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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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A GLOBO ESTÁ COM MEDO DA COMISSÃO DA VERDADE E CLAMA POR IMPUNIDADE PARA OS CRIMES DO ESTADO

O Globo teme a Comissão da Verdade

Por Altamiro Borges/Blog do Miro

Medo da verdade

Medo da verdade

Em editorial publicado nesta terça-feira (21), o jornal O Globo confessa que está com medo do desenrolar das investigações da Comissão da Verdade. A famiglia Marinho, que apoiou o golpe militar de 1964 e que foi recompensada pela ditadura na construção do seu império midiático, faz um apelo para que as apurações sejam limitadas: “A anistia foi concedida no Brasil de forma recíproca, mediante ampla negociação entre o regime e a oposição, como parte do processo de redemocratização, realizado sem traumas, e que, por isso mesmo, resultou numa democracia estável… Não cabe à Comissão encaminhar qualquer nome ao Ministério Público e à Justiça para ser processado por supostos crimes cometidos na repressão política, nem propor qualquer inciativa neste sentido. Seria, no mínimo, ilegal”.

Na prática, o editorial tenta enquadrar os membros da Comissão. Um dia antes, alguns deles propuseram explicitamente a revisão da lei da anistia e a punição dos carrascos da ditadura. A notícia foi publicada por Roldão Arruda, no jornal Estadão. “Ganha corpo entre seus integrantes a ideia de que o relatório final da comissão, a ser divulgado no segundo semestre de 2014, deve recomendar a revisão da interpretação legal em vigor e a responsabilização penal de agentes de Estado que cometeram graves violações de direitos humanos no período da ditadura militar. Atualmente, eles não podem ser responsabilizados pelos crimes que estão sendo apurados pela comissão. Integrantes que defendem a recomendação da mudança argumentam que a lei que criou o grupo, em 2011, incluiu entre as suas tarefas sugerir ao Estado brasileiro medidas eficazes para que as violações não se repitam. Uma dessas medidas seria o julgamento de militares e policiais envolvidos em casos de sequestro, tortura, ocultação de cadáveres e outros crimes na ditadura”. (Texto integral)

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A história é realmente uma forma grandiosa de se entender o presente. Esse vídeo abaixo é um documento memorável de quão grande é o valor democrático da imprensa brasileira (!!).

Veja só a postura dos jornais brasileiros após os militares golpistas de 1964 derrubarem um governo eleito pelo povo.  É essa mesma mídia que se diz paladina da democracia. Uma concepção de democracia tão sólida quanto um prego na areia.

Vi o vídeo no blog do Mello, que afirma que essa é a mídia que se diz democrática.

É… a realidade é mais complexa do que a mídia nos faz crer.

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RODRIGO VIANNA MOSTRA QUE O MEIO FAZ O JORNALISTA; FERNANDO BARROS E SILVA, QUEM DIRIA…

 Quem já leu Fernando Barros e Silva na Folha de S. Paulo entende a surpresa ao ler esse texto.

Na verdade Rodrigo Vianna está relevando a fórmula para entender a relação entre o governo Lula e a grande mídia.

Todos sabem que capitalismo precisa de concorrência, mas a pior coisa para o capitalista é a concorrência. Capitalismo com concorrência é algo que o Brasil não está acostumado, ainda mais na mídia. 

 

Dói no bolso: bateu o desespero na turma da ditabranda

Por Rodrigo Vianna

Depois de anunciar em editorial que a discussão sobre terceiro mandato é “assunto encerrado” (e, ao mesmo tempo, manchetar em primeira página a discussão sobre o terceiro mandato – numa demonstração de clara esquizofrenia), o jornal da ditabranda passou recibo sobre suas reais preocupações: é no bolso (dos Frias) que o avanço de Lula (e de Dilma) dói mais.

A “tese” está em artigo de Fernando Barros e Silva, na página 2 do jornal, intitulado “O Bolsa-Mídia de Lula”. Fernando não é só um articulista. Ele é o editor de Brasil. Por ele, passam as decisões editoriais mais importantes do jornal.

No artigo, Fernando analisa “reportagem” da própria “Folha”, que mostra como Lula pulverizou a verba publicitária do governo: em 2003, 179 jornais receberam verbas federais; em 2008, foram 1.273. Lula fez o mesmo com rádios e com a internet.

Isso, ao que parece, não agradou o Fernando…

Vejam o que ele escreve: “a língua oficial chama [a tal pulverização de verbas] de regionalização da publicidade estatal e vende como sinal de ´democratização´. Na prática, significa que o governo promove um arrastão e vai comprando a mídia de segundo e terceiro escalões como nunca antes nesse país

O argumento é tão rasteiro que dá até dó. Quer dizer que quando a verba ia só para o “primeiro escalão” (onde, suponho, Fernando inclui a “Folha”) os governos anteriores também estavam “comprando a mídia”? É esse o jogo?

O “primeiro escalão” quer ser comprado sozinho? Sem concorrência? A tal pulverização dói no bolso, é isso Fernando? Se dói, melhor você arrumar argumentos melhores pra fazer o dinheirinho voltar pro bolso do chefe.

Fico a aguardar algum comentário sobre a decisão de José Serra, que mandou as escolas públicas de São Paulo assinarem “Folha” e “Estadão”- http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/20/as-bondades-para-2010/.  Aí pode? Nesse caso, Serra estaria também “comprando” apoio? Ou nem precisa?

Mais adiante, outra pérola do articulista “ditabrandista”: Essa mídia de cabresto que se consolidou no segundo mandato ajuda a entender  e a difundir a popularidade do presidente. E talvez explique, no novo mundo virtual, o governismo subalterno de certos blogs que o lulismo pariu por aí“.

O Fernando tá chateado com os blogs porque eles fazem a crítica da “grande mídia”, reduzem o poder dos jornais, tiram de veículos como a “Folha” a aura de “isentos formadores de opinião” 

Mas não precisa ficar tão nervoso, Fernando. Não julgue os outros com seus parâmetros.

Por último, adorei saber que  a popularidade de Lula não se deve aos programas sociais, nem ao suceso da economia, nem à formação de um amplo, e internacionalmente reconhecido, mecado interno de novos consumidores. Não, nada disso.  É pura propaganda do Lula!

Agora, eu entendi. Ainda bem que – apesar de ter cancelado a assinatura  – sigo recebendo o jornal que a família Frias insiste em mandar de graça pra minha casa.  É divertido (mas é também um pouco triste, confesso) ver como o desespero está tirando do sério até gente que eu respeitava, como o Fernando.

Como no caso da GM, é  “o fim de uma era”.

Por isso, bate mesmo o desespero. Eu entendo.

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