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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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CORREGEDORA DO CNJ, ELIANA CALMON, TENTA CONTER CORRUPÇÃO E O ESTADÃO E A FOLHA DIZEM QUE HÁ CRISE NO JUDICIÁRIO

Eliana Calmon: o poder da democracia

A corregedora Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para combater a corrupção no judiciário, está sendo linchada moralmente pelas associações de magistrados e a imprensa diz que há crise no judiciário. Há crise na imprensa. Há uma crise de valores.

Associações que estão tentando impedir as investigações legais do CNJ ganham espaço como se fosse uma disputa onde não há quem tem razão, onde não há quem defende os interesses republicanos contra os interesses corporativos.

Veja, até o presidente do CNJ, Cezar Peluso, que também não quer que o CNJ investigue os juízes, recebeu R$ 700 mil de auxílio-moradia com tanta gente sem ter onde morar no Brasil. Uma coisa não tem a ver com a outra? Sim, tem tudo a ver. É por isso e por outros que não tem dinheiro para investir em favelas, melhorar a qualidade de vida da população. Segundo pesquisa recente do IBGE, são quase 12 milhões de pessoas em moradias irregulares, favelas etc e o presidente do Supremo recebe R$ 700 mil dos cofres públicos de auxílio-moradia. Há uma crise moral na justiça e não uma crise na justiça.

Os editores da grande mídia sabem, pelo menos deveriam saber, que o CNJ foi um anseio da sociedade brasileira diante da corrupção e do abuso de poucos juízes. O CNJ não foi o sistema que se idealizou na época. Era para ser um controle externo do judiciário, não controlado pelos próprios juízes.  Mesmo assim, a presença da corregedora Eliana Calmon  e do ex-corregedor Gilson Dip, juízes de formação, mostrou que há privilégios inaceitáveis na magistratura, ainda que legais !!!, além dos poucos casos de corrupção mesmo.

As associações de magistrados tentam manter os privilégios absurdos de uma pequena casta de juízes e a imprensa diz que há crise no judiciário.

As associações entram com ações seguidas e orquestradas contra a corregedora do CNJ e ganham o mesmo espaço dos defensores dos valores republicanos, talvez até mais. Falta utopia para a construção de um país mais justo.

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DANIEL DANTAS ZOMBA DA MAGISTRATURA

Veja só as rugas de preocupação de Dantas com os juizes brasileiros

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O banqueiro Daniel Dantas não diz uma palavra diante de juízes e delegados, mas solta o verbo na CPI do Granpo, armada por uma bancada amiga; uma CPI que coloca juízes e acusados no mesmo nível, no mesmo plano.

Com essa atitude, Dantas zomba e desdenha de Juízes, desembargadores, magistrados, procuradores, delegados e todo o aparato da justiça brasileira.

Ele faz isso porque sabe que tem “facilidades” no Supremo Tribunal Federal, instância que lhe concedeu dois habeas corpus em 48 horas pelas mãos de Gilmar Mendes. Instância que agilmente altera a lei para melhorar as condições dos criminosos.

A atitude de Dantas é um direito constitucional; um direito de impedir a investigação. A atitude de Dantas fala diretamente aos juízes honrados do Brasil. Imagino o que esses juízes estão pensando agora. Dantas prendeu a magistratura, Dantas subjugou a magistratura.

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