Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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TELHADOS DE PARIS, NEI LISBOA

Uma gostosa reunião de imagens para ilustrar esta bela e imortal canção de Nei Lisboa.

Canção de uma poesia absurda, de uma letra muda, de um som do mundo! Para dizer a quem se ama, a quem se tem saudade, a quem chama a memória, a quem faz bem a palavra ou a melodia de uma história!

Para ouvir e fazer ouvir!

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

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