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MANIFESTAÇÕES E PROTESTOS NO BRASIL FORAM TEMA DE PROGRAMA HUMORÍSTICO DA TV NORTE-AMERICANA COMEDY CENTRAL

MAINARDI, DA REVISTA VEJA, É CONDENADO A TRÊS MESES DE PRISÃO POR INJÚRIA E DIFAMAÇÃO

Do blog do Amorim

JUSTIÇA CRIMINAL DE SP CONDENA MAINARDI

José Rubens Machado de Campos, advogado de Paulo Henrique Amorim, acaba de informar: “A 13ª. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento à apelação de Paulo Henrique Amorim para condenar Diogo Mainardi como incurso nas penas dos crimes de difamação e injúria como capitulados nos artigos 139 e 140 do Código Penal, em razão dos ataques e ofensas contidos em artigo intitulado ‘A Voz do PT’, da revista ‘Veja’, de 6 de setembro de 2006, acolhendo parecer do Ministério Público em segunda instância e a sustentação feita pela ilustre Procuradora Marilisa Germano Bortolin. O desembargador relator Miguel Marques e Silva acatou o apelo e foi acompanhado pelos demais desembargadores Sanjuan França e França Carvalho.”

A pena é de 3 meses e 15 dias de detenção e pagamento de 11 dias de multa, ou substituição da pena privativa de direitos por três salários mínimos, como incurso nos artigos 139 e 140 do Código Penal. Com isso, Diogo Mainardi perde a primariedade, o que significa que, se for condenado de novo, poderá ir preso. Cabe recurso ao STJ.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, em segunda instância, em 6 de agosto de 2008, condenou Diogo Mainardi e a Editora Abril, editora da revista “Veja”,  a pagar 500 salários mínimos a Paulo Henrique Amorim, por danos morais. (Veja o parecer do procurador no site do Amorim)

JORNALISMO NO FUNDO DO POÇO: DEMARCO REVELA O SISTEMA DANTAS DE COMUNICAÇÃO COM ATTUCH, CHAER E MAINARDI

O Supremo Tribunal Federal está para decidir sobre a necessidade do diploma para jornalistas. Se o jornalismo com diploma já está desse jeito (veja abaixo), imaginem sem o diploma.  O que precisaria é de um Conselho Federal de Jornalismo para analisar esses casos abaixo.

DIREITO DE RESPOSTA
A imprensa de Dantas

Por Luiz Roberto Demarco em 12/8/2008

Há quase uma década travo uma disputa jurídica com Daniel Dantas. A iniciativa foi dele, e a vitória foi minha. O modus operandi de Dantas, revelado fartamente pela imprensa brasileira no bojo da Operação Satiagraha, não é novidade para mais de uma dezena de juízes britânicos que, em diversas instâncias, sentenciaram os irmãos Dantas e colaboradores do Opportunity como “mentirosos”, “defraudadores”, “desacatadores de ordem judicial” etc.

As sentenças são definitivas e inapeláveis. As de última instância estão disponíveis no site do Her Majesty Privy Council (Suprema Corte Britânica) e constituem jurisprudência [ver aqui (item 44) e aqui (item 16)].

Sou proprietário de empresas de tecnologia de software de internet. Comecei do zero, não tive herança, não tenho dívidas e nunca tive qualquer tipo de financiamento público, ajuda de bancos estatais ou de fundos de pensão. Minhas empresas atendem a mais de 400 clientes em 18 países, sendo que 98% desses clientes, com suas receitas respectivas, são provenientes do setor privado. Não tenho ligação com nenhum partido político, não possuo ONG, nem “Lojinha do PT”. Uma de minhas empresas é fornecedora de software de comércio eletrônico, utilizado por inúmeros clientes, avaliado em 2002 também pelo PSDB e pelo PFL, e o sistema é hoje modelo-base da disputa eleitoral americana na internet.

A introdução acima se faz necessária, para entender melhor as motivações da imprensa que opera a serviço dos interesses de Daniel Dantas. Entre um punhado de cunhados cúmplices e um exército de advogados milionários, a imprensa se tornou o principal baluarte de Dantas para operar suas estratégias pouco ortodoxas, visando manipular a opinião pública com o intuito de influenciar os poderes institucionais constituídos.

O trio ACM

A imprensa de Dantas é alicerçada no tripé ACM (Attuch, Chaer, Mainardi). Com seus estilos próprios, esses três jornalistas convergem de forma concatenada para atender aos desejos do banqueiro, há anos.

Leonardo Attuch é do inner circle de Dantas. Vai além de escrever centenas de notas e matérias alinhadas 100% com os interesses e as teses pirotécnicas do banqueiro. Tornou-se uma espécie de lobista junto a jornalistas, ligando para as redações ou colocando palavras na boca de seus entrevistados, como denunciou recentemente um italiano ao revelar suas trocas de e-mails com Attuch.

Em março de 2007, a Folha de S.Paulo noticiou que Daniel Dantas comprara 51% da Editora Três, onde trabalha Attuch. Na ocasião da compra os salários estavam atrasados e os jornalistas estavam em greve. Oficialmente a venda não ocorreu, nem para Dantas nem para outro comprador. Mas, ao que se sabe, desde então as contas da Editora Três estão em dia.

Diogo Mainardi sacrificou sua posição de colunista popular para escrever as teorias de Dantas sobre um inquérito italiano. São inúmeras colunas e podcasts sobre o assunto, enquanto seus próprios leitores o jogavam para o esquecimento na seção de Cartas da Veja. Ele me incluiu entre os seus alvos principais, com uma série de calúnias e difamações baseadas em ilações e insinuações falsas, cujo principal objetivo era ajudar Dantas a tentar se safar do Caso Kroll, do qual sou vítima e assistente da acusação.

Em 28/04/2005, Dantas fez um negócio com a Telecom Itália. Levou 50 milhões de euros a troco de nada. O negócio não saiu e o dinheiro nunca foi devolvido. Nem o principal, nem a comissão milionária paga ao seu amigo Naji Nahas. O assunto atinge em cheio um atual ministro de Estado. Mainardi tenta valer-se politicamente da questão italiana, mas nunca tocou no seu cerne – os 50 milhões de euros pagos a Dantas e sua relação com um ministro do governo que ele ataca.

O trio ACM (Attuch, Chaer, Mainardi) escreve as estórias em sincronismo. No dia 29/7/2008, Márcio Chaer escreveu neste Observatório um artigo [“A imprensa quer culpados“] que pretendia transformar em réus o delegado, o promotor e o juiz que prenderam Daniel Dantas. No mesmo dia, Mainardi ataca uma procuradora do MPF. Ambos usam a palavra “fascismo” nos seus textos. O artigo de Chaer teve 190 comentários, quase todos contrários ao articulista. Ao invés de debater seus pontos de vista, Chaer preferiu fazer o que faz quando monta notícias que interessam a Daniel Dantas. Atribuiu a autoria de comentários negativos sobre ele, como se tivessem sido feitos por mim. Claro que a verdade não o favorece. No passado, Leonardo Attuch forjou, junto com gente do Opportunity, o mesmo tipo de ataque, e a Justiça não lhes deu razão. Coincidentemente, a desqualificação é a principal linha de atuação de Dantas contra tudo e todos que contrariam seus interesses.

Jornalismo dublê

Dentro do trio ACM, sem dúvida aquele que mais se distancia de qualquer juramento do jornalismo é Márcio Chaer. Não se sabe se ele é jornalista, empresário ou assessor de imprensa. Ele mesmo assina ora como uma coisa, ora como outra. É proprietário da Dublê Editorial Ltda., que edita a revista eletrônica Consultor Jurídico. Em seu site a revista se define como “uma publicação independente sobre Direito e Justiça”, traz Márcio Chaer como Diretor e membro do Conselho Editorial, e avisa que a redação funciona na Rua Wisard 23, na Vila Madalena, em São Paulo.

No mesmo endereço funciona a assessoria de imprensa de Chaer, a Original123. O site mostra o próprio comandando a assessoria. Ou seja, o mesmo personagem que escreve artigos como jornalista, assessora os que são noticiados nos seus artigos, que lhe pagam como assessor de imprensa.

Em novembro de 2007, o site da Original trazia uma relação de seus clientes. Mais de 80% eram advogados, interessados obviamente na publicação ou omissão das notícias “independentes” do Consultor Jurídico de Márcio Chaer. Vários desses advogados aparecem em uma representação da Brasil Telecom à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por superfaturamento de honorários. Entre eles, conforme noticiado, José Luis Oliveira Lima, advogado de Chaer, que recebeu R$1,05 milhão da BrT para defesa de interesses de Daniel Dantas. Outro cliente, Wald Advogados, recebeu R$18,8 milhões em honorários da Brasil Telecom, por 15 meses de trabalho entre 2004 e 2005. No expediente do ConJur aparece ainda um outro advogado de Dantas – Alberto Zacharias Toron – como “colaborador”.

Em 05/08/2003, Chaer enviou proposta a Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas e preso por flagrante de suborno de um delegado da PF. Na proposta, intitulada “Serviço de Imprensa”, o jornalista se prontificava a desenvolver trabalho de acompanhamento do contencioso da Brasil Telecom “de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia” e a criar, na internet, um “canal de comunicação com a comunidade jurídica – em especial, com a Magistratura – para oferecer subsídios e argumentos técnicos que possam ser usados em favor da Brasil Telecom no meio judicial, seja em julgamentos, seja para formar o convencimento de juízes“.

No site atual da Original a lista de clientes desapareceu. Uma busca detalhada no ConJur, das notícias relacionadas aos advogados clientes da Original e dos clientes desses advogados, revela, na parcialidade e na omissão, onde estão os verdadeiros compromissos de Chaer. Se se juntar isto a uma análise detalhada das origens e destinos dos honorários superfaturados dos advogados de Daniel Dantas, evidencia-se uma boa oportunidade para a manifestação da Fenaj, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF).

Estado de corrupção

Não vivemos em um “Estado Policial” como alguns querem fazer crer. O Brasil vive verdadeiramente um “Estado de Corrupção”. O país perde, por ano, 160 bilhões de reais com corrupção e fraude, puxados principalmente pelos crimes de colarinho branco. Isso daria para construir cerca de 2 mil hospitais, 4 mil escolas ou 5 milhões de casas populares. São recursos desviados ilegalmente de brasileiros pobres para criminosos inescrupulosos com dinheiro, formação acadêmica, terno e gravata. A Constituição prevê que todos os brasileiros sejam iguais perante a lei, não importando se eles são banqueiros, advogados, jornalistas ou dublês. (Observatório da Imprensa)

Paulo Henrique Amorim faz comentários sobre esse textos

MAINARDI PROCESSA MAIS UMA VEZ NASSIF; VEJA NÃO GOSTA DE LIBERDADE DE IMPRENSA… DOS OUTROS

Diogo Mainardi processa Luis Nassif por série de textos publicados em blog

Redação Portal IMPRENSA

O jornalista Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, publicada pela Editora Abril, está processando o portal iG e o jornalista Luis Nassif por danos morais.

Em fevereiro deste ano, Nassif postou uma série de textos em seu blog relacionando os jornalistas Diogo Mainairdi, Lauro Jardim, Mário Sabino e Eurípedes Alcântara. Juntos, eles formariam o “quarteto de Veja”.

Essa relação entre os quatro serviria para favorecer um esquema criado pela revista, em que se estabeleceria ligação direta com o banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Um trecho do blog de Nassif diz: “O trio se tornava, então, o quarteto de Veja, que dali por diante, entraria de cabeça na campanha em favor de Daniel Dantas. Nesse jogo, o papel mais ostensivo passaria a ser desempenhado por Diogo Mainardi”.

A defesa do autor da ação alega que Nassif deve ser condenado porque “além de Mainardi ser acusado em campanha a favor do banqueiro, o que já configuraria claras ofensas”, ele é também apontado como “inescrupuloso, ávido pelas benesses que a exposição jornalística trazia”.

Além da indenização por danos morais, o colunista da revista da Editora Abril quer a retirada das informações relacionadas a ele do blog e a publicação da eventual sentença condenatória no iG.

As informações são do site Consultor Jurídico

Comentário

A revista tem 1,2 milhão de exemplares. Alguns de seus articulistas têm autorização para matar: a Abril banca o advogado e as condenações. No site da Veja, contrata-se blogueiro para os ataques mais baixos e desqualificados. Garante-se advogado e pagamento da condenação pecuniária dos profissionais contratados para a tarefa. Condenação criminal é quase impossível, em virtude dos prazos dos processos.

Na outra ponta, busca-se calar os críticos entupindo-os de injúrias (em 1,2 milhão de exemplares) e processos. São custos altos para a defesa e custos altos para as ações contra a revista.

É o gigante contra a pessoa física. Só que não irão me dobrar. E não me farão apelar para baixarias, que continuarão exclusividade da Veja e de seus profissionais.

Essa pressão mostra, além disso, a real dimensão desse rapaz, o Mainardi. Sua força reside exclusivamente no direito de escrever o que quiser para 1,2 milhão de exemplares – e ter as condenações bancadas pela Abril. Quando confrontado com a polêmica, ainda que desproporcional – um Blog contra a maior revista do país – demonstra sua fragilidade e sua real natureza: uma pessoa pequena e assustada. (Luis Nassif)

Leia texto integral no site do Luis Nassif

NASSIF: DIOGO MAINARDI E VEJA CADA DIA MAIS ENROLADOS

A confissão de Mainardi

Por Luiz Nassif

De modo surpreendente, no seu podcast de hoje (29/07) Diogo Mainardi acabou entregando o jogo em que se meteu no caso Opportunity. leia aqui ou ouça aqui:

“Li que a procuradora Anamara Osório cuida do caso Kroll, a empresa contratada por Daniel Dantas para espionar a Telecom Italia. Nesse caso, antes de me acusar de maneira absurdamente leviana, ela deveria ter se informado a meu respeito com a antiga diretoria da Telecom Italia, aquela que combateu a Kroll. Isso teria evitado que ela quebrasse a cara de um jeito vexaminoso. Paolo dal Pino, o presidente da Telecom Italia na época da batalha contra Daniel Dantas, é meu amigo fraterno. Nossa amizade sempre me impediu de considerá-lo uma fonte. Mas ele acompanhou de perto meu trabalho. E me apresentou a uma penca de dirigentes da Telecom Italia. Com o tempo, esses dirigentes se tornaram minhas fontes, e me ajudaram a entender o que ocorria no setor de telefonia, fornecendo-me documentos e testemunhos diretos do envolvimento da companhia com o governo. Daniel Dantas? Daniel Dantas era o inimigo dessa gente toda. O inimigo de minhas fontes.”

O curioso é que, no ataque que fez contra mim na Veja, Mainardi me acusa de trabalhar para a Telecom Itália – o mesmo grupo que ele admite, no podcast, ser sua fonte através do seu fraterno amigo, dal Pino. Em todo esse período joga com a confusão para obter álibis. Chega a hora em que a esperteza acaba por comer o esperto – para usar um provérbio mineiro.

Em “O Caso de Veja”, no capítulo “O quarteto de Veja” (escrito meses e meses atrás) situo claramente o momento da adesão de Veja e Mainardi a Daniel Dantas.

Em meados de 2005, provavelmente entre maio e junho, a relação se amplia. 18 de maio de 2005 é a data do último ataque (de Veja) a Dantas; 15 de junho de 2005 o início ostensivo da mudança de rota.

No dia 28 de abril de 2005 foi anunciado o acordo entre a Telecom Itália e Daniel Dantas, amplamente noticiado na imprensa.

Leia aqui na “Folha”:

A paz entre o banco Opportunity e a Telecom Italia foi selada ontem. O acordo custou 341 milhões, cerca de R$ 1,2 bilhão, aos italianos e a renúncia do Opportunity ao controle da Brasil Telecom, operadora de telefonia fixa da região Centro-Oeste.

Ou seja, quando Mainardi entrou de cabeça no jogo, ao contrário do que ele tenta passar, Telecom Italia e Opportunity já tinham se tornado aliados. E o mentor da aliança, do lado italiano, foi justamente seu fraterno amigo Paolo dal Pino. Sua  outra fonte, conforme ele próprio já admitiu, era Daniel Dantas.

Na época, Mainardi fazia o jogo de Dantas; e fazia o jogo da Telecom Italia. E fazia porque a Telecom Italia passou a fazer o jogo de Dantas.

No recente episódio do Inquérito italiano, e sua tentativa de influenciar o Inquérito da Kroll, no Brasil, o jogo só tinha um lado interessado, Daniel Dantas, já que a parceria com os italianos se encerrou há tempos e eles só estão envolvidos no inquérito que corre na Itália.

Não sei se por pânico ou o quê mais, por desespero atrás de um álibi qualquer, Mainardi acabou entregando-se de bandeja, jogando com datas e imaginando que o engodo passaria em branco.

MAINARDI E VEJA SÃO ACUSADOS DE PERTENCER À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DE DANTAS

Todo mundo está querendo saber: Onde está a anta? Alguém viu uma anta por aí?

O relatório do delegado Protógenes Queiroz, encaminhado ao Juiz Fausto Martin de Sanctis – que serviu de base para o pedido de prisão de Daniel Dantas e outros réus – acusa diretamente as revistas IstoÉ Dinheiro e Veja e os jornalistas Leonardo Attuch, Lauro Jardim e Diogo Mainardi de colaborarem com uma organização criminosa. Mainardi é explicitamente apontado como “jornalista colaborador da organização criminosa”.

O nome do documento é “Relatório Encaminhado ao Juiz Federal Fausto Martin de Sanctis”. É o Inquérito Policial 12-0233/2008. Nele consta Procedimento Criminal Diverso no. 2007.61.81.010.20817.

Foi preparado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros do Departamento da Polícia Federal

Leia o texto completo no site do Nassif

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