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BRASIL DESENVOLVE MEDICAMENTO CONTRA DIABETES TIPO 2, MAS NÃO TEM TECNOLOGIA PARA PRODUÇÃO COMERCIAL

Droga em desenvolvimento pela Unicamp e laboratório Aché vai bem em testes com animais; custo alto de fabricação pode ser entrave

Por Guilherme Gorgulho/Inovação

Dificuldade de colocar ciência nas prateleiras

Os testes pré-clínicos da nova droga para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em desenvolvimento pelo Aché Laboratórios Farmacêuticos e pelo Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp mostraram que a molécula base do novo fármaco, criada pelo pesquisador Lício Velloso, apresenta o efeito esperado em animais. Esses testes são importantes porque, sem eles, nenhuma pesquisa pode chegar à fase de experimentação em seres humanos. No entanto, um obstáculo apareceu no caminho do desenvolvimento conjunto: o Aché calculou que o custo médio mensal por paciente do futuro medicamento chegaria a cerca de R$ 800 — ante um valor entre R$ 300 e R$ 400 do tratamento atualmente empregado contra a doença, que utiliza duas drogas associadas.

A base da nova droga é uma molécula de DNA alterada de forma a inibir a produção da proteína PGC-1 alfa — que, por sua vez, atua (não somente) na produção da insulina pelo pâncreas. A obtenção de grandes quantidades do oligonucleotídeo — designação técnica da molécula — requer tecnologia industrial complexa, não disponível no País. “Nós desenhamos o composto e enviamos para síntese em uma empresa norte-americana”, contou Lício a Inovação. A matéria-prima para a fabricação é o ácido nucleico; para sintetizar o composto, o DNA sofre um processo de polimerização, caro e complicado, segundo o pesquisador, dado o alto grau de pureza necessário para a sua administração a seres humanos. (Texto Integral)

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FARMACÊUTICA EMS E UNESP DESENVOLVEM TECNOLGIA CAPAZ DE LIBERAR MEDICAMENTO DE FORMA CONTROLADA NO ORGANISMO DO PACIENTE

Empresa farmacêutica prepara patente de polímero para englobar fármaco desenvolvido em parceria com Cepid sediado na Unesp

Inovação Unicamp/JS

Nova tecnologia fará absorção do medicamento de forma gradativa

Um projeto conjunto de pesquisa entre a empresa farmacêutica EMS e o Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) para desenvolver um polímero a ser utilizado para englobar fármacos resultará em um pedido de patente a ser depositado em 2010, inicialmente no Brasil. O CMDMC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiado pela Fapesp, e tem como sede o Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), do Instituto de Química da Unesp, situado no campus de Araraquara. A inovação dessa pesquisa está na maneira pela qual o fármaco é englobado pelo polímero. Com a técnica, é possível a liberação controlada do medicamento dentro do organismo do paciente, o que reduz a dosagem e as chances de surgirem efeitos colaterais, além de ampliar a eficácia do medicamento.

Segundo o diretor do CMDMC, Elson Longo, coube aos pesquisadores do Centro fazer a pesquisa exploratória. O objetivo era encontrar polímeros que pudessem ser usados para englobar o fármaco e fazer com que ele fosse liberado apenas no intestino dos pacientes. Além de englobar o fármaco, os polímeros candidatos não poderiam ser rejeitados pelo organismo humano. Para manter o sigilo e o ineditismo necessário à patente, a EMS e o CMDMC não detalham os resultados da pesquisa. A patente deverá ser depositada, primeiro, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), provavelmente no começo de 2010. Quem está cuidando da redação, de acordo com Longo, é a própria EMS. “Caso a empresa decida exportar, ela deverá também fazer pedido de patente internacional”, acrescenta. (texto integral)

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PESQUISA DE SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS MOSTRA QUE MÉDICOS SÃO PRINCIPAL ENTRAVE NO AUMENTO DA PARTICPAÇÃO DOS GENÉRICOS

Genéricos ainda perdem espaço para medicamentos de marca, mostra pesquisa

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Brasília – Mesmo com custo reduzido e os mesmos benefícios, os medicamentos genéricos ainda perdem espaço no mercado farmacêutico para os remédios de referência ou de marca. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais.

O estudo indica que, mesmo após dez anos da Lei 9.787 – que estabelece a comercialização do genérico – a população brasileira ainda tem dúvidas a respeito da qualidade do medicamento. A pesquisa ouviu 1.217 pessoas com o objetivo de descobrir qual o maior entrave em torno desses remédios.

Em Belo Horizonte, por exemplo, os resultados mostram que os medicamentos de referência – ou de marca – são os preferidos de 58,7% dos entrevistados, enquanto apenas 20,4% preferem os genéricos.

O sindicato ouviu ainda farmacêuticos, atendentes de farmácia e médicos. Segundo os dados, 95,4% dos balconistas ouvidos confiam nos genéricos, mas somente 48,9% têm o hábito de oferecer o medicamento aos clientes com freqüência.

Ainda de acordo com a pesquisa, o próprio consumidor não tem o hábito de perguntar sobre a disponibilidade do genérico – apenas 37,2% solicitam.

Outra constatação do estudo é em relação aos receituários médicos – na maioria consta apenas o nome do medicamento de marca e não do princípio ativo, que daria ao consumidor a opção do genérico. Segundo a pesquisa, uma pequena parcela dos profissionais médicos entrevistados afirma receitar o princípio ativo com freqüência.

Para Rilke Novato, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais e vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, falta “determinação” por parte do cliente na procura por medicamentos mais baratos.

“Ele ainda está refém do mercado. Ainda não tem o costume, não criou o hábito ou o conhecimento suficiente para cobrar no consultório médico que o medicamento prescrito seja no nome genérico. Ou então, para fazer o mesmo na farmácia e cobrar se, de fato, existe genérico. Essa posição do consumidor é definidora dessa situação.”

Segundo Novato, a constatação de que a maioria arraasadora das receitas médicas ainda vem com o nome do medicamento de marca surpreendeu. O percentual chegou a 77%. Ele lembrou que a receita praticamente determina o medicamento a ser adquirido, uma vez que as pessoas tendem a comprar apenas o remédio prescrito.

“Isso leva à seguinte preocupação: a de que os prescritores da categoria médica ainda demonstram resistência ou dificuldade para aderir à política de genéricos. A grande resposta ou solução vem de uma propaganda oficial, aquilo que foi feito no início do anos da promulgação da Lei 9.787/99, deve ser retomado de forma mais incisiva, mais enfática. É fundamental que o Ministério da Saúde e o governo federal retomem uma propaganda maciça para a divulgação dos genéricos porque isso implica benefício para a população”.

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