Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PROCESSO DE SONEGAÇÃO DE IMPOSTO DA REDE GLOBO SUMIU, MAS EXISTE CÓPIA FORA DA RECEITA FEDERAL

charge-bessinha_globo-nem-ai3O processo contra a Globo sumiu? E os bastidores da negociação que poderia ter levado à “estatização” da emissora

por Rodrigo Vianna/Escrevinhador

Conversei com duas fontes importantes, que trouxeram esclarecimentos sobre o episódio da sonegação de impostos da Globo, denunciada pelo blog “O Cafezinho” de Miguel do Rosário.

Uma das fontes é um ex-funcionário público (que conhece bem instituições como a Receita Federal e o Ministério Público no estado do Rio). Esse homem é o mesmo que Miguel do Rosário tem chamado de “garganta profunda”. Por isso, também o chamaremos assim nesse texto. A segunda fonte (será chamada aqui de “fonte 2″) é uma pessoa que esteve no governo federal (funcionário de carreira), nunca exerceu cargos eletivos, mas sabe muito sobre os bastidores do poder – e suas intercessões com o mundo das finanças e da mídia. Seguem abaixo as informações que recebi dos dois. O texto é longo, mas peço atenção porque trata de assunto gravíssimo. 

1 – O blog “O Cafezinho” publicou apenas 12 páginas de uma imensa investigação contra a Globo. Onde está o processo original? Onde estão as centenas de páginas até agora não reveladas? Um mistério. O “garganta profunda” garante que funcionários da Receita Federal no Rio estariam “em pânico” (são palavras dele) porque o processo contra a Globo simplesmente sumiu! Sim. O processo não foi digitalizado, só existe em papel. O deputado Protógenes Queiroz  (que pretende abrir uma CPI para investigar a Globo) também considera “estranho” que não haja “back-up” da investigação.

“Mas como um processo some desse jeito?” pergunto incrédulo. E o “garganta profunda” responde com um sorriso: “há advogados especializados nisso, e às vezes o sumiço físico de um processo é a única forma de evitar danos maiores quando se enfrenta uma investigação como essa contra a Globo”. Insisto: “mas quem teria pago pro processo desaparecer?”. E o “garganta profunda” responde com um sorriso apenas. 

2 – Importante compreender que, na verdade, há uma investigação contra a Globo que se desdobra em dois processos. Tudo começa com o ”Processo Administrativo Fiscal” de número 18471.000858/2006-97 , conduzido pelo auditor fiscal Alberto Sodré Zile; era a investigação propriamente tributária, no decorrer da qual descobriu-se a (suposta) conta da Globo em paraíso fiscal e a sonegação milionária. Ao terminar a investigação, no segundo semestre de 2006, Zile constatou “Crime contra a Ordem Tributária” e por isso pediu a abertura de uma “Representação Fiscal para Fins Penais” (ou seja: investigação criminal contra os donos da Globo) que recebeu o número 18471.001126/2006-14. 

3 – Um dos indícios de que há algo errado com os dois processos contra a Globo surge quando realizamos a consulta ao site ”COMPROT” (qualquer cidadão pode entrar no site “COMPROT” do Ministério da Fazenda e fazer a consulta – digitando os números que reproduzi no item acima). Ao fazê-lo, aparecem na tela as seguintes informações:

“MOVIMENTADO EM: 29/12/2006″

“SITUAÇÃO: EM TRÂNSITO”.

4 – Um processo (ou dois!!!) pode ficar ”em trânsito” durante seis anos e meio? Isso não existe.  Onde foi parar o processo? Entrou em licença médica? Repousa em algum escaninho? Viajou para as Ilhas Virgens Britânicas? Ou desapareceu no buraco negro que parece unir o Jardim Botânico ao Planalto Central?

A “fonte 2″ esclarece que a investigação deveria ter seguido dois caminhos:

– a Globo poderia continuar discutindo o imposto devido nas instâncias administrativas da Receita (para isso, teria que pagar o valor original e discutir a multa);

– o Ministério Público Federal no Rio deveria ter iniciado uma investigação dos aspectos criminais (esse era  o caminho depois da “Representação Fiscal para Fins Penais” apresentada pelo auditor Zile).

5 – Se a Globo tivesse feito recursos administrativos na Receita, isso deveria constar no site “COMPROT”. Mas a última movimentação é de 29/12/2006 – como qualquer cidadão pode confirmar realizando a consulta. O que se passou? Onde está o processo? O “garganta profunda” garante: “o processo teria sido sido retirado do escritório da Receita do Rio, desviado de forma subterrânea”. Essa informação, evidentemente, ainda precisa ser confirmada. 

6 – Se  o processo original sumiu, como se explica que Miguel do Rosário tenha obtido as 12 páginas já publicadas em “O Cafezinho”? Aí está outra parte do segredo e que vamos esclarecer agora: um homem – não identificado – teria conseguido preservar o processo original (e feito pelo menos mais uma cópia, na íntegra, para se proteger). As 12 páginas seriam, portanto, “só um aperitivo do que pode vir por aí”, garante o “garganta profunda”.

7 – O que mais há no processo? Detalhes sobre contas em paraísos fiscais,  e os nomes dos donos da Globo associados a essas contas, além de muitos outros detalhes – diz o “garganta profunda”, único a manter contato permanente com o homem que hoje possuiria o processo na íntegra. Seriam provas avassaladoras, “com nome, endereço e tudo o mais”. Em suma: uma bomba atômica contra a Globo. (Texto Integral)

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DUBLÊ DE LÍDER: REVISTA VEJA MAIS UMA VEZ CHAMA SEUS LEITORES DE IDIOTAS, OU MELHOR, PATETAS

Dublê da Globo é dublê de líder da Veja

O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.

Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.

A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.

revApresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.

Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:

“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou

“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”

Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!

VIDADURA

Ah, essa internet…

Ah, essa Veja…

PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Veja vídeo do Rei Lux

VIROU ROTINA: REDE GLOBO É HOSTILIZADA EM PROTESTO NA FAVELA DA MARÉ NO RIO DE JANEIRO

MANIFESTANTES NO PROTESTO EM LONDRES GRITAM “ABAIXO A REDE GLOBO” E IMPEDEM O TRABALHO DE MARCOS LOSEKANN

DILMA ACERTOU O ALVO: AS FORÇAS REACIONÁRIAS DO PAÍS ENTRARAM EM PÂNICO COM A IDEIA DE PLEBISCITO

marcoaurelioA proposta de plebiscito, apresentada pelo governo Dilma Rousseff para a reforma política, deixou as forças reacionárias e conservadoras do país em pânico.

A oposição partidária (PSDB, PPS e DEM) está arrancando os cabelos. Estão enlouquecidos com a possibilidade de, em 500 anos, a população dar palpite.

A oposição midiática (Globo, Veja, Estadão, Folha etc) está em alerta, divulgando as reações contrárias em grande alarde.

No Supremo, Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes, não poderiam ser outros,  saíram em defesa da exclusão  do povo e contra o plebiscito.

Dilma mirou no que viu e acertou no que não viu. Ela agora, se tiver coragem, pode colocar a oposição contra o povo brasileiro.

O plebiscito é uma ótima oportunidade para amadurecer temas políticos numa democracia. Com ele, a população irá se informar sobre essas questões e ficará mais politizada.

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PALHAÇO DA CORTE MIDIÁTICA: ARNALDO JABOR É DISSECADO POR TV ARGENTINA E POR MONTAGEM HILÁRIA COM CAETANO VELOSO

ATÉ CACO BARCELLOS, UM DOS MELHORES PROFISSIONAIS DA REDE GLOBO, É EXPULSO SEM TRÉGUA DA MANIFESTAÇÃO

MANIFESTANTES GRITAM: ‘GLOBO FASCISTA, SENSACIONALISTA!’ NA PRÓPRIA REDE GLOBO

REPÓRTER DA REDE GLOBO TEM DE IR EMBORA, APÓS MAIS PROTESTOS CONTRA A EMISSORA

A HERANÇA DA VEJA: O PENSAMENTO BINÁRIO NA POLÍTICA E A IMBECILIZAÇÃO DA CLASSE MÉDIA NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo em seguida

Nas últimas duas décadas, a revista Veja manteve um ataque constante à inteligência da classe média brasileira. Nos primeiros anos de democracia, esse ataque não foi tão intenso, visto que o governo de FHC representava a presença de um aliado civil na presidência da República e havia também, ainda hoje, o controle do governo paulista com o PSDB, que mantém a compra desse panfleto para as escolas públicas.

No entanto, em 2002, com a vitória de Lula, a situação começou a mudar e o poder das famílias oligárquicas tornou-se não tão seguro. Essa insegurança é própria do capitalismo e das democracias representativas, quando funcionam razoavelmente. Os avanços políticos de partidos mais progressistas foram jogando a revista Veja e os outros grupos de mídia em situações extremadas de deslealdade jornalística, a ponto de fazerem parceria com criminosos para obter informações, chantagear e achincalhar a vida de políticos.

O mote ideológico, que se tornou redundante na revista Veja, comandada por Roberto Civita, morto no último domingo, é o do pensamento binário que sustentou o golpe militar de 64 e também todos os golpes nos últimos 50 anos na América Latina, como bem mostra o jornalista australiano John Pilger em Guerra contra a Democracia. Dos anos 90 para cá, a revista Veja se tornou a porta bandeira da imbecilização da classe média, aterrorizando os leitores com o fantasma do comunismo, do petismo, etc.

Assim, toda a crítica à selvageria do capitalismo, toda violência perpetrada por leis e manobras jurídicas, toda a violência policial ou midiática passou a ser interpretada como uma crítica comunista, petista, petralha etc. Qualquer pessoa que questione a desigualdade, a desonestidade e as práticas violentas do cruel sistema tornou-se necessariamente um norte-coreano infiltrado na sociedade brasileira.

Para a revista Veja e seus controladores e realizadores, que são os grandes conglomerados capitalistas, a democracia é sempre um risco. Assim, o medo de quem tem bilhões de dólares em paraísos fiscais ou milhões de hectares, imóveis e empresas deve ser transferido para a classe média, que tem alguns imóveis, uma fazenda, uma indústria média etc. E isso é um trabalho constante tanto aqui como na Venezuela.

Nesses últimos 20 anos, a revista Veja fez esse serviço sujo. Transferir o medo dos privilegiados e bilionários para a classe média, alimentando a repetição da trágica história golpista de 64 e do período pós-segunda guerra. E teve certo sucesso. Tem-se hoje uma parte da classe média imbecilizada e amedrontada com os avanços da democracia brasileira.

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A GLOBO ESTÁ COM MEDO DA COMISSÃO DA VERDADE E CLAMA POR IMPUNIDADE PARA OS CRIMES DO ESTADO

O Globo teme a Comissão da Verdade

Por Altamiro Borges/Blog do Miro

Medo da verdade

Medo da verdade

Em editorial publicado nesta terça-feira (21), o jornal O Globo confessa que está com medo do desenrolar das investigações da Comissão da Verdade. A famiglia Marinho, que apoiou o golpe militar de 1964 e que foi recompensada pela ditadura na construção do seu império midiático, faz um apelo para que as apurações sejam limitadas: “A anistia foi concedida no Brasil de forma recíproca, mediante ampla negociação entre o regime e a oposição, como parte do processo de redemocratização, realizado sem traumas, e que, por isso mesmo, resultou numa democracia estável… Não cabe à Comissão encaminhar qualquer nome ao Ministério Público e à Justiça para ser processado por supostos crimes cometidos na repressão política, nem propor qualquer inciativa neste sentido. Seria, no mínimo, ilegal”.

Na prática, o editorial tenta enquadrar os membros da Comissão. Um dia antes, alguns deles propuseram explicitamente a revisão da lei da anistia e a punição dos carrascos da ditadura. A notícia foi publicada por Roldão Arruda, no jornal Estadão. “Ganha corpo entre seus integrantes a ideia de que o relatório final da comissão, a ser divulgado no segundo semestre de 2014, deve recomendar a revisão da interpretação legal em vigor e a responsabilização penal de agentes de Estado que cometeram graves violações de direitos humanos no período da ditadura militar. Atualmente, eles não podem ser responsabilizados pelos crimes que estão sendo apurados pela comissão. Integrantes que defendem a recomendação da mudança argumentam que a lei que criou o grupo, em 2011, incluiu entre as suas tarefas sugerir ao Estado brasileiro medidas eficazes para que as violações não se repitam. Uma dessas medidas seria o julgamento de militares e policiais envolvidos em casos de sequestro, tortura, ocultação de cadáveres e outros crimes na ditadura”. (Texto integral)

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BESSINHA SENSACIONAL: FELIZ DIA DAS MÃES!

MARILENA CHAUÍ: “QUALQUER COISA QUE SE POSSA DIZER SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA SERÁ OBSCENO”

EDUCAÇÃO POLÍTICA: CINCO ANOS

BANCOS E FOLHA DE S. PAULO FINANCIARAM A TORTURA E ATENTADOS TERRORISTAS, DIZ EX-DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL, CLÁUDIO GUERRA

SP: ex-delegado diz que ditadura fez atentados para desmoralizar esquerda

Ex-delegado: Folha financiava operações na ditadura; Frias visitava o DOPS, era amigo pessoal de Fleury  (Via Vi o Mundo)

Do portal Terra

O ex-delegado da Polícia Civil Claudio

Ex-delegado Cláudio Guerra: terrorismo de Estado

Ex-delegado Cláudio Guerra: terrorismo de Estado

Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.

“Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.

No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.

Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.

Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.

O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.

“Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.

Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.

Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.

‘Enterrar estava dando problema’

Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.

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BYE BYE PIG: BRASIL VENDE UM COMPUTADOR POR SEGUNDO, DIZ PESQUISA DA FGV

Em 2013, Brasil deve vender 22 milhões de computadores

Em 2013, Brasil deve vender 22 milhões de computadores

Brasil tem três computadores para cada cinco habitantes, diz pesquisa da FGV

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A quantidade de computadores em uso no Brasil, somados os corporativos e os domésticos, chega a 118 milhões, aponta pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada hoje (18). Isso significa que existem, no país, três computadores para cada cinco habitantes.

O estudo mostrou também que o número de computadores dobrou no período de quatro anos. Para este ano, a FGV estima que serão comercializados 22,6 milhões de unidades, o que equivale a uma unidade por segundo.

A projeção para daqui três anos é que o país tenha um computador por habitante, com 200 milhões de unidades. Esse crescimento será puxado, explica o professor Fernando Meirelles, coordenador da pesquisa, pelo aumento previsto nas vendas de tablets, também classificado como computador pela pesquisa.

O levantamento, que é feito há 24 anos e divulgado anualmente, consultou 5 mil grandes e médias empresas com 2,2 mil respostas válidas.

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA CONFIRMA INVESTIGAÇÃO CONTRA AÉCIO NEVES E ISSO NÃO É NOTÍCIA NA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

Mídia esconde processo contra Aécio
Aécio não é notícia, ruim

Aécio não é notícia, ruim

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.

Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano.

Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir!
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DEPUTADO PAULO PIMENTA (PT) E A SOCIEDADE QUEREM SABER OS CRITÉRIOS DA SECOM PARA VERBA PUBLICITÁRIA

Uma das perguntas à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) poderia ser a seguinte: uma empresa de mídia acusada de se associar a criminosos para obter escutas ilegais e fazer reportagens recebe verba publicitária do governo? Qual o critério jornalístico usado pela Secom?

PT pressiona por debate sobre Marco Regulatório das Comunicações no Congresso

Rachel Duarte/Sul 21

Apesar da clara posição do governo Dilma Rousseff em não discutir o Marco Regulatório das Comunicações antes das eleições de 2014, o Partido dos Trabalhadores parece estar disposto a incitar a sociedade para o debate. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) chamou a bancada petista para o compromisso de realizar um seminário sobre o tema no Congresso Nacional. Ele pretende convocar primeiro a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para prestação de contas sobre o repasse de verbas publicitárias. “Estes números não estão públicos, mesmo com a Lei da Transparência. Queremos saber os critérios utilizados para os repasses”, disse.

O seminário, ainda sem data marcada, deverá ouvir também representantes das rádios comunitárias, blogueiros e mídias regionais do país. De acordo com Paulo Pimenta, é preciso monitorar ‘até onde chegam os recursos e ações do governo federal’ para democratização da mídia. “Há uma relação cada vez mais morosa sobre as concessões para as rádios comunitárias. Existem processos se arrastando por mais de oito anos. A política pública, que era para ser ousada a fim de alcançar a pluralidade da radiodifusão, está estagnada nos últimos anos”, criticou sobre a postura dos governos do PT.

Divulgação

Paulo Pimenta / Foto: Divulgação

A partir do diagnóstico sobre a realidade dos investimentos em publicidade direta e indireta, por meio da iniciativa privada, o deputado Paulo Pimenta acredita ser possível ao PT assumir uma posição mais concreta sobre o tema dentro do Congresso. “Nós fazemos parte de uma coalizão política em que existem setores conservadores e com pensamentos contrários aos nossos, mas não devemos disputar internamente ou atravancar o processo dentro do governo”, disse.

O recado dado em fevereiro pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, foi claro: “o governo não discutirá o marco regulatório antes das eleições de 2014”. Logo em seguida, o PT manifestou publicamente que a regulação das comunicações ‘é urgente e inadiável’ e defendeu o Projeto de Lei de Iniciativa Popular em tramitação no Congresso. O presidente do partido, Rui Falcão chegou a falar que o governo mantém uma dívida com a sociedade ao não adotar a regulação definida pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). (Texto Completo)

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ENTREVISTA DO BBB (BIG BROTHER BRASIL) MOSTRA COMO É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA REDE GLOBO

HUMOR: JORNALISMO MUNDO CÃO E A TOLERÂNCIA ZERO COM O REPÓRTER ‘SURDO’

INACREDITÁVEL: HUGO CHÁVEZ, O PARLAMENTAR GEORGE GALLOWAY E O QUE A MÍDIA FAZ COM A CABEÇA DE UM JOVEM ESTUDANTE

ATÉ OS ESTADOS UNIDOS CONHECEM O PIG: LOS ANGELES TIMES NOTICIA QUE MÍDIA BRASILEIRA APOIOU GOLPE E É IMPLACÁVEL SÓ COM O PT

latimes.com
Reportagem do jornal Los Angeles Times menciona boa aprovação da presidente por parte da população, mas não pela imprensa; “Nenhum grande veículo a apoia, sendo que alguns jornais e revistas são particularmente duros em suas críticas”, diz o texto; enquanto isso, a presidente aprendeu a lidar com os ataques, segundo a matéria, reafirmando periodicamente sua crença na liberdade de expressão…
Quando o presidente esquerdista João Goulart foi deposto pelos militares brasileiros, em 1964, a maioria da mídia nacional, controlada por poucas famílias, comemorou. […]
Mas, durante a ditadura de 21 anos que se seguiram, o governo censurou os jornais e estações de televisão das famílias operadoras […]
As coisas são diferentes agora. Desde 2003, o Brasil tem sido gerido pelo partido à esquerda da Centro dos Trabalhadores Popular, conhecido como PT, que deixou a mídia só […]
Mas as publicações e emissoras de TV, ainda controladas pelas mesmas famílias, têm sido críticos do partido, apesar de uma taxa de aprovação pública para a presidente Dilma Rousseff tão alta quanto 78% […] (sic).

Brazil’s Dilma Rousseff is popular, but not among news media

Rich and powerful newspapers and TV networks have been critical of the left-leaning president despite her hands-off approach toward them.
Brazil President Dilma Rousseff not popular among news media
Brazilian President Dilma Rousseff helps mark
10 years in power of the Workers’ Party, or PT,
during a celebration in Sao Paulo last month.
(Yasuyoshi Chiba / AFP/Getty Images / February 20, 2013)

SAO PAULO, Brazil — When left-leaning President Joao Goulart was deposed by the Brazilian military in 1964, the nation’s major news media, controlled by a few wealthy families, celebrated.

But during the 21-year dictatorship that followed, the government censored the newspapers and television stations the families operated.
Things are different now. Since 2003, Brazil has been run by the popular left-of-center Workers’ Party, known as PT, which has left the news media alone.
But the publications and TV stations, still controlled by the same families, have been critical of the party, despite a public approval rating for President Dilma Rousseff as high as 78%. Not a single major news outlet supports her, with some newspapers and magazines particularly harsh in their criticism.
“It’s an extremely unique situation now in Brazil to have such a popular government and no major media outlet that supports it or presents a left-of-center viewpoint,” says Laurindo Leal Filho, a media specialist at the University of São Paulo.
The opposition to the Workers’ Party has been present since former left-wing metalworker Luiz Inacio Lula da Silva, once imprisoned by the dictatorship, was elected president in 2002. Lula quickly moved to the center and accommodated business elites, and the following decade saw an economic boom in which 40 million people rose out of poverty.
Telenovela 'Avenida Brasil' speaks to Brazilians
Telenovela ‘Avenida Brasil’ speaks to 
Brazilians

“Brazilian society was based on slavery for over 300 years, and has almost always been run by the same social strata,” Leal Filho says. “Some parts of the upper class have learned to live with other parts of society that were previously excluded … but the media still reflect the values of the old-school elite, with very, very few exceptions.”

The critical news media have been widely praised for hard-hitting investigations of corruption that have led eight members of Rousseff’s Cabinet to be replaced, and 25 high-level officials to be sentenced for a vote-buying scandal dating to Lula’s administration.
But government supporters often say the news media pay much less attention to evidence of corruption involving other political parties.
Brazil rethinks its rule-breaking attitude after club fire
Brazil rethinks its rule-breaking 
attitude after club fire

Reporters Without Borders recently issued a report criticizing media concentration in Brazil and recommending an overhaul of laws pertaining to the media. But unlike elsewhere in Latin America where governments openly battle with private media critics, the Brazilian government has taken a relaxed attitude.

Even if there were a concerted effort to take action, it would be politically impossible, analysts say. The Reporters Without Borders report details close ties between parts of the media and members of Congress, some of whom even vote to grant licenses to outlets they own, especially outside the bigger cities. To run the country, Rousseff must navigate the complicated waters of the Brazilin congressional system and work with more than 20 other parties.
“It’s unfortunate, but to govern this country you have to establish alliances,” says Mino Carta, editor of Carta Capital, the only publication of any size that supports the government. It sells 60,000 copies a week in a country of almost 200 million.
Meanwhile, Rousseff, who was tortured by the dictatorship for her left-wing activities in the 1970s, has taken criticism from the news media in stride, periodically reaffirming her belief in freedom of speech.
Attempting to build a large-scale news outlet that presents a different point of view would be extremely difficult, Carta says, because of the need for advertising revenue.
In Brazil's <i>cracolandias</i>, roving hordes of lost souls
In Brazil’s cracolandias, roving 
hordes of lost souls

“That would be a very slow and long-term goal indeed,” says the Italian-born septuagenarian.

Most Brazilian media chiefs say their journalism is neutral and objective.
Sergio Davila, managing editor of Folha de Sao Paulo, Brazil’s highest-circulation newspaper, says, “When Fernando Henrique Cardoso was in office, [his party] the PSDB said we were against them and pro-PT.”
Davila points to a report published in the paper at the time detailing votes purchased to ensure Cardoso’s reelection. “Now we’re just seeing the other side of the coin.”
But many PT supporters see the major newspapers, including Folha and O Estado de Sao Paulo, as anti-Rousseff, as they do the television network and newspaper run by the dominant Globo group.
“The big media have always defended powerful interests,” says Jose Everaldo da Silva, a retired port worker and PT voter in the country’s traditionally poor northeast, which has benefited especially from PT rule. “Everyone remembers what Globo did in Lula’s first election.”
When Lula first ran for president in 1989, the Globo TV station heavily edited his final debate with Fernando Collor de Mello, giving Lula less time and showing all of Collor’s best moments. The polls turned in favor of Collor, who was elected and later impeached for corruption (Texto integral no Los Angeles Times) VI no Contexto Livre
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REDE GLOBO AMARELOU COM RENAN CALHEIROS E EXPÔS A FRAGILIDADE DA ATUAÇÃO POLÍTICA DA MAIOR EMISSORA DO BRASIL

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A Rede Globo fez intensa campanha para o candidato do procurador Geral da República, Roberto Gurgel, na última eleição para a presidência do Senado Federal. Gurgel deu andamento a processo contra Renan Calheiros justamente na semana da eleição para beneficiar o candidato Pedro Taques. Pela primeira vez na história deste país um procurador Geral da República atua politicamente na eleição do Senado.

A articulação de Gurgel em sintonia com parte da oposição naufragou com a vitória de Renan. Agora, 1,6 milhão de assinaturas contra Renan não são noticiadas pela Globo. Um breve sinal da fragilidade do poder político de emissora.

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SANTO GUTENBERG! FOLHA E ESTADÃO JÁ DISSERAM QUE DAR GOLPE DE ESTADO SIGNIFICA REESTABELECER A DEMOCRACIA

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

A salvação da pátria

Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem

Por Luiz Antonio Dias/ Revista História

“Os comunistas invadiram o Brasil”. Era esta a impressão de qualquer leitor de jornais no início dos anos 1960. Desde a posse de João Goulart na Presidência, em 1961, setores militares já planejavam sua queda. Matérias, manchetes e editoriais veiculados pela imprensa nesse período dão ideia do clima tenso, e é importante entender que essas informações divulgadas pelos jornais paulistanos Folha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo não eram neutras ou meramente “informativas”.

Defendendo a “ordem”, a Folha teceu fortes críticas ao comício pelas Reformas de Base, ocorrido no dia 13 de março de 1964 na Guanabara, afirmando que foi organizado por extremistas que tentavam subverter a ordem. No dia seguinte ao comício, publicou um editorial sobre o assunto: “preferiu o Sr. João Goulart prestigiar uma iniciativa vista com justificada apreensão por toda a opinião pública (…). Resta saber se as Forças Armadas (…) preferirão ficar com o Sr. João Goulart, traindo a Constituição, a pátria e as instituições”. O Estadão também exigiu um posicionamento das Forças Armadas no episódio. O editorial “O presidente fora da lei”, do mesmo dia, acusa João Goulart e alega que isso é apenas uma parte: “É, evidentemente, a última etapa do movimento subversivo que (…) é chefiado sem disfarces pelo homem de São Borja. E é também o momento de as Forças Armadas definirem, finalmente, a sua atitude ambígua ante a sistemática destruição do regime pelo Sr. João Goulart, apoiado nos comunistas”.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em São Paulo em 19 de março, foi uma resposta ao comício da Guanabara, e sobre essa manifestação a Folha apresentou a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. Já O Estado de S. Paulo dizia em 20 de março: “Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, no nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia”. Nesse editorial, o jornal buscou resgatar a memória de 1930 e 1932 [Ver RHBN nº 82], “da luta contra os caudilhos e a ditadura”, mostrando que o povo de São Paulo saberia lutar bravamente para garantir a Constituição de 1946.

A Revolta dos Marinheiros, em 26 de março, nada mais foi do que a gota d’água de um movimento golpista que já vinha caminhando a passos largos. Nesse episódio, mais uma vez, a Folha se colocou ao lado da “ordem”, criticando o movimento e lançando ataques à ação do presidente no incidente. “A solução dada pelo presidente (…) tem todas as características de uma capitulação.”

Na noite de 30 de março, o presidente compareceu ao Automóvel Clube, na Guanabara, para a comemoração do 40° aniversário da fundação da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar. Nesta solenidade, Goulart proferiu o seu discurso mais radical. No dia seguinte, a repercussão na imprensa foi negativa: os jornais se levantaram novamente contra o presidente. O discurso de João Goulart acabou sendo a senha para o início do golpe militar, que seria deflagrado na madrugada seguinte. A Folha também circulou nesse dia com um suplemento especial intitulado “64 – O Brasil continua”, repleto de anúncios de grandes empresas, mostrando que o Brasil cresceria em 1964, que esse seria um novo tempo. Cadernos como este – lançando previsões – normalmente circulam no início do ano. A data de publicação comprova que a sua elaboração ocorreu antes do início do golpe militar.

No dia seguinte ao golpe, o jornal afirmou que Goulart governou com os comunistas, tentou eliminar o Congresso atacando a Constituição, e, desta forma, a intervenção militar teria sido justa. Para a Folha, “não houve rebelião contra a lei. Na verdade, as Forças Armadas destinam-se a proteger a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem”.

Com a subida de Castello Branco ao poder, a Folha do dia 16 de abril não poupou elogios ao novo presidente em seu editorial. “É com satisfação que registramos ter seu discurso de posse reafirmado todas as nossas expectativas e revigorado a nossa esperança de que uma nova fase realmente se descerrou para o Brasil”.

Durante o governo Goulart, o jornal atacava o presidente e seu governo como uma ameaça aos direitos legais. Mas o editorial do dia seguinte ao golpe, “O sacrifício necessário”, defendia a necessidade de suprimir direitos constitucionais: “Nossas palavras dirigem-se hoje (…) aos que se acham dispostos ao sacrifício de interesses, de bens, de direitos, para que a nação ressurja, quanto antes, plenamente democratizada.”

No dia 3 de abril, o Estadão, estampou a seguinte manchete: “Democratas dominam toda a Nação”. É inegável que houve um árduo trabalho por parte dos jornais para desestabilizar o governo Goulart.

Tanto o Estadão quanto a Folha defenderam a deposição de um presidente eleito pelo povo e derrubado pelas Forças Armadas como “defesa da lei e do regime”. A imprensa paulistana, apresentando-se como porta-voz da opinião pública, saudou a instalação de um governo autoritário e ilegítimo como se fosse democrático e legal. Os aspectos éticos dessa “ação jornalística” e a falta de críticas – ou autocrítica – aos jornais e jornalistas é tema que merece reflexão.

Luiz Antonio Diasé professor da PUC-SP e autor de “Informação e Formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964. O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo”. In:ODÁLIA, Nilo e CALDEIRA, João Ricardo de Castro (orgs.).  História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unesp/Arquivo do Estado, 2010.

Saiba Mais – Bibliografia

GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Filmes

“O que é isso, companheiro?”, de Bruno Barreto (1997).

“O ano em que nossos pais saíram de férias”, de Cao Hamburger (2006).

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LEITOR DA REVISTA VEJA É RIDICULARIZADO EM CENA DO FILME ‘O SOM AO REDOR’, QUE ESTÁ EM CARTAZ NAS TELAS DE CINEMA DO BRASIL

Lapso de cena do filme O som ao redor

Lapso de cena do filme O som ao redor

Já virou chacota nacional. Até nas telas de cinema os leitores da revista Veja, da editora Abril, estão sendo ridicularizados. É caso do filme O som ao redor, que está em cartaz pelo Brasil e que foi lançado este mês de janeiro.

O filme, que trata do cotidiano da classe média, tem uma cena hilariante sobre uma reunião de condomínio. Nela, uma das moradoras reclama do porteiro e diz que sua revista Veja “está chegando sem o plástico”.  A personagem, que esbanja arrogância e petulância, faz a plateia rir da situação. Muita coragem do diretor, Kleber Mendonça Filho, que pode em breve ser uma vítima dos assassinatos de reputação que existem na imprensa brasileira.

O filme é honesto e foge do tempo e da estética presentes nos filmes da Globo ou norte-americanos. Recheado de suspenses e humor, o tempo chega a se arrastar próximo ao final, mas nada que atrapalhe a boa experiência de sair do lugar comum dos filmes demasiadamente comerciais. Além disso, o diretor traz momentos ricos quando joga em signos e imagens referências ao próprio cinema, ao mesmo tempo em que retoma lembranças e saudades dos personagens da trama. Destaque para a angústia, o vazio e a tormenta sensual nas cenas da atriz Maeve Jinkings.

Abaixo a atriz Maeve Jinkings convida para o filme:

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BRASIL PROFUNDO: DONOS DA EPTV CONTROLAM USINA QUE TENTA DESALOJAR ASSENTAMENTO MILTON SANTOS

Donos da EPTV controlam usina que tenta despejar assentamento Milton Santos

Proprietários da Usina Ester, que tenta na Justiça expulsar 68 famílias de área considerada modelo em agroecologia, são donos da afiliada da Rede Globo em Campinas

Por Guilherme Zocchio/ Repórter Brasil

Antônio Carlos Coutinho Nogueira e José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho, donos da EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas, estão a frente da Usina Ester, que conseguiu na Justiça Federal reintegração de posse da área em que fica o Assentamento Milton Santos, em Americana, no interior de São Paulo. Com a decisão, 68 famílias estão ameaçadas de despejo no próximo dia 30. A área é considerada modelo em técnicas de agroecologia e na produção de alimentos sem veneno. A Repórter Brasil tentou contato com ambos para obter uma posição sobre a situação por meio da assessoria de imprensa da Usina Ester e da rede EPTV, mas não obteve retorno. A assessoria da Usina limitou-se a informar que “aguarda o cumprimento da decisão judicial”.

Além dos dois empresários, representantes do  grupo Abdalla também têm interesse no processo. Foram eles que arrendaram o terreno para a Usina Ester e que hoje alegam serem os legítimos proprietários da área. Ninguém ligado ao grupo, que foi um dos mais poderosos do estado até a década de 1980, foi encontrado para comentar o caso.


Horta cresce no assentamento Milton Santos, que é referência em agroecologia e produz  verduras, frutas e raízes (Foto: Eduardo Kimpara / Flickr (CC))

Nos balanços financeiros da Usina Ester disponíveis para download no site da empresa, Antônio Carlos Coutinho Nogueira figura como presidente da companhia, e José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho, seu irmão, como acionista e membro do conselho administrativo, ao lado de outros parentes. Eles detêm a concessão de 5 veículos —duas estações de rádios e três canais de televisão, quatro em São Paulo e um em Minas Gerais—, segundo informações do site “Os Donos da Mídia”, que reúne informações sobre os principais proprietários de canais de mídia do país (veja o perfil de Antônio Carlos e de José Bonifácio na página do projeto).

Os irmãos José e Antônio, concessionários de mídia
e acionistas da Usina Ester (Foto: Divulgação)

Ambos são filhos de José Bonifácio Coutinho Nogueira, ex-diretor da TV Cultura que fundou em 1979 o grupo das Emissoras Pioneiras de Televisão (EPTV), conjunto de retransmissoras da Rede Globo de Televisão no interior de São Paulo. Além das atividades como empresário no setor de comunicações, o fundador da EPTV também acumulou cargos e esteve próximo de figuras significativas da política brasileira. Foi secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, no governo de Carvalho Pinto (1959-1963), e secretário de Educação durante a gestão do governador biônico Paulo Egydio Martins (1975-1979).

A concentração de meios de comunicação nas mãos de políticos ou grandes grupos empresariais é um fenômeno recorrente no Brasil, de acordo com Pedro Ekman, membro de entidade da sociedade civil que estuda e trabalha sobre o direito à comunicação no país, o coletivo Intervozes. Ele explica que, como as concessões de rádio e televisão levam em conta muito mais um critério econômico do que social, isso tende a concentrar os meios de mídia nas mãos de poucos grupos ou pessoas com maior poder aquisitivo.

“A falta de uma política de redistribuição entre mais atores públicos e privados, de diferentes estratos sociais, acaba gerando essa coincidência entre proprietários de terras e concessionários de meios de comunicação”, avalia. (Texto Completo)

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A clareza de pensamento do coordenador do MST (Movimento dos Sem Terra), João Pedro Stedile, permite entender um pouco sobre o conflito presente no Brasil contemporâneo nessa entrevista ao programa Provocações (abaixo). Com certeza, é essa capacidade intelectual que provoca tanta ira nos setores mais reacionários da sociedade, além de suas provocações, é claro.

Stedile identifica o significado do governo do ex-presidente Lula e o entendimento das forças sociais que disputam a hegemonia política do país. Para ele, os inimigos do Brasil são “o capital financeiro, as empresas transnacionais, o latifúndio e a mídia burguesa”. Dilma Rousseff ao menos combateu um pouco a apetite do capital financeiro, mas como enfrentar o apetite dos outros três?

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