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O LIXO DO LUXO: EMPREGADOS SÃO TRATADOS COMO ESCRAVOS EM CONFECÇÃO DA MARCA LUIGI BERTOLLI

Luigi_Bertolli Iguatemi divulgaçãoFiscais flagram trabalho escravo em confecção da Luigi Bertolli em São Paulo

Rede Brasil Atual

São Paulo – A Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo anunciou hoje (22) um flagrante de trabalho escravo em uma confecção que produzia roupas para as marcas Luigi Bertolli, Emme e Cori. A operação foi realizada na terça-feira (20) e resgatou 29 trabalhadores bolivianos da oficina na região do Belenzinho, zona leste da capital paulista.

A GEP Indústria e Comércio Ltda, que produz as peças das três marcas, foi alvo de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com Ministério Público Estadual e Receita Federal. A produção era repassada para a Silobay, uma empresa situada no Bom Retiro, em São Paulo, que também foi alvo de fiscalização.

Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram trabalhadores em condições análogas à escravidão. Na fábrica, as pessoas trabalhavam de 12h a 14h por dia, ganhavam em média R$ 3 por peça produzida, faziam as refeições no mesmo local em que trabalhavam e não tinham direito a férias nem a 13º salário. A fiscalização flagrou ligações elétricas clandestinas, com risco de incêndio, crianças circulando pelo local de trabalho e mantimentos guardados junto de rações de animais.

De acordo com a juíza do Trabalho da 2ª região, Patrícia Todelo, a maior parte dos trabalhadores vivia em situação de servidão por dívida, contraída ainda na Bolívia. Outra parcela foi vítima de tráfico internacional de pessoas. Pelo menos seis deles estavam irregulares e poderão ajustar sua documentação no Brasil. A situação se arrastava desde julho de 2012.

Na tarde de hoje, os trabalhadores compareceram à Superintendência Regional do Trabalho, no centro da cidade, para assinarem termos de indenização trabalhista, sendo que cada um receberá pelo menos R$ 23 mil. Além disso, a empresa desembolsará R$ 450 mil por dano coletivo – um terço do total será destinado para entidades beneficentes, um terço para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e um terço para entidades que combatem trabalho escravo. Ao todo, a GEP desembolsará cerca de R$ 1,1 milhão.

A empresa recebeu, ainda, 22 autos de infração, que podem resultar em multas. De acordo com fiscais, a GEP alegou que desconhecia o caso e se prontificou a regularizar a situação dos trabalhadores, assinando o termo de ajuste de conduta, o mais rápido possível. Entre o flagrante de trabalho escravo e o pagamento das indenizações se passaram cerca de 48 horas. A Silobay, empresa intermediária, continua sob investigação. (Texto Integral)

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REPÓRTER COM SENSO CRÍTICO LIMITADO OFENDE ENTREVISTADA E TOMA COMO RESPOSTA UM BANHO DE INTELIGÊNCIA E EDUCAÇÃO

Veja no vídeo abaixo o que a repórter tenta fazer com a entrevistada, mas ao final acaba ficando muda.

Na realidade, a repórter fala como marionete da mídia, como ela mesmo afirma, ao citar a verdade das revistas de moda. Com muita elegância, a entrevistada mostra que moda e jornalismo não existem sem a relação entre ética e estética.

Vale ressaltar que, “tecnicamente”, a repórter vai muito bem, fala bem e com desenvoltura, mas só sai bobagem. Parece que falta um pouquinho literatura, sociologia, história e uma pitada de humildade.

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ESTUDANTES CRIAM O BLOG IMPRENSA MARROM E CIA PARA DIZER E APRENDER

A grande revolução da internet está menos na tecnologia e mais na possibilidade de criar e aprender. É com essa tecnologia que podemos inventar um novo mundo em qualquer momento das nossas vidas e sonhar em transformá-lo ou alterá-lo, concomitantemente às transformações que ela e o mundo nos provocam.

Digo isso porque é ótimo ver estudantes de jornalismo, ainda no primeiro ano, construindo um blog com criatividade e consciência. Em Jornalismo Marrom e Cia, esses estudantes estão não só aprendendo, mas também inventando o jornalismo, assim como qualquer outro jornalista que se arrisca a remar pela rede mundial de computadores.

Se duvidas, veja abaixo o texto de Patrícia Vergili ou clique para ler A lama disfarçada de lodo, de Heitor Mário Freddo.

Verde é no novo preto

Patrícia Vergili

Há muito tempo a moda deixou de ser sinônimo de futilidade e improvisação. O amadorismo foi substituído por profissionais formados e reconhecidos no mundo todo. A constante mutação desse mercado é a principal responsável por seu sucesso e pela “leva” de fiéis seguidores.
Nesse “boom” de aquecimento global pelo qual passamos, tornou-se necessária uma mudança nos princípios e convicções das pessoas. Não poderia ser diferente com a indústria fashion, que já levantou sua bandeira ambientalista.
Nomes importantes, como o de Stella McCartney, vestiram a causa verde. Isso significa que todos os produtos utilizados nas coleções são orgânicos, ou seja, materiais sustentáveis que não provêm de origem animal, como couro e pele, e nem são testados em animais, no caso de cosméticos.
Isso mostra que ninguém precisa sacrificar seu estilo para preservar os direitos dos animais e a natureza. Ao aderirmos a essa novidade eco chique, fazemos uma escolha em prol do planeta sem jamais descermos do salto.

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