Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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FUNDAMENTALISTAS DO MERCADO E DO LUCRO FÁCIL PRESSIONAM GOVERNO E BANCO CENTRAL PARA AUMENTAR OS JUROS

Dilma sob pressão

Não é só de felicianos e de fundamentalistas religiosos que vive a política brasileira. Há também os fundamentalistas do mercado, que pressionam o governo Dilma Rousseff para o aumento dos juros, que lhes trará milhões de rendimentos.

Depois de décadas de lutas para baixar os juros, os fundamentalistas do mercado, impulsionados pela grande mídia, tentam a todo o custo fazer com que os juros voltem a patamares elevados, impedindo a produção e aumentando os gordos lucros dos financistas.

Notícias espalham o terror na população. É o preço do tomate, da cebola etc etc. É a inflação que subiu 0,5% etc etc. Isso vira um tsunami de informações, uma pressão arrasadora sobre o governo.

É lamentável ver a grande mídia fazendo esse papel sujo a serviço da economia financeira que desde os anos 80 vem destruindo mercados e economias. No entanto, esse serviço é bastante explicável pela partidarização que tomou conta da grande imprensa nos últimos anos.

Ao aumentar os juros, os rentistas ricos ficam mais ricos e o crescimento econômico também cai, enfraquecendo o governo para as próximas eleições. Dessa forma, os interesses econômicos, político-eleitorais das empresas de mídia e de setores conservadores da sociedade ganham mais fôlego para ficar mais à vontade no poder.

Com certeza existem outras medidas para baixar a inflação e o governo pode e deve investir em medidas alternativas, ainda mais em um momento em que os juros estão baixos no mundo inteiro.

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ESPECULAÇÃO FINANCEIRA MUNDIAL MONTA ARTILHARIA CONTRA O BRASIL E RECEBE O APLAUSO DA MÍDIA NATIVA

RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI 

 

 

Foto: Gabriel Fernandes - WikipediaAs aplicações do’ Sloane Robinson’, um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15 bilhões. O ‘Sloane’ esfarela. Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2%  em 2012.

 

Não é um caso isolado. Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses  da implosão  neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes– Brasil entre eles. Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos: na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora); na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente, na jogatina ‘rapidinha’ nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos.

 

A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários. É desse pano de fundo que soam os vagidos em inglês contra o governo Dilma, ecoados de gargantas midiáticas profundamente comprometidas com as finanças desreguladas. Como acontece quando as matrizes entram  no cio numa matilha, os uivos locais elevaram seus decibéis nos últimos dias do ano. Coube  à ‘Folha’ cravar o latido mais alto da praça, em editorial em que pede ‘reforma geral nas prioridades nacionais’. (LEIA MAIS AQUI)

 

 

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CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF) BAIXOU OS JUROS, BENEFICIOU O POVO BRASILEIRO E TERÁ O MAIOR LUCRO DA HISTÓRIA

Reduziu os juros e terá o maior lucro da história

Reduziu os juros e terá o maior lucro da história

Quando a presidenta Dilma Rousseff decidiu enfrentar os juros exorbitantes, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o PSDB disseram que havia o risco de quebrar os bancos públicos, destruir os bancos privados, uma catástrofe.

Fazem a mesma coisa na defesa do lucro dos acionistas das empresas de energia elétrica. Mas a realidade é bem diferente do discurso do medo sobre a política. A Caixa Econômica Federal (CEF) deve fechar este ano com o maior lucro da história. Reduziu os juros, beneficiou o povo e terá o maior lucro da história. Se não se dissociar do PIG, o PSDB vai ter o mesmo destino do DEM.

A dificuldade do PSDB como partido é que ele perdeu totalmente o rumo. É um partido que mais se parece com um lobby do mercado de capitais e das elites mais conservadoras.  A associação com a mídia fez o partido perder o foco e defender os mesmos interesses promotores da desigualdade social. Veja trecho de reportagem

Lucro da Caixa Econômica sobe 17,7% nos primeiros 9 meses do ano

 R7

A Caixa Econômica Federal, segundo maior banco estatal do país, obteve nos primeiros nove meses do ano um lucro líquido recorde de R$ 4,1 bilhões, valor 17,7% superior ao do mesmo período de 2011, informou a empresa nesta segunda-feira. O banco atribuiu o lucro histórico dos três primeiros trimestres do ano a sua decisão de reduzir as taxas de juros para incentivar os créditos.

A redução dos juros permitiu à Caixa elevar sua carta de crédito em setembro para R$ 324,5 bilhões, com um crescimento de 43% frente ao mesmo mês do ano passado. Da mesma forma, a participação da Caixa Econômica Federal no mercado de crédito subiu 11,8% em setembro de 2011 para 14,5% no mesmo mês deste ano. Em um ano, os créditos destinados a imóveis subiram 34,9% e somaram R$ 190,6 bilhões em setembro. Apesar do aumento dos empréstimos, a taxa de inadimplência do banco, que se refere aos créditos vencidos há mais de três meses sem pagamento, permaneceu inalterada, em 2,06%. (texto integral)

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MÍDIA ABRE ESPAÇO NOBRE PARA QUEM ATENTA CONTRA OS JUROS BAIXOS QUE BENEFICIAM A POPULAÇÃO E O SETOR PRODUTIVO

Veja só: os postes estão mesmo mijando nos cachorros
Ex-assessor de George Soros, o mega especulador planetário, ex-presidente do Banco Central, ao tempo do presidente Cardoso, atual especulador credenciado com um banco de investimento, Arminio Fraga dá entrevista hoje ao jornal Folha de S. Paulo, onde exige explicações do Bacen sobre a queda gradual das taxas de juros no Brasil.
A bronca do especulador é uma garantia de que a política monetária do governo Dilma está no caminho certo. O jus esperneandido banqueiro mostra duas coisas:1) os banqueiros já não estão mais no poder, pelo menos no Brasil;2) depois de trinta anos de política monetária com permanente desestímulo às atividades produtivas, temos uma política econômica orientada desde o Palácio do Planalto, e não desde a Febraban e os centros financeiros do mundo, como Londres e Nova York.
Nós podemos discordar pontualmente de aspectos e sobretudo dos ritmos da política econômica dilmista, mas a direção e o sentido, bem como o comando hegemônico, estão em processo de correção permanente, haja vista a chiadeira do especulador símbolo dos quatrocentos mil brasileiros que viveram à tripa forra nas três últimas décadas graças à política de financeiração da vida e dos indivíduos.
Enquanto os banqueiros chiam, o Brasil, aos poucos, recupera a sua soberania. Falta muito para andar, mas estamos no caminho certo.
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SERÁ A TERCEIRA VIA? AÇÃO DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF SOBRE JUROS BANCÁRIOS ABRE CAMINHO PARA O BRASIL ESTABELECER UM NOVO PROJETO POLÍTICO-ECONÔMICO

Seriam Dilma Rousseff e Lula os iniciadores da terceira via?

A ação de Dilma Rousseff, colocando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para reduzir os juros e estabelecer medidas que possam baratear o custo do dinheiro pode ser o caminho de fato de uma “terceira via” política-econômica.

Dilma Rousseff se utiliza de empresas estatais para atuar de forma a equilibrar o mercado oligopolizado por três ou quatro grandes bancos privados. Ou seja, temos um país em que há uma forte presença do capital privado (bancos como Itaú, Bradesco, Santander etc) e uma forte presença do capital do Estado (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES etc). Nesse ambiente, a ação governamental, com regras de mercado e com regras precisas de Estado, parece ser algo bastante diferente do que as velhas opções entre estatizar ou privatizar.

Nos tristes tempos do governo de Fernando Henrique Cardoso e da hegemonia do pensamento único liberal se falou muito em uma “terceira via’.  Essa proposta foi propalada a quatro cantos principalmente por Bill Clinton, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso. Isso não é uma grande piada para quem conhece os governos de Clinton, Blair e FHC, mas essa terceira via era apenas discurso vazio. Ninguém sabia exatamente o que era porque não era nada. Não houve sequer uma única prática política desse trio de patéticos governos para que se estabelecesse uma “terceira via”.

Na verdade, Inglaterra e Estados Unidos são os sumos representantes da primeira via, ou seja, do capitalismos de grandes corporações privadas controlando o Estado e a política do país. Do outro lado temas Cuba e, principalmente, a China com um capitalismo de Estado forte (antes a Rússia e o bloco socialista) .  Depois de décadas de guerra fria (estatal contra o privado) e depois de décadas de hegemonia liberal, após a queda do muro de Berlin em 1989,  parece que se pode realmente elaborar um modelo novo.  (Claro que isso só acontece  se a revista Veja deixar ou descobrir que acabou a guerra fria)

Esse modelo poderia ser construído por países com total liberdade econômica para o grande capital como o Brasil, mas que reserve também uma boa presença do estado em setores estratégicos da economia.  Para isso é preciso ter empresas estatais bem estruturadas e com transparência, para não se tornarem ineficientes.

No caso do setor bancário, o Brasil é forte com os bancos Estatais e também com grandes bancos privados. No setor de combustíveis também, o país tem grandes empresas privadas e a Petrobrás com grande poder de mercado. A presença estatal no mercado de combustível permitiu ao país uma grande estabilidade nos preços dos combustíveis nos últimos anos, graças aos governos do ex-presidente Lula e a continuação com Dilma Rousseff.

Por que então não ter liberdade econômica com presença forte do mercado para controlar e administrar setores estratégicos ou importantes? Por que não ter uma grande empresa estatal no setor de comunicação, telefonia e internet disputando mercado com as companhias privadas, assim como acontece com os bancos e empresas de combustível?

Essa talvez seja uma terceira via de fato, mas com outro nome, porque a expressão “terceira via” virou pó na mão de Tony Blair e FHC.

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BANCOS PRIVADOS REDUZEM JUROS PORQUE GOVERNO USOU ARMAS CAPITALISTAS CONTRA O OLIGOPÓLIO DOS BANQUEIROS
QUE ABUSO! QUANDO SERÁ QUE O BRASIL VAI PERDER O COMPLEXO DE VIRA-LATAS EM RELAÇÃO ÀS TELES?
SISTEMA POLÍTICO-ECONÔMICO CAPITALISTA VIGENTE É TÃO INJUSTO QUE ATÉ OS MILIONÁRIOS ESTÃO PEDINDO PARA SEREM TAXADOS
O NATAL CHEGOU: BNDES SUSTENTA O OLIGOPÓLIO DAS TELES, CONCENTRA RENDA E JOGA O BRASIL NO CAMINHO DA CRISE EUROPEIA

PILANTRAGEM INACREDITÁVEL DA MÍDIA: MERCADO QUER INTERFERIR NOS JUROS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO E O POVO QUE SE EXPLODA

É inacreditável a matéria publicada pela Folha de S.Paulo. A reportagem é uma confissão da atuação criminosa  e sem auto-crítica da própria imprensa.

Depois da cobertura jornalística com uma avalanche de críticas do mercado sobre a redução dos juros da taxa Selic na última reunião do Copom, a reportagem da Folha confessa que mídia fez lobby para especuladores.

Só para lembrar, na cobertura da imprensa desta semana, o governo (legitimamente eleito pelo povo) estava sendo acusado de interferir nos juros da economia (que ele, governo, administra e é responsável). Pasmem!!!

A cobertura da mídia mostrou que quem deveria decidir sobre os juros é o Copom, baseado nas análises do mercado. (Veja: Auguste Comte é o patrono da Imprensa brasileira).

Agora a Folha deu a explicação. O corte nos juros espalhou perdas no mercado. Ou seja, a definição dos juros pelo mercado só beneficia o próprio mercado. Como consequência, a população e a democracia  que se danem. Essa é a cobertura da mídia brasileira, em defesa desse mercado e contra os brasileiros e a legalidade da democracia. A mídia precisa melhorar muito para ficar ruim. Atualmente é um desastre. Arg!!!

Veja abaixo a confissão da desonestidade com a população brasileira:

Corte no juro espalha perda no mercado

O corte inesperado de 0,5 ponto nos juros do governo, que só uma minoria no mercado antecipava, trouxe prejuízos a empresas de crédito, bancos, redes varejistas, seguradoras, fundos de pensão e demais companhias que precisam gerenciar o dinheiro próprio e dos clientes, informa reportagem de Toni Sciarretta para a Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

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CAPITALISMO SENSACIONAL: CONSUMIDOR PAGA R$ 5.800,00 POR UM LITRO DE TINTA DAS IMPRESSORAS EPSON
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GOVERNO DILMA SE ENROSCA NO POSITIVISMO ENSANDECIDO DA GRANDE MÍDIA; AUGUSTE COMTE É O PATRONO DA IMPRENSA BRASILEIRA

150 anos após a morte, Comte vira patrono da imprensa brasileira

A cobertura da grande mídia (Estadão, Folha, Globo etc) sobre a queda dos juros, promovida pelo Banco Central na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) é de um positivismo tacanho e atenta contra a democracia. Até Auguste Comte ficaria enrubescido após 150 anos de ciência positiva.

Vale a observação, para a grande mídia, atentar contra a democracia não é novidade, é tradição. Basta estudar um pouco sobre o golpe civil-militar de 64.

Para a imprensa brasileira (veja exemplos abaixo), um governo eleito democraticamente não pode definir a política de juros do país. Uau!!! Ou seja, na democracia positivista da velha mídia, os integrantes do Copom são os deuses da objetividade que, com decisões técnicas, decidem o que é certo e o que é errado. Não há o que questionar, é a verdade, a neutralidade, a isenção e a imparcialidade desses economistas que nos tiram das trevas da política. Uhhhhuuuulll!!! A “água ferve a 100 graus” e o “Copom decide” são expressões que se equivalem.

Esses integrantes do Copom devem agir de acordo com o Mercado, essa entidade formada por bancos, corretoras, empresas financeiras, agiotas, especuladores, gângsters, bons empresários e ladrões (Sim, se em todos os setores têm algum ladrão, por que não haveria no mercado?). Esse mercado é uma entidade assim como a lei da gravidade que está acima do bem e do mal e, principalmente, acima da vontade popular expressa nas urnas. Então, o governo eleito pelo povo, não pode definir a política de juros. O governo não tem o leme da economia porque há um movimento natural de rotação e translação semelhante ao do planeta Terra. Capite?

O copom e os juros

O problema é que o governo Dilma acaba entrando nesse jogo ao negar interferência no Banco Central. Ora, essa não é a questão. Se o governo não pode interferir na política econômica do país, quem deve fazer? O Mercado eleito nas urnas, o presidente Mercado. Epa!!! A manchetes abaixo escondem a vontade de dizer: o governo é eleito, mas não governa. Que jornalismo é esse?

Governo nega ter interferido em decisão do BC de cortar juros
Folha apurou pressão nos bastidores (Folha)

Governo tenta desfazer imagem de pressão sobre BC para queda de juros
Segundo a presidente Dilma Rousseff, é o quadro econômico internacional que define os juros (Estadão)

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ENQUANTO O PAÍS CRIA CADA VEZ MAIS EMPREGOS, A ECONOMIA SE VÊ ÀS VOLTAS COM O CHAMADO “EXCESSO DE DEMANDA”

Se antes o problema era a falta de consumo, agora, as pessoas consomem demais!

A ideia de que há excesso de demanda na nossa economia já foi tida como certa pelos economistas do governo. Esse excesso de demanda eleva a inflação e, para controlá-la, o governo já vem aumentando a taxa de juros e o próximo passo será reduzir as despesas para tentar controlar o crédito e, como consequência, diminuir o consumo das famílias, ou seja, a pressão da demanda.

Todo esse dominó econômico é alimentado pela crescente geração de emprego que, pelo menos à priori, é algo positivo. A previsão para esse ano é que se gere cerca de 3 milhões de empregos, como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual.

O fato é que, entre tiros da oposição e da imprensa, o governo precisa estruturar de forma sólida a sua política econômica e promover algumas mudanças, caso contrário, o que antes era um benefício passará a ser tido como vilão, sem contar que, com juros tão altos, será difícil alcançar as tão sonhadas elevadas taxas de crescimento.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Mudanças na política econômica?
Por Amir Khair

O governo comprou a idéia de que há excesso de demanda que tem que ser combatido através de redução das despesas para gerar forte superávit primário (receitas menos despesas, exclusive juros). Afirma que é necessário reduzir a despesa de custeio para expandir o investimento e abrir caminho para a redução dos juros básicos. Ora, o que está elevando a despesa são principalmente os juros. Sua redução dependa da redução da Selic, abrindo espaço para elevar investimentos e programas de distribuição de renda, que é o que mais interessa em termos de desenvolvimento econômico e social. O artigo é de Amir Khair.

Nada mais desgastante na política e na economia do que a inflação, mais até do que o desemprego, pois atinge a todos, especialmente os de renda média e baixa. É por essa razão que os governos a elegem como prioridade absoluta na formulação e implementação da política econômica.

Além disso, a própria inflação acaba por criar o desemprego, com certa defasagem, ao retirar poder aquisitivo das camadas de renda média e baixa, reduzindo as vendas, produção e investimentos.

A oposição, vazia de propostas, já tomou a inflação como tema central de seus ataques ao governo e assumiu como solução ao problema o mesmo receituário ortodoxo da redução de despesas do governo federal e aumento da Selic para conter o consumo, que seria o vilão inflacionário. Assumiu a mesma terapia aplicada durante o governo FHC, só que usou Selic bem superior à do governo Lula e realizou superávits primários segundo as exigências do FMI para salvar a iminente débâcle das contas internas e externas ocorrida no início de 1999 (segundo mandato de FHC).

Com inflação em elevação, a base de apoio ao governo no Congresso Nacional passa a ser mais exigente para aprovar a criação ou modificação das propostas do Executivo e a mídia passa a martelar duramente o governo.

Isso está levando o governo a modificar sua política inicialmente traçada na posse da presidente de crescer com inflação sob controle e reduzir a Selic para conter a avalanche de dólares que está causando estragos na competitividade das empresas e ampliação dos rombos nas contas externas. (Texto completo)

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MERCADO FINANCEIRO QUER QUEBRAR O BRASIL AO PRESSIONAR COPOM PARA AUMENTAR JUROS COM SINAIS DE DEFLAÇÃO

Mercado Financeiro: mais realista que o Rei

Analistas do mercado financeiro (funcionários e executivos de bancos e empresas que apostam na bolsa e ganham com juros altos) estão pressionando o Banco Central para aumentar os juros e, com isso, fazer com que o Brasil aumente a sua dívida e leve parte do dinheiro da indústria para o mercado financeiro que, por coincidência, é onde esses analistas ganham a vida.

Mesmo com sinais de deflação, os “analistas” do mercado financeiro se dizem preocupados com a inflação (de 2011 !!!!) e querem que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumente os juros para 12% até o final do ano. Os analistas querem ter um bom Natal, mas já a população… Em tempo, a inflação está sob controle e dentro da meta!

Veja trecho da matéria do Estadão:

Juro deve superar 12% para manter inflação na meta, dizem analistas

SÃO PAULO – Para evitar o risco de perder o controle da inflação em 2011, o Banco Central deveria elevar o juro básico da economia para um patamar acima da taxa neutra, entre 12% e 12,5%, já neste ano. Isso faria o Comitê de Política Monetária (Copom) promover neste ano, pelo menos, mais duas elevações da taxa em 0,75 ponto porcentual e outra, de 0,50 ponto porcentual. (Texto integral)

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Juros deveriam ser baixos para captar o calor do sol

Há uma tendência no Ministério da Fazenda e do governo federal de beneficiar produtos mais sustentáveis. Recentemente, a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi mantida apenas para a linha branca (máquinas de lavar, geladeira e fogão) que tenha menor consumo de energia. A mesma coisa aconteceu com os carros flex, que continuaram com redução de IPI.

O governo deveria agora implantar uma redução de juros no financiamento para a construção de imóveis que tenham no projeto a implantação de aquecimento solar. O aquecimento solar nas residências diminui o consumo de energia elétrica, principalmente na hora de pico, ao final da tarde, quando as pessoas tomam banho.

Uma redução, por exemplo,  de 2% nos juros de quem decide implantar um sistema solar desenvolveria a indústria do setor e colocaria o Brasil na vanguarda ambiental na construção civil. Outras medidas nesse setor também poderiam ser adotadas.

Esse seria um grande projeto, visto que o Brasil é um país ensolarado praticamente o ano inteiro.

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Hoje a Caixa Econômica Federal divulgou um lucro  de quase R$ 900 milhões no trimestre e fico pensando em qual partido votar?

Banco do Brasil do Lula teve de salvar Banco quebrado pelo PSDB

Banco do Brasil do Lula teve de salvar banco quebrado pelo PSDB

O PT e PSDB são dois partidos muito parecidos hoje, respeitam os contratos, a livre iniciativa, a democracia brasileira. Muitos eleitores não conseguem distinguir a diferença entre os dois, mas vale a pena pegar o exemplo da gestão pública dos bancos estatais.

O PSDB pegou o Banespa mal das pernas, não conseguiu recuperá-lo e entregou para os espanhóis do Santander, assim como o fez com a Telesp que foi vendida para a Telefônica.

O PSDB está há quase 16 anos no governo de São Paulo e conseguiu nesse período quebrar outro banco público, a Nossa Caixa.

O governador José Serra teve de pedir socorro ao governo do presidente Lula, que o atendeu ao fazer com que o Banco do Brasil comprasse a Nossa Caixa.

O presidente Lula pode socorrer São Paulo porque os bancos administrados hoje pelo governo petista estão entre os mais lucrativos, mesmo praticando juros mais baixos do que a concorrência privada e bem mais baixos do que na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal escaparam por pouco da privatização de FHC. Hoje estão tirando o Brasil da crise econômica.

Esses são fatos, dados da realidade brasileira. Votar é uma opção. Se o leitor não se importa com a quebra e venda de bancos públicos e gosta de pagar  juros altos, já sabe em quem votar nas próximas eleições.

E viva a democracia!

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Tá faltando o S do BNDES

Tá faltando o S do BNDES

O governo Lula acerta ao tentar implantar um sistema de compra de computadores para professores, mas erra ao fazer um plano que as Casas Bahia e outras empresas do ramo possuem.

A taxa de juro apresentada pelo governo e cobrada pela Caixa Econômica Federal para que professores comprem computador é muito alta, cerca de 26% ao ano. Enquanto isso, um grande empresário pode comprar máquinas e equipamentos em geral  pelo Finame com 4,5% ao ano via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Em um financiamento de dois anos pelo programa do governo, o professor leva um e paga um e meio. Não dá.

Ora, um país que precisa investir em educação, não pode ter essa diferença e privilégio. É correto que o BNDES financie empresários com taxas baixas. Isso é ótimo para o Brasil, mas o S do BNDES não está funcionando bem. No caso da educação, o governo não precisa nem mudar de nome. Pode chamar de Finame (Financiamento nacional para melhorar a educação).

Outra alternativa é permitir que governos, empresas da árrea de educação ou  municípios comprem computadores para professores no atacado via Finame e descontem sobre o holerite. A empresa, município  ou o estado podem até ganhar, cobrando juro administrativo de 1% ao ano. Assim, o professor pagaria cerca de 6% ao ano e todo mundo ganharia.

Mas o grande problema da informatização na educação não é a compra de computadores que, como disse, pode ser feito nas Casas Bahia. O problema é a banda larga. Sem banda larga, o computador fica muito limitado. O governo precisa investir para baratear o custo da internet. De que adianta financiar computador se a internet terá um custo de mais de R$ 100 por mês. Quase nada.

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Caixa Econômica Federal já opera com nova taxa de juros

Da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal (CEF) começou a operar hoje (9) com uma nova taxa de juros. A redução de 10,7% nos juros vale para 20 linhas de crédito concedidas para pessoas físicas e jurídicas. Em menos de dois anos, a CEF já reduziu os juros três vezes. Segundo o vice-presidente de finanças da instituição, Márcio Percival, o objetivo é “minimizar os impactos da crise financeira”.

“É importante oferecer um nível de crédito, com taxa de juros menores, para a economia continuar funcionando no mesmo patamar do ano passado. Com isso, o emprego cresce, a produção cresce, o consumo cresce e o investimento se mantém. E assim, a gente consegue minimizar os efeitos da crise”, disse Percival. Para a pessoa física, a nova taxa vai beneficiar, principalmente, a compra de automóveis, o empréstimo consignado e o Construcard Caixa, que é o financiamento do material de construção. Para as empresas, as maiores reduções são para capital de giro e antecipação de recebíveis. A taxa de juros de empréstimo consignado, por exemplo, caiu de 2,35% ao mês para 2,07%. Com essa queda, quem contratar um empréstimo de R$ 10 mil, com prazo de pagamento de 60 meses, no final desse período, terá economizado R$ 1.209,60. Na linha de financiamento Construcard, a redução da taxa é de 1,69% para 1,59%. No entanto, nessa operação a nova taxa só passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira (16). As informações sobre outras linhas de crédito da CEF podem ser obtidas nas agências do banco.

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Comentário:

Parece piada, mas não é. Mesmo com inflação em queda, analistas de mercado (leia-se bancos e outras instituições financeiras) esperam (ou seria querem) que o Banco Central aumente a taxa de juros em nada menos do que 0,75 ponto percentual. Com isso, diminuir o ritmo de crescimento.

É provavel que muitos analistas tenham prometido a seus clientes que os juros chegariam a um determinado patamar mais alto até o final do ano. Mesmo com inflação em queda, querem continar apostando nos juros elevados e ficar bem com os clientes. E o Brasil? Ora, isso é um pequeno detalhe. Veja matéria abaixo.

Analistas mantêm projeção de aumento da Selic em 0,75 ponto percentual

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Analistas de mercado esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) aumente a taxa básica de juros, Selic, em 0,75 ponto percentual, na reunião que será realizada amanhã (9) e quarta-feira (10).

A projeção consta do boletim Focus, publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central com base em consulta a analistas sobre os principais indicadores da economia.

Essa expectativa dos analistas é a mesma há cinco semanas. Neste ano, os juros básicos já aumentaram 1,75 ponto percentual e estão em 13% ao ano. Na última reunião, em julho, o aumento foi de 0,75 ponto percentual.

Os analistas também mantiveram a projeção de 14,75% para a taxa ao final do ano, estimativa que se mantém há quatro semanas.

Mesmo com indicativos de que a inflação vá diminuir, os analistas só reduziram a projeção para a Selic referente a 2009. A expectativa passou de 14% para 13,75% ao ano. A Selic é usada pelo Banco Central para controlar a inflação.

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Veja no site da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Lessa mostra como erram os analistas de mercado em artigo, publicado no Valor Econômico.

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MERCADO FINANCEIRO ACREDITA EM JURO MAIS ALTO, MESMO COM QUEDA DA INFLAÇÃO

Mesmo com a inflação em baixa, empresas do mercado financeiro e analistas econômicos querem (ou acreditam em) aperto de juros. Veja notícia abaixo: eles acham que a inflação será menor, mas os juros serão maiores. Se ocorrer isso, a economia pode diminuir o ritmo neste semestre. Juro alto com inflação baixa é bom para quem aplica no mercado financeiro, principalmente porque fica mais fácil atrair (e administrar) dólares de estrangeiros.

Inflação volta a ficar na meta, segundo projeção de analistas

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar dentro do limite da meta de inflação para este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa caiu de 6,54% para 6,45%. Essa é a segunda redução consecutiva.

O centro da meta de inflação é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior, de 2,5%. Para 2009, que tem a mesma meta, a projeção dos analistas permanece em 5%.

A expectativa de menor inflação este ano é acompanhada de projeção de maior aperto monetário. De acordo com o boletim, os analistas aumentaram a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a inflação, de 14,50% para 14,75% ao final deste ano. Para 2009, permanece a perspectiva de 14%.

Neste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 1,75 ponto percentual. Atualmente os juros básicos estão em 13% ao ano.

CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

O cheque especial é especial somente para os bancos. Imagina uma taxa de juro de 157% ao ano. É o mesmo que pegar R$ 10 mil emprestado em Janeiro e pagar mais de R$ 25,7 mil em dezembro. Pode colocar especial nisso!

Juros do cheque especial sobem para 157,1% ao ano em maio

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os juros cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em maio chegaram a 157,1% ao ano, contra os 152,7% ao ano registrados no mês anterior. O aumento foi de 4,4 pontos percentuais de um mês para o outro e no ano foi de 19 pontos percentuais. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Banco Central.

A taxa média de juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,4% ao ano, em abril, para 37,6 % ao ano em maio. Nos 12 meses fechados em maio, a taxa média subiu 0,4%. No ano, a alta é de 3,8%.

Os juros anuais do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento, passaram de 50,6% em abril para 48,4% em maio. Na aquisição de veículos, a taxa subiu de 29,8% ao ano para 30,6% ao ano.

O spread, diferença entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação) e o que cobram na concessão do empréstimo (financiamentos) ficou em 14,5 pontos percentuais para empresas, 33,5 pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos percentuais no total. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread. Em 12 meses encerrados em maio, o spread para as empresas subiu 1,7%, para as famílias houve redução de 4%, e no total foi registrada redução de 1,5%.

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