Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: José Dirceu

Promotora tenta quebrar sigilo do Palácio do Planalto e cria uma espécie de “off” jurídico

A promotora Márcia Milhomens Sirotheau Correa, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), criou uma espécie de “off” da Justiça ao pedir a quebra do sigilo de ligações telefônica do Palácio do Planalto, sede do governo federal da presidenta Dilma Rousseff. No jornalismo, as reportagens em “off” são reportagens (Continue Lendo…) 

AGU pede investigação de promotora que tentou quebrar sigilo da Presidência

A promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, do Ministério Público do Distrito Federal, que tentou quebrar o sigilo do Palácio do Planalto e, consequentemente, da presidenta Dilma Rousseff, poderá ser investigada pelo Conselho Nacional do Ministério Público. (Continue lendo…)

COMO SERÁ A RESSACA DO MENSALÃO?

imagemDepois de toda a festa e embriaguês midiática com o processo do mensalão e as prisões de José Dirceu e José Genoino, como será o dia seguinte?

Esse dia seguinte não é hoje, nem semana que vem, mas daqui a um ou dois anos, nas vésperas das eleições?

Imagina se nenhum político for preso no próximo ano. O que se dirá ao eleitor?

Que só os petistas são corruptos? Qual foi o crime de Dirceu para explicar ao eleitor? Comprar corruptos para governar?

Vejam vocês que Roberto Jefferson continua livre. É o delator do mensalão, foi da tropa de choque de Collor de Mello e teria delatado o mensalão porque foi gravada uma corrupção do seu partido.  Ele denunciou porque achou que era Dirceu que tinha armado contra ele, mas testemunha afirmou que foi Carlinhos Cachoeira.

Vejam vocês que Carlinhos Cachoeira está frenquentando colunas sociais, a corrupção no metrô de São Paulo se arrasta desde a época de Mário Covas e nada acontece, o ISS de São Paulo, o mensalão tucano. Alguém irá para a cadeia com show midiático?

cachoeiraDificilmente. Mas vamos supor que sim, que alguém será condenado.

Como será a cobertura da mídia? Com certeza, nada vai se comparar à cobertura midiática do mensalão petista.

Então… para cadeia só foram petistas? Como pensará o eleitor?

Como será a ressaca do mensalão, quando as ilusões se dissiparem?

Como será a ressaca do mensalão em um país que não tem leis para punir o corruptor?

 

 

JOSÉ DIRCEU E JOSÉ GENOINO PAGAM O PREÇO DA COVARDIA PETISTA COM A DEMOCRACIA DA MÍDIA

José Genoino

Os josés do PT pagam o preço de um partido que se acovardou diante dos donos da mídia brasileira.

José Dirceu e José Genoino, assim como o PT, erraram ao achar que poderiam fazer o jogo dos donos do poder econômico.

_Jose Dirceu, former Chief Minister of Brazil, ...
Pensaram pequeno, poderiam fazer mais, mas está cada vez mais difícil.

É um partido que tomou um susto com as manifestações de junho e não entendeu.

Parece já estar enraizado nas estruturas das negociações espúrias e com aliados do tipo de Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Sarneys e tantos outros.

O julgamento do mensalão, independente do mérito, foi um massacre midiático e principalmente por uma mídia comprovadamente associada a gangsters infiltrados no Senado e no achaque a prefeitos.

Até hoje o PT se acovarda com a grande mídia:

Mas sem democracia na mídia  não há a mínima democracia.

Que a prisão dos petistas acorde os petistas para a democratização da comunicação.

PETISTA JOSÉ DIRCEU E TUCANO ALOYSIO NUNES JUNTOS CONTRA O VOTO ABERTO NO CONGRESSO

Quem diria? O petista José Dirceu e o tucano Aloysio Nunes juntos contra a transparência parlamentar.

Parte do PT a cada dia se aproxima da pior direita brasileira.

Aloysio Nunes não é de se espantar ser contra o voto aberto no Congresso, aliás de Nunes nada se pode esperar.

O que mais surpreende são os argumentos esdrúxulos contra o voto aberto de parlamentares e que os dois estão de acordo. Ainda que esteja numa situação complicada, Dirceu ainda é referência dentro do Partido dos Trabalhadores.

Para Nunes e Dirceu o parlamentar vai ser perseguido. Caramba, não temos um estado de direito, ou ele será perseguido por quem? Pela presidenta que se recusaria a dar verba para um parlamentar que votaria escondido contra o governo, um traíra?

Dirceu diz que a pressão  seria do Executivo, judiciário, do monopólio da mídia. Então o monopólio da mídia já é uma instância imutável e aceita pelo PT? Isso não tem solução?  É um PT conformado com o monopólio da mídia ou acovardado? Pressão do judiciário? Mais do que Dirceu sofreu no processo do mensalão?

Por fim, diz José Dirceu:

“Faz bem Aloysio ao lembrar que “as duas únicas ocasiões em que foi imposto ao Congresso o voto aberto a vetos (presidenciais) foi em 1937 na Polaca, que instituiu o Estado Novo (ditadura Vargas), e com o ato institucional (AI-5) que impôs ao país duríssimo regime autoritário”.

Bom, aí está PT e PSDB juntinhos contra a população. Mas vale ressaltar que este último argumento de José Dirceu e Aloysio Nunes é na verdade o melhor argumento para o voto aberto.

Isso porque o voto aberto se instituiu numa ditadura e não numa democracia. Então será a primeira vez que teremos voto aberto numa democracia. O Congresso pode fazer história!

Nada melhor do que isso.  Ou será que nossa democracia, com a presidenta Dilma Rousseff eleita no poder, é uma ditadura como o Estado Novo ou como o período do AI-5?

JULGAMENTO DO MENSALÃO NÃO MUDA NADA: MINISTROS DEFENSORES DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA CONDENAM POR PRESUNÇÃO DE CULPA

Stepan Nercessian livrado pelo procurador Gurgel durante o mensalão

Não se iluda, o julgamento da Ação Penal 470, chamado Mensalão, não muda absolutamente nada na impunidade de políticos no Brasil. Isso porque a justiça é feita na maioria das vezes pela jurisprudência (o que pensam os juízes) e não sobre a legislação.

Veja a coerência do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que durante o Mensalão recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive o inquérito aberto contra o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O parlamentar foi investigado em razão das ligações com Cachoeira, de quem recebeu R$ 175 mil. Nesse caso, havia uma prova concreta, o empréstimo. E Roberto Gurgel recomenda nem levá-lo a julgamento.

Assim, no caso do Mensalão, ministros defensores da presunção de inocência, especialmente Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, votaram agora pela presunção de culpa. Como bem lembrou o ministro Ricardo Lewandowski, não houve provas contra alguns dos acusados, mas a suposição pelos cargos que ocupavam e por reuniões que tiveram. Antes do Mensalão, todos os políticos sem provas concretas foram absolvidos, mas desta vez foram julgados culpados. Ministros que agora condenam já concederam liberdade (por exemplo, com habeas corpus) a indivíduos carregados de provas concretas e evidentes. Inclusive, após o habeas corpus, esses acusados fugiram do Brasil.

A injustiça provocada pelo Supremo nessa ação não está no fato de julgar e condenar, mas no fato de mudar a interpretação especialmente para punir, muito pela pressão de meios de comunicação e porque os acusados são integrantes do PT.

É uma mudança estapafúrdia. Em alguns casos de julgamento de políticos e empresários, por exemplo, havia a prova concreta de corrupção, mas juízes julgaram que as provas não valiam. Incrível. Provas concretas não valem e suposição sem provas é suficiente para condenar. Que horror!

Assim, é interessante que o ministro Joaquim Barbosa tenha caído como uma luva para a direita mais conservadora do Brasil, representada por alguns veículos de comunicação. Barbosa, o primeiro negro que chegou ao Supremo graças ao PT, foi o algoz julgador. É possível que Joaquim Barbosa tentará manter sua coerência nos próximos processos, mas será voto vencido. E, dessa forma, terá sido útil aos partidos e empresários que nunca o levariam ao Supremo. É uma ironia da história.

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“NEWS OF THE VEJA”: MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS USADOS PARA MONTAR UM FACTOIDE ENVOLVENDO O GOVERNO DILMA E JOSÉ DIRCEU SÃO CRIMINOSOS

Reportagem publicada pela revista Carta Capital desmonta toda a farsa da revista Veja que, na matéria de capa da sua última edição, afirma que uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu. A mais nova criação da Veja além de ser antijornalística (isso nem se discute) é criminosa, o que a iguala ao tabloide inglês “News of the world“, do magnata Rupert Murdoch.

Na Inglaterra, depois de denúncias de escutas ilegais e práticas anti-éticas de apuração utilizadas pelo jornal, ele foi fechado e seus repórteres e editores presos.

Como mostra reportagem da Carta Capital, os procedimentos ilegais utilizados pela revista Veja para criar um factoide e desestabilizar o governo Dilma estão mais do que evidentes. Os fatos, a apuração correta destes últimos, os depoimentos variados e concedidos por livre e espontânea vontade, ajudam a desfiar cada fio do emaranhado em que a revista se colocou.

Uma vez comprovados esses procedimentos ilegais, resta saber se ela vai sair do emaranhado ilesa, ou, se a exemplo do que ocorreu com o tabloide inglês, seus crimes serão realmente punidos.

José Dirceu x Veja
Redação Carta Capital

Uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu, segundo a reportagem de capa da última edição da revista Veja. Fotos em preto e branco mostram o ex-chefe da Casa Civil e algumas figuras do cenário político do Governo Federal nos corredores de hotel onde o ex-ministro se hospeda. Encontros teriam sido feitos com o ex-ministro ao longo do último semestre, acompanhando a crise e sucessão de escândalos que se instaurou no Planalto desde as primeiras denúncias sobre o ex-ministro Antonio Palocci.

Mas a apuração acabou tornando-se caso de polícia. Um Boletim de Ocorrência foi aberto na Polícia Civil do Distrito Federal para apurar a denúncia de tentativa de invasão do quarto do ex-ministro pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, da revista Veja. Na quarta-feira 24, o jornalista, afirma Dirceu, tentou convencer uma camareira que estava hospedado na suíte do ex-ministro e que havia esquecido as chaves. A camareira não acreditou na história e comunicou a direção do hotel.

No mesmo dia, o ex-ministro foi informado do evento. Em nome do segurança Gilmar Lima de Souza, o episódio foi comunicado à Polícia Civil e está sendo investigado. A direção do estabelecimento afirmou, em entrevista ao blog Viomundo, que que as imagens veiculadas pela revista provavelmente não vêm do circuito interno do hotel. Se comprovado, indicaria que a revista utilizou câmeras escondidas para conseguir as imagens.

A reportagem afirma que personalidades políticas como José Sérgio Gabrielli, Fernando Pimentel, Lindbergh Farias, Devanir Ribeiro, Cândido Vaccarezza teriam procurado o petista para aconselhar-se. O conteúdo das conversas não é divulgado pela matéria; José Sérgio Gabrielli, por exemplo, apenas diz que é amigo do ex-ministro e que não iria comentar o encontro.

“Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades”, explica Dirceu em seu blog. O ex-ministro será julgado, junto com outros réus do caso do Mensalão de 2005, possivelmente no início de 2012. Reinaldo Azevedo, blogueiro e espécie de leão de chácara da publicação, afirma que o episódio mostrado pela Veja mostra que o ex-ministro continua com as mesmas práticas que foram denunciadas no escândalo do Mensalão. (Texto completo)

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Falta tudo: de ética à criatividade

O Ministério Público precisa investigar o gasto de dinheiro público dos governos municipais, estaduais e federal com a revista Veja.  A última tentativa de invasão em hotel de Brasília para investigar o ex-ministro José Dirceu, segundo o próprio ex-ministro, demonstra que a revista não pode receber dinheiro público, principalmente sendo acusada de crime e com o histórico que tem de péssimo jornalismo.

Aplicar dinheiro público na Veja deveria ser improbridade administrativa.

Não é possível que o governo, incluindo as estatais, não tenha o mínimo de critério jornalístico para a aplicação do dinheiro do povo.  Nenhum governo pode investir em empresas acusadas de ações criminosas, por uma questão de ética pública. O governo deve evitar o gasto público com empresas nessa situação até que as questões sejam esclarecidas. É uma precaução com o dinheiro público.

A revista Veja pode fazer a bobagem que quiser, pode cometer crimes em busca de reportagem como o magnata Murdoch e se entenderá com a Justiça.  Mas há o problema das finanças públicas. O governo não pode aplicar dinheiro do povo em publicidade numa revista já com um histórico de manipulação.

É preciso se estabelecer critérios jornalísticos para a aplicação do dinheiro público e não apenas publicitários e de circulação.  Imagine o governo sendo sócio de uma usina de etanol que emprega trabalho escravo. Ninguém aceitaria. Então também não deve fazer publicidade em veículos com graves problemas éticos e legais. Veja a dinheirama do povo que vai para o bolso dos donos da Veja.

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Veja abaixo o crime cometido por José Dirceu e flagrado pela revista Veja.

No corredor do hotel, sem nem chegar ao quardo, o ex-deputado e réu no mensalão abre uma garrafa de refrigerante altamente calórico. Dirceu passou dos limites, do peso.

Isso é que é jornalismo investigativo!

A impostura de Dirceu, um refrigerante

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O mar de estupidez

A que ponto chegou o jornalismo de esgoto da revista Veja.

Leia abaixo a postagem do ex-ministro José Dirceu em que narra a tentativa de invasão em seu apartamento em hotel de Brasília. 

O repórter da Veja foi flagrado tentando invadir o apartamento de Dirceu e fugiu sem pagar a conta.

Do blog do José Dirceu

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.

O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto “documentos relevantes”. Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome.  O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.

Confir as imagens do B.O. em detalhes; para ler os documentos em pdf clique nas imagens: No blog do José Dirceu

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