Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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MANIFESTANTES NO PROTESTO EM LONDRES GRITAM “ABAIXO A REDE GLOBO” E IMPEDEM O TRABALHO DE MARCOS LOSEKANN

GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA: JOHN PILGER MOSTRA O ESTRAGO QUE OS EUA FIZERAM NAS DEMOCRACIAS DA AMÉRICA

John Pilger

John Pilger

O australiano John Pilger, experiente jornalista radicado em Londres, mostra a tragédia da política externa dos Estados Unidos nos últimos 50 anos na América Latina. É interessante que um jornalista australiano precisa vir a América para mostrar a nossa própria tragédia política.

Pilger, que já ganhou prêmios como jornalista na Inglaterra, ganha credibilidade porque entrevista os próprios autores da guerra contra a democracia. Ele vai aos EUA e entrevista um ex-agente da CIA que justifica as torturas e as mortes provocadas pela derrubada de regimes democráticos. São inúmeros golpes de Estado financiados pelos Estados Unidos nas últimas décadas, sustentados por torturas e morte, inclusive no Brasil.

Um dos momentos mais interessantes é quando Pilger entrevista um empresário venezuelano que reclama do chavismo, comparando o governo Chaves à revolução comunista da Rússia de 1917.  Pilger não se contém e dá risada do discurso do empresário. Vale a pena para entender a ação dos Estados Unidos do México ao Chile. Vídeo abaixo:

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A SABEDORIA DE DARCUS HOWE E OS CONFLITOS EM LONDRES

A fala emocionada e forte de um imigrante londrino à respeito dos recentes conflitos na Inglaterra é capaz de produzir, em pouco tempo, inúmeros efeitos de sentido. Com uma inteligência precisa e clara percepção social, produto de sua história e experiências como imigrante, Darcus Howe mostra o outro lado dos conflitos em Londres, justamente aquele que a mídia escolheu esconder.

Enquanto a última se preocupou em mostrar o “vandalismo” que tomou conta da capital inglesa, os rebeldes que atearam fogo nas casas e a total “desordem” em que sucumbiu a cidade, Darcus fala em uma “insurreição popular” que faz parte de um específico momento histórico e acontece também em outras partes do mundo.

Quando a jornalista o acusa de ter parte nos distúrbios ou tumultos, ele responde dizendo que nunca se envolveu em desordens e sim em situações que acabam por criar certos conflitos e pede o respeito que muitos imigrantes ainda esperam de boa parte dos europeus.

Darcus promove assim um deslocamento pela palavra, o sentido do discurso da mídia desliza, uma nova versão é construída e se está diante de outras possibilidades de significação histórica, social e humana.

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Fogo e caos pelas ruas de Londres

A crise econômica vem provocando cenas únicas e inesperadas no continente europeu. Os protestos em Madrid e na Grécia desencadeados pelo desemprego e pela instabilidade generalizada, agora, podem ser vistos pelas ruas de uma das mais importantes cidades do mundo: Londres.

A capital inglesa tem sido palco de uma onda de violência classificada como “sem sentido” pelo vice primeiro ministro inglês, motivada pelo desemprego e por medidas de austeridade adotadas pelo país.

Saques e incêncios perpetrados por grupos de jovens desenham um cenário que resvala em impressões apocalípticas da realidade, já tão difundidas e disseminadas nos ares londrinos. Os protestos vão acontecendo de forma não muito organizada, mas fazem barulho e parece ser esse o principal objetivo do grupo.

Com a permanência das manifestações, as autoridades britânicas estão voltando das férias para tentar resolver os contornos daquela que já é considerada a maior crise civil enfrentada por um país de primeiro mundo. Se haverá uma solução ou não, isso ainda não se sabe.

No entanto, em meio a tanto fogo e destruição, cabe perguntar como se gestou tal insatisfação social e civil que durante anos existiu em silêncio e agora explode por diversos cantos do mundo? E, como produto dessa pergunta, refletir sobre o modo como está sendo trilhado o caminho em direção ao desenvolvimento social e econômico, afinal, as multidões nas ruas parecem revelar que ele não nos conduzirá a uma paisagem tão calma, tampouco justa.

Veja trecho de notícia publicada sobre o assunto na Carta Maior:

O caos em Londres (noite 3)
Por Wilson Sobrinho

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. A reportagem é de Wilson Sobrinho, correspondente da Carta Maior em Londres.

Caos. Essa palavra tão abusada ao longo da história precisaria ser reinventada para descrever o que se vê na cidade que se orgulha de ser uma das mais seguras e organizadas do planeta. Dalston, Chalk Farm, Woolwich, Lewisham, Clapham, Hackney, London Bridge, Croydon, Peckham, Ealing, Canning Town. A lista de bairros com registro de distúrbios cresce com o avanço da noite e se aproxima do centro a passos largos. A luz que mais chama a atenção na cidade são as das lixeiras, dos carros e dos prédios em chamas.

Muitas testemunhas relatam saques, incêndios perpetrados por grupos de jovens e pouco ou nenhum policiamento. O vice primeiro ministro definiu com precisão. Atos de violência sem sentido. Agora, à meia noite em Londres, as forças policiais e de combate de incêndio estão operando perigosamente perto de seus limites.

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. (Texto completo)

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