Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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OLHA COMO FICA A DEMOCRACIA DEPOIS DA DITADURA: NARIZ DE PALHAÇO DÁ ATÉ CADEIA!

ASSANGE E BRADLEY ESTÃO PRESOS NA “TERRA DA LIBERDADE” ENQUANTO YOANI SANCHEZ ESTÁ LIVRE NA “TERRA DA CENSURA”

Está na hora de rever conceitos. Cuba se transforma na terra da liberdade de expressão e os EUA e a Inglaterra nos impérios da censura. 

Assange facebook Gabriel Bueno

Bradley facebook johnny Marcus

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RICHARD STALLMAN MOSTRA EM ‘OS PERIGOS DOS E-BOOKS’ QUE LIVRO DE PAPEL E LIVRO DIGITAL SÃO DUAS TECNOLOGIAS TOTALMENTE DIFERENTES

O Perigo dos Ebooks – Richard Stallman

Para Stallman, e-book é uma espécie de Big Brother

Com livros impressos:
· Você pode comprar um com dinheiro anonimamente.
· Então você se torna proprietário dele.
· A você não é exigido assinar uma licença que restringe seu uso.
· O formato é conhecido, e nenhuma tecnologia proprietária é exigida para você ler o livro.
· Você pode doar, emprestar ou vender o livro para alguém.
· Você pode, fisicamente, escanear e copiar o livro, e isso será legal em alguns casos, considerado o copyright.
· Ninguém tem o poder de destruir o seu livro.

Compare isso com os ebooks da Amazon (que são bastante típicos)

· A Amazon exige que os usuários se identifiquem para obterem um livro.
· Em alguns países, a Amazon afirma que o usuário não é o proprietário do livro.
· A Amazon exige que o usuário aceite uma licença restritiva para utilizar o livro.
· O formato do livro é secreto, e somente um software proprietário e restritivo para o usuário pode permitir sua leitura.
· Um tipo de “empréstimo” é permitido para alguns livros, por um tempo limitado, e somente para usuários especificados pelo nome, que utilizem o mesmo leitor de ebooks. Doações e vendas não são permitidas.
· Copiar um ebook é impossível devido às restrições impostas pelo Gerenciamento de Restrições Digitais (DRM) no sistema e proibido pela licença concedida, o que é mais restritivo que a lei de copyright.
· A Amazon pode remotamente deletar o ebook do usuário utilizando um artifício de software que se encontra no ebook. Isso aconteceu em 2009 quando deletou milhares de copias do livro de George Orwell, 1984.

Basta apenas um desses itens acima para tornar esses ebooks um retrocesso em relação aos livros impressos. Nós devemos rejeitar ebooks que nos negam liberdade.

As companhias de ebooks dizem que nos negar nossas liberdades tradicionais é necessário para que possam continuar a ter recursos para pagarem aos autores. O sistema atual de copyright tem um papel lamentável em relação a isso, é muito mais voltado para apoiar as companhias do que o usuário. Nós podemos dar apoio aos autores de outras formas que não imponham restrições à nossa liberdade, e que também legalizem o compartilhamento de livros. Dois métodos que eu sugeri, são os seguintes:

· Distribuir recursos dos impostos para os autores com base na raiz cúbica de suas popularidades (http://stallman.org/articles/internet-sharing-license.pt.html).
· Projetar leitores de ebooks de tal maneira que os leitores possam enviar anonimamente pagamentos voluntários.

Ebooks não precisam ameaçar a nossa liberdade (os ebooks do projeto Gutemberg não a ameaçam). Mas eles ameaçarão se as companhias assim o decidirem. Depende de nós evitarmos isso. A luta já começou. (Economia  e Informação)

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MOMENTO HISTÓRICO: ASSANGE AGRADECE AMÉRICA LATINA POR PROTEGÊ-LO (UM CIDADÃO EUROPEU) DA IRA DOS ESTADOS UNIDOS E DA INGLATERRA

 

Discurso completo de Assange en la embajada de Ecuador en Londres

Yo estoy aquí hoy porque no puedo estar allí afuera con ustedes. Pero gracias por venir, gracias por su determinación y por su generosidad de espíritu. El miércoles por la noche, luego de que enviaran una amenaza a esta embajada y de que la Policía invadiera este edificio, ustedes vinieron para vigilar y trajeron consigo los ojos del mundo.

Dentro de esta embajada, después del ocaso, yo podía oír a los equipos de Policía entrando al edificio por las escaleras internas de emergencia. Pero yo sabía que habría testigos. Y esto es gracias a ustedes. Si el Reino Unido no contravino la Convención de Viena la otra noche fue porque el mundo estaba pendiente.

La próxima vez que alguien les diga que es inútil defender aquellos derechos que nos son tan preciados, recuérdenles su vigilia en la oscuridad ante la embajada de Ecuador y cómo en la mañana el sol salió en un mundo distinto, y una valiente nación latinoamericana se impuso por la justicia.

Así que, para estas valientes personas:

Le doy las gracias al presidente Correa, por el coraje que ha demostrado al considerar y otorgarme el asilo político.

Y le doy las gracias al Gobierno y al ministro de Asuntos Exteriores, Ricardo Patiño, quien defendió la Constitución ecuatoriana y su noción de los derechos universales en la consideración de mi caso. Y al pueblo de Ecuador, por apoyar y defender su Constitución.

Y tengo una deuda de gratitud con los funcionarios de la embajada, cuyas familias viven en Londres y me han demostrado hospitalidad y amabilidad, a pesar de las amenazas que recibieron.

El próximo viernes tendrá lugar una reunión extraordinaria de los cancilleres latinoamericanos en Washington DC para discutir esta situación. Y por ello estoy agradecido a las personas de los gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, El Salvador, Honduras, México, Nicaragua, Brasil, Perú, Venezuela y de todos los demás países de América Latina que han salido a defender el derecho a asilo.

A la gente de los EE.UU., del Reino Unido, de Suecia y de Australia que me han apoyado, a pesar de que sus gobiernos no lo han hecho. Y a aquellas mentes brillantes en el Gobierno que todavía luchan por la justicia, su día llegará.

Para los trabajadores, los que apoyan y las fuentes de WikiLeaks, cuyo coraje, dedicación y lealtad no tienen igual.

A mi familia y a mis hijos a los que se les ha negado su padre, perdonadme, nos vamos a reunir pronto.

Y mientras WikiLeaks siga bajo amenaza, también lo estará la libertad de expresión y la salud de nuestras sociedades.

Debemos usar este momento para articular la oportunidad que tiene delante el Gobierno de Estados Unidos. ¿Volverá esta y reafirmará los valores en los que fue este país fundado? ¿O caerá en un precipicio, arrastrándonos a un mundo peligroso y de represión, en el cual los periodistas callan por temor a la persecución y sus ciudadanos tienen que susurrar en la oscuridad?

Yo digo que esto tiene que cambiar. Le pido al presidente Obama que haga lo correcto. EE.UU. debe renunciar a esta cacería de brujas contra WikiLeaks.

Estados Unidos debe archivar su investigación del FBI. EE.UU. debe prometer que no perseguirá más a la gente de WikiLeaks y a los que nos apoyan. EE.UU. se debe comprometer ante el mundo a que no se perseguirá a los periodistas por sacar a la luz los crímenes secretos de los poderosos. Debe detenerse esta persecución a los medios de comunicación, ya sea WikiLeaks o el New York Times.

La Administracion de los EE.UU. debe terminar su guerra contra los informantes. Thomas Drake, William Binney, y John Kirakou y otros heroicos informantes de los EE.UU. tienen que ser absueltos y compensados por el duro trabajo que realizaron como servidores del bien público.

Y el soldado que todavía sigue en una prisión militar en el Fuerte Leavenworth en Kansas, que fue encontrado por la ONU tras haber soportado meses de tortuosa detención en Quantico (Virginia) y que todavía tras haber estado 2 años en prisión tiene que ir a juicio, tiene que ser liberado. Y si Bradley Manning realmente hizo aquello de lo que se le acusa, entonces es un héroe, un ejemplo para todos nosotros y uno de los prisioneros políticos más famosos del mundo. Bradley Manning tiene que ser liberado.

El miércoles, Bradley Manning cumplió el día 815 de detención sin un juicio. El máximo legal permitido son 120 días. El jueves, mi amigo Nabeel Rajab fue sentenciado a 3 años de cárcel por un tuit. El viernes, una banda rusa [Pussy Riot] fue sentenciada a dos años por una ‘performance’ política. Hay unidad en la opresión. Tiene que haber una absoluta unidad y determinación como respuesta.

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“TALVEZ TENHAMOS QUE DIMINUIR A NOSSA INCLUSÃO PARA PRESERVAR NOSSAS LIBERDADES”, DIZ RICHARD STALLMAN

“Watching you” (vendo você)

No lançamento da 13ª edição do Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, o criador do movimento software livre, Richard Stallman, alertou para as crescentes ameaças à liberdade digital e também para as armadilhas da inclusão. Como mostra notícia publicada pela Carta Maior, ele disse: “a inclusão digital pode ser boa ou ruim. Depende de onde a sociedade será incluída. O que vemos hoje é que a liberdade está sendo atacada de várias maneiras. Talvez tenhamos que diminuir a nossa inclusão para preservar nossas liberdades”.

Stallman defendeu em sua fala a liberdade na rede, mas lembrou algo que muitas vezes esquecemos. Tudo o que escrevemos e fazemos na internet está sendo gravado, a ilusão do “deletar” não existe em um mundo conectado como o atual, por isso ele enfatizou a necessidade do internauta se policiar. Ele ressaltou que tudo, tudo mesmo que fazemos está sendo gravado e classificado.

Facebook, Google e Google Analytics foram citados por ele como exemplos de um sistema de vigilância que está sendo feito em vários níveis. Dentre eles, o mais perigoso é aquele controlado pelos governos. Os sistemas de vigilância se aperfeiçoam cada vez mais. É o mundo que Stálin gostaria de ter, brincou Satallman.

A brincadeira parece estar só mesmo na fala. O criador do movimento software livre citou também a Argentina e seu sistema de gravação das impressões digitais de todas as pessoas que entram ou saem do país e lembrou da incompatibilidade entre uma sociedade livre e esses modelos de controle facilitado de cada passo, de cada coisa que um indivíduo diga ou faça.

Esta aí justamente a armadilha, quando mais incluídos digitalmente, mas estamos fora de nossa própria individualidade, mesmo sem perceber.

Veja trecho da notícia:

Liberdade na internet está sob ataque, diz Richard Stallman
Por Marco Aurélio Weissheimer

Porto Alegre – O criador do movimento software livre, Richard Stallman, participou nesta segunda-feira (4), no Palácio Piratini, do lançamento da 13ª edição do Fórum Internacional Software Livre, que será realizada de 25 a 28 de julho, no Centro de Eventos da PUC-RS, em Porto Alegre. Em um ato que contou com a presença do governador Tarso Genro, Stallman falou sobre as crescentes ameaças à liberdade na sociedade digital.

Em uma rápida intervenção no início da cerimônia, o governador gaúcho disse que o movimento em defesa do software livre representa hoje “uma das lutas mais importantes para recuperar a densidade da democracia que hoje se encontra esvaziada”. Tarso agradeceu e destacou o empenho de ativistas como Marcelo Branco em defesa da liberdade digital. “Quando eu era ministro da Justiça, foi ele que me advertiu sobre a necessidade de entrarmos no debate sobre o projeto restritivo e de censura que tramitava então no Congresso Nacional. Conseguimos bloquear a votação desse projeto e ajudamos a estimular um debate nacional sobre o tema”.

A fala de Richard Stallman foi marcada por graves advertências acerca das crescentes restrições na internet. Para o criador do Projeto GNU, iniciado em 1983 nos Estados Unidos, coisas muito sérias estão acontecendo na sociedade digital. “A inclusão digital pode ser uma coisa muito boa ou muito ruim. Depende de onde a sociedade será incluída. O que vemos hoje é que a liberdade está sendo atacada de várias maneiras. Talvez tenhamos que diminuir um pouco a nossa inclusão para preservar as nossas liberdades”, sugeriu.

Após um período de euforia e liberdade, os usuários da internet devem começar a se policiar, pois tudo o que fazem está sendo gravado e classificado. A palavra “tudo”, aqui, não é força de expressão. É “tudo” mesmo. Stallman citou os casos do Facebook, do Google e do Google Analytics como exemplos de um sistema de vigilância que está sendo feito em vários níveis. O mais perigoso, defendeu, é aquele controlado pelos governos.

“Grandes empresas privadas como Amazon, Microsoft, Apple e grandes empresas de telefonia também têm seus sistemas de vigilância. Nós podemos controlar isso usando software livre, por exemplo. Mas quando se trata de governos, a situação é mais complicada. Na Inglaterra, há um sistema que diz onde está cada automóvel do país pelo controle da placa. É algo que Stálin não teve, mas que gostaria de ter”, brincou.

Durante a sua fala, Stallman anunciou, em tom de lamento, que amanhã (terça-feira) estará visitando a Argentina pela última vez em virtude de um sistema de gravação das impressões digitais de todas as pessoas que entram ou saem do país. “Será meu último voo para a Argentina. Algumas coisas não podem ser toleradas. O Estado não pode saber tudo sobre todos. A polícia secreta da União Soviética não tinha esse controle sobre a vida das pessoas”, protestou o fundador da Free Software Foundation, que acrescentou. “Numa sociedade livre, não pode ser fácil para a polícia saber tudo sobre todas as pessoas. Se for fácil, então não estaremos vivendo em uma sociedade livre”. (Texto completo)

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BRASIL TEM O MELHOR SISTEMA DE VOTAÇÃO, O VOTO SEMIFACULTATIVO, QUE UNE RESPONSABILIDADE E LIBERDADE

Voto, apenas um detalhe da democracia (CCommons/Daquellamanera)

Voto, apenas um detalhe da democracia (CCommons/Daquellamanera)

Tempos atrás postei um texto defendendo o voto facultativo no Brasil, mas hoje vou mudar um pouco aquela ideia. Ainda acredito que a liberdade de votar é a forma ideal de participação, mas a realidade nos impõe outras questões. Na ocasião do artigo anterior, alguns leitores escreveram para o blog levantando questões importantes que estão presentes na nossa realidade.

Estou convicto de que o sistema brasileiro de voto é o melhor que já se poderia ter inventado para a nossa realidade. Temos o que chamo de voto semifacultativo, ou seja, somos obrigados a votar, mas podemos deixar de votar sem qualquer punição, desde que façamos uma justificativa, inclusive com tempo prolongado para isso, dois meses. O Estado brasileiro dá ao indivíduo uma enorme facilidade para fazer a justificativa, como se pode ver no site do TSE.

Ou seja,  se não temos um candidato, se não estamos a fim de votar, se não queremos votar  ou se simplesmente o sol está bonito e queremos ir à praia, então podemos deixar de votar tranquilamente. Depois basta fazer uma justificativa plausível. Então, o sistema brasileiro parece ter unido duas condições importantes:  chama para a responsabilidade, mas também garante liberdade para as pessoas que se recusam ou não podem votar.

O voto, no entanto, é apenas um detalhe dentro da democracia brasileira. Tivemos avanços democráticos  nos último anos, mas ainda temos muito a fazer. Como podemos pensar em democracia moderna se temos ainda trabalhadores em situação de escravidão? Como pensar em democracia moderna com controle midiático que temos hoje?

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