Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PETISTA JOSÉ DIRCEU E TUCANO ALOYSIO NUNES JUNTOS CONTRA O VOTO ABERTO NO CONGRESSO

Quem diria? O petista José Dirceu e o tucano Aloysio Nunes juntos contra a transparência parlamentar.

Parte do PT a cada dia se aproxima da pior direita brasileira.

Aloysio Nunes não é de se espantar ser contra o voto aberto no Congresso, aliás de Nunes nada se pode esperar.

O que mais surpreende são os argumentos esdrúxulos contra o voto aberto de parlamentares e que os dois estão de acordo. Ainda que esteja numa situação complicada, Dirceu ainda é referência dentro do Partido dos Trabalhadores.

Para Nunes e Dirceu o parlamentar vai ser perseguido. Caramba, não temos um estado de direito, ou ele será perseguido por quem? Pela presidenta que se recusaria a dar verba para um parlamentar que votaria escondido contra o governo, um traíra?

Dirceu diz que a pressão  seria do Executivo, judiciário, do monopólio da mídia. Então o monopólio da mídia já é uma instância imutável e aceita pelo PT? Isso não tem solução?  É um PT conformado com o monopólio da mídia ou acovardado? Pressão do judiciário? Mais do que Dirceu sofreu no processo do mensalão?

Por fim, diz José Dirceu:

“Faz bem Aloysio ao lembrar que “as duas únicas ocasiões em que foi imposto ao Congresso o voto aberto a vetos (presidenciais) foi em 1937 na Polaca, que instituiu o Estado Novo (ditadura Vargas), e com o ato institucional (AI-5) que impôs ao país duríssimo regime autoritário”.

Bom, aí está PT e PSDB juntinhos contra a população. Mas vale ressaltar que este último argumento de José Dirceu e Aloysio Nunes é na verdade o melhor argumento para o voto aberto.

Isso porque o voto aberto se instituiu numa ditadura e não numa democracia. Então será a primeira vez que teremos voto aberto numa democracia. O Congresso pode fazer história!

Nada melhor do que isso.  Ou será que nossa democracia, com a presidenta Dilma Rousseff eleita no poder, é uma ditadura como o Estado Novo ou como o período do AI-5?

QUEM FAZ JUSTIÇA? LULA DEMARCOU TERRA GUARANI-KAIOWÁ, MAS O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE GILMAR MENDES, DESMARCOU

Mesmo sob ameaças de pistoleiros, indígenas Guarani Kaiowá vão permanecer em seu território

Menina terena e bebê: depois de 500 anos de massacre, ainda resistem

Natasha Pitts -Jornalista da Adital 
Adital via Limpinho & Cheiroso

O conflito fundiário e judicial que envolve o território sagrado Arroio Koral parecia estar resolvido quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em dezembro de 2009, um decreto homologando a demarcação da terra. No entanto, em janeiro de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), do qual está à frente o ministro Gilmar Mendes, suspendeu a eficácia do decreto presidencial em relação às fazendas Polegar, São Judas Tadeu, Porto Domingos e Potreiro-Corá.

Na última sexta-feira (10), indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul (MS), Centro-Oeste brasileiro, cansados da morosidade da justiça, decidiram retomar parte do tekoha (território sagrado) Arroio Koral, localizado no município de Paranhos. Poucas horas depois, nem bem os cerca de 400 indígenas haviam montado acampamento, pistoleiros invadiram o local levando medo e terror para homens, mulheres e crianças.

A ação resultou em indígenas feridos, mas sem gravidade. Além disso, permanece desaparecido o Guarani Kaiowá João Oliveira, que não conseguiu fugir. Com a chegada da Força Nacional os pistoleiros se dispersaram e fugiram.

No momento do ataque, os/as indígenas correram e se espalharam pela mata, no entanto, passados os momentos de pânico, aos poucos os Guarani Kaiowá foram retornando para o acampamento e mesmo se sentindo inseguros e amedrontados pretendem não sair mais de lá.

O Guarani Kaiowá Dionísio Gonçalves assegura que os indígenas estão firmes na decisão de permanecer no tekoha Arroio Koral, mesmo cientes das adversidades que terão que enfrentar, já que o território sagrado reivindicado por eles fica no meio de uma fazenda.

“Nós estamos decididos a não sair mais, nós resolvemos permanecer e vamos permanecer. Podem vir com tratores, nós não vamos sair. A terra é nossa, até o Supremo Tribunal Federal já reconheceu. Se não permitirem que a gente fique é melhor mandarem caixão e cruz, pois nós vamos ficar aqui”, assegurou.

Dionísio informou que no momento as lideranças indígenas estão aguardando a chegada da Polícia Federal no acampamento para iniciar as investigações sobre o acontecido e para a realização das buscas por João Oliveira. “Eles disseram que vinham depois das 12h, estamos esperando por eles e por outros órgãos para resolver o problema”, afirmou.

Conflito fundiário

A batalha pela retomada de terras indígenas não é de hoje no Mato Grosso do Sul. Neste estado, onde se localizam os mais altos índices de assassinatos de indígenas, esta população luta há vários anos pela devolução de terras tradicionais e sagradas. Dentro deste contexto de luta já aconteceram diversos ataques como os de sexta-feira, muitos ordenados por fazendeiros insatisfeitos com a devolução das terras aos seus verdadeiros donos.

O conflito fundiário e judicial que envolve o território sagrado Arroio Koral parecia estar resolvido quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em dezembro de 2009, um decreto homologando a demarcação da terra. No entanto, em janeiro de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), do qual está à frente o ministro Gilmar Mendes, suspendeu a eficácia do decreto presidencial em relação às fazendas Polegar, São Judas Tadeu, Porto Domingos e Potreiro-Corá.

O processo continua em andamento, mas tem caminhado a passos muito lentos, já que ainda não foi votado por todos os ministros. Assim, fartos da morosidade da justiça brasileira, os Guarani Kaiowá decidiram fazer a retomada da terra.

Os indígenas escreveram uma carta para os ministros do Supremo Tribunal Federal e para o Governo Federal em que reivindicam o despejo dos fazendeiros que ainda estão ocupando e destruindo territórios tradicionais já demarcados e reconhecidos pelo Estado brasileiro e pela Justiça Federal e exigem a devolução imediata de todos os antigos territórios indígenas.

“Sabemos que os pistoleiros das fazendas vão matar-nos, mas mesmo assim, a nossa manifestação pacífica começa hoje 10 de agosto de 2012. Por fim, solicitamos, com urgência, a presenças de todas as autoridades federais para registrar as nossas manifestações pacíficas, étnicas e públicas pela devolução total de nossos territórios antigos”, anuncia o último trecho da carta assinada por lideranças, rezadores, mulheres pertencentes ao Povo Kaiowá e Guarani dos acampamentos e das margens de rodovias, ameaçados pelos pistoleiros das fazendas, dos territórios reocupados e das Reservas/Aldeias Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul.

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ADVOGADO DE MARCOS VALÉRIO DESMENTE VEJA: MAIS UMA VEZ REVISTA MONTA REPORTAGEM SEM ENTREVISTA

O publicitário Marcos Valério desmentiu hoje (15), por meio de seu advogado, reportagem de capa da revista Veja, segundo a qual ele estaria disposto a revelar supostas histórias que comprometeriam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do chamado “mensalão”. 
 
A matéria é recheada de declarações entre aspas, mas seus pretensos autores são identificados genericamente como amigos e familiares. As declarações são colocadas na boca do próprio Valério, como se ele tivesse concedido entrevista.
 
“O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria”, disse o advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério no julgamento em curso no STF.
 
“Não sei de onde tiraram isso. Tem que perguntar para o jornalista que escreveu a matéria”, afirmou o advogado. Ele disse não considerar necessário acionar Veja judicialmente. “O próprio perfil da revista torna desnecessário tomar qualquer atitude. O STF, por seus ministros, tem dito que eles julgam de acordo com a prova existente nos autos e não decidem com base em matérias que saem na imprensa. Entendo que essa matéria, que não tem conteúdo relativo a entrevista porque ele não deu nenhuma entrevista, não vai repercutir em nada no julgamento”, argumentou.
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MINISTROS DO SUPREMO LAVAM AS MÃOS E TAMBÉM LIBERAM GILMAR MENDES PARA A CPMI DO CARLINHOS CACHOEIRA

Ayres Britto: não é uma questão do Supremo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também resolveram liberar o Gilmar Mendes para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que apura o crime organizado envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o amigo de Gilmar Mendes, Senador Demóstenes Torres (ex-DEM). Ninguém saiu em defesa dele, pelo contrário, expuseram que isso prejudicou o Supremo.

Em matéria publicada na Folha de S.Paulo, os ministros disseram que o problema de Gilmar Mendes com o ex-presidente Lula é um problema pessoal, ou seja, não é um problema do Supremo. Os ministros da corte entendem que não devem defender Gilmar Mendes.

Os ministros do Supremo tentam se deslocar das atitudes e dos problemas pessoais de Gilmar Mendes. Ninguém, pelo jeito, vai defender Gilmar. O próprio presidente do Supremo, Ayres Britto, disse que foi conversar com Gilmar Mendes, mas não foi dar apoio nem criticar. Ou seja… cuidado!

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avalia que a corte não deve se posicionar em defesa do colega Gilmar Mendes ou contra o ex-presidente Lula. Entre os magistrados, predomina o entendimento de que o encontro entre Lula e Gilmar não foi um episódio institucional, mas pessoal. (Texto integral para assinantes)

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DILMA ROUSSEFF ENTREGA GILMAR MENDES PARA A CPMI COM DIVULGAÇÃO DE NOTA DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA
ATO FALHO SENSACIONAL: GILMAR MENDES FICOU “EUFÓRICO” AO SABER QUE IRIA SE ENCONTRAR COM LULA, REVELA REPORTAGEM DE O GLOBO
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE
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