Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Marcio Pochmann

PROJETO DO CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, JONAS DONIZETTE, QUE REGULARIZA TRABALHO INFANTIL A PARTIR DOS 7 ANOS GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL

Campinas: Justiça mantém divulgação de projeto que liberava trabalho infantil

Rede Brasil Atual

Criança trabalhando ou na escola?

Candidato Jonas Donizette (PSB) apresentou proposta em 1997, como vereador, para transformar garotos de rua em ‘carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros’

São Paulo – A Justiça Eleitoral recusou o pedido de liminar apresentado pelo candidato do PSB à prefeitura de Campinas, Jonas Donizette, para barrar a divulgação de um projeto de lei de autoria dele que permite a prática do trabalho infantil na cidade do interior paulista. Na última terça-feira (23), Donizette apresentou o pedido afirmando que era equivocada a versão divulgada pela campanha do adversário, Márcio Pochmann (PT), de que a proposta liberava atividades trabalhistas de crianças a partir de sete anos.

Crianças trabalhando ou na escola?

Ontem, o juiz Mauro Fukumoto, da 379ª Zona Eleitoral, afirmou que “não são inverídicas as afirmações” divulgadas durante a disputa eleitoral. Apelidado de “Menores da feira”, o projeto apresentado quando Donizette era vereador tenta colocar em atividade crianças e jovens em situação de rua. O artigo 2º tem a seguinte redação: “O Programa ao ser implantado consistirá de três etapas distintas: diagnóstico, abordagem da criança e do adolescente naquele meio, e a organização dos meninos (as) maiores de 07 (sete) anos, formando grupos de: carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros”.

Para o magistrado, a contestação de Donizette não tem valor, uma vez que a redação “deixa clara” a intenção do projeto, que chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Campinas, mas acabou sendo considerado inconstitucional. “Não há na lei qualquer estímulo à frequência à escola, ou qualquer perspectiva de retirar a criança da situação de rua”, acrescenta o juiz.

Leia mais em Educação Política:

A DIFÍCIL BATALHA DE MARCIO POCHMANN E A MEMÓRIA DE ANTÔNIO DA COSTA SANTOS, O TONINHO DO PT

Toninho, ao lado de Lula, são emblemáticos do movimento PT

Ele é professor universitário, pertence aos quadros do PT, nunca exerceu cargo legislativo, já exerceu cargo no executivo e quer ser prefeito de Campinas (SP). Poderíamos estar falando de Márcio Pochmann, que disputa o segundo turno das eleições para prefeito de Campinas, mas poderíamos estar falando também de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, na disputa eleitoral de 2000, há 12 anos. Perfis semelhantes, mas em épocas diferentes.

Apesar de toda a crítica contra o PT naquela virada do milênio, nada se compara ao posicionamento da mídia após vitória de Lula para a presidência da República em 2002. Hoje busca-se criar o ódio de um movimento social que resolveu enfrentar, via política, as mazelas do país.  Márcio Pochmann tem uma batalha tão difícil quanto a de Toninho, mas poderá ter mais força se resgatar essa memória do partido que buscava a igualdade social e a justiça. Toninho é um símbolo para o PT e para a população de Campinas. Ele representou o projeto utópico e necessário que o Partido dos Trabalhadores trouxe para a sociedade brasileira.

Neste ano,  diante do grande número de abstenção e voto nulo na eleição, é comum escutar pelas ruas de Campinas que os políticos não prestam, que bom mesmo era o Toninho do PT.  E dizem: “Toninho sim queria fazer alguma coisa pela cidade e por isso o mataram”. Provavelmente essas mesmas pessoas diriam, se Toninho estivesse vivo, que ele também era um político como os outros. No entanto, após sua morte, ele surge como o sonho que não se realizou porque o sonho nunca acontece para quem não acredita na vida.

Toninho sofreu bastante na mão da imprensa, era criticado dia sim, dia sim. Não a crítica pertinente, mas a crítica partidarizada que todos conheceram nesses anos do governo Lula. Toninho era demonizado como tentam demonizar Lula.  E provavelmente Toninho não seria a unanimidade que se tornou após sua morte se hoje estivesse na política da cidade.

E se tornou uma figura emblemática porque carregava em si o sonho de muita gente, campineira ou não, que acreditou que através da política é possível transformar a sociedade. Toninho foi um obstinado utópico, um tipo de homem que poucos têm a coragem de ser. Muitos preferem a indiferença, ser deslumbrado e não se importar com ninguém. Certamente é mais fácil e assim se pode acreditar em Toninho somente após sua morte. Quem votou em Toninho acreditou na vida, acreditou no político Toninho.

Marcio Pochmann, de perfil semelhante, tem o desafio de resgatar e se inspirar na memória de Toninho, de buscar a política de Toninho e relembrar que o Partido dos Trabalhadores, ainda que tenha seus problemas, teve homens como Toninho. O ex-prefeito de Campinas morreu por um sonho, mas o sonho não morreu. Uma sociedade melhor, mais igualitária e mais justa continua viva junto com a memória de Toninho.

Veja mais em Educação Política:

AO CONTRÁRIO DO BRASIL, CAMPINAS TEVE UM AUMENTO DE POBRES E MISERÁVEIS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, DIZ MARCIO POCHMANN

Prefeitura virou obstáculo ao desenvolvimento, diz Pochmann

Nesta segunda parte da entrevista com Marcio Pochmann, ele fala sobre a necessidade de informatização da prefeitura para poder dar conta dos problemas econômicos, sociais e ambientais.

A informatização poderá ajudar a ultrapassar o obstáculo que se tornou a própria prefeitura de Campinas, que tem impedido o desenvolvimento da cidade.

Diferente do Brasil, a cidade piorou seus índices sociais nos últimos dez anos. “Regiões de Campinas estão virando áreas dormitórios de outras cidades”, diz.

Veja vídeo:

Veja a Parte 1 da entrevista com Marcio Pochmann sobre educação

Veja mais em Educação Política:

MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

Pochmann: educação se tornou necessária a vida toda

A TV Educação Política estreia hoje com uma entrevista com o candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann (PT), que fala sobre educação e informatização.

A TV  Educação Política aproveita a campanha eleitoral municipal para discutir alguns temas importantes para as cidades com os candidatos. Em breve teremos entrevistas com outros candidatos

A entrevista com Marcio Pochmann está dividida em duas partes. Na primeira, ele fala sobre educação em três pequenos vídeos que estão abaixo.
 Veja também a segunda parte da entrevista, sobre informatização

Modelo da educação está superado

***

Brasil levou 100 anos para tornar republicana sua escola

***

Os prédios públicos estão nos piores lugares da cidade

Veja mais em Educação Política:

GERAÇÃO TÉCNICA: DILMA, FERNANDO HADDAD E MÁRCIO POCHMAN MOSTRAM QUE PERFIL TÉCNICO DO PT GANHA ESPAÇO POLÍTICO DENTRO DO PARTIDO

Economista e ex-presidente do Ipea, Pochmann é candidato em Campinas

A ascensão do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos trouxe consigo não só uma política de enfoque mais social e a projeção de vários nomes de políticos tradicionais que fundaram o PT.
A presença de Dilma Rousseff na presidência e as candidaturas de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochman em Campinas mostram que o primeiro escalão técnico de governos petistas ganha espaço dentro do partido e assume um lugar que tradicionalmente é privilégio de detentores de máquinas partidárias.
Pode-se dizer que o ex-presidente Lula também teve papel definitivo nessa situação. Ajudou a eleger Dilma Rousseff e agora, após o início da Campanha, já ajuda no rápido crescimento de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochmann, em Campinas.

Haddad, candidato em São Paulo, tem formação multidisciplinar

Mas esse perfil técnico surge graças ao bom desempenho desses profissionais nas administrações, o que projetou seus nomes, como no caso de Márcio Pochmann na prefeitura de São Paulo e no Ipea, Fernando Haddad no Ministério da Educação, e de Dilma Rousseff em vários ministérios do governo Lula. Esse perfil também ajuda a evitar o desgaste dos políticos tradicionais com brigas internas e com escândalos e acusações de práticas de métodos não recomendáveis.

Os técnicos tendem a profissionalizar ainda mais a gestão pública e, mas poder ter dificuldade na administração política. No entanto, ao ver a avaliação popular de Dilma, essa mudança pode ser o início de uma transformação no partido: a geração dos técnicos.

Veja mais em Educação Política:

PARA O PRESIDENTE DO IPEA, MARCIO POCHMANN, QUE DISPUTARÁ AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM CAMPINAS, AINDA NÃO HÁ UMA NOVA CLASSE MÉDIA NO PAÍS

“O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmos erros”.

O economista Marcio Pochmann, atual presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e futuro candidato às eleições municipais de Campinas, publicou um novo livro, pela editora Boitempo, chamado A Nova Classe Média?, em que questiona se a mudança social ocorrida nos últimos oito anos realmente originou uma nova classe média no país.

No livro, que deve ser lançado no próximo dia 29, Pochmann delineia uma resposta negativa. O Brasil não teria ganho uma nova classe média no real sentido de classe, ou seja, minimamente consciente e cidadã. Para o economista, “os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada”, diz em entrevista à revista Carta Capital.

Pochmann reconhece certo despreparo das instituições para lidar com essa nova classe em ascensão que, segundo ele, possivelmente liderará o processo político brasileiro. O problema é que ela já nasceu envolvida nos valores de mercado, e o número de afiliados a sindicatos, associações de bairro e mesmo ao movimento estudantil nas universidades não aumentou, ele explica. Ou seja, temos uma classe que consome, mas não participa das decisões, nem vê necessidade disso e, por outro lado, instituições que não sabem lidar com ela.

O fato da classe trabalhadora ser consumista não é apontado como algo necessariamente negativo por Pochmann. Ele diz que é um sintoma natural, mas se não for acompanhado de um processo de conscientização “essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente”.

Além disso, Pochmamm ressalta que esse movimento de ascensão da classe trabalhadora já dá sinais de esgotamento e que o governo deve buscar outras maneiras de gerar empregos. A geração de empregos com rendimento mais baixo e as consequentes políticas de aumento do salário mínimo são consideradas pelo economista uma ótima opção tomada pelo governo, pois se fossem gerados empregos de classe média, essa classe que ascendeu não teria ascendido. No entanto, ele diz que agora a prioridade deve ser a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva e aí sim, a inovação tecnológica que deve acompanhar o aumento da produção vai exigir maior qualificação e gerar salários melhores.

Sobre o fato de estar tentanto sua primeira eleição, Pochmann diz que em virtude das mudanças específicas que o Brasil vem atravessando nos últimos anos “existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda”. E à respeito da recente crise política na cidade de Campinas, onde ele deve disputar as próximas eleições para prefeito, ele diz que quer “ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmos erros”.

Veja trecho da entrevista que Pochmann concedeu a Piero Locatelli na Carta Capital:

Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’
Por Piero Locatelli

CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?

Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.

Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.

Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.

Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.

Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.

CC: Há uma explicação para isso?

MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.

CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?

MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.

Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.

CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…

MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.

CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?

MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

SOB O LEMA “TOMAR AS RUAS” INDIGNADOS VOLTARAM ÀS PRAÇAS DA ESPANHA PARA CELEBRAR ANIVERSÁRIO E MOSTRAR QUE ESPÍRITO DA MUDANÇA CONTINUA VIVO
TEM UMA MOSCA NA SOPA DO JORNALISMO: CQC IRRITA POLÍTICOS E JORNALISTAS PORQUE FAZ O QUE O JORNALISMO DEVERIA FAZER
23 ANOS DEPOIS QUE A REVISTA VEJA ZOMBOU DE CAZUZA, É ELA QUEM PARECE AGONIZAR EM PRAÇA PÚBLICA
REVISTA VEJA INCORPORA O FAUSTO, DE GOETHE, FAZENDO UM PACTO COM O QUE HÁ DE PIOR NO JORNALISMO

O ANÚNCIO DE CORTE DE GASTOS PELO GOVERNO APONTA PARA A NECESSIDADE DE TOMAR MEDIDAS MAIS OUSADAS E EFICIENTES

Para economista, ajuste fiscal não resolve o problema

Depois do governo federal ter anunciado um corte de gastos para equilibrar as contas públicas e estabilizar até certo ponto a situação monetária, logo começaram a surgir algumas críticas visando aperfeiçoar a ação do governo e já pensando em resultados a longo prazo.

Uma dessas críticas partiu do presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o economista Marcio Pochmann. Para ele, chegou a hora de tomar medidas internas mais ousadas como a redução da taxa de juros que, segundo o economista, provocaria um alívio muito maior sobre as contas públicas sem risco de produzir retração econômica.

Cortar gastos públicos pode parecer a saída mais fácil para equilibrar as contas, no entanto, além de impopular, a medida pode afetar os projetos sociais e diversos programas de investimentos do governo federal, embora o governo declare que isso não irá acontecer. Já a redução de juros é algo que o povo e o investidor brasileiro espera há muito tempo. Todos sabem que com os juros mais baixos, a economia cresce muito mais, as pessoas se sentem mais seguras para investir, cria-se empregos e na ponta da cadeia, equilibra-se as contas com geração de receita.

No entanto, mexer nos juros é algo complexo, sempre evitado pela maioria dos governantes. É uma medida ousada que parece contar com inimigos ocultos, o que sempre a deixa para segundo plano. O mesmo acontece com as urgentes reformas políticas (da previdência, tributária) que seguem sempre adiadas. O governo Dilma deve ser o governo que enfrentará essas questões de frente. Elas não podem mais esperar.

Veja trecho da entrevista com Marcio Pochmann publicada pela Rede Brasil Atual:

Rede Brasil Atual – Como o sr. vê a decisão anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de se promover cortes de gastos públicos?

Marcio Pochmann – O Brasil fez uma escolha nesta década de colocar como tema central o desenvolvimento nacional, substituindo a monotemática que perdurou nos anos 1990 do arrocho fiscal – ou ajuste fiscal. E demonstrou, a nosso modo de ver, que a busca do crescimento econômico foi fundamental para a reversão das fragilidades em termos de financas públicas. Quando o crescimento tornou-se um compromisso político, houve melhoras generalizadas, sobretudo no quadro fiscal de endividamento do setor público. Ao mesmo tempo, houve um fortalecimento dos investimentos públicos. Isso não encerra as dificuldades de arrecadação e de gasto públicos. De um lado, pode-se melhorar a arrecadação, porque infelizmente a tributação é regressiva, são os pobres que mais impostos pagam imposto no país. De outro lado, há espaço permanente para melhorar o gasto, porque há ineficiências. Mas não me parece o mais acertado colocar o ajuste fiscal como questão central do Brasil.

Rede Brasil Atual – Qual seria a questão central?

Marcio Pochmann – A questão central do Brasil diz respeito a enfrentar os nós do desenvolvimento que não são apenas de ordem fiscal. Questões importantes são os riscos da situação cambial e monetária que fazem o Brasil perder competitividade em setores de maior valor agregado. Assim, empurra o país para ser cada vez mais uma economia de bens primários, ancorada em produtos de menor valor agregado. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

PESQUISADORA É PERSEGUIDA APÓS DIVULGAR RELATÓRIO COM IRREGULARIDADES EM OBRA DO EMPRESÁRIO EIKE BATISTA
A DISCUSSÃO SOBRE DIREITOS AUTORAIS NO MINISTÉRIO DA CULTURA ENVOLVE ARTISTAS E SOCIEDADE
ALCACHOFRA É SINÔNIMO DE QUALIDADE DE VIDA E CRESCIMENTO ECONÔMICO EM CIDADES DO INTERIOR DE SÃO PAULO
AS IDEIAS DE DIREITA E ESQUERDA MERECEM REFLEXÃO QUASE AO FIM DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉC XXI
%d blogueiros gostam disto: