Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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O LIXO DO LUXO: FISCAIS FLAGRAM TRABALHO ESCRAVO E INFANTIL EM OFICINA DE PEÇAS PARA A GRIFE ZARA NA ARGENTINA

Zara é denunciada por escravidão na Argentina

Daniel Santini/Repórter Brasil

A Zara enfrenta nova denúncia de exploração de trabalhadores em condições análogas às de escravos, desta vez na Argentina. Costureiros bolivianos foram encontrados em condições degradantes em oficinas clandestinas durante fiscalização realizada no final de março pela Agência Governamental de Controle (AGC) de Buenos Aires. Segundo as autoridades, eles estavam  produzindo peças para a grife. Além de trabalho escravo, desta vez o flagrante envolve também exploração de trabalho infantil. “Os homens e as crianças viviam no local de trabalho, não eram registrados e estavam submetidos a más condições. Eles não tinham documentos e estavam detidos, não podiam sair do local de trabalho sem autorização”, explica o chefe da AGC, Juan José Gómez Centurión, em entrevista à Repórter Brasil.

Etiqueta de calça Zara encontrada na oficina clandestina com a especificação "made in Argentina" (feita na Argentina). Fotos La Alameda

Etiqueta de calça Zara encontrada na oficina clandestina com a especificação “made in Argentina” (feita na Argentina). Fotos La Alameda

Com base no flagrante da produção de peças com a etiqueta Zara, registrado em fotos e vídeos, a organização La Alameda, especializada no combate ao trabalho escravo, formalizou em 26 de março denúncia para que o departamento de Fiscalização Antitráfico (Ufase, na sigla em castelhano) investigue e tome providências (clique aqui para ler a denúncia em espanhol). Segundo a Alameda, além de serem impedidos de deixar o trabalho, os costureiros chegavam a cumprir jornadas diárias de mais de 13 horas. O grupo formalizou a denúncia e também organizou protestos em frente a lojas da Zara na Argentina.

Costureiros dormiam e trabalhavam no mesmo local.

Costureiros dormiam na oficina

A reportagem procurou os representantes da Inditex, empresa que detém a marca Zara. Eles se disseram “bastante surpresos com a situação”. De La Coruña, na Espanha, a assessoria de imprensa afirmou que a empresa não foi notificada ou informada oficialmente por nenhuma autoridade argentina e que só soube do caso pela imprensa. “A escassa informação que tivemos, que são os endereços das oficinas, permite dizer que elas não têm nenhuma relação com nossos fornecedores e fabricantes no país”, afirmam.

A Zara informa ter 60 fabricantes argentinos e que, nos últimos dois anos, realizou 300 auditorias de fornecedores e fabricantes do país. A empresa se diz disposta a colaborar com o esclarecimento do caso, “inclusive com a Alameda, tenham ou não essas possíveis situações irregulares a ver com a empresa” (Texto Integral)

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O LIXO DO LUXO: EMPREGADOS SÃO TRATADOS COMO ESCRAVOS EM CONFECÇÃO DA MARCA LUIGI BERTOLLI

Luigi_Bertolli Iguatemi divulgaçãoFiscais flagram trabalho escravo em confecção da Luigi Bertolli em São Paulo

Rede Brasil Atual

São Paulo – A Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo anunciou hoje (22) um flagrante de trabalho escravo em uma confecção que produzia roupas para as marcas Luigi Bertolli, Emme e Cori. A operação foi realizada na terça-feira (20) e resgatou 29 trabalhadores bolivianos da oficina na região do Belenzinho, zona leste da capital paulista.

A GEP Indústria e Comércio Ltda, que produz as peças das três marcas, foi alvo de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com Ministério Público Estadual e Receita Federal. A produção era repassada para a Silobay, uma empresa situada no Bom Retiro, em São Paulo, que também foi alvo de fiscalização.

Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram trabalhadores em condições análogas à escravidão. Na fábrica, as pessoas trabalhavam de 12h a 14h por dia, ganhavam em média R$ 3 por peça produzida, faziam as refeições no mesmo local em que trabalhavam e não tinham direito a férias nem a 13º salário. A fiscalização flagrou ligações elétricas clandestinas, com risco de incêndio, crianças circulando pelo local de trabalho e mantimentos guardados junto de rações de animais.

De acordo com a juíza do Trabalho da 2ª região, Patrícia Todelo, a maior parte dos trabalhadores vivia em situação de servidão por dívida, contraída ainda na Bolívia. Outra parcela foi vítima de tráfico internacional de pessoas. Pelo menos seis deles estavam irregulares e poderão ajustar sua documentação no Brasil. A situação se arrastava desde julho de 2012.

Na tarde de hoje, os trabalhadores compareceram à Superintendência Regional do Trabalho, no centro da cidade, para assinarem termos de indenização trabalhista, sendo que cada um receberá pelo menos R$ 23 mil. Além disso, a empresa desembolsará R$ 450 mil por dano coletivo – um terço do total será destinado para entidades beneficentes, um terço para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e um terço para entidades que combatem trabalho escravo. Ao todo, a GEP desembolsará cerca de R$ 1,1 milhão.

A empresa recebeu, ainda, 22 autos de infração, que podem resultar em multas. De acordo com fiscais, a GEP alegou que desconhecia o caso e se prontificou a regularizar a situação dos trabalhadores, assinando o termo de ajuste de conduta, o mais rápido possível. Entre o flagrante de trabalho escravo e o pagamento das indenizações se passaram cerca de 48 horas. A Silobay, empresa intermediária, continua sob investigação. (Texto Integral)

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RECICLAGEM HOJE ESTRAGA O LIXO E EMPRESA GANHA EM DOBRO ENQUANTO COOPERATIVA FICA SEM APOIO, DIZ ARLEI MEDEIROS

Arlei: prefeitura deve investir em cooperativas de reciclagem

As cooperativas de reciclagem estão à mingua enquanto as prefeituras gastam milhões com a coleta do lixo. Apesar de se ter tecnologia e condições de se reciclar praticamente 100% do lixo das cidades, há uma grande dificuldade porque os contratos de lixo muitas vezes tornaram-se fontes de caixa dois para financiamento de campanhas políticas.

Essa situação é o tema da entrevista com o candidato a prefeito de Campinas (SP) pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Arlei Medeiros. Ele defende o investimento em cooperativas de reciclagem e a transformação da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas) em uma empresa que também cuidaria da coleta e reciclagem do lixo em parceria com cooperativas de catadores. Veja abaixo a entrevista:

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RECICLAGEM DE LIXO DOMICILIAR PODE GERAR BENEFÍCIOS DE ATÉ US$ 10 BILHÕES DE DÓLARES POR ANO AO BRASIL

Assim, o custo do "lixo" sai bem mais caro

A reciclagem do lixo doméstico que geramos todos os dias pode trazer mais benefícios do que se pensa a um país e, consequentemente, à sua população. Isso porque quando se passa a enxergar o lixo não mais como lixo, pura e simplesmente, que precisa ser descartado pois não serva mais para nada, e sim como um conjunto de matéria-prima preciosa, como lembra o economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável, em notícia publicada pela Agência Brasil, a economia do país, particularmente das prefeituras, é muito grande.

A começar pela economia de energia, que é muito maior quando você utiliza a sucata do produto no lugar da matéria virgem, e também economia dos recursos gastos com aterros e transporte do lixo todos os dias. A reciclagem pode assim ser muito lucrativa, e o dinheiro que seria ganho com ela caso o lixo domiciliar tivesse tratamento adequado seria da ordem de US$ 10 bilhões ao país por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional, como lembra a notícia.

A mudança de consciência a respeito do lixo deve ser acompanhada, na opinião de Calderoni, pela instação de centrais de reciclagem pela prefeitura, o que pode ser feito por meio de parcerias com empresas, assim os custos de instalação dessas unidades também não seriam tão altos.

A ideia de que a reciclagem é algo caro vai assim perdendo espaço. Afinal, como lembra o economista, caro é achar que matéria-prima é lixo e sustentar uma enorme rede de transporte e descarte, algumas vezes inadequado, no modelo insustentável dos aterros.

Veja notícia com mais informações sobre o assunto:

Tratamento adequado do lixo domiciliar pode gerar US$ 10 bilhões por ano ao país
Por Carolina Gonçalves

Brasília – O lixo domiciliar, se tivesse tratamento adequado, poderia gerar recursos da ordem de US$ 10 bilhões ao país por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional. A estimativa é do economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável. Calderoni acredita que o país vai conseguir captar cerca de 80% desse valor em cinco a dez anos.

Para o economista, o “processo social de amadurecimento” que o país viveu nos últimos anos pode, com a implantação da atual Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece, por exemplo, o fim dos lixões e a logística de retorno de embalagens e produtos usados, aumentar ainda mais os ganhos com a reciclagem de lixo no Brasil.

“A gente gasta muito menos energia, por exemplo, quando usa sucata ao em vez de usar a matéria prima virgem. É o caso da latinha de alumínio, em que eu economizo 95% da energia. Da mesma forma, economizo minha matéria prima que é a bauxita [gasta-se 5 toneladas de bauxita para produção de 1 tonelada de alumínio], e ainda economizo água”, disse Calderoni. Na mesma conta, o economista ainda considera o pagamento feito pelas prefeituras aos aterros, que recebem e enterram os resíduos, além dos gastos com o transporte desse material e a perda dos ganhos que a reciclagem poderia gerar. (Texto completo)

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FIM DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS NO COMÉRCIO É PRIMEIRO PASSO PARA REPENSAR SISTEMA DE COLETA DE LIXO NAS CIDADES

O começo da mudança

O fim das sacolinhas plásticas no comércio e em supermercados é, de início, uma ótima notícia quando se pensa no quanto este tipo de material prejudica o meio-ambiente e também em quanto essa medida mudará a atitude do consumidor diante delas e também diante do seu próprio lixo e modo de vida.

No entanto, como lembra texto publicado pela revista Carta Capital, a questão das sacolinhas plásticas é mais complexa do que parece, isso porque elas não são apenas o meio que os consumidores utilizam de levar suas compras para casa, como também o meio utilizado por elas para descartar essas mesmas compras quando elas não lhe são mais úteis, ou seja, quando se tornam lixo.

Sem as sacolinhas plásticas, a população terá que comprar sacos de lixo e muitas famílias acabarão não inserindo este novo item nas compras de casa e o lixo corre o risco de ser descartado em terrenos baldios ou outros locais de forma irregular, isso porque falta a chamada “consciência do lixo” na população brasileira.

O ritual é sempre o mesmo. Coloca-se o lixo nas sacolinhas plásticas que até pouco tempo vinham facilmente de todos os lugares, depois ele é colocado nas cestinhas nas calçadas e depois…Depois não se sabe, nossos lixos desaparecem como um passe de mágica. Não sabemos para onde eles vão e tampouco nos interessa.

É nesse ponto que a falta de sacolinhas plásticas quebra o elo de uma cadeia que praticamente já está no inconsciente da maioria da população.

Por isso, o fim das sacolas plásticas é sim uma ótima notícia, mesmo porque as pessoas facilmente encontrarão uma forma alternativa de transportar suas compras, mas ele pode representar um avanço ainda maior ao fazer a sociedade questionar e repensar a sua relação com seus resíduos, já que instaura a necessidade de, como diz o texto de Dal Marcondes, repensar todo o sistema de coleta de lixo nas cidades, dando o primeiro passo para que o cidadão faça parte da cadeia da coleta seletiva e não mais permaneça alheio a ela, como acontece atualmente.

Veja trecho do texto sobre o assunto:

Sacolas Plásticas: O fim de um tormento ambiental
Por Dal Marcondes

Nas cidades brasileiras a população tem uma relação mágica com o lixo e com seus resíduos em geral. Basta colocar o lixo em um saquinho plástico e levar a té a calçada. De lá, como em um passe de mágica, ele desaparece e a maior parte das pessoas não tem nenhuma ideia de para onde vai. O mesmo acontece com o esgoto, a água que desce pelos ralos de que desaparece quando apertamos um botão de descarga. Para onde vai? Poucos se interessam em saber. Prefeitura da Capital e governo do estado de São Paulo decidiram acabar com as sacolas plásticas no comércio a partir de 25 de janeiro, o que certamente terá impactos positivos no meio ambiente. Afinal, muitas dessas sacolas acabam descartadas de forma irresponsável, entupindo redes pluviais nas cidades e provocando enchentes, ou sendo carregadas para rios e oceanos onde colocam e risco a via aquática. Golfinhos e tartarugas são grandes vítimas pois morrem após engolir essas sacolas.

Certamente não haverá ambientalista que se preze que seja a favor das sacolas plásticas. Porém esse pode se mais um tijolinho de boa intenção a pavimentar o caminho do inferno. As sacolas plásticas são apenas um elo na cadeia de produção, consumo e descarte. Certamente as pessoas podem dar um jeito para levar suas compras para casa sem sacolas plásticas. O problema não reside nesse elo. A questão é em relação ao descarte de resíduos. A eliminação das sacolas plásticas no comércio terá como impacto a falta de recipientes para descarte de lixo, principalmente orgânicos, nas casas de famílias de baixa renda. Elas terão de comprar sacos de lixo e, possivelmente, muitas delas não terão recursos para isso. O risco é temos lixo descartado de forma indevida em terrenos baldios, córregos e áreas públicas das cidades por pessoas irresponsáveis ou sem alternativas.

Para que uma medida de proibição total do usos de sacolas plásticas pelo comércio possa efetivamente funcionar e ser benéfica ao meio ambiente de forma abrangente é preciso repensar todo o sistema de coleta de lixo nas cidades. Mudar a relação cultural que o cidadão tem com seus resíduos, fazendo com que cada um se responsabilize de forma ativa com o descarte adequado dos resíduos. Na maior parte das cidades europeias cada um carrega seu lixo até contêineres colocados em pontos estratégicos e lá depositam de acordo com o tipo de lixo. Plásticos, papel, vidros, metais e orgânicos. Em alguns países, como a Alemanha, há dezenas contêineres diferentes, para materiais ainda mais específicos. Cada cidadão sai de casa com seu lixo e caminha até um ponto de coleta, onde cumpre seu papel na cadeia da coleta seletiva. (Texto completo)

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Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o abastecimento de água já chega a 97,2% da população nacional, já o sistema de esgotamento sanitário não chega a cerca de 20% da população

Da Agência Brasil

Crescem índices de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo nas cidades
Por Lourenço Canuto

Brasília – As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

Houve também aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhões de toneladas foram depositadas em lixões.

O maior índice de atendimento total com abastecimento de água encontrado foi encontrado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Nenhuma unidade da Federação ficou na faixa de menor índice, ou seja, com índice menor que 40% de atendimento total de água. (Texto completo)

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Segundo dados divulgados em matéria recente publicada no site da revista Carta Capital, “em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%”, ou seja, o Brasil está, aos poucos, tornando-se o país do desperdício, se já não se tornou.

A sociedade finge que não vê

Essa situação é reflexo de uma sociedade na qual o culto ao descartável tornou-se uma espécie de palavra de ordem. A sociedade capitalista é aquela onde o descartável de fato assume um papel principal já que o capitalismo vive justamente do descartável, do produto que logo tem que ser susbstituído, das comidas rápidas que são vendidas em embalagens descartáveis e andam no compasso do tempo cada vez mais reduzido pela lógica de funcionamento dessa mesma sociedade.

Enfim, para o capitalismo não é interessante guardar, reutilizar, reciclar, separar e dar um destino adequado ao lixo. O capitalismo é feito de troca, rapidez, e é aí que se gera o lucro, motor do sistema. Mas não joguemos toda a culpa no capitalismo. A população sem dúvida tem a sua parcela de responsabilidade. E a previsão apontada pelos dados e pesquisas é de que a quantidade de lixo aumente cada vez mais.

Parte da solução para o problema é conhecida pela maioria das pessoas. A questão do lixo se resolve com reciclagem, reutilização dos materiais e não meros descartes e, principalmente, com a garantia de que o lixo produzido terá um destino adequado, no entanto, falta incentivo do setor público e também privado para que esse tipo de política pública – que se relaciona diretamente com a qualidade de vida e com o equilíbrio social e ambiental – seja de fato colocada em prática.

Diante do lixo que se acumula e cria até um mercado paralelo movimentado por pessoas que se beneficiam das coisas que os outros jogam fora, não se pode deixar de perguntar: será que o homem precisa mesmo de tanta coisa assim pra viver?

Veja trecho de notícia publicada pela Carta Capital com mais detalhes sobre o assunto:

Brasil: sociedade do desperdício
Reinaldo Canto

Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. De todo esse resíduo, cerca de 6,5 milhões de toneladas foram parar em rios, córregos e terrenos baldios. Ainda 42,4%, ou seja, 22,9 milhões de toneladas foram depositados em lixões e aterros controlados e que não fazem o tratamento adequado dos resíduos. Estas conclusões fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos divulgado na semana passada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).

Detalhes do mesmo relatório demonstram que estamos muito, mas muito distantes de tornar o consumo consciente uma prática cotidiana na vida das pessoas em nosso país. Um bom exemplo é que no ano passado, a média de lixo gerado por brasileiro ficou em 378 quilos, o que é 5,3% superior aos 359 quilos de lixo per capita computados em 2009.

O que esperar do futuro
Em uma sociedade de consumo que vem se caracterizando pelo culto ao descartável, a quantidade de lixo é proporcional a falta de consciência e ações que passam por todos os setores, sejam eles públicos ou privados, até chegar ao próprio cidadão.

Se por um lado podemos registrar com orgulho que no Brasil temos o mais alto nível de reciclagem de latinhas de alumínio do mundo, por outro, também é fácil afirmar que existem materiais tão diversos como papel, papelão, vidro, isopor, garrafas PET, sacolas plásticas e tantos outros que são perfeitamente recicláveis e que simplesmente não o são, por falta de apoio a coleta e comercialização. Pelo menos 30% dos lixos domiciliares são compostos de materiais recicláveis, mas apenas 1% acaba sendo, efetivamente, recuperado pela coleta seletiva. (Texto completo)

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FALTA SANEAMENTO BÁSICO NO PAÍS DAS TVS E TELEFONES

Muito esgoto ainda corre a céu aberto!

Da Agência Educação Política

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 2009 mostra que no Brasil há mais casas com telefone do que com serviços de saneamento básico, como coleta de lixo e esgoto. Esse dado impressiona já que saneamento básico, como o próprio nome já diz, é básico, algo que deve estar presente em todas as regiões do país, já que dele depende a saúde e o bem estar da população de forma geral.

O problema não está no fato do telefone fixo ou móvel estar presente na maioria das residências visitadas. De fato, o serviço de telefonia tem crescido nos últimos anos e adquirir um aparelho celular, principalmente, está cada dia mais fácil. O que impressiona é que a presença deste tipo de item não é tão importante em uma residência quanto uma rede coletora de lixo e esgoto, portanto, o natural seria que as casas primeiro estivessem assitidas com o básico e essencial, para depois contarem com um produto supérfluo.

No entanto, neste ponto a equação se inverte. Hoje, está mais fácil adquirir um telefone do que ter uma rede coletora de esgotos. Na lógica atual, o essencial está sendo substituído pelo supérfluo, entretanto, vale dizer que o essencial, por definição, não é passível de susbtituição. Uma hora ou outra ele faz falta, e as consequências dessa falta tendem a ser mais graves do que as ocasionadas pela falta de um telefone, por exemplo.

Algo está errado. Se está tão fácil adquirir um telefone, por que é tão difícil fazer com que o saneamento básico chegue à casa dos brasileiros? Não se trata simplesmente de culpar o serviço público e dizer que as coisas no âmbito privado vão melhor. É importante dizer que, em 2009, alguns avanços já foram notados no quesito saneamento básico em comparação com o ano de 2008, portanto, o poder público vem fazendo a sua parte. Mesmo assim, ainda falta o básico em muitos lares pelo Brasil, principalmente na região Norte.

Talvez, isso tudo possa ser interpretado como um sinal de que precisamos mais de público e menos, ou pelo menos, não tanto de privado. Se ambos estiverem equilibrados já estará de bom tamanho!

Casas têm mais telefone que saneamento básico, diz Pnad
Terra Notícias
Por Thaís Sabino

São Paulo – Em todos os estados do País foi constatado que existem mais casas com acesso à telefonia do que à rede coletora de esgoto. Além disso, em seis estados, mais casas têm telefone do que o serviço de coleta de lixo. Para a população de Rondônia, Acre, Tocantins, Piauí, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso o telefone está mais presente no cotidiano do que o recolhimento do lixo. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acesso à telefonia mostrou expressiva evolução impulsionado pelo crescimento do mercado de celulares. De 2008 para 2009, o aumento no número de casas com algum tipo de telefone foi de 2,1milhões, e dos que possuíam somente telefone celular foi de 2,5 milhões. (Texto Completo)

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Cidades jogam dinheiro público no lixo

Atualmente, um dos principais gastos dos municípios  brasileiros é com a coleta e armazenamento de lixo. São milhões e milhões de reais gastos com algo que poderia gerar lucro para as administrações públicas e preservar o meio ambiente ao aumentar a vida útil de aterros sanitários.

Há 20 anos, a legislação que impede lixões está tramitando no Congresso Nacional. Apesar de boa, a lei poderia ser mais avançada e obrigar o município a fazer a coleta seletiva por meio de cooperativas de catadores. Atualmente existem milhares de catadores de recliclados que não recebem qualquer ajuda do poder público, que prefere gastar milhões de reais com grandes contratos de coleta, mesmo de coleta seletiva. Os catadores trabalham de graça para o município e são sustentáveis.

O custo social e ambiental dessa aposta é enorme. Mas atualmente já é possível reciclar praticamente tudo que se produz de lixo nas cidades. Mesmo o lixo orgânico poderia ser transformado em adubo.

Uma legislação avançada deveria acabar com os gastos públicos com o lixo e obrigar municípios a financiar catadores e a indústria de reciclagem durante alguns anos até que se tornem sustentáveis.

Veja trecho da matéria do Terra Magazine sobre a lei que propõe o fim dos lixões:

Proposto há mais de vinte anos, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que proíbe os lixões no país, teve sua votação adiada mais uma vez nesta quarta (09). Aprovado por unanimidade na Câmara no dia 10 de março, o projeto de lei chegou ao Senado, mas não foi votado por falta de quórum.

– Quem perde é a sociedade, somos nós todos que estamos na esperança de ter a política aprovada hoje – diz, entristecido o líder ambientalista Vitor Bicca, presidente do presidente do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) e membro da Frente Parlamentar Ambientalista. (Texto integral)

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O governo do presidente Lula deveria fazer um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ambiental, capaz de gerar investimentos em tecnologias sustentáveis. Um exemplo que pode ser seguido é a geração de energia elétrica com incineração de lixo urbano. Veja abaixo matéria sobre a geração de energia a partir do lixo no Rio de Janeiro, com a participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Projeto de transformação de lixo em energia pode ser estendido a todo o país

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) querem aumentar a eficiência energética da Usina Verde, que funciona desde 2004 na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de energia da usina.

O projeto, da iniciativa privada, teve a parte de tecnologia aprimorada pela Coppe e trabalha com a incineração de lixo urbano, destruindo os gases causadores de efeito estufa na atmosfera, além de transformar em energia quase todos os resíduos sólidos recebidos. O pesquisador Luciano Basto, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) da Coppe, coordenador do projeto Usina Verde, disse à Agência Brasil que a ideia é “tentar aumentar a escala e ajudar que se torne uma realidade no Brasil”.

Ele informou que a Usina Verde já faz isso em pequena escala. O sistema, porém, está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com as 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral, isso representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências.

Luciano Basto salientou que esse é um projeto piloto. Uma unidade comercial teria cinco vezes esse tamanho. Estimou que para 150 toneladas/dia de resíduos sólidos, poderia ser gerada energia suficiente para abastecer 8 mil residências.

Segundo o pesquisador, a ideia do grupo privado que administra a usina é desenvolver tecnologia para ser comercializada. A Coppe auxilia no processo. Esse tipo de unidade trabalha com três receitas: tratamento de lixo, comercialização de energia elétrica e térmica e créditos de carbono.

Nos últimos seis meses, a Usina Verde passou por uma auditoria do Bureau Veritas, escritório internacional de certificação, para se habilitar a receber créditos de carbono, isto é, bônus  negociáveis em troca da não poluição do meio ambiente. Basto informou que durante esse período, a usina comprovou a redução de 2 mil toneladas de emissões de gás carbônico das 30 toneladas de lixo recebidas por dia. Isso dá uma média de meia tonelada de gás carbônico por tonelada de lixo tratado.

“Significa dizer que qualquer usina que venha a ser instalada pode pleitear créditos [de carbono]”. Basto lembrou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, definiu metas para redução das emissões na cidade, destacando transporte e lixo como áreas importantes de trabalho com essa finalidade. “Tratar o lixo, gerando eletricidade é uma forma de resolver três fontes de mitigação. Uma delas é o lixo. A outra é a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade e a terceira é o diesel que se consome para transportar o lixo até os aterros”.

A Coppe presta assessoramento técnico a qualquer grupo privado que queira implementar usinas para incineração de lixo e transformação em energia, utilizando tecnologia limpa. O pesquisador destacou que existem mais de mil usinas desse tipo funcionando em todo o mundo. “Para se ter uma ideia, a geração elétrica a partir do lixo, em 2006, foi equivalente ao consumo de eletricidade pelo setor residencial brasileiro em 2007”.

Naquele ano, o consumo das famílias no Brasil atingiu 90 milhões de MWh. Basto explicou que a energia gerada a partir do lixo representa entre 3% e 4% das matrizes nacionais. “Mas todo o lixo que foi utilizado para gerar eletricidade no mundo em 2006 equivaleu ao que as residências brasileiras consumiram em 2007, o que é algo significativo”.

Luciano Basto espera que até o terceiro trimestre de 2010, o Centro Tecnológico da Coppe conclua o sistema de aumento de eficiência da Usina Verde, visando ao melhor aproveitamento do calor gerado, com menos investimentos. “Dispor de muito mais eletricidade. Então, passa a haver mais receita”, afirmou.

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CATADORES DE LIXO E MATERIAL RECICLÁVEL PRECISAM ILUMINAR A CABEÇA DOS POLÍTICOS

Os catadores de lixo e material reciclável são uma grande solução para as cidades. É absurdo ver uma cidade gastando milhões com a coleta de lixo sendo que poderia ganhar dinheiro com isso ou, pelo menos, não gastar nada.

Os catadores coletam e preservam o meio ambiente sem ganhar nenhum tostão dos governos municipais. Já as grandes empresas, que financiam os políticos, ganham milhões em contratos e poluem o ambiente, seja em lixões e mesmo em aterros.  A situação atual do lixo em quase todo o Brasil é insana: dinheiro público é gasto para poluir. Depois gasta-se novamente milhões para minorar o dano ambiental.

Faz-se urgente um projeto nacional que incentive e financie os catadores de lixo de forma a substituírem o pagamento pela coleta do lixo. Isso poderia ser feito gradualmente e pode-se também promover incentivos e abrir linhas de financiamento para que as grandes empresas de coleta possam sair desse negócio e investir em algo mais limpo. Por exemplo, usinas de reciclagem.

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Veja abaixo notícia sobre o congresso de catadores no rio de Janeiro.

Catadores de lixo promovem primeiro congresso da categoria no Rio

Da Agência Brasil

Brasília – Lixo e Cidadania é o tem do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que começa hoje (14) e vai até domingo no Rio, com patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.

Promovido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro e pelo Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social, o encontro tem o objetivo de exigir o cumprimento das leis destinadas à organização da categoria, a construção de políticas públicas para o fortalecimento do desenvolvimento social e econômico dessa população, além da identificação, documentação e difusão das práticas de coleta seletiva.

O evento deve mobilizar catadores dos 92 municípios fluminenses, além de autoridades, no total de cerca de 900 participantes por dia, para participar de oficinas, painéis, debates e programação cultural, com a apresentação de bem-sucedidos de reciclagem e inclusão social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente no Brasil cerca de 230 mil catadores de lixo, dos quais 17.655 no Rio.

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