brasil Atual realizaram entrevistas ao vivo com alguns presentes no evento, entre ministro, organizadores e blogueiros das mais diversas áreas. Entre eles, Elvis Mori, coordenador da campanha em redes sociais do presidente eleito do Peru, Ollanta Humala.

Na plenária de encerramento, foi definido que o próximo encontro nacional será realizado em Salvador, na Bahia, em maio de 2012. Também foi divulgada a realização de um encontro internacional de blogueiros, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em setembro deste ano. Os blogueiros ainda definiram uma carta de apresentação (que será publicada daqui a pouco). (Texto completo)

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Que o futuro não seja assim...

Novo relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos pelo relator especial sobre a liberdade de expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, advertiu que nos últimos anos o desejo e as ações do governo direcionadas a controlar o fluxo de informações na internet aumentou consideravelmente.

Segundo o relator são justamente as características da internet, rapidez no acesso e na troca de todos os tipos de informações, que estão incomodando governantes por todo mundo. Recentemente, assistimos ao controle exercido pelos ditadores árabes sobre a internet depois de perceberem que esta estava ajudando as manifestações de civis contra seus regimes e a favor da democracia.

Além da prisão de alguns blogueiros no ano passado, La Rue aponta que os métodos utilizados para bloquear conteúdos estão cada vez mais sofisticados o que conduz a uma situação onde os direitos humanos mais básicos do cidadão de fato estão sendo desrespeitados.

Essa realidade exige que leis bem claras protegendo o conteúdo da internet e a liberdade de expressão funcionem de fato e sejam respeitadas. Procedimentos invasivos sem dúvida devem ser considerados crimes e os controladores é que devem ser presos, não os controlados como vem acontecendo. Nos países democráticos não deve haver sequer discussão a esse respeito, afinal, se a liberdade começar a ser controlada, ficará difícil sustentar o paradoxo em que se transformará a própria democracia.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:

Liberdade na Internet está sob ameaça de governos
Observatório do Direito à Comunicação

O relator especial sobre a liberdade de expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, advertiu, na última sexta-feira (3), ao apresentar seu novo relatório para o Conselho de Direitos Humanos, que os governos estão cada vez mais querendo restringir o fluxo de informações pela internet.

Neste documento sobre o direito à liberdade de opinião e de expressão na Internet, La Rue afirmou que as características da Internet, que permitem aos indivíduos espalharem informações imediatamente, se organizarem e informarem ao mundo situações de injustiça e desigualdade, criaram também o medo entre os governos e os poderosos. “Nos últimos meses, temos visto um movimento crescente de pessoas ao redor do mundo que estão defendendo mudanças por justiça, igualdade, responsabilidade dos poderosos e mais respeito para com os direitos humanos”, disse o especialista.

Em 2010, mais de 100 blogueiros foram presos. “Os governos estão usando tecnologias cada vez mais sofisticadas para bloquear conteúdos, monitorar e identificar os ativistas e os críticos”, afirmou La Rue. O relator também apontou a necessidade de um acompanhamento para avaliar se os governos restringem indevidamente o fluxo de informações online. “A internet continua a ser criminalizada em muitos estados”, falou. (Texto completo)

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BLOGUEIROS ESTÃO SE ORGANIZANDO POR TODO PAÍS EM TORNO DE PROPOSTAS COMO A REGULAÇÃO DA MÍDIA E A BANDA LARGA PÚBLICA

O movimento envolvendo a ação dos ativistas da blogosfera tem se espalhado por todo país. Só neste ano, 18 encontros de blogueiros ocorrerão até junho, quando será realizado o segundo Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas em Brasília.

Nos encontros, pessoas que têm blog e também aquelas que não têm uma página na rede, mas que contribuem para o movimento da blogosfera em redes sociais como twitter e facebook, reunem-se para discutir questões importantes da cena política nacional e também para debater propostas de fortalecimento da blogosfera e maior difusão desta junto à opinião pública.

A blogosfera representa uma alternativa à velha mídia que, no lugar de informar, tem agido conforme os interesses de uma classe conservadora sempre de forma parcial e equivocada. Os blogueiros dizem não ao péssimo jornalismo praticado atualmente e o seu interesse não é o de uma classe ou o de um partido político, e sim o de toda a sociedade brasileira. E é ótimo ver que esse grupo de velhos e novos comunicadores está se organizando em torno de causas tão importantes para a comunicação e a cidadania do país.

Veja trecho de notícia publicada pela Revista Fórum sobre o assunto:

Blogueiros defendem regulação da mídia e banda larga pública
Por Adriana Delorenzo

Movimento cresce pelo país, seis estados já realizaram encontros. Até o nacional, em junho, terão ocorrido 18 eventos reunindo ativistas da blogosfera

Um marco regulatório para as comunicações e a banda larga em regime público foram as duas principais bandeiras debatidas no I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas do Rio de Janeiro (#RioBlogProg), realizado de 6 a 7 de maio, na capital carioca. Cerca de 200 blogueiros participaram do evento, o sexto realizado neste ano, depois de Paraná, Rio Grande do Norte, Pará, São Paulo e Mato Grosso. Em todos eles reuniram-se em torno de 500 ativistas virtuais.

“Muitos não têm blogs, mas participam do movimento, seja no Twitter, no Facebook, nos comentários”, diz Miguel do Rosário, do blog Óleo do Diabo. “São ativistas da rede em grande escala.” Segundo o blogueiro, o RioBlogProg visava a elaboração de propostas para o Encontro Nacional que será realizado nos dias 17, 18 e 19 de junho em Brasília (DF). Outro objetivo era agregar os internautas, debater idéias e a formação de uma possível associação. “Ela poderia ser uma forma de promover outros eventos e criar um pólo de força para exercer pressão política em defesa do marco regulatório e da banda larga pública”, afirma Rosário. No último dia do encontro, os participantes aprovaram uma carta dos blogueiros do Rio. (Texto completo)

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A FORÇA DOS 140 CARACTERES: TWITTER CONTINUA SENDO MEIO DE EXTERNALIZAR PRECONCEITOS

Melhor ficar só nos 140...

Depois do episódio recente em que uma estudante de direito foi ao twitter manifestar todas as suas opiniões a respeito dos nordestinos que, segundo ela, teriam sido os responsáveis pela vitória da atual presidente Dilma Rousseff nas últimas eleições, novamente um episódio parecido é desencadeado na rede social.

Dessa vez, torcedores revoltados com a eliminação de seu time em função de um empate com um time nordestino, usaram dos 140 caracteres para compor declarações visivelmente racistas e preconceituosas. Como foi dito em post anterior que abordou o episódio envolvendo a estudante de direito, o que fica visível em casos como esse é a total falta de respeito em relação ao outro.

O que muitas pessoas não percebem é que há sempre um limite quando do uso das palavras e, por incrível que pareça, os poucos caracteres do twitter têm feito muito barulho, tanto para o bem, quanto para o mal!

Veja trecho de notícia publicada pela Folha de S.Paulo sobre o assunto:

Comentários contra nordestinos causam revolta no Twitter
Da Redação

Comentários ofensivos a nordestinos provocaram uma onda de revolta entre usuários do serviço de microblogs Twitter nesta quinta-feira.

OAB diz que vai à Justiça contra mensagens ofensivas

Por volta das 11h50, 3 dos 10 assuntos mais comentados na rede social no país eram relativos ao assunto. Dois dos assuntos também entraram na lista do “trending topics” mundial.

A revolta começou na noite de quarta-feira (11), no final da partida entre Flamengo e Ceará pelas quartas de final da Copa do Brasil, que acabou em um empate que eliminou o time carioca.

Por volta das 0h, uma torcedora que se identifica como Amanda Régis escreveu: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça” [sic]. (Texto completo)

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Ministério trava o PNBL e esvazia a Telebrás

Por Carlos Lopes, no jornal Hora do Povo

Em jogo de decisão não dá para amarelar.

Entre os avanços que tivemos no governo Lula, há dois que têm caráter estratégico para o país: a nova lei para a exploração do pré-sal e a reativação da Telebrás para possibilitar a universalização da internet rápida, através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Este, no entanto, vem enfrentando dificuldades com a explícita opção do Ministério das Comunicações pelo monopólio das teles. Quanto ao PNBL – e, portanto, à Telebrás – a administração do ministro Paulo Bernardo, infelizmente, até agora não se diferencia daquela de seu antecessor, Hélio Costa.

O último episódio foi a resposta do Ministério ao pedido de informações da Gerência de Acompanhamento de Empresas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobre declarações do ministro falando de “ajustes” na Telebrás.

Resumindo: no dia 25 de abril, no “Valor Econômico”, o ministro das Comunicações declarou que “não é tarefa da Telebrás disputar mercado com as teles que estão no setor. Ela vai sair da disputa para ser uma articuladora de ações. É com isso que estamos contando”.

Quanto aos recursos da Telebrás, que teve bloqueados R$ 176 milhões de um orçamento de R$ 226 milhões, disse Bernardo que “o Tesouro não vai liberar dinheiro se não há nada projetado” – uma estranha declaração, pois a Telebrás tem “projetado” para este ano levar a rede do PNBL a 1.163 cidades. Portanto, não é porque “não há nada projetado” que os recursos aprovados pelo Congresso não são liberados. Ao contrário, é esse contingenciamento de recursos que torna inviável o que está projetado. Saiba mais

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