Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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VÍDEO: MARCO CIVIL E NEUTRALIDADE NA INTERNET SÃO FUNDAMENTAIS PARA GARANTIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

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GRUPO DE MÍDIA CLARÍN, DA ARGENTINA, TENTA CRIMINALIZAR OPINIÃO E INFORMAÇÃO COM DENÚNCIA JUDICIAL CONTRA JORNALISTAS

O grupo Clarín e a liberdade de expressão

Por Francisco Karan/ objETHOS

Argentino com jornal Clarín protesta contra o governo de Cristina Kirchner

Argentino com jornal Clarín protesta contra o governo de Cristina Kirchner

A denúncia judicial feita na quinta-feira (22/11) pelo grupo Clarín, da Argentina, contra vários jornalistas daquele país, entre eles profissionais de Página/12, de Tiempo Argentino e do programa 6,7,8,mereceu o repúdio de grande parte dos profissionais, entre eles os afiliados ao Foro de Periodismo Argentino, muitos dos quais pertencentes ao próprio grupo denunciante.

A atitude do grupo Clarín, que reclama com insistência de perseguição do governo argentino em relação à “liberdade de expressão”, demonstra que ele mesmo parece não conseguir conviver com a controvérsia e a democracia. Na ditadura militar argentina (1976-1983) apoiou a lógica de militares, torturadores e assassinos, silenciando ou mesmo colaborando com o regime. Agora, investe contra jornalistas, acusando-os de incitar a violência – ainda que por meio de investigações, coberturas e opiniões – e de serem oficialistas. Talvez porque sejam, em parte, os mesmos que expõem interesses escusos do grupo e que, como os jornalistas do programa 6,7,8 por exemplo, até mesmo investiguem as corrupções do grupo e as relacione a favores do poder econômico para atacar o governo.

O que chama a atenção é o dúbio discurso. De um lado, a plena liberdade de expressão para si; de outro, a liberdade de expressão controlada quando não agrada ao grupo. Não é novidade, e qualquer semelhança não é coincidência quando lembrarmos de parte da mídia brasileira e de seus negócios financeiros e de seus interesses políticos e ideológicos.

Prática autoritária

O presidente do Centro de Estudos Legais e Sociais da Argentina, jornalista Horácio Verbitsky, declarou que é igualmente grave a intimidação a jornalistas e à liberdade de expressão, seja partindo do Estado, seja partindo do grupo Clarín. Verbitsky, preso durante a ditadura militar, autor de O voo (sobre presos políticos jogados vivos ao mar) e de Cristo vence (que trata do apoio da igreja católica argentina aos torturadores durante o regime), sabe do que está falando. E sabe do que está falando porque conhece o apoio e sustentação informativa do grupo Clarín aos militares golpistas à época.

Para o colunista Mario Wainfield, de Página/12, do ponto de vista jurídico a representação do grupo Clarín busca criminalizar a opinião ou a informação. O grupo tentou reagir, argumentando que os jornalistas estão apenas demandados como testemunhas, mas os inclui na mesma lista de acusados de incitação à violência, integrada, entre outros, por funcionários públicos críticos do Clarín, ainda que exercendo atividades jornalísticas. (Texto Integral)

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A LIBERDADE DE IMPRENSA DO PSDB DE SÃO PAULO: “Acabo de sair da Folha Metropolitana a pedido de dois deputados tucanos”

Liberdade de imprensa e de expressão é com o PSDB, veja abaixo a história do jornalista Ricardo Gomez. Vi no Com Texto Livre.

 

Amigos e colegas:

Anibal e Alckmin: TV Cultura aparelhada e cabeça de repórter

Acabo de ser demitido da Empresa Jornalística Folha Metropolitana um ano, um mês e quatro dias depois de ser contratado para ser repórter de política. Este não é meu primeiro trabalho e nunca tornei público o motivo da saída por julgar que admissão e demissão fazem parte da liturgia das empresas. Logo, jamais exporia as razões da saída, se o motivo fosse contenção de despesas, qualidade do trabalho prestado, incompatibilidade entre mim e a chefia…

Desta vez, porém, é diferente: a minha demissão ocorreu porque noticiei em primeira mão e venho acompanhando o caso de nepotismo na Secretaria de Estado da Energia, sob o deputado licenciado José Aníbal (PSDB). A notícia está na página 10 da edição desta quinta-feira do jornal Metrô News.

Na segunda-feira, fui para uma entrevista com o deputado Carlos Roberto de Campos (PSDB-SP), munido de várias perguntas, uma das quais sobre nepotismo. O Metrô News vem acompanhando o episódio da contratação de Mateus Achilles Gomes pelo secretário-adjunto da Pasta, Ricardo Achilles, desde o início de junho.

Uma das estratégias era ver a opinião de Carlos Roberto sobre o caso ocorrido na pasta comandada por José Aníbal, uma vez que o PSDB é muito veemente nas críticas contra irregularidades. Carlos Roberto não foi induzido ou coagido a falar, mas falou e criticou severamente Ricardo Achilles e o colega de ninho, José Aníbal. A matéria foi publicada hoje, claro, com o consentimento do editor-responsável.

Nesta tarde, Carlos Roberto foi à redação, conversou com a direção do jornal e exigiu que o veículo desse uma resposta. A resposta foi a minha demissão.

Acho que devo dar essa explicação a todos os que me acompanham diariamente, seja por meio das das reportagens da Folha Metropolitana e do Metrô News ou na coluna ‘Em Off’, que mantinha às quartas e sextas-feiras.

Aproveito para agradecer o carinho dos colegas e me desculpar por possíveis desencontro de ideias. Creiam, sempre coloquei a lealdade e o respeito acima dos interesses diversos que permeiam o posto que ocupava. Nunca pactuei com interesses outros que não fosse o de dar a notícia da forma mais correta. Nunca usei do cargo para fins de ética duvidosa. Nunca aceitei barganhar a notícia. Nunca ‘carlosrobertei’, nem ‘anibalizei’ meu trabalho.

Peço que me ajudem a multiplicar essa mensagem indignada. Reitero: entrar e sair de empresas é fato comum e essa não é a primeira vez que acontece. Nunca, porém, tornei público o motivo da saída, por entender que essa é uma particularidade que cabe a patrão e a empregado. Dessa vez, porém, minha saída teve motivação política. Por trabalhar de forma correta, acabei punido.

O ciclo na empresa está terminado.

Um forte abraço a todos.

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O FIM DOS MONOPÓLIOS INFORMATIVOS É URGENTE PARA GARANTIR A LIBERDADE DE IMPRENSA

Nobel em defesa da liberdade!

Da Agência Educação Política

Neste interessante artigo, que segue abaixo, do arquiteto argentino e ganhador do Nobel da Paz em 1980, Adolfo Perez Esquivel, publicado na Carta Maior; está presente a defesa argumentativa e analítica de uma das mais urgentes lutas da, essencialmente informativa, sociedade contemporânea: a defesa da pluralidade de vozes contra os monopólios da informação que controlam os meios de informação e tentam eliminar a liberdade de imprensa.

Como Adolfo mostra ao longo do artigo, os monopólios da informação querem reduzir a liberdade de imprensa a uma mera e simples liberdade de empresa, termo e prática totalmente incompatível com a natureza de uma imprensa realmente plural e livre.

A defesa da diversidade de pensamento em tempos de controle e manipulação da realidade por parte de vozes únicas e ultrapassadas é algo urgente e sempre bem-vindo! E nesse ponto, podemos ir além da liberdade de imprensa, que é uma coisa, e falar em liberdade de expressão, que é outra coisa. Os oligopólios da informação sufocam também a liberdade de expressão, não só a liberdade de imprensa, pois ele dizem o que os outros devem dizer, portanto, impedem a capacidade desse outro de dizer por si mesmo! O espírio da liberdade de expressão é justamente o oposto.

Já diria Voltaire: posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-la! Os oligopólios diriam: posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas tentarei até a morte te dizer e convencer do que deverias ter dito!

A contaminação informativa
Agência Carta Maior
Por Adolfo Perez Esquivel, com tradução de Katarina Peixoto

A Lei de Meios Audiovisuais sancionada pelo Parlamento argentino é necessária, já que permite romper o controle dos monopólios informativos, gerar o pluralismo jornalístico e recuperar a liberdade de imprensa. A reação das corporações, como o grupo Clarín, desatou uma campanha virulenta contra o governo acompanhada pela voracidade de uma oposição sem idéias, que busca unicamente golpear o governo e que tem todos os meios de comunicação à sua disposição, como a pitonisa que anuncia todo tipo de catástrofes. O artigo é de Adolfo Perez Esquivel.

A vida dos povos está submetida aos impactos ambientais, à contaminação auditiva e visual da palavra e das idéias, que impõem o monocultivo das mentes. Os avanços tecnológicos são utilizados muitas vezes para o controle dos meios de comunicação e, assim, para o condicionamento e a manipulação dos povos. Nenhum meio informativo é asséptico, mas deve basear-se na ética e em valores a serviço dos povos e não para se servir dos mesmos.

Uma das grandes conquistas das lutas sociais foi a liberdade de imprensa, o direito de informar e ser informado, mas os grandes monopólios econômicos, ideológicos e políticos que controlam os meios de informação mataram a liberdade de imprensa e querem confundi-la e reduzi-la à liberdade de empresa, duas expressões que não são sinônimas. (Texto Completo)

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GRANDE MÍDIA QUER CENSURAR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO PRESIDENTE LULA

Seis manchetes contra Lula é liberdade de expressão ou abuso de poder?

A velha mídia e a oposição querem censurar o presidente Lula. E o motivo é claro. Lula representa um ator político com poder de diálogo com a grande mídia e com aprovação de 80% da população. O objetivo é impedir o político de fazer política e impedir a sua liberdade de expressão, que tanto a velha mídia defende. Mas como já dissemos aqui, a liberdade de expressão da velha mídia vale só para a velha mídia.

O fato de os grandes empresas de comunicação (Globo, Folha, Abril etc) apoiarem de forma acintosa o candidato da oposição, José Serra, não significa para a grande imprensa um abuso de poder econômico. Ainda mais quando essas empresas têm contratos milionários com o governo de São Paulo, como é o caso, coincidentemente, dessas três empresas. O jornal o Globo publicou seis manchetes contra Lula em uma única capa e uma crítica de Serra contra o governo. Ora, vá para o inferno!, diriam os norte-americanos.

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