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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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GERALDO ALCKMIN SENSACIONAL: DISSE QUE IA SE INFORMAR EM 2011 E PROCESSA UMA ÚNICA(?) EMPRESA POR CARTEL(?) EM 2013

Sensacional: Geraldo Alckmin processa uma única empresa por formação de Cartel(!!!)

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Passe Livre, sobre propinoduto tucano: “Vamos às ruas no dia 14 de agosto”

Da Revista Fórum

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Manifestações em São Paulo

O Movimento Passe Livre anuncia que no dia 14 de agosto voltará às ruas. O grupo irá realizar uma manifestação em parceria com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, por conta do suposto propinoduto esquematizado nos contratos para as obras do Metrô, que pode ter desviado R$ 400 milhões dos cofres públicos. O caso, ocorrido em gestões do PSDB, foi denunciado pela multinacional Siemens.

“Nossa posição é que é um absurdo que o dinheiro público esteja sendo desviado do transporte. São mais de R$ 400 milhões desviados, isso daria para reduzir a tarifa a R$ 0,90”, afirma Matheus Preis, militante do MPL-SP.

A manifestação do dia 14 de agosto ainda não tem um local definido. No dia 6 de agosto, o MPL vai divulgar, em parceria com os metroviários, uma carta à população, informando o local do protesto. (Texto Completo)

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Capa da IstoÉ

Capa da IstoÉ

Veja abaixo trecho da reportagem da IstoÉ sobre o escândalo do Metrô de São Paulo nos governos do PSDB.

Trens e Metrô superfaturados em 30%

Da IstoÉ

Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.

Ao se aprofundarem, nos últimos dias, na análise da papelada e depoimentos colhidos até agora, integrantes do Cade e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos firmados entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção de linhas do Metrô e de trens. Uma das autoridades envolvidas na investigação chegou a se referir ao esquema como uma fabulosa história de achaque aos cofres públicos, num enredo formado por pessoas-chaves da administração – entre eles diretores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) –, com participação especial de políticos do PSDB, os principais beneficiários da tramoia. Durante a apuração, ficou evidente que o desenlace dessa trama é amargo para os contribuintes paulistas. A investigação revela que o cartel superfaturou cada obra em 30%. É o mesmo que dizer que os governantes tucanos jogaram nos trilhos R$ 3 de cada R$ 10 desembolsado com o dinheiro arrecadado dos impostos. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. De acordo com o MP e o Cade, os prejuízos aos cofres públicos somente nesses negócios chegaram a RS 425,1 milhões. Os valores, dizem fontes ligadas à investigação ouvidas por ISTOÉ, ainda devem se ampliar com o detalhamento de outros certames vencidos em São Paulo pelas empresas integrantes do cartel nesses e em outros projetos. (texto integral)

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propinodutoReportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade

247 – Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, foi montado um “propinoduto” relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia, abaixo, a reportagem de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa (Texto Integral)

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Cabe mais alguém aí?

O metrô é um sistema de transporte público que dá certo em muitas metrópoles do mundo. Ele permite o transporte de um grande número de passageiros por grandes distâncias e em tempo reduzido. No entanto, no Brasil, a realidade não é bem assim. Se o metrô dá certo no mundo todo, aqui, por incrível que pareça, ele está mais próximo de uma panela de pressão prestes a explodir.

Quem anda pelas linhas mais movimentadas do metrô paulista em horário de pico simplesmente não consegue respirar dentro do trem. Se lá dentro a sensação é de completa falta de ar e espaço, antes de embarcar, as pessoas mais parecem uma manada enfurecida, lutando por um espaço para passarem pela porta e não perderem a viagem. A situação é de caos completo. Há muitas pessoas para poucos trens. Muita distância para pouca linha. Muita corrupção para pouco investimento.

Essas antíteses resumem bem as falhas da administração pública paulista no que diz respeito ao investimento em transporte público. Enquanto as autoridades não fazem nada, as pessoas continuam feito sardinhas enlatadas e, pior, correndo risco de vida já que falhas graves de funcionamento no metrô têm acontecido com frequência nos últimos tempos.

Estamos diante de um perfeito retrato de como as coisas “funcionam” neste país!

Veja trecho de reportagem publicada pela Rede Brasil Atual:

Panela de pressão
Picos de 10 passageiros por metro quadrado, lentidão, falhas técnicas e opções arriscadas são o retrato do metrô paulista
Por Marina Amaral

Gastam-se em média três horas para ir ao trabalho ou à escola e voltar para casa na Grande São Paulo, onde vivem 19 milhões de habitantes. Há décadas, a região convive com o deslocamento da expansão demográfica para as periferias e momentos de crescimento econômico – como o dos últimos anos –, desacompanhados de planejamento urbano e de investimentos em infraestrutura de transporte coletivo. As pessoas moram cada vez mais longe do emprego. Na cidade mais rica do país, as cenas de plataformas repletas e passageiros revoltados com as condições degradantes dos trens tornaram-se rotina – quase todas as sete linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentam média de usuários superior a seis por metro quadrado, o máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A novidade é que o metrô, que já teve fama de eficiente, confortável e rápido, cada vez mais se assemelha ao “primo pobre”.

O número de passageiros por metro quadrado nas Linhas 1 (Azul) e 3 (Vermelha), responsáveis por 80% das viagens, já supera o das linhas mais lotadas da CPTM (com até 8,4 por metro quadrado) nos horários de pico: na Linha Vermelha a lotação chega a 9,8. Na hora do rush, o tempo das viagens é triplicado por paradas e velocidade reduzida. “A demanda pelo metrô cresceu com o aquecimento da economia e por sua capacidade de integração com os outros meios de transporte, impulsionada pelo bilhete único”, diz o economista Eduardo Fagnani, professor da Unicamp, com tese sobre transporte público de São Paulo. “Mas era um aumento previsto: há 20 anos a demanda já atingia picos acima de 2 milhões de passageiros por dia (hoje são mais de 3,7 milhões).” (Texto Completo)

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BURACO DO METRÔ E HIDRELÉTRICA NO EQUADOR: ODEBRECHT DEVERIA SER AFASTADA DE NOVAS LICITAÇÕES PÚBLICAS

Comentário:

É preciso haver um sistema rígido de controle para empresas que causam danos durante realização de obras públicas. A Odebrecht é reincidente em problemas em obras públicas, seja no Brasil (buraco da Linha Amarela do Metrô, que matou 7 pessoas) e agora no Equador (Hidrelétrica San Francisco).

Em caso de acidentes ou problemas durante uma obra pública, as empresas devem ficar afastadas de participação em novas concessões públicas até que seja feita investigação pela Justiça. Isso seria uma forma de trazer mais responsabilidade para executivos das empresas e fazer com que elas sejam mais cuidadosas com o bem público.

Veja o caso do Metrô de São Paulo, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), da USP, já atestou que as obras estavam irregulares e o governador José Serra (PSDB) não tomou qualquer atitude contra a empresa. (Veja texto abaixo relacionando os dois casos da empresa)

Não é para se surpreender que governos não tomem atitude. Veja o caso da crise hipotecária norte-americana. Falta um Estado forte. Não só no Brasil, mas no mundo há é uma espécie de sociedade entre empresas e governos; empresas são atendidas com obras e concessões em troca de financiamento de campanha. Com isso, governos tornam-se frágeis diante dessas calamidades. Depois, a conta é distribuida para toda a sociedade.

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IMPRENSA FAZ ASSESSORIA DE IMPRENSA A CONSÓRCIO DO BURACO DO METRÔ

Entidades civis apóiam medidas adotados pelo Equador contra Odebrecht

Da Agência Brasil

Brasília – Entidades da sociedade civil, como o Instituto de Estudos Sócio Econômicos (Inesc), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, divulgaram hoje (28) nota de apoio ao governo equatoriano de responsabilizar a empresa Odebrecht pelos “maus serviços prestados” ao país, “especialmente em relação à Central Hidrelétrica San Francisco”.

Segundo as entidades, é justo o governo equatoriano exigir da empresa uma reparação financeira pelo mau funcionamento da central, “financiada com recursos públicos de cidadãs e cidadãos brasileiros por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”.

As entidades lembram que a Odebrecht foi a responsável pela construção da linha 4 – amarela – do metrô de São Paulo quando no dia 12 de janeiro de 2007, parte da construção desmoronou matando sete pessoas e deixando várias feridas. “Entendemos que as ações adotadas recentemente pelo governo do Equador buscam incidir não apenas sobre os graves impactos causados pelos problemas na citada hidrelétrica”, afirma a nota.

A nota também pede ao governo brasileiro e ao BNDES que forneçam esclarecimentos sobre o financiamento dado pelo banco à Odebrecht para executar a obra no Equador. “A ausência de transparência nesta operação financeira realizada com recursos públicos compromete a capacidade da sociedade para avaliar o caso com clareza”, diz a nota.

No dia 23 o governo do Equador bloqueou os bens da empresa Odebrecht sob o argumento de falhas no funcionamento e paralisação da Central Hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira. O governo também exigiu o pagamento de uma indenização à empresa pelos danos causados ao Equador.

No sábado (27) o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que a construtora brasileira tinha feito uma proposta ao governo equatoriano na qual aceitava todas as exigências feitas pelos equatorianos quanto às indenizações e reparos nas falhas da Central Hidrelétrica San Francisco. Agora, Correa vai estudar a proposta feita pela empresa, mas não determinou um prazo para responder a Odebrecht.

IMPRENSA FAZ ASSESSORIA DE IMPRENSA A CONSÓRCIO DO BURACO DO METRÔ

A grande imprensa do Brasil, praticamente sem exceção, fez serviço de assessoria de imprensa para o Consórcio Via Amarela, que foi responsabilizado em laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP e pelo Ministério Público de ser o responsável pela gigante cratera do Metrô. O acidente, ocorrido em Janeiro de 2007, causou a morte de sete pessoas, além de engolir automóveis e destruir casas.

A grande imprensa deu em destaque a notícia (?) de que o Consórcio Via Amarela contesta o laudo do IPT e do Ministério Público. Um dos princípios básicos da notícia é a sua improbabilidade. Ora, notícia seria se o Consórcio tivesse assumido a culpa. “Sim, nós somos o culpado!”. Que o Consórcio iria fazer um laudo para isentar sua culpa com consultores “independentes”, isso todo mundo já sabia. Não é notícia.

Veja matéria sobre laudo do IPT na Folha Online

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