Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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VÍDEO: PINHEIRINHO É SÓ UM CASO DA DOENÇA DO NEOLIBERALISMO QUE SE ALASTROU PELO MUNDO A MASSACRAR PESSOAS

A HISTÓRIA DO GAROTO RYAN HRELJAC, QUE LEVOU ÁGUA PARA OS AFRICANOS COM APENAS 6 ANOS DE IDADE

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A HUMANIDADE PARTIU PARA A IGNORÂNCIA, MAS SERÁ ESSA A ÚNICA NÃO-SOLUÇÃO?

Milhares passam fome e milhõe$ combatem as drogas

Milhares passam fome e milhõe$ combatem as drogas

Quando duas pessoas saem no tapa ou partem para a briga, é comum usar a expressão popular: “eles partiram para a ignorância”. Partir para a ignorância é romper toda a capacidade de diálogo, é a guerra. Quando o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, declarou guerra às drogas, há 40 anos, e levou vários países a seguir essa estratégia, ele também decidiu partir para a ignorância.

É por isso que até hoje a chamada guerras às drogas não acabou e os países continuam a “partir para a ignorância” sem fim. E provavelmente passaremos mais 40 anos na pancadaria contra as drogas. Há 4 décadas, todas as polícias de praticamente todos os países combatem as drogas com armas de fogo pesada, equipamentos de guerra, tapas, pontapés e assassinatos. E o resultado? Não, não há resultado.

O tráfico e o consumo de drogas só tem aumentado, na maioria das vezes com a complacência e parceria de quem deveria combater.

Não seria hora de pensar em uma nova guerra contra as drogas? Não seria mais inteligente combater as drogas de outra forma, visto que essa não tem dado resultado?

Que tal uma guerra humanitária e política contra as drogas? Por que não investir pesado em uma região dominada pelo tráfico, que normalmente são regiões pobres, como favelas? No lugar de intervir, investir. Assim, os combatentes contra as drogas seriam outros, pessoas comuns. Veja só:

O primeiro batalhão de artilharia poderia ser de arquitetos e engenheiros que, armados de pranchetas e cálculos, em parceria com a comunidade, desenharia um plano de urbanização, com casas decentes para todos os moradores, ruas, escolas, hospitais, locais de lazer, para comércio, indústria e até para agricultura de hortaliças. Em seguida, um batalhão armado com retroescavadeiras, pás e enxadas para erguer um novo bairro por etapas, com a consonância dos moradores.

Na sequência entram mais três batalhões para fuzilar as drogas.

Um batalhão seria das secretarias de Educação, Saúde, Esporte e Lazer, com atendimento das crianças de zero a 18 anos, programando educação e atividades escolares, culturais e esportivas.

Outro batalhão entraria para financiar pequenos negócios, profissionalização e assistência social para os adultos. Esse seria um batalhão persistente e implacável com a miséria social e econômica.

E, por último, um postinho da polícia comunitária.

Será que daria resultado? Por que não testar?

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DROGADOS PELO DINHEIRO: FISSURA DE SUPER-RICOS SUSTENTA A MISÉRIA DO MUNDO E ABALA AS ECONOMIAS DOS EUA E DA EUROPA

Teste seu vício: o que isso lhe provoca?

Nos últimos tempos, temos visto no Brasil muitas reportagens sobre os milionários, os mega ricos, os super-ricos. O sucesso econômico do país com o governo do ex-presidente Lula consolidou alguns impérios financeiros pessoais e de grupos econômicos. Isso fez com que um grupo de pessoas, ainda que seleto, pudesse usufruir do mais alto luxo e extravagância. O patrimônio dessas pessoas pode atingir 100 milhões de dólares.

Esse processo não foi diferente na Europa e Estados Unidos, que já garantiam há algum tempo essa cultura do dinheiro sem limite. Mas essa cultura neoliberal pelo enriquecimento sem freio, esse culto ao dinheiro, tem se transformado num grande clube da destruição. Apesar de gerar prazer extasiante para seus viciados, a falta de regras e controles do Estado têm arrasado a economia de vários países. Nesta semana,  por exemplo, os bancos espanhóis vão receber 100 bilhões de euros!

Os super-ricos, os altos executivos de bancos e seus lucros sem controle, os corruptores do sistema político, os manipuladores de má fé de produtos industriais para baratear custos e aumentar o lucro e os ruralistas que se beneficiam de trabalho escravo são alguns drogados pelo dinheiro. 

Essa cultura, que abalou a estrutura da maior economia mundial, os EUA, e do continente mais próspero, a Europa, está imbuída de sentidos falsos e cínicos. Um deles é de que “o mundo é dos espertos”, “todo mundo rouba”, “o importante é levar vantagem”, “política é assim mesmo” etc etc etc. Esse mesmo pensamento é associado à ideologia que combate o fantasma do comunismo. Contra esse fantasma, tudo pode. É a ideologia da extrema-direita, que foi eficiente para combater os comunistas durante a guerra fria e hoje se tornou uma tragédia e uma farsa, replicadas pela mídia.

Esse substrato cultural sustentou as políticas de desregulamentação econômica da Europa e EUA. Nesse bonde, as redes de rádio, TV e Jornais serviram de sustentação espalhando o medo ideológico e avalizando mega fusões de empresas controladoras de mercado. Isso tem destruído a economia de países para manter intactos os drogados pelo dinheiro, também conhecido como “o mercado”, os grandes apostadores das bolsas, os grandes compradores de ações, os grandes corruptores do sistemas, os grandes falsificadores de produtos de mega empresas etc.

A fissura pelo dinheiro se tornou uma droga tão pesada que permitiu o rompimento dos laços societários, da vida em comunidade, da vida em uma cidade, de uma nação. Nesse panorama, não há sequer pudor em se associar a criminosos, corruptores, assassinos, espiões, usurpadores e escravocratas.

A busca pela manutenção ideológica do vício do ganho financeiro permite o vale tudo, da mesma forma como age o garoto pobre que rouba casas, carros, pessoas e mata para poder se drogar e viver uma bela noite de delírio.

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NO PAÍS DOS RURALISTAS, A ESCRAVIDÃO É SEM FIM: FAZENDEIROS SÃO ACUSADOS PELA TERCEIRA VEZ POR USO DE TRABALHO ESCRAVO
SERÁ A TERCEIRA VIA? AÇÃO DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF SOBRE JUROS BANCÁRIOS ABRE CAMINHO PARA O BRASIL ESTABELECER UM NOVO PROJETO POLÍTICO-ECONÔMICO
SISTEMA POLÍTICO-ECONÔMICO CAPITALISTA VIGENTE É TÃO INJUSTO QUE ATÉ OS MILIONÁRIOS ESTÃO PEDINDO PARA SEREM TAXADOS
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

ERRADICAÇÃO DA POBREZA EXTREMA CONDUZ AO DESAFIO DE CRIAR POLÍTICAS SOCIAIS MAIS SÓLIDAS

Plano Brasil sem Miséria prevê a erradicação da miséria absoluta até meados desta década

A previsão do governo com a adoção do Plano Brasil sem Miséria é de que a pobreza absoluta, na qual estão inseridas as famílias que ganham até R$ 70 por mês, esteja erradicada até meados desta década. Sem dúvida, o fato representa motivo de comemoração e serve de exemplo para outros países em desenvolvimento que lidam com o problema da miséria absoluta e também buscam erradicá-la. Nessa conta positiva entram os programas de transferência de renda criados pelo governo federal, como o Bolsa Família, que já atinge quase a totalidade das famílias que se encontram em situação de pobreza absoluta no país.

No entanto, uma vez erradicada a pobreza absoluta, o Brasil tem pela frente desafios ainda maiores que exigem uma economia sólida, instituições bem estruturadas e organização político-social amadurecida para enfrentar o problema da pobreza relativa, ou seja, a das famílias que ganham mais de R$ 70.

Em notícia publicada pela Agência Brasil, economistas lembram que para erradicar a pobreza relativa o custo será muito mais alto do que os valores mínimos repassados com o Bolsa Família. O combate à pobreza relativa exigirá que o Brasil continue crescendo, que as políticas públicas sejam mais abrangentes, que o sistema tributário seja reformado passando a onerar menos as classes mais pobres, e que o acesso a serviços básicos como saúde e educação, seja feito com qualidade, gratuidade e universalidade. Ou seja, em outros termos, para discutir e combater a pobreza relativa o Brasil, antes de tudo, terá que ter se tornado um país desenvolvido em todos os segmentos: econômicos, sociais e políticos.

As discussões anteriores que criticavam o Bolsa Família por ser ele apenas um programa de transferência de renda que não criava condições para que a população pobre saísse da miséria e andasse com as próprias pernas cabem agora, não naquela época, na qual a miséria absoluta vigorava e tinha que ser erradicada da forma mais prática e rápida possível. Agora sim, somos um país quase sem miseráveis em absoluto, agora sim, devemos discutir verdadeiras políticas públicas próprias e possíveis no contexto de um país de fato desenvolvido.

Veja trecho da notícia publicada pela Agência Brasil sobre o assunto:

Fim da extrema pobreza antecede nova geração de políticas mais progressivas e onerosas, avaliam economistas

Por Gilberto Costa

Brasília – O sucesso do Plano Brasil sem Miséria, que consiste no fim da extrema pobreza até meados desta década, poderá fazer com que o país tenha que adotar novas políticas sociais para melhorar as condições de vida de estratos de menor renda, mas que estejam acima da linha de extrema pobreza. A previsão de economistas ouvidos pela Agência Brasil é que para atingir a meta projetada pelo governo federal serão necessários novos mecanismos de transferência e o dispêndio de mais recursos para a combater a “pobreza relativa”, ou seja, daqueles que ganham mais de R$ 70, a linha de extrema pobreza definida na última semana.

Na opinião do economista e sociólogo Marcelo Medeiros, professor do departamento de sociologia da Universidade de Brasília (UnB), “o problema [da pobreza] não vai terminar aí [com fim da miséria]. Daqui a cinco anos, quando o Brasil tiver erradicado a pobreza extrema, terá que ir muito além disso e começar a proteger a população em um nível mais alto, o que vai custar muito mais caro”, calcula.

“O Programa Bolsa Família tem grande cobertura, mas transfere valores muito baixos. O primeiro passo foi, ainda que com muito pouco, cobrir todo mundo. Agora que está quase todo mundo coberto [cerca de 13 milhões de famílias no Cadastro Único], e a meta de atender os extremamente pobres será atingida, vamos ter que ter políticas de assistência mais generosas do que elas são hoje”, prevê. (Texto completo)

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DILMA ACERTA AO MANTER O FOCO NA INFÂNCIA PARA ACABAR COM A MISÉRIA NO BRASIL, DIZ ECONOMISTA

O governo Lula já avançou de forma considerável no combate à miséria no Brasil. Um problema tão delicado, tão profundo, tão difícil que Lula enfrentou de frente, ao contrário de outros governantes que, assim como faz a maior parte da população, preferiam fingir que o problema não existia. Sempre é bom lembrar que a miséria ainda persiste em grande parte do nosso país, reduzindo o ser humano à situações de total falta de dignidade.

No entanto, algo já começou a ser feito e o governo Dilma sinaliza que o combate à miséria vai continuar sendo uma das principais bandeiras e com mais um ponto positivo. Dilma quer concentrar o combate à miséria na infância, voltando as atenções para aqueles que representam o futuro. Nada mais importante e essencial, uma atitude elogiada pela economista Sônia Rocha, autora do livro Pobreza no Brasil: Afinal, de Que Se Trata?, que considera o ato de cuidar das crianças como “o melhor caminho para romper o círculo vicioso da pobreza”.

Dilma quer combater a miséria com foco na criança

Uma atitude, ao mesmo tempo, difícil que revela a segurança de Dilma e a certeza de seus objetivos. Cuidar da infância faz parte das medidas antipobreza mais eficientes, como lembra a economista em entrevista concedida à Agência Brasil, e por ser mais eficaz leva mais tempo, não é tão popular, pois tem custos mais altos, não rende tantos retornos políticos e tem uma operacionalização mais delicada.

A infância há muito vem sendo abandonada pelos sucessivos governos. Fala-se muito em previdência, oportunidades para os jovens, impostos, dentre outros temas que são extremamente importantes, no entanto, as crianças, as imagens do futuro, são frequentemente esquecidas.

Esse esquecimento tem se dado em todas as áreas, não só quando se trata de pobreza, mas também quando se fala em publicidade, conteúdo televisivo, direitos, educação, etc. Ao trazer a infância para o centro do debate em torno do combate à miséria, Dilma recupera a importância da criança e lembra que se elas tiverem oportunidades, educação, acesso à cultura e toda uma proteção legal que lhes é devida, o futuro terá cidadãos mais conscientes, aptos a conseguir um bom emprego, maduros para estruturar uma boa família, dignos para ajudar a construir um país melhor.

Para alguns pode parecer até óbvio falar que para combater a miséria é preciso ter a infância como foco, o fato é que esse tipo de senso comum dificilmente é colocado em prática e as crianças seguem sendo, para muitos governantes de plantão, mais propaganda do que conteúdo!

Veja texto da entrevista publicada no site da Agência Brasil com a economista Sônia Rocha.

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ESTE GRÁFICO PODE DECIDIR SEU VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCAIS DO BRASIL

Eleições 2010

Há muita gente que vota olhando exclusivamente para o próprio umbigo. É normal, mas se você é uma pessoa que na hora do voto pensa em um país melhor e menos desigual (e que isso também te beneficia), esse gráfico pode te ajudar a decidir seu voto nas próximas eleições. Ele mostra a linha da miséria, levantado pela FGV-RJ em cima de indicadores do IBGE.

Há nele três governos que marcam três períodos bem distintos. O primeiro é o governo Itamar Franco (1992-1994) com acentuada queda da linha da miséria. Depois (1995-2002) vem o governo de Fernando Henrique (PSDB) e veja que o gráfico não muda, ou seja, a desigualdade continua estável durante os oito anos do governo tucano.

Depois entra o governo Lula (PT), que vai de 2003 a 2009, e reaparece uma queda grande na quantidade de miseráveis no Brasil, uma queda de quase 50%.

Nada garante que o governo de Dilma Rousseff continuará diminuindo a miséria no Brasil, mas é a única candidatura que representa a continuação da política social iniciada pelo governo Lula.

Essa é a nossa esperança, que seja uma continuação do governo Lula nesse aspecto. Que Dilma Rousseff  não só continue, mas que acentue ainda mais as ações afirmativas para erradicar a miséria no país. É preciso levar parte do dinheiro público para as favelas, é preciso de um grande PAC das Favelas e melhorar as condições de vida da população em geral.

Não é possível construir uma grande país convivendo com a miséria que, numa sociedade desigual, é o ambiente propício para a violência urbana.

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ESTADÃO: BOLSA-FAMÍLIA DÁ LUCRO E GOVERNO LULA RECEBE EM DOBRO; VALE A PENA INVESTIR CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL

Matéria do Estadão mostra que o bolsa-família, programa do governo contra a miséria está dando lucro para o Brasil e para o governo do presidente Lula. Segundo pesquisa do Centro de Políticas Púlicas do Insper, o governo já arrecadou  em impostos 70% a mais do que investiu para acabar com a miséria. Veja trecho da matéria:

“Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bi, diz estudo

Ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo programa em 2006

SÃO PAULO – A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil cidades nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)”. (Texto Integral no Estadão on line)

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GOVERNO LULA TIROU QUASE 20 MILHÕES DA LINHA DE POBREZA, DIZ ESTUDO DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS

Essa é uma das notícias mais importantes para o Brasil dos últimos anos. O que parecia impossível está acontecendo, ainda que lentamente. O Brasil, campeão da desigualdade no mundo, está conseguindo diminuir a quantidade de pessoas na linha de pobreza. Mesmo com todas as barreiras impostas pela elite e seus representantes no Congresso Nacional, o governo conseguiu alguns avanços. É pouco, mas é para se comemorar. Veja notícia abaixo.

Ascensão social beneficiou 31 milhões de brasileiros entre 2003 e 2008, revela pesquisa

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cerca de 31 milhões de brasileiros subiram de classe social entre os anos de 2003 e 2008. Entre eles, 19,4 milhões deixaram a classe E, que traça a linha da pobreza no país, tendo a renda domiciliar inferior a R$ 768,00; e outros 1,5 milhão saíram da classe D (de R$ 768,00 a 1.114,00). Com isso, houve uma queda acumulada de 43% no grupo dos mais pobres neste período.

Ao mesmo tempo, a classe AB, que representa o grupo com renda domiciliar mais elevada (superior a R$ 4.807,00), ganhou 6 milhões de pessoas. A classe C (renda familiar entre R$ 1.115,00 e 4.807,00) é a maioria da população e recebeu 25,9 milhões de brasileiros nos últimos cinco anos.

A constatação faz parte de um estudo divulgado hoje (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados de 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apresentada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o economista da FGV Marcelo Néri, responsável pelo estudo, esse movimento foi puxado principalmente pelas políticas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família, que traz como impacto direto a melhoria na renda do brasileiro pertencente à camada mais baixa. Ele acredita que as transferências de renda no momento atual de crise podem contribuir para a retomada da economia.

“Se eu reajusto o Bolsa Família, a grande beneficiária é a classe E. Se eu aumento o salário mínimo, por exemplo, quem mais ganha é a classe D. Já se faço reajuste das aposentadorias acima do [salário] mínimo quem ganha mais é a classe AB”, diz Néri. “Por isso defendo mais reajustes transitórios ao Bolsa Família do que reajustes permanentes ao mínimo e muito menos ganhos de pensões acima do mínimo, que não beneficiam nem a classe média brasileira.”

“Acho que essa redução de desigualdade

foi a grande conquista da década”

Para ele, as políticas de renda têm impacto totalmente diferente em termos de desigualdade e de pobreza e na situação atual têm efeito diferente sobre a demanda. “O pobre consome toda a renda dele e, neste momento em que a gente está precisando de um ataque contra a crise, eu diria que o Pelé é o mercado interno e o seu companheiro de ataque é o Tostão do Bolsa Família. Essa é a dupla eficiente que está permitindo ao Brasil sair da crise ou não ter entrado tanto nela”, diz.

Néri destacou, ainda, que desde 2001 o Brasil vive um processo de redução da desigualdade. Neste período, a renda per capita dos 10% mais pobres da população subiu 72%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu, aproximadamente, 11%. De acordo com o economista, essa melhora no indicador foi impulsionado principalmente pela renda do trabalho.

“Acho que essa redução de desigualdade foi a grande conquista da década. O fato de ser puxada em cerca de 2/3 pela renda do trabalho significa que o brasileiro está gerando sua própria renda. O que temos observado é um boom no mercado de trabalho”, ressaltou Neri. Segundo ele, os programas sociais ou aposentadorias foram responsáveis pelos outro 1/3 do movimento.

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