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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS E CARTAZES SOBRE OS ANOS DE DITADURA É REALIZADA PELO INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

A cultura pelo esclarecimento

Como forma de lembrar os 75 anos de nascimento de Vladimir Herzog e também o poder que a cultura muitas vezes tem de ativar a busca pelo esclarecimento por meio dos panoramas e discussões que ela estabelece, chegando muitas vezes à frente das decisões políticas, o Instituto Vladimir Herzog sedia agora no mês de junho uma mostra de documentários políticos latino-americanos e também de cartazes sobre os nossos “anos de chumbo”: “Memória e transformação: o documentário político na América Latina ontem e hoje”.

A mostra ocupará as salas da Cinemateca Brasileira e do Cinesesc, em São Paulo, e ao ser realizada no ano em que Vlado – jornalista que dá nome ao Instituto e que foi torturado e assassinado em 1975 pela ditadura em São Paulo – completaria 75 anos de idade, pretende não só homenageá-lo, mas também homenagear as diversas formas de resistência aos governos totalitários, ditadoriais e opressivos que se instalaram na América Latina de 1950 até os dias atuais.

São 49 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens documentais, vindos de 13 países latino-americanos, de exibição rara no Brasil e definidos pela curadora da mostra, Marina Dias Weis, socióloga e cineasta formada na EICTV, escola de cinema fundada por Fernando Birri e Gabriel García Márquez em Cuba, como “um olhar no espelho: a memória como ponte para o presente”.

A ideia é justamente relacionar a herança desse passado de autoritarismo e violência, com cenas igualmente violentas vividas no contexto atual. É o que faz, por exemplo, a brasileira Beth Formaginni em “Memória para uso diário”, construindo uma ponte por justiça dos familiares de desaparecidos políticos e das mães de jovens executados nos dias de hoje pela polícia que atua nas favelas do Rio de Janeiro.

Paralela à mostra de filmes, também acontece desde 31 de maio na Cinemateca Brasileira, uma Exposição de Cartazes sobre a Anistia, com 60 trabalhos. A mostra de cartazes e também dos documentários segue até 08 de julho.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Brasil de Fato com mais informações:

Eventos lembram 75 anos do nascimento de Vladimir Herzog
Por Camila Moraes, do Opera Mundi

Os processos formais ligados à restauração da memória e ao direito à justiça, nos países latino-americanos que viveram décadas de ditadura, demoraram bastante a se estabelecer. É o caso do Brasil, que só em 2012, longos anos após a queda do poder ditatorial, vê estampadas com maior frequência na imprensa nacional manchetes sobre as chamadas Comissões da Verdade.

O cenário é ainda mais complicado quando o assunto são crimes de estado isolados ou jamais investigados e, especialmente, os que são cometidos no presente. É o que acontece em países como a Colômbia, nos esforços de contenção (ou de maquiagem) de uma guerra interna envolvendo exército, guerrilha e paramilitares, que já dura quase 60 anos.

A cultura não garante o direito à vida ou faz justiça, mas muitas vezes é mais rápida do que os interesses governamentais. Através dela, podem ser estabelecidos panoramas e discussões que ativem a busca por esclarecimento. Com esse objetivo, foi idealizada uma mostra de documentários políticos latino-americanos que ocupará as salas da Cinemateca Brasileira e do Cinesesc, em São Paulo, a partir de junho.

Quem está por trás do projeto é o Instituto Vladimir Herzog, que contou com o apoio do Ministério da Cultura para realizá-lo no ano em que Vlado – jornalista que dá nome ao Instituto e que foi torturado e assassinado em 1975 pela ditadura em São Paulo – completaria 75 anos de idade. Seu objetivo é fazer um repasso, de 1950 aos dias atuais, pelo cenário sócio-político latino, com foco em obras que tratam das lutas de resistência às ditaduras militares, governos totalitários e outras formas de opressão do poder contra o povo, grupos étnicos ou minorias. (Texto completo)

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VÍTIMA DA DITADURA CHILENA, MARCIA SCANTLEBURY, FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DE RECONTAR A HISTÓRIA DAS DITADURAS LATINO-AMERICANAS

As recentes discussões em torno da Comissão da Verdade no Brasil servem como bom pano de fundo para a visita da jornalista chilena Marcia Scantlebury, diretora do Museu da Memória e dos Direitos Humanos do Chile, que esteve no Brasil na última semana para participar do Ciclo de Debates “Direitos Humanos, Justiça e Memória”, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Marcia falou sobre o terror promovido pelo Estado chileno, quando o ditador Augusto Pinochet esteve no poder após o golpe contra Salvador Allende, além de compartilhar sua experiência particular de ter sido presa pelo regime autoritário que se instalava e levada para o que ela chama de “antessala do inferno”. “Eu me sentia suja, vazia e humilhada”, diz ela em notícia publicada pela Carta Maior.

Discutir e relembrar as histórias de épocas difíceis, apesar de duro, é importante para a democracia de um país e para a história de seu povo. A aprovação da Comissão da Verdade no Brasil vem, neste sentido, reparar, até certo ponto, a injustiça cometida contra a própria história nacional que é a de não lhe dar direito à memória.

Afinal, como diz Marcia, “não podemos mudar o passado, mas sim aprender com o vivido”, acrescentaríamos, desde que esse vivido seja conhecido por todos, sem o manto do disfarçe e do silêncio para que possa assim ser lembrado e, como se pode ler no Memorial da Resistência em São Paulo, “enquanto lembrarmos tudo é possível”.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

‘Não podemos mudar o passado, mas sim aprender com o vivido’
A jornalista Marcia Scantlebury, diretora do Museu da Memória e dos Direitos Humanos do Chile foi vítima do terror promovido pelo Estado chileno, quando o ditador Augusto Pinochet esteve no poder após o golpe contra Salvador Allende. Em junho de 1975, ela estava com os filhos em casa, quando chegou uma patrulha da polícia política e a levou, vendada, para o que ela chama de “antessala do inferno”. “Eu me sentia suja, vazia e humilhada”.

Por Daniel Fonseca

Rio de Janeiro – A jornalista Marcia Scantlebury, diretora do Museu da Memória e dos Direitos Humanos do Chile, esteve no Brasil na última semana e, sob o silêncio atento de um auditório lotado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que acompanhava o primeiro seminário do Ciclo de Debates “Direitos Humanos, Justiça e Memória”, ilustrou com a sua própria experiência a importância de recontar a história da ditadura militar na América Latina. Marcia foi vítima do terror promovido pelo Estado chileno, quando o ditador Augusto Pinochet esteve no poder após o golpe contra Salvador Allende.

Em junho de 1975, ela estava com os filhos em casa, quando chegou uma patrulha da polícia política e a levou, vendada, para o que ela chama de “antessala do inferno”. “Eu me sentia suja, vazia e humilhada”. Era Tres Álamos, um dos centros de torturas mais famosos do Chile naquele período. “Este é o meu testemunho; só um de milhares de homens e mulheres que estiveram na resistência contra a tirania”.

Ela lembra que, assim como ocorreu no Brasil em relação à Comissão da Verdade – apesar de o projeto ter sido apresentado ainda no governo do ex-presidente Lula –, foi uma presidenta mulher e também ex-militante política perseguida pela ditadura que teve a iniciativa de criar o museu, que é visitado mensalmente por milhares de pessoas. “Não podemos mudar o nosso passado, mas podemos aprender com o vivido. Este é o nosso grande desafio”, ensina, citando a ex-presidenta chilena Michele Bachelet, quando lançou a pedra fundamental do museu em dezembro de 2008. Foi concluído em 2009. “A criação do museu deixou em descoberto o que antes permanecia silenciado”, resume a diretora.

Em um país ainda dividido, a presidenta Bachelet sabia das dificuldades de erguer o Museu. “A memória se constitui num território de disputa cultural e política. Se alguns têm a conveniência passar a página para uma hipotética conciliação nacional, a impossibilidade de estabelecer uma visão única [sobre a ditadura] não podia ser pretexto para dar respaldo ao ocorrido. O desafio era enfrentar o passado de violação sistemática de direitos humanos por parte do Estado chileno”, reconstrói Marcia Scantlebury, numa aproximação com o debate que ainda está sendo amadurecido no Brasil, mesmo após 26 anos do início do primeiro governo civil após a ditadura. (Texto completo)

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A quase inexistência de um período da vida daqueles que são vítimas das ditaduras, aumenta ainda mais a importância de um projeto como a Comissão da Verdade, em discussão no Brasil

Da Carta Capital

Eles têm o direito de saber
Por Matheus Pichonelli

Há uma pergunta recorrente ouvida por Maria durante sua estadia forçada em Buenos Aires em “O Dia Em Que Eu Não Nasci”, filme do diretor Florian Cossen que acaba de entrar em cartaz em São Paulo. “Lembra-se?”, perguntam tia, tio e amigos sobre episódios da infância da personagem interpretada por Jéssica Schwarz. Um passado que ela nem sonhava que existia.

Maria se esforça, mas não se lembra. Nadadora alemã, ela faz uma conexão na capital argentina durante uma viagem rumo a Santiago, no Chile, quando perde o voo e se vê obrigada a estender sua passagem pela cidade. Ainda no aeroporto, ela ouve uma mulher ao seu lado ninar o filho com uma canção em espanhol. Pode parecer um detalhe. Mas o som do que acontece ao lado só é captado após retirar os fones do iPod dos ouvidos. Quase no mesmo instante, a música transporta Maria a algum canto da primeira infância que a leva a uma crise de choro que, a princípio, não entende – como era possível saber de cor a letra de uma música numa linguagem que ela não domina?

Essa é apenas uma das muitas perguntas que a levam a permanecer na cidade até começar a desvendar o mistério: Maria, na verdade, não é alemã, mas uma argentina cujos pais desapareceram durante a mais sangrenta ditadura da história do País.

A partir de então, uma série de questionamentos passa a ser levantada: quem são seus verdadeiros pais? Como viviam? Quem é sua verdadeira família? Como foi parar na Alemanha? Como os pais adotivos entraram na história?

A passagem por Buenos Aires, que mudaria pra sempre sua vida (ou a antiga projeção de vida) a leva a conhecer a família dos verdadeiros pais, e parte de uma infância que desconhece. Numa casa simples de subúrbio, caixas com pertences, áudios e fotos são guardadas em memória de uma sobrinha que desaparecera nos anos 1970, na mesma época em que os pais foram sequestrados, e de quem nunca mais se teve notícias. Os tios que sobreviveram à ditadura contam a ela detalhes sobre sua vida anterior: os brinquedos, músicas e lugares favoritos. A cada episódio, Maria é perguntada: “Lembra-se?”. (Texto completo)

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SITE DEDICADO AO JORNALISTA ALOYSIO BIONDI É IMPORTANTE PARA ENTENDER A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL

Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Um ótimo local para conhecer um pouco de jornalismo, economia e os anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República é visitar o site O Brasil de Aloysio Biondi,  dedicado ao jornalista. Lá há vasto material sobre os textos  do jornalista, que publicou mais de 2 mil artigos em 44 anos de jornalismo.

Biondi escrevia bem,  com conhecimento e se apresentava como uma das poucas vozes dissonantes dentro da grande imprensa durante os anos 90. Esse período, marcado por FHC na presidência, foi o do pensamento único do neoliberalismo, tanto na política quanto na mídia. Entre outros feitos, Biondi antecipou que o modelo de privatização do sistema elétrico durante o governo de FHC iria provocar apagão. Não deu outra e até hoje o consumidor paga a conta com as termoelétricas. Veja abaixo um texto do autor sobre educação em 2000.

Educação, falsa prioridade

Jornal Diário Popular , sexta-feira 5 de maio de 2000
Por Aloysio Biondi

A toda hora você vê na televisão aqueles anúncios do governo mostrando maravilhas que estariam sendo realizadas na área da Educação: crianças trabalhando em computadores, idosos que foram alfabetizados, jovens realizando pesquisas em laboratórios de ciências, um verdadeiro paraíso. O IBGE e o próprio Ministério das Comunicações estão divulgando estatísticas que mostram uma realidade bem diferente. Não passa de uma invencionice, sempre repetida pelo presidente da República, a história de que o governo FHC está fazendo uma ‘‘revolução na Educação’’, beneficiando os trabalhadores e suas famílias. O que os dados do próprio governo revelam?

* Analfabetismo — Há, no Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas, acima dos 15 anos, analfabetas e semi-alfabetizadas. Os programas de Alfabetização Solidária, sobre os quais o governo e empresas fazem tanta propaganda, atenderam a apenas 700 mil pessoas no ano passado. Os analfabetos, pelos critérios do IBGE, continuam a representar nada menos de 13,5% dos brasileiros acima dos 15 anos. Mas esses 13,5% são a média nacional, que é puxada para baixo pelos resultados do Sul/Sudeste, onde a taxa é de 4% a 5% de analfabetos (isto é, os pobres e seus filhos). No Nordeste, ela chega a incríveis 27,5%.

* Computadores — Segundo os dados do MEC, no ensino fundamental (primário), apenas 12% das escolas estaduais têm laboratórios de informática. No Nordeste, apenas 1,5% das escolas têm computadores. Para os laboratórios de ciências, o quadro mostra as mesmas deficiências prejudiciais à qualidade do ensino e aprendizados: apenas 17% das escolas estaduais possuem essas instalações.

* Bibliotecas — Toda a propaganda em torno da distribuição de livros didáticos encobre outra realidade: ela existe em apenas 4% das escolas rurais, em 10% das escolas municipais, e em metade das escolas estaduais.

* Energia elétrica — Não dispõem sequer de energia elétrica 65% das escolas primárias do Norte, 55% do Nordeste e 25% do Centro-Oeste. (O governo promete começar a atacar o problema, com a compra de pequenos geradores elétricos para as escolas…).

* Repetência — Mais de dois terços dos alunos de primeiro grau, no Brasil, já repetiram alguma série, e por isso estão ‘‘atrasados’’ — problema que os críticos relacionam à falta de condições das escolas e à vida miserável de vastas faixas da população. Para enfrentar esse problema, que os técnicos chamam de ‘‘defasagem série-idade’’, o governo criou a ‘‘promoção automática’’, que piora ainda mais o nível de aprendizado das crianças brasileiras. O governo diz que outra arma contra a repetência são as ‘‘classes de aceleração, onde os alunos muito ‘‘atrasados’’, isto é, muito velhos para as séries que estão frequentando, recebem atenção especial, aprendem e conseguem completar duas séries em um só ano. A verdade? Para 35 milhões de alunos no ensino fundamental e médio, somente 1,2 milhão de estudantes tiveram direito às classes de recuperação em 1998 e 1999.

O Paraíso da Educação, para o bem do povo, não passa de propaganda. (O Brasil de Aloysio Biondi)

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