Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SERÁ QUE O PT SE TORNOU MAIS COMPLEXO DO QUE PODERIA TER IMAGINADO A VÃ FILOSOFIA DA DIREITA CONSERVADORA?

Qual a língua do PT?
Qual a língua do PT?

Há muito entre a oposição há um questionamento que não encontra resposta. Por que não há oposição? O que aconteceu com a oposição ao governo Lula-Dilma (PT)?  É claro que fatores históricos e políticos podem explicar um pouco essa situação, como a crise capitalista da Europa e EUA. Mas não é só isso e uma das questões que parecem insolúveis para a oposição é a ambiguidade petista.

O PT é um partido, mas é também um movimento histórico, um dos mais importantes na América Latina, assim como o Bolivarianismo. São histórias diferentes, mas que buscam soluções para a desigualdade e a injustiça social, ainda que usando os métodos próprios da estrutura política, ainda que se adaptando e tendo problemas típicos da Realpolitik. 

O PT é um movimento tão importante que o senso comum atribui a ele toda a crítica ao sistema. Para a ala mais conservadora da direita, todos os que mostram e condenam as contradições do sistema são petistas, de  esquerda, petralhas, etc etc. Não há um mínimo de discernimento sobre as diferenças históricas entre as construções políticas de esquerda, são, sem distinção, stalinistas, burocratas etc. Essa limitação de entendimento se reflete na incapacidade também da oposição de compreender o processo atual.

Talvez a criação de um novo partido possa dar um pouco mais de fôlego para a Direita, ao reunir PPS, PSB e outros, mas é uma situação bastante difícil. A complexidade do PT está justamente no mosaico ideológico dessa construção histórica. Antigamente, criticava-se os militantes petistas, chamando-os de radicais. Depois que assumiu algum poder, O PT tornou-se um “partido igual aos outros” etc. Mas isso são rótulos e a realidade parece mais complexa.

Uma das hipóteses para a força petista, mesmo com toda a oposição partidária, oposição midiática e má vontade de boa parte do empresariado é justamente um paradoxo, uma ambiguidade que o PT levou consigo ao chegar ao poder. Hoje o PT é governo e oposição ao mesmo tempo.

Há um governo petista mais à direita, liberal, de associação e incentivo ao empresariado, formação equivocada de grandes empresas, e com maior atenção a questões sociais. Mas há também uma oposição petista, que critica o governo e que pretende maior avanço político e social na área econômica, distribuição de renda, democratização da comunicação e outros.

Esse panorama, resultado de um processo histórico do próprio Brasil, não deixou espaço para outros partidos, a não ser na extrema-direita, papel que cabe ao PSDB, e à esquerda mais programática, que também ficou sem espaço; daí a dificuldade eleitoral da oposição mesmo com todo incentivo midiático.

Sem um evento muito estrondoso, o PT deve continuar no governo pelos próximos anos. E também na oposição.

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Concessionária quer levar só  R$ 3,7 bilhões a mais

Concessionária quer levar só R$ 3,7 bilhões a mais

Começamos o ano novo e vamos ver se em 2013 a oposição melhora. Essa é mais uma sugestão para a oposição demotucana. Vamos salvar a oposição. Olha só que história.

Ferrovia prevista para custar R$ 4,5 bilhões pode se transformar em R$ 8,2 bilhões, segundo matéria do Estadão.

A oposição não faz nada para defender o povo brasileiro. É lobista de grandes empreiteiras e, por isso, quando deveria atuar, amarela. Será que não tem um Bob Jef achincalhando o governo na Transnordestina?

Com uma oposição dessa, o PIG vai enxugar gelo. O PT vai ficar no governo por mais 30 anos.

SÃO PAULO – Prevista para funcionar a partir de 30 de dezembro de 2014, penúltimo dia da gestão da presidente Dilma Rousseff, a ferrovia Transnordestina não será inaugurada antes de 2015. A obra, iniciada em 2006, entrou em ritmo ainda mais lento neste segundo semestre, a partir do acirramento de um impasse financeiro já antigo entre o governo federal e a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA).

Na assinatura do protocolo de intenções em 2005, foi anunciado que a ferrovia custaria R$ 4,5 bilhões. As obras começaram em julho do ano seguinte. Em 2008, já havia um novo preço firmado em contrato: R$ 5,4 bilhões. A TLSA vem alegando que esse valor, em razão de contratempos surgidos no decorrer da obra, está subdimensionado.

A concessionária quer agora R$ 8,2 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa a tempo de ser inaugurada por Dilma. A ferrovia é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Texto Integral)

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SENSACIONAL: DEPUTADO PEDE QUE STJ SE EXPLIQUE NA CÂMARA E PODE DAR INÍCIO À CPI DA IMPUNIDADE NO JUDICIÁRIO

Justiça, a Cínica – chegou a hora da CPI

Câmara deve criar CPI da impunidade

A oposição ao governo pode estar sem rumo, mas o deputado do PSDB do Paraná, Fernando Francischini, acertou o alvo. A corrupção não é um problema do legislativo ou do executivo somente. É da sociedade como um todo e, principalmente, do poder judiciário, que anula provas de corrupção.

Segundo matéria do Estadão, o deputado pede explicação sobre a anulação de provas contra os ricos, no caso os ricos da operação Boi Barrica, que investigou o clã Sarney que controla o Maranhão há décadas. De acordo com a matéria, os ministros da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) serão convidados (deveriam ser convocados) a debater no Congresso a decisão, tomada na semana passada, de anular provas da Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.

O deputado pediu somente informação sobre os Sarney por uma questão política, já que o PMDB de José Sarney faz parte do governo. É hora dos deputados governistas contra-atacarem e pedirem explicações sobre outras operações da PF que foram anuladas.

É preciso de uma CPI da anulação de provas.

Os ministros do STJ precisam ser convocados a explicar não só as decisões a favor do clã maranhense, mas principalmente as operações Satigraha, Castelo de Areia e Diamante. O problema é que esses temas só viram notícia quando é contra o governo. Se um deputado pede CPI da anulação de provas da Satiagraha, não vira nem nota de rodapé na imprensa.

A Justiça Brasileira faz o que quer e toma a decisão que quer porque não tem que dar satisfação a ninguém e tem a conivência da grande mídia. Tem um ministro da mais alta corte que deu dois habeas corpus em menos de 48 horas a um banqueiro posteriormente condenado a 10 anos de prisão e ninguém ficou indignado. (Veja texto do Estadão)

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GOVERNO PRETENDE FAZER CONSULTA POPULAR E INCLUIR TELES PARA FORTALECER O DEBATE DO MARCO REGULATÓRIO DA MÍDIA

Está nos planos do governo, para dar continuidade às discussões sobre a regulação da mídia, fazer uma consulta pública e incorporar as teles ao debate de modo que o setor possa fortalecer o projeto junto ao Congresso Nacional.

O setor de rádio e TV já se mostrou contrário ao novo marco regulatório e disposto a dificultar a sua sobrevivência no debate político, por isso o governo aposta na presença das teles na discussão e para atraí-las propõe mudanças na Lei Geral de Telecomunicação (LGT).

O poder econômico do setor somado a seus interesses políticos fazem o governo acreditar que as teles seriam uma aliada no sentido de promover a já tardia democratização da comunicação, o fim dos oligopólios e propriedade cruzada de veículos; e o estabelecimeno de cotas para a programação de modo que o conteúdo nacional e regional possa ter mais espaço.

Já a oposição, diz que o governo tem horror a críticas e flerta com a censura. Aqueles que sabem a natureza da proposta do novo marco regulatório entendem que, se ele realmente acontecer como se espera, longe de promover a censura, ele vai garantir a liberdade e diversidade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Governo deve incluir teles e fazer consulta pública para discutir regulação da mídia
Projeto não andou desde o fim de 2010 porque governo quer rediscutir lei que rege telecomunicações. Objetivo é “usar” lobby do setor contra pressão dos meios de comunicação
Por André Barrocal

Brasília – A proposta de um novo regulatório para rádios e TVs vai passar por consulta pública, antes de ser concluída e submetida à presidenta Dilma Rousseff. A informação foi dada à Carta Maior pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, dois dias antes de o IV Congresso do PT defender que “é urgente abrir o debate no Congresso Nacional sobre o marco regulador da comunicação social”. Bernardo é filiado ao PT.

Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, a consulta pública deverá ter como ponto de partida conceitos genéricos, e não textos com redação de lei. Por ora, não há previsão de quando a consulta começará. É provável que seja ainda este ano. O ministério das Comunicações recebeu em janeiro proposta de novo marco regulatório elaborada – mas não fechada – no ano passado pelo ex-ministro Franklin Martins.

O texto atualizava o Código Brasileiro de Telecomunicações, que data de 1962. A principal razão de ainda não estar pronto nem ter ido à consulta pública, de acordo com relatos feitos à reportagem, é que o governo decidiu incluir, no mesmo projeto, uma proposta de atualização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997.

O trabalho de Franklin Martins não mexia na LGT, uma lei extensa, de 216 artigos. Segundo relatos feitos à reportagem, o governo considera estrategicamente importante juntar o debate de um novo marco regulatório da radiodifusão com a revisão da LGT. Seria uma forma de contar com um aliado de peso (as teles) para tentar fazer o projeto avançar no Congresso. (Texto completo)

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ENTRE QUIMERAS E CONTRADIÇÕES SAI A OPOSIÇÃO EM BUSCA DA NOVA CLASSE MÉDIA

Na nova pirâmide social classe C tem lugar de destaque

A maioria é formada por jovens que frequentam a universidade à noite e trabalham durante o dia, cujo grau de escolaridade vem subindo graças às oportunidades criadas nos últimos anos e também às características da sociedade da informação e do conhecimento, com renda mensal variando de mil a cinco mil reais e grande poder de influência nas suas comunidades. É assim que se desenha o perfil da nova classe média brasileira: a classe C.

Justamente nela tem se concentrado as atenções dos dois maiores partidos políticos brasileiros: PT e PSDB. Qual deles conquistará esse novo eleitorado que cresce em número e consciência política e social? Na corrida em direção aos corações e mentes da nova classe média dois fatos não podem deixar de ser notados. São eles o atual estado de declínio da oposição e a herança dos oito anos do governo Lula.

Sobre o primeiro deles, é mais do que evidente o processo de erosão político-partidária pelo qual passa a oposição que um dia pretendeu se eternizar no poder e realmente achou que essa previsão se confirmaria. O PSDB perdeu o rumo durante o governo Lula e perdeu por responsabilidade própria. A oposição desnorteou-se ao renegar seus feitos, ao tentar apagar um passado, ao fingir para si mesma que as privatizações nunca existiram enquanto privatizações, seriam elas qualquer outra coisa menos diminuição do patrimônio público em benefício do capital externo devido aos seus peculiares métodos.

O que esperar de uma legenda que renega a própria identidade? Ou melhor, será que ela tem mesmo alguma identidade? Reside aí, exatamente aí, a causa de todo desmoronamento da oposição. O interessante é que ela ainda se anima alertando a opinião pública em relação a uma possível ditadura de um partido único que o PT estaria em vias de instaurar no Brasil. E mais interessante ainda é que essa crítica à oposição entra em total contradição com o amparo máximo da oposição: os votos conquistados por Serra na eleição passada, como se estes fossem dela e ninguém mais tasca. Desconhecimento da personalidade humana ou afirmação de uma suposta realidade para suprir a falta de outra?

Enquanto a oposição vive de quimeras e ilusões, o governo Lula deixou ao PT uma ótima imagem. O partido agora pode carregar as conquistas de um governo de tirou muitos da pobreza, que incluiu outros tantos na universidade, que fez o país crescer com estabilidade, conquistas que em parte foram as responsáveis pelo surgimento desta nova classe média que agora se disputa.

Ela tem consciência de que chegou aonde chegou em parte pelas oportunidades oferecidas pelo último governo, mas também tem consciência de que no país ainda há muito o que se fazer. Portanto, aquele que afirmar sua identidade por meio de boas e necessárias ideias, tem mais chance de conquistar essa nova classe média.

Sobre o assunto, duas notícias, publicadas pela revista Carta Capital, ajudam a ampliar a discussão:

O declínio da oposição
Por Mauricio Dias

Com a vitória do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, em 1994, a embriaguês provocada pelo sucesso do Plano Real levou Sergio Motta, então ministro das Comunicações, a prever que o PSDB ficaria no poder por 20 anos (para isso não poupou forças e atropelou limites éticos). Preparou a emenda da reeleição de FHC e passou como um trator sobre a oposição ao catar votos a qualquer preço.

Elogiado como operador político e financeiro das campanhas eleitorais tucanas, Motta falhou no papel de oráculo. O planejado império tucano durou oito anos. Empurrado para o papel de principal opositor do governo petista o PSDB e, mais ainda, seus aliados sofreram um impacto ameaçador ao longo dos oito anos do operário Lula no governo. A vitória de Dilma acelerou o processo e o DEM (ex-PFL), por exemplo, vive um perigoso minguante.

O que explica a erosão político-partidária da oposição?

Reflexões mais profundas levariam à conclusão de que, sem enraizamento social, ela perdeu-se ao deixar o poder. Mas há circunstâncias contingenciais.

Os adversários do PT ficaram sem o norte, dizem em coro. É mais grave, porém, do que isso. Eles se desnortearam ao se apresentarem nas eleições tentando esconder o que fizeram: as privatizações que pressupunham a destruição das bases do “Estado brasileiro” para soerguimento de um “Estado mínimo”, globalizado e sem soberania. (Texto Completo)

O poder da maioria
Por Soraya Aggege
Em 2014, a classe C vai concentrar 57% do eleitorado. Quem tem mais chances de conquistá-la?

Vanessa Antonio, a garota da capa, é o novo alvo típico das pretensões eleitorais dos partidos hegemônicos no cenário político: PT e PSDB. E também de grande parte das empresas. Aos 20 anos, ela integra a porção jovem dos 31 milhões de brasileiros recém-instalados no meio da pirâmide social, com renda familiar mensal entre 1,5 mil e 5 mil reais. Vanessa e outros milhões de jovens das periferias começam a desempenhar o papel de principais formadores de opinião da chamada “nova classe média”. Os efeitos desse fenômeno ainda não foram totalmente medidos, mas os especialistas não têm dúvida: as mudanças na pirâmide social, com a consolidação da hegemonia da classe C, já começaram a alterar velhas tendências, do consumo e das eleições. A estimativa é de que, em 2014, esse estrato represente 57% do eleitorado obrigatório (de 18 a 69 anos), ou 71 milhões de votos. Desse total, 44% terão entre 18 e 34 anos e níveis de escolaridade e renda em rápida ascensão, o que aumentará a sua interlocução e influência nas comunidades.

Não foi à toa que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva travaram nos últimos dias uma guerra verbal acerca da conquista desse eleitorado. O PT e o PSDB têm gastado tempo e dinheiro em pesquisas, análises e projetos que os ajudem a entender melhor o que quer essa multidão emergente que acorda cedo para trabalhar, lota as faculdades à noite, come macarronada com
frango aos domingos ao som de Ivete Sangalo e ainda reserva uma parcela da renda para o dízimo, principalmente aquele cobrado por igrejas neopentecostais. (Texto Completo)

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PSDB ESTÁ ENTRINCHEIRADO EM QUATRO ESTADOS E PARTIDO DEVE ACABAR SE PERDER EM SÃO PAULO, PARANÁ, MINAS E GOIÁS

oposição em extinção

O principal partido da oposição está diante de um cenário que pode ser o pior do que se poderia imaginar.

Além da provável derrota de José Serra, o PSDB pode ficar sem governos estaduais. Tem grandes chances de ganhar em São Paulo, Minas, Goiás e Paraná, mas essas derrotas representariam uma perda desestruturante.

O Brasil ficaria então sem oposição? Com certeza não, mas uma derrota esmagadora do PSDB, que teve todo o apoio da grande mídia significaria uma necessidade de se mudar a estrutura das oposições. Poderá haver fusão de partidos, etc. Mas o que precisa mesmo é existir uma oposição com um discurso menos conservador e retrógrado do que o apresentado por essa lástima histórica que foi a união DEM/PSDB.

É possível que surja uma nova oposição nos próximos anos, menos arrogante e que se desprenda um pouco da intragável manutenção da desigualdade social e econômica que o Brasil ainda vive. Falta utopia para a oposição.

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INTERNAUTA: GOVERNO LULA FINANCIA OPOSIÇÃO MIDIÁTICA

Por Chico Cerrito

Pena que o próprio governo contribua de certo modo para a continuação da ação e do status quo da velha mídia.
Por exemplo na contracapa da veja, um anúncio de página inteira comemorativo de Tucuruí as expensas do governo federal, contribuindo assim para a continuação da campanha contra si próprio efetuada por aquela editora e o pagamento dos salários de parajornalistas como o “tiozinho” e o “menino-mau”, dois exemplos vivos da desnecessidade de diploma para a carreira.
Nesse ponto Chávez sabe bem como tratar essa malta, mas pelo menos esse governo deveria ter considerado ter publicidade zero nesse tipo de imprensa reacionária patronal, e impostos razoáveis na importação de papel.
Afinal deveriam se sustentar sozinhos, com a tiragem e a publicidade do mercado que tanto defendem.
Não que façam mais tanta diferença, o tempo deles está passando rápido.

Comentário:

Talvez nunca tenha existido na história deste país um governo tão democrático que até financia a oposição. O problema é que está financiando também um péssimo jornalismo.

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OPOSIÇÃO FECHA OS OLHOS PARA O PIOR DO GOVERNO LULA E CRITICA O QUE HÁ DE BOM; A OPOSIÇÃO NÃO ESTÁ SEM RUMO, ESTÁ SEM CHÃO

Protógenes derveria pedir proteção internacional contra perseguição da Polícia Federal

A Polícia Federal do governo Lula mantém na direção do órgão o policial Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição. Ele foi acusado de torturar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul. Não bastasse isso, a Polícia Federal faz implacável perseguição a Protógenes Queiroz, delegado que prendeu Daniel Dantas e fez um grande trabalho na Polícia Federal por vários anos.

Esse seria um prato feito para a oposição montar um circo, CPI etc, mas ninguém do PSDB ou do Demo fala sobre o assunto. A presença de Luiz Fernando Corrêa na direção da entidade, com as acusações que lhe pesam, e a perseguição ao delegado Protógenes Queiroz é uma das piores coisas do governo Lula, mas a oposição e grande parte da mídia se cala.

Longe de criticar o que há de ruim no governo Lula, a oposição critica o que há de bom, como o Bolsa Família, investimentos na transposição do São Francisco, Prouni, etc etc….

É por essas e outras que se diz que a oposição está sem rumo. Na verdade, a oposição está sem chão.

Veja abaixo trecho da reportagem sobre Luiz Fernando Corrêa na Carta Capital. A perseguição sofrida pelo Delegado Protógenes Queiroz está no Terra Mazagine.

Trecho da matéria de Leandro Fortes sobre o delegado da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa:

“Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

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GOVERNO LULA NÃO TEM SAÍDA, É PRECISO NEGOCIAR O TEMPO TODO COM 300 PICARETAS QUE CHANTAGEIAM O GOVERNO

No início dos anos 90, Lula afirmou que havia no congresso 300 picaretas, Hebert Vianna fez uma música com a frase. De lá pra cá pouca coisa mudou.  Os picaretas ainda continuam no congresso e o espelho desse quadro é a CPI da Petrobrás.  Não porque não se deva investigar a possível corrupção na empresa. É claro que se deve investigá-la, mas não em um ambiente de esfera política.  O Ministério Público e a Justiça têm condições de fazer esse trabalho. Os 300 picaretas estão tanto na base do governo como na oposição e não medem esforços para chantagear.

A CPI pode ser nociva para o governo Lula, mas também pode ser para a oposição. Vai vir à tona o escândalo dos yuppies do PSDB, que queriam mudar o nome da estatal para Petrobrax e privatizá-la. Se o governo FHC tivesse conseguido, hoje toda a riqueza do pré-sal estaria nas mãos das empresas estrangeiras, sem a chance de politicamente se estabelecer uma estratégica nacional para a exploração das reservas.

A CPI da Petrobrax (como gostam os tucanos) mostra que a oposição está inteiramente sem rumo e que não há qualquer escrúpulo para se chegar ao poder; vale até trazer prejuízos para todo o país.

Existem inúmeras falhas no governo Lula que poderiam ser exploradas pela oposição como, por exemplo, dificuldade para reforma agrária e reforma política, incapacidade para diminuir de forma efetiva a desigualdade social, incapacidade para melhorar a distribuição de renda, falta de planejamento e investimento pesado em ciência e tecnologia, incapacidade para a democratização da comunicação e outros temas importantes. Mas a oposição se cala diante disso  porque não tem espectro político; são apenas representantes de capitais que buscam tomar de assalto os recursos da federação.

É difícil avaliar um governo que não tem saída e precisa o tempo todo negociar com 300 picaretas. Ouça abaixo a música de Hebert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, sobre a frase de Lula sobre os 300 picaretas.


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por Conceição Lemes

Deputados tucanos reuniram-se em São Paulo nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Motivo: debater a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.

“Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional”, afirma a jornalista Carmen Munari, em reportagem da Reuters.

Agora, é oficial o que já se conjecturava.

Estavam presentes ao encontro os seguintes deputados do PSDB:

* Julio Semeghini (SP)

* Walter Feldman (SP)

* Paulo Renato Souza (SP)

* Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES)

* Ricardo Tripoli (SP)

* Vanderlei Macris (SP)

* Fernando Chucre (SP)

* João Almeida (BA)

* Carlos Brandão (MA)

A impressão que passa a “recomendação” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é de que ele pede aos tucanos que trabalhem para que a crise econômica mundial arraste o Brasil e o leve ao fundo do poço, como aconteceu na gestão dele. O que é isso: quanto pior, melhor? Mesquinhez? Irresponsabilidade? Tiro no pé?

Inviabilizar a adoção de medidas do governo Lula para combater a crise, é um crime contra o país. E agora, a menos que o ex-presidente dê alguma explicação para o teor de sua “recomendação”, a impressão que fica será a de que ele quer sabotar o país para seu grupo político voltar ao poder.

Reunidos com FHC, tucanos querem apressar nome para 2010
por Carmen Munari

SÃO PAULO (Reuters) – Deputados tucanos debateram nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.

O principal ingrediente para a pressa é a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de turbinar a candidatura pelo PT da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o que a leva a ocupar amplo espaço na mídia ao participar de cerimônias e eventos públicos do governo federal.

“O ex-presidente acredita que é preciso definir o mais rápido possível. O PSDB tem deixado para se decidir na última hora, enquanto a Dilma já está definida”, disse à Reuters o deputado Julio Semeghini (SP), presente ao encontro realizado na casa de FHC.

(…)

Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional.

Estavam presentes também os deputados Walter Feldman (SP), Paulo Renato Souza (SP), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Ricardo Tripoli (SP), Vanderlei Macris (SP), Fernando Chucre (SP), João Almeida (BA) e Carlos Brandão (MA).

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