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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER ATINGE NÍVEL ALARMANTE, AFIRMA RELATORA DA ONU (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS)

Rashida Manjoo: mulheres são assassinadas em casa e os homens, na rua

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A relatora especial da ONU sobre violência contra a mulher afirmou nesta segunda-feira que mais mulheres e meninas estão sendo assassinadas por seus parceiros ou familiares. Segundo Rashida Manjoo, a violência de gênero atingiu proporções “alarmantes”.

Manjoo apresentou seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. De acordo com ela, enquanto a maioria dos homens é assassinada nas ruas, no caso das mulheres, na maior parte das vezes esse crime ocorre em casa.

Impunidade

A relatora destacou que mortes de mulheres e garotas em “nome da honra da família” estão sendo cometidas com altos níveis de impunidade em várias partes do mundo. Rashida Manjoo afirmou que muitos Estados falham em garantir o direito às mulheres a uma vida sem violência.

A especialista indicou medidas que devem ser tomadas, como investigações, acusações e sanções; tratamento das vítimas com respeito e dignidade; identificação de grupos de mulheres que tem risco particular de sofrer violência por conta das múltiplas formas de discriminação, entre outros.

Rashida Manjoo destacou que a impunidade leva à crença de que a violência cometida por homens contra as mulheres seria aceitável e inevitável.

A relatora especial da ONU também apresentou um balanço das suas recentes visitas à Itália, Jordânia e Somália, onde analisou as diferentes formas de violência de gênero.

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RIO+20 DEIXA TEMAS POLÊMICOS PARA PRÓXIMA CÚPULA E DESTACA ASPECTOS SOCIAIS COMO ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Rio+20 também não definiu recomendações pontuais sobre o mínimo e o máximo, por exemplo, permitidos de emissão de gases de efeito estufa

A versão preliminar do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, se apresenta como um texto generalista, em que os temas mais polêmicos não foram contemplados e ficarão para uma próxima cúpula. O objetivo foi tentar apaziguar os conflitos, como mostra notícia divulgada pela Agência Brasil, e o enfoque principal foi para as questões sociais como erradicação da pobreza e melhoria na qualidade de vida, tendo o ser humano como centro das preocupações.

Os países ricos foram beneficiados em relação à não inclusão no texto de “detalhes sobre repasses financeiros, a imposição de cifras, a criação do fundo para o desenvolvimento sustentável, especificações sobre economia verde e transferência de tecnologia limpa”. O Brasil estava entre os países que defendiam a criação de um fundo de US$ 30 bilhões, mas a proposta foi rejeitada pelos países desenvolvidos.

Normas para fortalecer a transferência de tecnologia limpa entre os países não foram estabelecidas, o documento centrou-se mesmo nas questões sociais e a África recebeu atenção privilegiada. Em relação ao conceito de economia verdade, que gerou controvérsia, também foram colocadas recomendações gerais e, na parte final do documento, o texto fala sobre redução dos riscos de desastres naturais.

Veja trecho da notícia com mais informações:

Versão preliminar do documento final da Rio+20 elimina controvérsias e mantém recomendações gerais
Por Vitor Abdala e Renata Giraldi

Rio de Janeiro – A versão preliminar do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, à qual a Agência Brasil teve acesso, aponta que os temas polêmicos e sem consenso ficarão para uma próxima cúpula. O documento, concluído na madrugada de hoje (19), tenta apaziguar o impasse com uma redação generalista sobre investimentos e metas. O texto ainda pode ser modificado na reunião plenária marcada para hoje (19) com intuito de discutir o detalhamento técnico.

No texto amplo, os aspectos sociais são destacados, ressaltando o esforço conjunto para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida e o ser humano no centro das preocupações. O documento tem 49 páginas, uma a menos que o texto anterior concluído no sábado (16). Inicialmente, o material chegou a ter 200 páginas, depois foi reduzido a 80, em seguida para 50 e agora para 49.

O documento está dividido em seis capítulos e 283 itens (o anterior tinha quatro a mais). Os capítulos mais relevantes são os que tratam de financiamentos e meios de implementação (relacionados às metas e compromissos que devem ser cumpridos).

A última versão do texto foi negociada até as 2h20 desta manhã. De um total de 193 delegações, apenas os representantes dos países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, resistiam a fechar o rascunho em nível técnico. Os europeus insistiam em levar a discussão para os ministros de Estado.

Financiamentos e Tecnologia

Exatamente como queriam os países ricos, foram excluídos os detalhes sobre repasses financeiros, a imposição de cifras, a criação do fundo para o desenvolvimento sustentável, especificações sobre economia verde e transferência de tecnologia limpa. O Brasil e vários países em desenvolvimento defendiam a criação do fundo anual de US$ 30 bilhões, a partir de 2013, e que alcançaria US$ 100 bilhões, em 2018. Mas os países desenvolvidos rejeitaram a proposta. (Texto completo)

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Entusiasmo e esperança dos palestinos

Enquanto o Brasil, por meio da presidente Dilma, declarava o seu apoio ao reconhecimento pela ONU do estado palestino, as mobilizações populares na Palestina já iam à todo vapor. Estima-se que mais de um milhão de palestinos teriam se mobilizado na última quarta-feira (21/09) para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP (Organização para Libertação da Palestina), apresentou à 66ª Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

O sonho do estado da Palestina já é antigo e muitos acreditam que a paz no Oriente Médio só será possível quando os palestinos tiverem seu estado reconhecido e a influência de Israel for assim, aos poucos, diminuindo.

A animação e o entusiasmo dos palestinos apenas demonstra a força que esse sonho ainda tem junto à população local. Muitos reconhecem, com consciência e maturidade política, que o caminho para a liberdade ainda é longo, mas acreditam que o reconhecimento do estado é o começo dele, podendo fazer do restante uma trilha menos acidentada e mais segura.

Veja texto publicado pela Carta Maior com detalhes das manifestações e as diferentes questões geopolíticas envolvidas no assunto:

Apoio ao Estado mobiliza mais de um milhão na Palestina
Por Baby Siqueira Abrão, de Ramallah, Palestina

A coordenação da campanha nacional “Palestine: State 194” calcula que mais de um milhão de pessoas reuniu-se ontem, no centro das 10 regiões distritais palestinas, para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP, apresentará à 66ª. Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

Essa demonstração de apoio é confirmada por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Harry S. Truman e pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Divulgada no dia 21, ela aponta que 83% dos palestinos apoiam a reivindicação à ONU, confirmando outro levantamento, do Instituto Near East Consulting, de Ramallah, segundo o qual essa porcentagem é de 84%. Entre os israelenses, 69% querem que o governo aceite a decisão da ONU.

A disposição dos palestinos contrastou com o marasmo das últimas semanas. Nesse período, a conversa girou em torno de assuntos nada agradáveis: a ocupação, que se manteria mesmo com o reconhecimento do Estado palestino na ONU; de um possível aumento da repressão por parte do governo israelense quando a Assembleia terminar; da ilegitimidade do governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujo mandato expirou em 25 de janeiro de 2010; de acusações sobre “corrupção” dentro da ANP e da falta de liberdade que caracteriza a vida dos palestinos.

O desânimo, porém, começou a ser substituído pelo entusiasmo poucos dias antes das manifestações de ontem. No dia 20, uma enorme cadeira de madeira pintada de azul – referência ao assento que a Palestina deveria ocupar na ONU –, colocada em Al-Manara, a praça central de Ramallah, atraía moradores, ativistas e turistas, que se deixavam filmar e fotografar em frente a ela. Um restaurante local preparou uma pizza retangular com as cores da bandeira palestina, usando produtos locais (zata, queijo branco, hortelã, tomates) e a levou à praça, chamando a atenção de transeuntes e motoristas. Grupos se reuniam em diversos pontos da Al-Manara, discutindo prós e contras da ida à ONU. E no início da noite uma carreata saiu da Al-Muqata, a sede do governo, e foi até a praça Yasser Arafat, recentemente reformada, sob aplausos e gritos de vitória. (Texto completo)

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DISCURSO DE DILMA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU REAFIRMA IDEAL DEMOCRÁTICO DE DIÁLOGO E UNIÃO ENTRE OS POVOS

Discurso democrático

A necessidade de coesão política e coordenação macroeconômica entre as nações esteve no centro do discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A fala de Dilma fez vibrar as aspirações democráticas em diversos níveis. Primeiro, pelo fato de uma mulher discursar pela primeira vez na abertura da Assembleia Geral, segundo, pelo apelo de união feito por Dilma ao países do mundo. A presidente apostou na interação e coordenação entre os povos como alternativa principal para superar a atual crise financeira global e retomar o crescimento.

Em um mundo cada vez mais individualista, seja nas relações diplomáticas, seja nas individuais, falar em união e diálogo recupera antigos ideiais de aliança entre os povos; e também faz respirar a essência do espírito democrático que, em grande parte, perdeu-se devido a uma cultura que, paradoxalmente, ao dar liberdade demais aos indivíduos e às instituições, esqueceu-se do sentido de comunidade, troca, cooperação. Lugares nos quais talvez a liberdade ganhe uma extensão ainda mais fecunda, porque em contato com o outro, o que a faz ciente de sua responsabilidade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Crise global é também de governança e de coordenação política, afirma Dilma na ONU
Por Yara Aquino

Brasília – Ao discursar na abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff disse que a crise global é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Dilma destacou que, se a situação não for contida, pode se transformar em uma ruptura sem precedentes.

Primeira mulher a discursar na abertura da assembleia da ONU, Dilma defendeu a necessidade de esforços de integração das nações para a superação da crise e retomada do crescimento. “Não haverá retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificaram os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e das demais instituições multilaterais como o G20, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial”.

Para ela, “a ONU e essas organizações precisam emitir com máxima urgência sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica”.

Dilma disse ainda que o Brasil está apto a ajudar os países em desenvolvimento e que é preciso lutar contra o desemprego no mundo. (Texto completo)

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FELICIDADE COMO POLÍTICA PÚBLICA: GARANTIA DE BEM-ESTAR É VISTA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES

No Brasil, uma proposta de emenda à Constituição prevê obrigação do Estado em garantir bem-estar à população

De conquista individual, para bem coletivo. De ideal da filosofia, para a realidade cotidiana. Cada vez mais, a felicidade vem se tornando o centro de debates promovidos por entidades e países ao redor do mundo que discutem justamente a necessidade de proporcionar bem estar à população por meio do respeito aos direitos sociais e de efetivas políticas públicas que melhorem sua realidade de vida por meio de condições dignas de acesso à saúde, educação, segurança e lazer.

A felicidade como política pública passou a ser vista pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Assembleia Geral realizada no último dia 19, como uma ferramenta para o desenvolvimento dos países e um centro norteador das políticas públicas e direitos sociais.

Para a ONU, o indicador do PIB (Produto Interno Bruto) de um país não reflete adequadamente as condições de felicidade de sua população que, inclusive, podem ser afetadas dependendo do modelo de desenvolvimento econômico e consumo adotado por uma nação.

É aí que o respeito aos direitos sociais faz toda diferença e deve existir por parte dos governos federal, estadual e, principalmente, municipal, pois são as mudanças no município que afetam mais diretamente a vida das pessoas, tornando-a mais tranquila ou cada vez mais atribulada.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Respeito aos direitos sociais é caminho para felicidade, destaca organização
Por Daniella Jinkings

Brasília – Certa vez o pai da psicanálise, Sigmund Freud, disse: “A felicidade é um problema individual. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz”. No entanto, no mundo, cada vez mais globalizado e integrado, a questão da felicidade passou a ser um anseio coletivo. Por isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) passou a considerar a felicidade mais que um estado de espírito, e sim uma ferramenta para o desenvolvimento dos países.

No último dia 19, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução para que os governos deem mais importância à felicidade e ao bem-estar na elaboração de políticas públicas para alcançar e medir o desenvolvimento econômico e social.

De acordo com o documento da ONU, o indicador do Produto Interno Bruto (PIB) “não reflete adequadamente a felicidade e o bem-estar das pessoas”. A resolução destaca ainda que os “padrões insustentáveis de produção e consumo podem impedir o desenvolvimento”.

Para o presidente e idealizador da organização Movimento Mais Feliz, Mauro Motoryn, o respeito aos direitos sociais pode fazer com que problemas de saúde, educação, segurança e meio ambiente sejam solucionados. Segundo ele, dessa forma é possível criar condições objetivas para que as pessoas melhorem a condição de vida. (Texto completo)

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RELATÓRIO DA ONU REVELA QUE CONFLITOS ARMADOS AFASTAM UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE CRIANÇAS DA ESCOLA NO MUNDO

Entre o livro e a espada...

O último relatório produzido pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (Ecosoc – ONU) revela a existência de uma ligação entre conflitos armados e educação. Os dados mostram que em países onde ocorrem conflitos armados, o número de crianças que abandonaram a escola aumentou. Durante o período de 1999 a 2008, de um total de 35 países que sofreram com guerras que prolongaram-se por até doze anos, estima-se que 28 milhões de crianças foram obrigadas a deixar a escola primária por causa dos conflitos e 79% dos jovens são analfabetos.

A permanência de um estado de caos e violência em alguns países impede que muitas crianças estudem, já que a prática educacional requer o mínimo de segurança social e estabilidade política e econômica. A violência das armas vem gerando, neste sentido, uma violência ainda maior: a da impossibilidade do conhecimento.

O que talvez gere mais indignação, além desses números, é que o mesmo relatório da ONU mostra que o investimento em armamento por parte dos países ricos é bastante superior ao investimento em educação. O relatório diz que se apenas 10% dos recursos investidos fossem aplicados na educação, haveria quase 10 milhões a mais de crianças na escola.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Brasil de Fato:

Conflitos armados e pobreza deixam 67 milhões de crianças fora da escola
Número de adultos analfabetos é de 796 milhões, que corresponde a 17% da população adulta mundial
Por Vivian Fernandes
Radioagência NP

A falta de acesso à educação atinge pelo menos 67 milhões de crianças em todo o mundo. O número de adultos analfabetos é de 796 milhões, que corresponde a 17% da população adulta mundial. Estas informações constam em relatório – “A crise oculta: Conflitos Armados e Educação” – produzido pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (Ecosoc – ONU).

O relatório aponta que entre os anos de 1999 a 2008 cresceram as matrículas na educação primária. Porém, nos países onde ocorrem conflitos armados e que possuem baixo desenvolvimento econômico, aumentou o número de crianças que abandonaram a escola.

Na década analisada, 35 países sofreram com guerras que duraram até 12 anos. Nesse período, 28 milhões de crianças foram obrigadas a deixar a escola primária por causa dos conflitos e 79% dos jovens são analfabetos. No Afeganistão, por exemplo, foram registrados 613 ataques a escolas em 2009. E na Tailândia, 63 estudantes e 24 professores foram assassinados ou feridos no período de dois anos. (Texto completo)

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Afro-brasileiros e indígenas estão “atolados” na pobreza, diz alta-comissária da ONU

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

A alta-comissária da ONU para Direitos Humanos, Navanethem Pillay, e o Capitão Potiguar

Brasília – A alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos de Direitos Humanos, Navanethem Pillay, voltou a criticar hoje (13), em seu último dia de visita ao Brasil, a situação de negros e indígenas no país. Ambas as populações, segundo ela, estão “atoladas” na pobreza, além de não ter acesso aos serviços básicos e nem a oportunidades de emprego.

Durante entrevista coletiva, Pillay se referiu à questão dos povos indígenas como invisível e lembrou que, de todos os funcionários federais e estaduais que conheceu durante a visita, nenhum deles tinha origem indígena. Para a alta-comissária, o fato serve como um indicativo de uma contínua marginalização.

“A maior parte dos povos indígenas do Brasil não está se beneficiando do impressionante progresso econômico do país e está sendo retida na pobreza pela discriminação e indiferença, expulsa de suas terras na armadilha do trabalho forçado.”

Em relação aos negros, Pillay ressaltou que a violência aparece como uma das principais causas de morte no grupo. Ela insistiu que há, no Brasil, uso excessivo de força tanto de agentes policiais quanto de milícias. “Até que isso mude, a situação vai prejudicar o progresso do Brasil em muitas outras frentes.”

Comentário:

Eis aí uma boa crítica ao governo Lula que a oposição poderia investir. O problema é que essas questões não interessam à oposição.

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Da Agência Brasil

Brasília – A América Latina e o Caribe concentram a maior quantidade de cidades desiguais, que têm como principal característica o crescimento rápido de pequenas localidades. Esse é um dos resultados da pesquisa Estado Mundial das Cidades 2008/2009, realizada pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat).

Apresentado ontem (22) simultaneamente em Londres, Bangcoc e no Rio de Janeiro, o estudo apresenta dados e análises sobre o funcionamento das cidades e formas de a comunidade global melhorar a habitação.

Para a diretora do escritório regional do UN-Habitat para a América Latina e o Caribe, Cecília Martinez, não se pode, no entanto, generalizar os resultados no Brasil. “As cidades são muito dinâmicas, trocam de aspecto muito rapidamente. Em dez anos, uma cidade pode melhorar ou piorar muito, por isso a importância que o estudo seja feito de dois em dos anos.”

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