Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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VÍDEO: PASSAGEIROS CANTAM ROBOCOP GAY, DOS MAMONAS ASSASSINAS, PARA O DEPUTADO MARCO FELICIANO DENTRO DO AVIÃO

QUE HORROR: PROMOTOR DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO, ROGÉRIO ZAGALLO, SUGERE NO FACEBOOK MATAR QUEM FAZ PROTESTO

O protomor de Justiça (?), Rogério Zagallo, insatisfeito com o protesto em São Paulo, agradeceria se alguém chamasse a tropa de choque para matar os manifestantes. E mais: ele arquivaria o inquérito policial. O pior é que o protesto não teria sido organizado por petistas, mas por integrantes de outros partidos.

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Vi no Nassif

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VÍDEO DA POLÍCIA MOSTRA PRISÃO DE SUSPEITO DE SER NEONAZISTA MINEIRO, QUE APARECE EM FOTO AGREDINDO MORADOR DE RUA

Vídeo revela prisão de neonazista que publicou foto ‘enforcando mendigo’

Do Pragmatismo Político

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Imagem divulgada no facebook do autor

A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira. (Texto integral)

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BRASIL PRECISA BARRAR O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

Mais que protestos, é necessário mudar legislação

A intolerância, fundada em uma falsa religiosidade (ou verdadeira, não vem ao caso), já propiciou à humanidade inúmeras tragédias que perduraram séculos. O Brasil parecia ser um país distante dessas intolerâncias, presente em grupos específicos de países controlados por ordens fundamentalistas-religiosas radicais.

O liberalismo e o iluminismo foram estruturas de pensamento importantes porque combateram tanto a monarquia e as oligarquias, como doutrinas intolerantes, apesar da ascensão do nazismo no início do século passado.

Foram.

O tempo passa e do liberalismo surgiu o fundamentalismo do dinheiro, ou seja, o neoliberalismo, que destrói toda e qualquer relação social em nome do enriquecimento monetário, estabelece um Deus chamado mercado, sem regulação do Estado e com a ideologia da prosperidade a todo custo. Europa e Estados Unidos, nas últimas décadas, sustentam um novo fundamentalismo, baseado na economia.

É nesse contexto que avançam as doutrinas religiosas da prosperidade, os neopentencostais e suas doutrinas fundamentalistas, que servem para legitimar um certo rigor formador da identidade não histórica. Com total liberdade econômica e isenção de impostos, esses movimentos crescem no Brasil e buscam poder político e econômico. Governo e sociedade, sem controle algum sobre o fluxo financeiro desses grupos, assistem impassíveis a essa ascensão.

A eleição do pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos parece ser algo isolado, mas talvez não seja. Assim como no Golpe de 64, que faz aniversário hoje, você sabe como começa, mas não sabe como termina. Somente um estado laico garante liberdade religiosa para todas as religiões. Sociedade, artistas, religiosos, intelectuais e instituições civis devem reagir antes que seja tarde demais. A história se repete como farsa, mas talvez seja tragédia.

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AMEAÇAS CONTRA ALUNOS PUBLICADAS NA INTERNET GERAM CLIMA DE TENSÃO E INSEGURANÇA NA UNB

Intolerância nas redes sociais

Ameaças de intolerância racial, religiosa e de gênero contra alunos de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB) começaram a ser postadas na internet durante as férias de janeiro. Na ocasião, uma investigação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal prendeu dois suspeitos após terem postado mensagens que convocavam seguidores para a sua causa.

Na última sexta-feira, (13/04), os corredores do prédio onde acontecem grande parte das aulas do curso de Ciências Sociais amanheceram vazios. Alunos e professores decidiram não ir à Universidade depois que novas mensagens foram publicadas na internet com ameaças contra os estudantes. Os textos diziam que a Universidade sofreria um atentado no referido dia 13 de abril, como mostra notícia publicada pelo Correio Braziliense.

Como não poderia deixar de ser, as mensagens espalharam medo e insegurança entre alunos e funcionários e cada departamento passou a decidir individualmente como tratar da questão, abonando faltas e suspendendo aulas. A situação é quase de terror e revela como a internet pode ser usada tanto como ferramenta de mobilização construtiva, quanto destrutiva.

Além do dilema da atuação na rede, o episódio da UnB, assim como outros episódios de violência e intolerância em escolas e universidades do mundo, também revela como o próprio espaço da universidade, um lugar de troca, aprendizado e convivência democrática, algumas vezes termina por se tornar um palco para externar sentimentos de intolerância e preconceito que são justamente o oposto do que realmente constitui o espírito de universidade e de educação, em última instância.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

UnB suspende aulas em alguns cursos após ameaças contra alunos
Por Saulo Araújo

Os corredores do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte na Universidade de Brasília (UnB) amanheceram mais vazios nesta sexta-feira (13/4). Grande parte dos alunos não apareceu para as aulas nesta manhã, depois que mensagens foram publicadas na internet com ameaças contra os estudantes. Os textos diziam que a universidade sofreria um atentado hoje, dia 13 de abril. O ICC fica no prédio central do câmpus do Plano Piloto e abriga grande parte das aulas dos cursos de Ciências Sociais.

Diante das ameaças e do medo que ronda estudantes e funcionários, cada Departamento está lidando com o problema da maneira que considera mais adequada. A Faculdade de Comunicação está abonando as faltas dos alunos que decidiram ficar em casa por questão de segurança, e os professores que estão se sentindo inseguros estão optando por não dar aula. Algumas turmas estão vazias, com apenas cinco alunos em sala.

Os cursos de Sociologia e Antropologia suspenderam as aulas durante todo o dia de hoje. Os professores do Instituto de Psicologia estão reunidos para decidir se suspendem ou não as aulas e na faculdade de Comunicação seis professores dispensaram os alunos em virtude dessas ameaças.

A assessoria de comunicação social da UnB informou que as três polícias foram acionadas, a Polícia Civil, Militar e também a Polícia Federal. Ainda segundo a assessoria, vários agentes estão rondando o campus à paisana a procura de suspeitos. Os agentes já fizeram uma varredura em vários pontos da instituição, principalmente nesses cursos onde as ameaças são mais constantes, para ver se encontravam vestígios de possíveis ataques. (Texto completo)

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DITADURA E INTOLERÂNCIA: GRANDE MÍDIA BRASILEIRA CRIA MONSTROS E DEPOIS FICA SEM CONTROLE SOBRE ELES

Veja e o presidente que a maioria dos brasileiros escolheu. Quem criou o ódio? Quem apoiou a ditadura?

Em menos de 50 anos, a mídia brasileira cria dois monstros e depois se assusta com eles. A surpresa de Gilberto Dimenstein, da Folha, sobre os comentários intolerantes sobre Lula mostra que a mídia não aprendeu a lição da ditadura.

O primeiro monstro foi a própria ditadura. Quando o jornalista Vladimir Herzog morreu nos porões  do Doi-codi, a imprensa se deu conta do monstro que tinha apoiado e criado e que há muito tempo ele já estava sem controle.

“A água bateu na…”, como diz o ditado popular. A partir da morte de Herzog, qualquer um nas redações e em suas empresas poderia ser atacado por esse monstro. Deu medo! E a partir daquele momento, a sociedade começou a reagir com o apoio de setores da imprensa.

Até hoje, a sociedade é vítima das violências e abusos do período ditatorial, seja na postura da justiça, nas delegacias, seja na formação de milícias, violência da polícia militar etc. Mas isso parece ter pouca importância jornalística…

Atualmente, a mídia parece ter criado outro monstro, o ódio contra Lula e o PT, o ódio contra nordestino, que se manifestou desde a época da eleição, no Twitter e outras redes sociais. José Serra, por exemplo, só extrapolou e andou de mãos dadas com os ideais da extrema-direita porque teve total apoio da grande mídia.

Durante 8 anos do governo Lula, ele foi atacado de forma torpe pela revista Veja, pelo Estadão, pela Folha e por outros meios de comunicação. As ofensas não eram políticas, mas pessoais, invasivas e agressivas. Acusaram Lula de ter derrubado um avião!!!!!! Existe até um colunista da Veja que já fugiu do Brasil de tanto ódio que destilou em suas páginas.

O problema é que essa atitude não resultou em efeito político, visto que Lula saiu com mais de 80% de aprovação, mas criou o ódio em setores da classe média.

Agora esse desrespeito e intolerância estampados durante uma década poderá ter um efeito  imprevisível, assim como foi a ditadura. O ódio ficou fora de controle.

Parabéns à revista Veja, mentora intelectual desse novo monstro.

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O CASO DA ESTUDANTE DE MINISSAIA DA UNIBAN MOSTRA UM POUCO A CARA DE SÃO PAULO E COMO MUDARAM OS ESTUDANTES DEPOIS DE MAIO DE 68

O caso da estudante da Uniban, que foi covardemente insultada porque vestia uma minissaia, mostra um pouco a cara de São Paulo e também que há um aprendizado educacional no Brasil que está muito distante das humanidades e das capacidades reflexivas. É o exercício da irracionalidade.

Vivemos um tempo de intolerância com a minissaia. É fantástico, depois de 45 anos de criação da minissaia, pela estilista inglesa, Mary Quant, ela ainda provoca a fúria de estudantes.

Estudantes que há 40 anos estavam na vanguarda das mudanças comportamentais, como liberdade sexual e outros temas da contracultura em uma França incendiária de maio de 68, hoje em São Paulo estão na vanguarda da intolerância. Veja vídeo abaixo.

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