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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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HÁ ALGO DE ESTRANHO NA LAVAGEM CEREBRAL QUE A GLOBO FEZ NA SOCIEDADE COM A MORTE DE CINEGRAFISTA

As imagens mostradas durante a semana do autor de lançar o rojão são muito diferentes da pessoa (Caio Silva de Souza) que foi presa como autora do acidente(Continue lendo…)

MOVIMENTO PASSE LIVRE ENCERRA MANIFESTAÇÕES PELO PAÍS POR CAUSA DA VIOLÊNCIA CONTRA MANIFESTANTES DE PARTIDOS

MPL  acusa direita por “ar fascista” de protesto

Do site 247

Em nota, Movimento Passe Livre anunciou que deixou a manifestação na noite desta quinta-feira em São Paulo e criticou o oportunismo no ato: “O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial”

247 – Depois de convocar o Brasil todo para se unir à onda de manifestações pelo país, o Movimento Passe Livre (MPL) deixou o protesto no meio da noite desta quinta-feira na capital paulista.

Em nota divulgada na rede social Facebook na madrugada desta sexta-feira (21), criticam a violência contra grupos que não pertencem ao MPL e que também participaram da marcha de quinta (20) nas ruas de São Paulo.Segundo o professor Lucas Monteiro, 29 anos, integrante do MPL, o movimento “não abandonou” os manifestantes. “A gente saiu porque a manifestação cumpriu com a obrigação dela, que era de comemorar a redução da tarifa.”Pedro criticou alguns grupos que estavam na manifestação. “Militantes de extrema direita querem dar ares facistas a esse movimento”, afirmou. Para Lucas, “a hostilidade sempre existiu”.Leia o texto publicado no perfil do MPL no Facebook:O Movimento Passe Livre (MPL) foi às ruas contra o aumento da tarifa. A manifestação de hoje faz parte dessa luta: além da comemoração da vitória popular da revogação, reafirmamos que lutar não é crime e demonstramos apoio às mobilizações de outras cidades. Contudo, no ato de hoje presenciamos episódios isolados e lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos.
O MPL luta por um transporte verdadeiramente público, que sirva às necessidades da população e não ao lucro dos empresários. Assim, nos colocamos ao lado de todos que lutam por um mundo para os debaixo e não para o lucro dos poucos que estão em cima. Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto.
O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.
Toda força para quem luta por uma vida sem catracas.
MPL-SP

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SÓ A DEMOCRACIA PERMITE MANIFESTAÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO

Democracia é antídoto contra corrupção

As marchas contra a corrupção só podem acontecer em uma democracia. Só a democracia expõe a corrupção, só a democracia expõe o poder judiciário.

Democracia é antídoto contra corrupção e é por isso que as falcatruas podem ser expostas como estão atualmente. Isso é sinal de que a democracia brasileira está dando certo.

Manifestantes contra a corrupção que são simpatizantes de regimes autoritários são na verdade a favor da corrupção. O autoritarismo e as ditaduras são as formas mais eficazes de  se praticar a corrupção.

Os regimes ditatoriais só são implantados porque grupos poderosos não estão conseguindo corromper o Estado. Então, usam armas para se apropriarem dos recursos públicos. Chile, Argentina, Brasil, Líbia, Egito, todos os regimes autoritários nesses países significaram e significam a instalação da corrupção.

Somente na democracia é possível tirar a corrupção que está debaixo do tapete.

Atualmente há muito menos corrupção no Brasil e se ela aparece é porque a nossa democracia está conseguindo combatê-la, expô-la, ainda que o poder judiciário não se dê conta que vivemos uma democracia.

O poder judiciário age como se estivéssemos sobre um regime autoritário, visto que não dá satisfação à nenhuma instituição democrática. Falta à democracia brasileira uma prestação de conta do poder judiciário.  O  CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que está combatendo a corrupção no judiciário,  é uma criação da democracia. A liberdade de expressão e de imprensa é uma criação da democracia, então não há combate à corrupção sem democracia.

No atual estado da sociedade brasileira e mundial, essas marchas de leitores da Veja e da Folha, como anotou Eduardo Guimarães, só tendem a ter um efeito inverso ao que teve nos anos que precederam a ditadura militar.  Essas manifestações tendem, mesmo que eles não tenham esse interesse, em fortalecer ainda mais a democracia. A ferida da ditadura ainda está aberta no Brasil.

Não podemos ter receio da marcha contra a corrupção, mas é preciso evitar que o discurso autoritário e reacionário tome para si o discurso moralista de combate a corrupção. Só a democracia combate a corrupção.

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GRÉCIA JUNTA-SE AO CORO DOS INDIGNADOS E FAZ GREVE GERAL CONTRA PLANO DE AUSTERIDADE PROPOSTO PELO GOVERNO

Os "indignados" gregos

Os principais sindicatos com apoio das forças de esquerda da Grécia iniciaram ontem uma greve geral contra as medidas de austeridade propostas pelo governo para conter a crise que o país atravessa há algum tempo. As medidas que o parlamento grego pretende aprovar fazem parte de um pacote de exigências imposto pela União Europeia e pelo FMI para que uma última ajuda financeira possa ser liberdada para o país.

Em outras palavras, o cenário das manifestações populares que se espalham pelo mundo tem quase sempre o mesmo pano de fundo: os governos nacionais estão ajoelhados diante das exigências internacionais e para isso privatizam toda a economia do país, demitem metade dos funcionários, cortam gastos ao extremo e estilhaçam a soberania nacional. A população, no entanto, não pretende se curvar e grita em defesa da democracia e da liberdade. Assim ela fez na Espanha, em Portugal e agora faz na Grécia.

No entanto, as manifestações populares parecem não estar surtindo grande efeito sobre os governos, eles continuam apequenados diante dos poderosos de fora e arrogantes diante do grito revolucionário que vem de dentro. Os grupos de esquerda precisam refletir sobre esse ponto e fazer-se ouvir de fato por meio de estratégias consistentes de ação, como lembra artigo que vem abaixo. De qualquer forma, as manifestações estão acontecendo e preparam o presente em direção a um futuro melhor com menos arbitrariedade política e mais consciência democrática.

Veja dois trechos de textos sobre o assunto:

A esquerda orgânica e as manifestações de rua
Por Milton Temer

A esquerda mundial tem que tirar consequências do que está ocorrendo na Grécia. O povo assalariado, junto aos setores progressistas da sociedade civil organizada, ocupa as praças diante de um parlamento que não se vexa em se submeter aos ditames da dupla conservadora – Sarkozy e Merkel -, porta-voz da indústria financeira da Europa continental (com o apoio dos reacionários do outro lado do Canal da Mancha).

Esse parlamento não tem maioria de direita. Pelo contrário. É formado uma maioria Pasok – dita socialdemocrata – que derrotou o governo reacionário, responsável por fraudes nas contas públicas, distorcendo dados oficiais, e ocultando dívidas contratadas por segmentos privilegiados do grande capital, com ônus repassados ao setor público.

Essa maioria socialdemocrata, ao invés de denunciar o caráter lesivo dos acordos anteriores, a ele se submete, reproduzindo práticas que outrora necessitavam de golpes militares, torturas e assassinatos de opositores para garantir a privatização do lucro, com a socialização do prejuízo – modelo muito bem definido por Noam Chomsky como “socialismo dos ricos”. (Texto completo)

Grécia: sindicatos fazem greve geral contra plano de austeridade
Da Redação

Os principais sindicatos da Grécia iniciaram nesta terça-feira (28) uma greve geral de 48 horas em repúdio às medidas de austeridade propostas pelo governo. O movimento recebe a adesão de diversas forças de esquerda do país, entre elas, dos militantes do Partido Comunista Grego (KKE). Na segunda-feira (27), o primeiro-ministro grego, George Papandreou, discursou pedindo apoio para a aprovação das medidas que devem ser votadas no Parlamento até quinta-feira (30).

O pacote inclui cortes orçamentários, aumento de impostos e privatizações e faz parte de uma série de exigências feitas pela União Europeia e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) para liberar a última parcela — de 12 bilhões de euros (R$ 27 bilhões) — de um pacote de resgate.

Papandreou insiste que o plano de austeridade é a “única chance” de colocar a Grécia “de pé novamente” e tirá-la da crise em que se encontra. Mas as medidas enfrentam resistência da sociedade grega. A previsão é de que ocorram nesta terça várias manifestações em cidades da Grécia. Pelo menos cinco mil policiais foram deslocados na região de Atenas.

A greve geral deve comprometer o funcionamento da maioria dos serviços públicos, inclusive os aeroportos e linhas de trens. O novo ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, disse que os cortes propostos são “injustos”, mas necessários. O ministro apelou aos partidos políticos para que trabalhem pelas medidas para construir uma “força nacional maior”. (Texto completo)

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POLÍCIA PAULISTANA PARECE TER ELEITO A REPRESSÃO COMO MÉTODO

Pelo menos três bombas de gás lacrimogêneo foram jogadas para dispersar os manifestantes

Primeiro foi com os manifestantes que protestavam contra o aumento na tarifa de ônibus, agora, a eficiente polícia paulistana quis testar seus ótimos métodos com os participantes da “marcha da maconha” que reuniu mais de mil pessoas no último sábado na Avenida Paulista. Independente da legalidade da manifestação, que havia sido proibida dias antes, a polícia não tem o direito de agir com a violência que tem demonstrado nos últimos episódios.

As pessoas têm o direito de se manifestar. Não importa se o motivo é justo ou não, mas a manifestação é uma prerrogativa da democracia que, jamais, em seu sentido original, pode sufocar a voz da população. Se esta não é ouvida, fala como pode, se o governo não quer ouvir ou simplesmente considera irrelevantes as reivindicações, o mínimo que se espera de um estado democrático é que ele ao menos deixe as pessoas falarem. O fato é que a polícia de São Paulo parece não querer conversa, prefere a violência ao diálogo e as últimas imagens que tem se visto o demonstram muito bem.

Veja trecho de notícia publicada originalmente pelo Terra.com e republicada pelo Brasil de Fato com vídeo trazendo as cenas da ação da polícia junto aos manifestantes:

PM reprime marcha da maconha com violência
Mais de mil pessoas estiveram presentes na manifestação realizada na Avenida Paulista
Terra.com

A Polícia Militar impediu por volta das 15h deste sábado a passeata do grupo organizador da Marcha da Maconha, proibida pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça. Após a decisão judicial, os manifestantes se reuniram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para realizar uma passeata pela liberdade de expressão. No mesmo local, cerca de 20 pessoas fizeram uma pequena manifestação contra a droga. Por volta das 15h, a tropa de choque da PM jogou ao menos três bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo que se deslocava pela avenida Paulista.

De acordo com o capitão Benedito Del Zecchio Junior, o fim da passeata foi definido com base na decisão judicial. Pelo menos duas pessoas foram detidas, e ainda não há informações sobre um possível confronto entre o grupo e a polícia. (Texto completo)

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POLÍCIA REPRIME COM VIOLÊNCIA MANIFESTAÇÃO DA POPULAÇÃO CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO

Eis os “gentis” métodos da polícia paulistana! Neste caso, as imagens falam mais do que as palavras e já demonstram o caráter violento que perpassa grande parte das ditas autoridades brasileiras. É assim que eles pretendem garantir a paz e lutar por uma sociedade mais justa e menos violenta. Imagina se não fosse! E assim a questão social segue no Brasil como eterno caso de polícia!

Abaixo vídeo e texto publicado no blog Vi o Mundo:

COMUNICADO DO SINTUSP FRENTE À BRUTAL REPRESSÃO AO ATO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS EM SP

A Policia Militar desferiu na tarde de hoje, 13 de janeiro de 2011, uma truculenta repressão contra cerca de mil pessoas, que se manifestavam em ato contra o inadmissível aumento da passagem de ônibus, anunciada pelo prefeito Gilberto Kassab, do DEM, para R$ 3,00.

O ato, convocado pelo MPL – Movimento Pelo Passa Livre – saiu do Teatro Municipal e, quando estava na Av. Ipiranga, a repressão começou. Os estudantes, trabalhadores, integrantes dos movimentos sociais, e a população, que aderiu ao ato espontaneamente pela justeza de sua demanda, foram repentinamente e violentamente reprimidos com balas de borrachas e bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.  Não contentes com esta truculência, os policiais saíram em rondas, perseguindo as pessoas, e dando continuidade às agressões. O saldo são 30 pessoas presas no 3º Distrito Policial, e cerca de 10 estudantes feridos.

Não bastasse isso, os policiais saíram em rondas, seguindo com as agressões e prendendo dezenas de manifestantes, que nesse momento estão no 3º Distrito Policial.Enquanto a desgraça das famílias atingidas pelas enchentes se repete mais uma vez, a polícia do governador Geraldo Alckmin reprime os estudantes que se colocam ao lado do povo pobre desse país, que é quem sofre com as enchentes, com os aumentos do transportes e o  caos da saúde.

O prefeito de SP Kassab e seu aliado Alckmin demonstram que quando se trata de agir contra a tragédia das enchentes que lançam as famílias na miséria, a ação não existe. Porém, quando se trata de agir contra os trabalhadores, estudantes e jovens que se mobilizam pelos seus direitos a resposta é rápida. E vem sob a forma de bombas , cacetetes e balas de borracha. (Texto Completo)

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