Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: médicos

Pesquisa da Unicamp estuda a empatia dos médicos e joga luz sobre perfil profissional

Uma pesquisa realizada na Unicamp tenta entender como a própria vivência e ensino durante a Faculdade de Medicina provoca no médico uma espécie de antipatia, ou seja, um distanciamento e indiferença do médico em relação ao (Continue lendo…)

Futuros médicos do Brasil e seu inacreditável racismo, misoginia e grosseria

Alunos de medicina da USP de Ribeirão Preto fizeram uma inacreditável letra de música de tão estúpida, grosseira e horrenda. O texto mostra racismo, misoginia e reificação da (Continue lendo…)

Médicos desolados: Aécio Neves ofereceu salário de R$ 2.679,12 para médicos por 40 horas semanais

Uma notícia desoladora para os médicos brasileiros, que tanto criticaram o programa Mais Médicos do governo federal. Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da República, e principal opositor de Dilma Rousseff (PT), abriu concurso para médicos quando governador de (Continue lendo…)

O QUE ESPERAR DE UMA PAÍS EM QUE O GOVERNO PRECISA ENTRAR NA JUSTIÇA PARA LEVAR MÉDICO AOS POBRES?

médicos cubanosO Brasil não é muito diferente de outros países e nem a sua extrema direita é muito diferente. As ações dos Conselhos Regionais de Medicina(CRMs) contra o plano Mais Médico, do governo federal, beiram ao corporativismo insano. As justificativas contra o programa Mais Médicos são bárbaras e o histórico dos CRMs não dão credibilidade para tais ações.

Os CRMs não têm um único histórico de defesa da população, de preocupação com o atendimento à população, de brigas pela melhoria do SUS, etc etc. Pelo contrário, é uma entidade classista, mas não deveria ser. Os CRMs estão fazendo o papel que deveria ser das associações e sindicatos dos médicos, que são os reais representantes da categoria. Agem na verdade como marionetes de uma oposição ao governo que não consegue estabelecer um discurso convincente.

Já não se pode esperar muito do governo, mas o que esperar de um país em que o governo precisa entrar na justiça para levar médico aos pobres?  É plausível que o governo entre na justiça para desapropriar terrenos particulares, cobrar impostos, etc, mas também precisa entrar na justiça para levar médicos aos pobres? Que espécie de Estado de direito é esse?

Os CRMs expõem a regulamentação e a normatização para a perversidade humana.

Pode-se discordar dos métodos e ações do governo, pode-se criticar a postura e a forma como foi feito o programa, mas isso tudo parece acontecer tarde demais.

Tarde demais porque nunca irá acontecer de outra forma. Ou se tem um governo que enfrenta ações como essas ou o país continua como sempre esteve: uma parcela incluída e uma multidão excluída. Infelizmente, esse parece ser o papel que os CRMs prestam ao país.

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ENTIDADES MÉDICAS SÃO UMA GALINHA COM PASTORES QUE FAZEM ‘CURAS’ NA TV E UM LEÃO COM O ATENDIMENTO À POPULAÇÃO

Médico ameça pelo twitter

Médico ameça pelo twitter

Os representantes de entidades e de conselhos regionais e federal de medicina, em grande parte, estão em pé de guerra com o governo federal por questões mesquinhas e ideológicas do tempo da guerra fria.

Os médicos que se colocam contra a medida governamental de importar profissionais de saúde para áreas distantes e carentes refletem o pior do ser humano, do corporativismo e do capitalismo juntos.

Muitos dos médicos que reclamam das medidas governamentais não vão ser minimamente afetados. São em sua maioria médicos já estabelecidos em grandes centros urbanos e com rendimentos mensais superiores até ao de empresas de porte médio.

Não vão sair dos grandes centros, nada vai mudar na vida deles com o programa Mais Médicos, mas mesmo assim incitam o caos travestidos de um falso ar de defesa da saúde pública.

É certo que há muitos bons médicos que tentam mostrar o desatino dessa atitude corporativista e outros se calam para não se indispor com os colegas.

O certo é que esses conselhos de medicina nunca tiveram gestos de defesa da saúde pública a não ser disfarçados em interesses corporativos como agora. São uma galinha com os pastores que promovem curas milagrosas na TV e um leão com o atendimento à população de regiões distantes dos grandes centros.

Afinal, nessas últimas décadas, o que os conselhos de medicina fizeram para o Brasil?

O que fizeram até hoje contra os pastores que ficam na televisão promovendo as curas milagrosas?

Que punição os conselhos de medicina deram aos médicos que usavam dedos de silicone para burlar o sistema de saúde público?

O que os conselhos de medicina fizeram com os médicos que furtaram equipamentos contra o câncer em Mato Grosso e transferiram para suas clínicas particulares?

E o que fizeram com os médicos que ganhavam sem dar plantão em São Paulo?

Esse são apenas alguns casos recentes. Será que precisa ter reportagem do Fantástico? Quantas vezes os conselhos de medicina pediram investigação sobre o mau atendimento público?

Veja vídeo abaixo:

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PARA A PRESIDENTE DO CNS, AO DEIXAR DE PARTICIPAR DE COMISSÕES DO GOVERNO MÉDICOS REFORÇAM O CORPORATIVISMO E SE COLOCAM CONTRA O PRÓPRIO PAÍS

E para eles não faltam médicos...

E para eles não faltam médicos…

Da Rede Brasil Atual

Contra Mais Médicos, entidades de classe sabotam comissões no governo federal
Presidenta do Conselho Nacional de Saúde diz que medida é mais uma reação corporativa contra o governo. Médica classifica atitude de ‘fascismo’ e cobra de colegas uma postura a favor do país
Por Cida de Oliveira

São Paulo – O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) anunciaram hoje (19), em Brasília, que deixarão de participar de todas as câmaras, comissões e grupos de trabalho do Ministério da Saúde, bem como do Conselho Nacional de Saúde. Segundo as entidades, a saída é uma resposta às “decisões unilaterais tomadas pelo governo ultimamente, como o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico, tomadas sem nenhum diálogo com as médicas e médicos brasileiros”.

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, avaliou como “lastimável e um equívoco político” o rompimento. “O CNS não é governo, e sim um órgão representativo da sociedade brasileira, com 144 integrantes, que debate a saúde pública. Os médicos deixam esses fóruns num momento em que deveriam ficar ao lado da sociedade que vai às ruas para defender melhorias na saúde pública”, disse.

Ela lembrou que em junho passado o órgão, no qual as entidades médicas têm representantes, aprovou moção de apoio às medidas do governo.

Maria do Socorro reiterou que apoia o Programa Mais Médicos como medida emergencial. “Defendemos políticas de saúde que ofereçam atendimento multiprofissional, com a presença de todos os profissionais da área de saúde. Mas a falta de médicos é o problema mais urgente, que deve ser enfrentado primeiro. Neste momento estou no Mato Grosso, numa aldeia Xavante. A maior reclamação aqui é que não tem médico”, disse.

Para a presidenta do CNE, o anúncio da Fenam expressa uma reação das entidades médicas contrárias às posições do governo, inclusive de ter vetado pontos do chamado Ato Médico, lei que regulamenta a profissão médica. “Em mais de 20 anos de SUS, governo nenhum tinha enfrentado esse debate. E como os médicos querem se autorregular, serão contrários a qualquer atitude que o governo vier a tomar.” (Texto completo)

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OS MÉDICOS E OS POLÍTICOS ESTÃO RICOS, OS HOSPITAIS E OS SERVIÇOS DE SAÚDE, FALIDOS; É A DEMOCRACIA DOS INDIGNADOS

A situação do atendimento médico no Brasil é calamitosa.  Há na saúde a mesma promiscuidade entre público e privado presente no âmbito da administração pública. E isso se reflete no bolso dos médicos e dos políticos, assim como na administração dos serviços de saúde públicos. Os médicos e os políticos estão ricos, o sistema de saúde, falido. Claro que faço aqui uma generalização, mas serve para ilustrar um problema que parece ser sem solução.

O escândalo dos médicos de São Paulo que ganham sem trabalhar é só um dos problemas que infestam a administração pública no Brasil. Enquanto não houver um plano nacional de transparência dos recursos públicos, de controle por parte da população, não haverá solução para os problemas. Não é só o Estado que tem de fiscalizar, mas toda a população. Os custos e gastos do dinheiro público tem de estar disponível para o cidadão que paga o imposto.

A mesma relação médico/sistema público  acontece com o SUS (Sistema Único de Saúde). A onde está o problema do SUS? Na relação com o médico e com os planos de saúde. A onde está a excelência do SUS? Quando não precisa do atendimento do médico, mas dos milhares de funcionários que trabalham nas campanhas de vacinação.  Como resolver isso, separando definitivamente o público do privado.

Não há controle sobre um paciente de um convênio particular que é atendido pelo SUS. O Estado paga pelo atendimento e o convênio não reembolsa o poder público.  É preciso separar completamente o sistema público do sistema privado e pagar muito bem para os médicos que querem exercer a medicina. O médico no sistema público deve ganhar pela saúde do paciente e não pela doença, como no sistema privado. Hoje, quanto mais pessoas doentes, mais os médicos ganham, mas deveria ser o contrário. Quanto mais pessoas saudáveis, mais dinheiro deveria ir para o bolso do médico. É isso que parece que a Inglaterra, capitalista, tenta fazer, como se pode ver em Sicko.

No Brasil, o dinheiro público vai para hospitais e convênios sem a contrapartida de transparência na administração. Precisamos de um novo sistema de controle da Saúde, com completa transparência na administração hospitalar. É preciso gestar uma nova democracia, uma democracia da transparência.

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PESQUISA DE SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS MOSTRA QUE MÉDICOS SÃO PRINCIPAL ENTRAVE NO AUMENTO DA PARTICPAÇÃO DOS GENÉRICOS

Genéricos ainda perdem espaço para medicamentos de marca, mostra pesquisa

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Brasília – Mesmo com custo reduzido e os mesmos benefícios, os medicamentos genéricos ainda perdem espaço no mercado farmacêutico para os remédios de referência ou de marca. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais.

O estudo indica que, mesmo após dez anos da Lei 9.787 – que estabelece a comercialização do genérico – a população brasileira ainda tem dúvidas a respeito da qualidade do medicamento. A pesquisa ouviu 1.217 pessoas com o objetivo de descobrir qual o maior entrave em torno desses remédios.

Em Belo Horizonte, por exemplo, os resultados mostram que os medicamentos de referência – ou de marca – são os preferidos de 58,7% dos entrevistados, enquanto apenas 20,4% preferem os genéricos.

O sindicato ouviu ainda farmacêuticos, atendentes de farmácia e médicos. Segundo os dados, 95,4% dos balconistas ouvidos confiam nos genéricos, mas somente 48,9% têm o hábito de oferecer o medicamento aos clientes com freqüência.

Ainda de acordo com a pesquisa, o próprio consumidor não tem o hábito de perguntar sobre a disponibilidade do genérico – apenas 37,2% solicitam.

Outra constatação do estudo é em relação aos receituários médicos – na maioria consta apenas o nome do medicamento de marca e não do princípio ativo, que daria ao consumidor a opção do genérico. Segundo a pesquisa, uma pequena parcela dos profissionais médicos entrevistados afirma receitar o princípio ativo com freqüência.

Para Rilke Novato, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais e vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, falta “determinação” por parte do cliente na procura por medicamentos mais baratos.

“Ele ainda está refém do mercado. Ainda não tem o costume, não criou o hábito ou o conhecimento suficiente para cobrar no consultório médico que o medicamento prescrito seja no nome genérico. Ou então, para fazer o mesmo na farmácia e cobrar se, de fato, existe genérico. Essa posição do consumidor é definidora dessa situação.”

Segundo Novato, a constatação de que a maioria arraasadora das receitas médicas ainda vem com o nome do medicamento de marca surpreendeu. O percentual chegou a 77%. Ele lembrou que a receita praticamente determina o medicamento a ser adquirido, uma vez que as pessoas tendem a comprar apenas o remédio prescrito.

“Isso leva à seguinte preocupação: a de que os prescritores da categoria médica ainda demonstram resistência ou dificuldade para aderir à política de genéricos. A grande resposta ou solução vem de uma propaganda oficial, aquilo que foi feito no início do anos da promulgação da Lei 9.787/99, deve ser retomado de forma mais incisiva, mais enfática. É fundamental que o Ministério da Saúde e o governo federal retomem uma propaganda maciça para a divulgação dos genéricos porque isso implica benefício para a população”.

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