Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Milho transgênico causa dano ambiental e prejuízo para ruralistas no Mato Grosso

Os ruralistas do Mato Grosso tomaram grande prejuízo com o uso de milho transgênico produzido por multinacionais como Monsanto, DuPont, Dow e Syngenta. Segundo a Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato (Continue Lendo…)

DIREITA INCONFORMADA COM O AVANÇO DA DEMOCRACIA E SEM PERSPECTIVA DE GOLPE DESCOBRE A MANIPULAÇÃO NA INTERNET

Esalq, a fazenda do Lulinha

Esalq, a fazenda do Lulinha

Este ano de 2013 e as eleições de 2014 prometem muita manipulação e falsidade na internet. Inconformada com a democracia e com os avanços sociais e políticos no Brasil, setores ultraconservadores se utilizam da manipulação, calúnia, difamação e photoshop para destruir a reputação de pessoas. A cada dia novos casos aparecem na internet.

No mês passado, logo após o incêndio na boate Kiss, de Santa Maria (RS), um grupo intitulado Revoltados On-line acusou de forma vil o deputado Paulo Pimenta, do PT (RS), afirmando que o deputado era sócio dos donos da boate. O deputado nada tinha a ver com a boate.

Há pouco tempo, uma mensagem no facebook e por e-mail dizia que o filho do Lula tinha comprado uma grande fazenda. Na foto, o campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em São Paulo.

Agora apareceu um vídeo em que uma repórter do SBT recebe um tapa de um vereador do DEM no Mato Grosso. A nova versão diz que o agressor é José Rainha, do PT. O vídeo sobre a agressão da repórter é antigo. Haja estômago!

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A SENADORA KÁTIA ABREU, O PODER DO MAL E MAIS UM CAPÍTULO DA INDÚSTRIA QUE EMPOBRECE A POPULAÇÃO

Apreensão no campo

Por Dom Tomás Balduino, na Folha, via MST

Dom Thomás Balduino: o poder de Kátia AbreuLideranças camponesas e indígenas estão apreensivas com o poder da senadora por sua atuação na demarcação de terras no Brasil

Eis o quadro: o pequeno agricultor Juarez Vieira foi despejado de sua terra, em 2002, no município tocantinense de Campos Lindos, por 15 policiais em manutenção de posse acionada por Kátia Abreu. Juarez desfilou, sob a mira dos militares, com sua mulher e seus dez filhos, em direção à periferia de alguma cidade.

O caso acima não é isolado. O governador Siqueira Campos decretou de “utilidade pública”, em 1996, uma área de 105 mil hectares em Campos Lindos. Logo em 1999, uns fazendeiros foram aí contemplados com áreas de 1,2 mil hectares, por R$ 8 o hectare. A lista dos felizardos fora preparada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, presidida por Kátia Abreu (PSD-TO), então deputada federal pelo ex-PFL.

O irmão dela Luiz Alfredo Abreu conseguiu uma área do mesmo tamanho. Emiliano Botelho, presidente da Companhia de Promoção Agrícola, ficou com 1,7 mil hectares. Juarez não foi o único injustiçado. Do outro lado da cerca, ficaram várias famílias expulsas das terras por elas ocupadas e trabalhadas havia 40 anos. Uma descarada grilagem!

Campos Lindos, antes realmente lindos, viraram uma triste monocultura de soja, com total destruição do cerrado para o enriquecimento de uma pequena minoria. No Mapa da Pobreza e Desigualdade divulgado em 2007, o município apareceu como o mais pobre do país. Segundo o IBGE, 84% da população viviam na pobreza, dos quais 62,4% em estado de indigência.

Outro irmão da senadora Kátia Abreu, André Luiz Abreu, teve sua empresa envolvida na exploração de trabalho escravo. A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Tocantins libertou, em áreas de eucaliptais e carvoarias de propriedade dele, 56 pessoas vivendo em condições degradantes, no trabalho exaustivo e na servidão por dívida.

Com os povos indígenas do Brasil, Kátia Abreu, senadora pelo Estado do Tocantins e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), tem tido uma raivosa e nefasta atuação.

Com efeito, ela vem agindo junto ao governo federal para garantir que as condicionantes impostas pelo Supremo no julgamento da demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol sejam estendidas, de qualquer forma, aos demais procedimentos demarcatórios.

Com a bancada ruralista, ela pressionou a Advocacia-Geral da União (AGU), especialmente o ministro Luís Inácio Adams. Prova disso foi a audiência na AGU, em novembro de 2011, na qual entregou, ao lado do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), documento propondo a criação de norma sobre a demarcação de terras indígenas em todo o país.

O ministro Luís Adams se deixou levar e assinou a desastrosa portaria nº 303, de 16/7/12. Kátia Abreu, ao tomar conhecimento desse ato, desabafou exultante: “Com a nova portaria, o ministro Luís Adams mostrou sensibilidade e elevou o campo brasileiro a um novo patamar de segurança jurídica”.

Até mesmo com relação à terra de posse imemorial do povo xavante de Marãiwatsèdè, ao norte do Mato Grosso, que ganhou em todas as instâncias do Judiciário o reconhecimento de que são terras indígenas, Kátia Abreu assinou nota, como presidente da CNA, xingando os índios de “invasores”.

Concluindo, as lideranças camponesas e indígenas estão muito apreensivas com o estranho poder econômico, político, classista, concentracionista e cruel detido por essa mulher que, segundo dizem, está para ser ministra de Dilma Rousseff. E se perguntam: “Não é isso o Poder do Mal?” No Evangelho, Jesus ensinou aos discípulos a enfrentar o Poder do Mal, recomendando-lhes: “Esta espécie de Poder só se enfrenta pela oração e pelo jejum” (Cf. Mt 17,21).

PAULO BALDUINO DE SOUSA DÉCIO, o dom Tomás Balduino, 90, mestre em teologia, é bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra

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MATO GROSSO DE BLAIRO MAGGI ESTÁ DEVASTADOR

Mato Grosso foi responsável por 70% do desmatamento da Amazônia em abril, diz Inpe
Marco Antônio Soalheiro*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) informou hoje (2) que 1.123 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica sofreram corte raso ou degradação progressiva durante o último mês de abril.

Desse total, 794 quilômetros quadrados foram devastados somente no estado do Mato Grosso. Os dados foram colhidos pelo sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Em março, o mesmo sistema havia registrado destruição de 112 quilômetros quadrados de floresta no estado do Centro-Oeste, mas naquele mês 69% do Mato Grosso não pôde ser observado pelos satélites, por causa da presença de nuvens. Em abril, a visibilidade aumentou, pois apenas 14% do estado permaneceu encoberto.

O segundo estado em área desmatada no mês de abril foi Roraima, com 284,8 quilômetros quadrados com corte raso ou degradação, seguido por Rondônia, com 34,6 quilômetros quadrados devastados no último mês.

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