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ARRASTÕES E REVOLTA DE MENORES EM SITUAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO REVELAM FALÊNCIA DO SISTEMA PÚBLICO DE ATENDIMENTO À INFÂNCIA

Precaridade no atendimento às crianças: ausência de programas educacionais, sociais e falhas das próprias famílias

As fugas e os arrastões já fazem parte da realidade de muitos menores em situação de rua na cidade de São Paulo. O problema se insere em uma complexa teia de causas e consequências onde a pior delas é a situação de abandono em que vivem os menores e o sentimento de revolta que vai tomando conta deles, preenchendo um espaço que poderia ser dos sonhos, do conhecimento e das oportunidades.

Vindos de famílias desestruturadas, quando há família, os menores em situação de rua geralmente são encaminhados aos Conselhos Tutelares da cidade (que são poucos e trabalham sobrecarregados), a abrigos, ou, quando maiores de idade, vão para a Fundação Casa (antiga Febem). Em nenhum desse lugares recebem tratamente adequado, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil.

Especialistas ouvidos pela Agência, falam de uma falência no sistema público de atendimento aos menores que é apenas a ponta mais visível de um problema que encontra raízes na ausência de educação pública de qualidade e na falta de estrutura familiar.

A situação da infância no Brasil fica assim envolvida na mesma desigualdade social e de oportunidades com a qual já nos acostumamos. Um problema difícil de resolver, sintoma da forma como o social sempre foi tratado no Brasil.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Arrastões mostram falência no atendimento a crianças, dizem especialistas
Por Bruno Bocchini

São Paulo – Arrastões feitos por crianças e adolescentes e fugas recorrentes dos abrigos são indicativos da falência do Poder Público e da sociedade civil em resolver o problema dos menores em situação de rua. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Na última segunda-feira (22), a cidade de São Paulo registrou o segundo arrastão feito por crianças e adolescentes na Vila Mariana – bairro da zona sul de São Paulo. Após invadirem um hotel, sete menores foram apreendidos pela polícia. Alegaram ter menos de 12 anos e foram levados ao Conselho Tutelar, onde passaram a depredar o local.

“Agora que nós vemos que a coisa está degringolada, temos que começar tudo de novo chegando à raiz, chegando à origem: um Estado que traga educação pública. Tudo o que podemos fazer é paliativo. É colocar band aid em tumor”, destaca o desembargador e coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros.

Na tarde de ontem (23), três dos sete jovens apreendidos fugiram do abrigo para onde tinham sido encaminhados. Dois foram reconhecidos como maiores de 12 anos e levados para a Fundação Casa, antiga Febem. (Texto completo)

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