Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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O BOM DE VENCER O MEDO

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Contra o medo não há argumento

Uma parte da grande mídia brasileira resolveu apostar no jornalismo do medo. É o jornalismo que tem pouca relação com os fatos e com a realidade, mas serve para expor uma visão de mundo que tem interesses econômicos e financeiros bem sólidos. O jornalismo do medo é o representante na imprensa do marketing político que a atriz Regina Duarte fez a favor de José Serra em 2002  e contra a campanha de Lula à presidência. (Veja vídeo no final do texto)

Apesar de estar presente em muitos meios de comunicação, esse jornalismo do medo é mais presente hoje na revista Veja, Rede Globo e Bandeirantes. Tudo parece muito assustador. Hugo Chavez, MST, internet, reforma agrária, democracia na mídia, congresso do PT, blogs, estatais, Estado forte etc.  Até a reunião que formou o bloco de países latinos e caribenhos assusta já que, segundo o Jornal Nacional, o bloco formado é uma organização “esquerdista”. Vai entender…

O medo, já se sabe historicamente, é muito eficiente porque sempre trabalha com algo que não pode ser explicado, dito, racionalizado. É algo que pode acontecer, mas está escondido, ninguém vai revelar, mas pode existir. Não há argumento contra o medo. Tem-se medo, é perigoso, ninguém sabe o que pode acontecer etc.

Depois que o medo já não faz mais efeito, a estratégia muda para desqualificação. Assim aconteceu com o presidente Lula e com muitos dos candidatos petistas e de partidos à esquerda nas últimas décadas. Durante anos, o PT era radical, perigoso, comunista, etc. Depois virou “igual aos outros”, “rouba igual aos outros”, “é a mesma coisa”.

Provocar o medo na população é a melhor estratégia quando não se tem argumento a favor da maior desigualdade social, da impunidade, da superlotação de presídios, do controle da informação, da ausência de projetos de distribuição de renda, da falta de investimento na educação, da incapacidade de se construir um país mais justo e digno depois de 500 anos de luta e opressão.

É assim ainda. Mas hoje está mais difícil porque o controle da informação não está tão oligopolizado, há grandes empresas de mídia menos sujeitas a essas bobagens que no fundo tem uma matriz nazifeudalista, mas que estão intimamente ligadas aos privilégios de grupos econômicos que se sustentam sugando o próprio Estado. E nesse caso qualquer mudança é sempre perigosa.

Para o melhor jornalismo na editoria do medo deveríamos estabelecer o prêmio Regina Duarte de Jornalismo

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