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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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OS ‘VAGABUNDOS’ DO BOLSA FAMÍLIA

Vários políticos do PSDB, DEM e partidos que sustentam a desigualdade social no Brasil chamaram de vagabundos os beneficiários do Bolsa Família. Conheça esses “vagabundos” com reportagem da “insuspeita” Rede Globo e tire suas conclusões.

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SIMULADOS PREPARAM MORADORES DE ÁREAS DE RISCO NO NORDESTE PARA AGIR NA ÉPOCA DAS CHUVAS

Treinando para se proteger

O período das chuvas que ocorre a partir de junho, no litoral nordestino, sempre causa prejuízos a boa parte dos moradores que estão em áreas de risco, mais expostas a deslizamentos e enxurradas. Visando diminuir o grau de exposição da população aos danos causados pela época das chuvas, o Ministério da Integração Nacional está promovendo junto a oito estados nordestinos um programa de simulados que ensinam e preparam os moradores para agir em situação de risco.

Os estados que participam da ação são Alagoas, a Bahia, Pernambuco, o Ceará, a Paraíba, Sergipe, o Piauí e o Maranhão, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil, e diversos tipos de treinamentos são feitos, simulando diferentes situações de perigo que exigem uma resposta rápida dos moradores.

Muitos deles vão participar dos simulados como Maria de Fátima da Conceição, de 55 anos, que mora há dez anos no bairro da Candolândia, no município de Santo Amaro da Purificação, que teve mais de mil famílias afetadas pelo período de chuvas em 2011 devido ao aumento do nível de água do Rio Subaé.

“Nos anos passados choveu muito e entrou muita água na minha casa. Este ano eu e meus seis filhos vamos participar do simulado pra saber o que precisamos fazer quando isso acontecer”, disse Maria de Fátima.

Veja um trecho da notícia:

Moradores de áreas de risco de oito estados do Nordeste aprendem como agir em caso de desastres
Por Kelly Oliveira

Brasília – Moradores de áreas de risco de oito estados do Nordeste participam hoje (5) de simulados para preparação para desastres. Segundo o Ministério da Integração Nacional, que promove a ação, o objetivo é capacitar a população para agir em períodos de chuvas que ocorrem a partir de junho, no litoral nordestino.

Os estados que participam da ação são Alagoas, a Bahia, Pernambuco, o Ceará, a Paraíba, Sergipe, o Piauí e o Maranhão. De acordo com diretor do Departamento de Minimização de Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) do ministério, Rafael Schadeck, a ação visa a ensinar os moradores a agir da forma adequada em caso de enxurradas ou deslizamentos. “As pessoas são orientadas sobre como proceder, a partir do alerta de risco”, explicou.

Na simulação, os moradores são retirados das casas e direcionados pelas rotas de fuga até um ponto de encontro e, em seguida, vão para um abrigo, onde participam de palestras. Segundo Schadeck, esse treinamento ajuda não somente os moradores, mas também os órgãos locais que podem levar o planejamento da ação a outras localidades de risco.

Em situações de risco, os municípios emitem alerta, por exemplo, por meio de sirenes, e em alguns locais, por mensagens por celular.

Na comunidade Boa Vista, uma área de ocupação irregular às margens do Rio Cocó no Bairro Castelão, em Fortaleza, a simulação começa com uma moradora ligando para o 190 (Centro de Operações da Polícia). Ela informa que as casas da comunidade estão sendo invadidas pela água do rio. A Defesa Civil é acionada e desencadeia o processo de retirada da população. Agentes vão de casa em casa e guiam os moradores para um ponto seguro. No local, eles embarcar nas viaturas mobilizadas para a operação. Conduzidos ao abrigo (Centro de Referência de Assistência Social), no bairro próximo ao Castelão, eles recebem os primeiros atendimentos e toda a ajuda necessária. (Texto completo)

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DADOS REVELAM DISPARIDADE REGIONAL NA TRANSMISSÃO DE MÃE PARA FILHO DO VÍRUS HIV

Nas regiões Norte e Nordeste cresceu o número de crianças portadoras do vírus HIV

A AIDS ainda é um desafio a ser enfrentado no Brasil, principalmente a chamada transmissão vertical da doença, ou seja, aquela que se dá de mãe para filho. A transmissão vertical além de ser uma das formas mais preocupantes de transmissão, já que ela gera um número considerável de crianças portadoras do vírus, é também uma das que exigem maior competência e abrangência de programas de universalização da saúde no Brasil.

Não é por acaso que as regiões onde o número de crianças com até 5 anos de idade portadoras da doença mais cresceu foram as regiões norte e nordeste. Lá, muitas mulheres não são submetidas aos exames obrigatórios durante a gestação e deixam de fazer testes simples como o teste do HIV que detecta em poucos minutos a existência do vírus ou não.

A meta do ministério da Saúde é realizar o teste do HIV em 100% das grávidas em 2012, a universalização consta do programa Rede Cegonha, como mostra notícia publicada pelo Folha.com. Tais programas, se aplicados corretamente, têm potencial para diminuir a disparidade regional da transmissão da AIDS que segue, assim como outras diferenças, dividindo o país.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

HIV avança entre crianças nas regiões Norte e Nordeste
Por JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Enquanto a transmissão vertical –mãe-bebê– do HIV vem caindo no Brasil, a tendência é de alta nas regiões Norte e Nordeste, segundo dados reunidos pelo Ministério da Saúde.

A taxa nacional de incidência da Aids em menores de cinco anos passou de 5,4 casos por 100 mil habitantes em 2000 para 3 em 100 mil em 2009. Nesse período, a taxa passou de 1,9 para 4 em 100 mil no Norte e de 1,4 para 2,3 por 100 mil no Nordeste.

A incidência do HIV entre crianças de até 5 anos é usada pelo governo como espelho da chamada transmissão vertical –principal causa de infecção nessa faixa etária. Esse tipo de contaminação pode ser evitado, com tratamento médico.

Os dados são preocupantes, diz Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério. “Temos de dar um desconto porque melhoramos a detecção [do HIV], mas não há a tendência de redução que percebemos nos outros lugares. Em um país que oferece acesso universal ao antirretroviral, a gente espera a redução”, afirma.

O Sul segue a tendência de queda, mas manteve a maior taxa de incidência em menores de 5 anos –de 9,4 em 2000 para 5,8 em 2009.

A feminilização da Aids, pré-natal malfeito e falta da teste de HIV em gestantes podem explicar o maior registro da transmissão vertical do HIV nessas duas regiões. (Texto completo)

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POPULARIDADE DE DILMA NO NORDESTE NÃO TEM RELAÇÃO DIRETA COM BOLSA FAMÍLIA E SIM COM CRESCIMENTO ECONÔMICO DA REGIÃO

Clique na imagem e veja os investimentos públicos realizados na região Nordeste

Da Agência Educação Política

Desconstruindo o preconceito que parte da elite do sul e do sudeste tem em relação ao nordeste por atribuir à região uma espécie de preferência alienada pelo presidente Lula e agora pela candidata Dilma Rousseff em razão de programas de transferência de renda como o Bolsa Família, a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco, em entrevista concedida à revista Carta Capital, mostra que a alta popularidade do governo petista na região nordeste não se dá única e exclusivamente em razão do bolsa família, mas também e, principalmente, pelas diversas melhorias sentidas na região em áreas como o comércio varejista, por exemplo, que atraiu investimentos diversos para a região.

A presença de um braço da Petrobrás na região nordeste também é apontado como fator responsável por dinamizar e alavancar o crescimento da região, sem falar na ampliação dos investimentos em infraestrutura promovidos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que contribuem e muito para o desenvolvimento social e econômico do nordeste.

O fato é que o que existe no nordeste, ao contrário do que muitos gostam de falar, não é apenas um programa assistencialista de transferência de renda que ‘compra’ os votos dos nordestinos por meio de uma ilusão temporária. Essa é a base do preconceito vendido pela elite do sul e sudeste. Não é difícil escutar: “No nordeste todos votam no Lula e agora na Dilma só por causa do Bolsa Família, todos pobres que acham que estão mudando de vida”.

Esse discurso carregado de estereótipos e preconceitos que nunca teve fundamento é facilmente desconstruído com uma análise mais pontual que mostra os diversos fatores que têm contribuído para um desenvolvimento sólido e permanente na região nordeste, como a feita pela professora da Universidade Federal de Pernambuco.

A realidade é simples: Lula decidiu olhar para o nordeste, coisa que os tucanos nunca pensaram em fazer. E este olhar não vai ser por eles tão facilmente esquecido. Mérito dele e de Dilma Rousseff que, com certeza, não desviará o olhar…

Desconstrução do preconceito
Carta Capital
Por Mauricio Dias

Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.

Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.

Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.
“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.

O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.
Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”. (Texto Completo)

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PREFEITOS QUEREM CRIAR UMA ZONA FRANCA NO SEMI-ÁRIDO DO NORDESTE

A idéia é boa para desenvolver a região, mas precisa haver uma diferença entre a zona franca de Manaus e a nova, Nordestina, para que não haja uma competição. A zona franca do Nordeste poderia, por exemplo, ser especializada em produtos de computação e  informática, ou produtos com tecnologia para área médica e equipamentos hospitalares, etc. O ideal seria incentivar áreas em que o Brasil precisa desenvolver tecnologia.

União Brasileira de Municípios quer criar Zona Franca do Semi-Árido

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Para enfrentar a seca, que ao longo dos anos castiga o semi-árido nordestino, e a redução dos postos de trabalho devido à crise financeira mundial, a União Brasileira de Municípios (Ubam) está propondo a criação da Zona Franca do Semi-Árido do Nordeste. A idéia, que será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 10 de fevereiro, durante reunião com prefeitos de todo o país, é criar pólos em oito estados nordestinos que ofereçam incentivos ficais e facilidades para a instalação de indústrias na regiãio.

Segundo o presidente da Ubam, Leonardo Santana, a Zona Franca do Semi-Árido Nordestino vai estimular a interiorização dos investimentos e, com isso, ajudar na melhoria da qualidade de vida dos municípios que compõem o chamado polígono da seca. “Essa região, que sofre com a seca devido à falta de chuvas, não recebe muitos investimentos, não tem empregos e possui uma renda per capita muito baixa”, afirmou.

“Infelizmente, as pessoas deixam a região para lotar os grandes centros, como São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, porque não têm oportunidade de emprego. Em vez de levar uma grande indústria para a capital, queremos trazê-la para uma zona franca que fosse instalada no meio do Nordeste, em uma região que não recebe investimentos”, explicou Santana.

“Estamos relacionando os municípios mais necessitados desse desenvolvimento e vamos lançar a instalação de oito pólos industriais de zona franca em cada um desses estados e todos eles farão parte da zona franca, concedendo incentivos fiscais, tributários, oferta de terras para que as indústrias possam vir para cá”, complementou.

A idéia, segundo Santana, é que todos os pólos estejam interligados por linhas de trens para facilitar o escoamento da produção até o porto de Suape (PE). De acordo com ele, algumas cidades, como Soledade, na Paraíba, Juazeiro, no Ceará, e Mossoró, no Rio Grande do Norte, poderão sediar os pólos.

O presidente da Ubam lembrou que já foi criada uma comissão técnica do Projeto Zona Franca do Semi-Árido do Nordeste, composta por dois deputados estaduais e dois prefeitos de casa estado, para analisar todos os aspectos do projeto. “O ideal é que o projeto comece a ser executado até 2011, 2012”,  acrescentou.

Ele acredita que os parlamentares dos estados do Norte do país não devem colocar  obstáculos para a criação da nova zona franca. Manaus, capital amazonense, sedia a única zona franca criada no país e a nova área poderia competir com a instalada no Amazonas. Santana afirmou que o deputado pernambucano Wilson Santiago (PMDB) deve apresentar uma emenda ao projeto de reforma tributária para a criação da nova zona franca.

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