Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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TOM JOBIM, CHICO BUARQUE, DANILO E DORY CAYMMI HOMENAGEIAM NOEL ROSA EM HISTÓRICO VÍDEO

No terceiro programa da série “A Música Segundo Tom Jobim”, dirigida por Nelson Pereira dos Santos e exibida pela TV Manchete em 1984, nomes como Chico Buarque e Dory Caymmi interpretaram canções de Noel Rosa, homenageando o poeta da vila, como ficou conhecido o compositor e sambista carioca que completaria 100 anos em 11 de dezembro de 2010 se ainda fosse vivo.

No clima descontraído e informal que marcava o programa, o grupo de músicos interpreta neste vídeo que segue abaixo clássicos de Noel Rosa como Provei e Três Apitos que, assim como acontece com outras composições do sambista carioca, possuem uma letra simples, mas bem escrita e que pode ser sentida e entendida por todos. Aliás, era esse um dos grandes segredos de Noel, fazer uma poesia que misturada ao samba do morro expressava o sentimento de toda uma cidade, de toda uma nação.

As letras, o ritmo, a simplicidade, o espírito popular, os aspectos e tipos da sociedade que fazem parte da obra musical de Noel Rosa deixam-se notar neste vídeo pela voz e expressão de outros grandes nomes da música brasileira que combinam o seu estilo aos traços essenciais da obra de um músico que muito mais que músico foi o poeta de toda uma geração, capaz de levar aos homens, por meio de suas harmonias e composições, aquilo que faz parte da essência e da beleza da vida!

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NOEL ROSA, POETA DA VILA, É UM FILME QUE APOSTOU NA MÚSICA E NO AMOR INCONSEQUENTE DO GRANDE MÚSICO CARIOCA DOS ANOS 30

Noel, poeta da vila, mostra a simplicidade da personalidade do poeta

O filme Noel, poeta da vila, de Ricardo Van Steen, tem um valor primordial de reconstituir a vida de um poeta do samba carioca, Noel Rosa, em uma época de poucos recursos visuais.

Noel Rosa é uma referência da música popular brasileira que surge nos anos 30 e até hoje tem seus sambas gravados por grandes intérpretes. Morto aos 26 anos, o poeta como era chamado, fazia versos simples, com humor e bem cuidados, mas que falavam diretamente a alma do carioca e do brasileiro.

Distante do nosso tempo, em uma sociedade e em uma cultura bastante diferente da atual, Noel no filme de Van Steen é um malandro honesto, comum. O filme não força o roteiro para criar personagens extravagantes para dar bilheteria e comentários. O grande valor do filme está em apostar na música e numa fidelidade à vida cotidiana carioca da primeira metade do século.  Noel é um sujeito normal que é mais levado pela vida do que um condutor do seu destino.

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