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SE O GOVERNO DILMA TIVESSE OPOSIÇÃO, ESSA HISTÓRIA DA TRANSNORDESTINA NÃO IRIA FICAR BARATA, NEM TÃO CARA

Concessionária quer levar só  R$ 3,7 bilhões a mais

Concessionária quer levar só R$ 3,7 bilhões a mais

Começamos o ano novo e vamos ver se em 2013 a oposição melhora. Essa é mais uma sugestão para a oposição demotucana. Vamos salvar a oposição. Olha só que história.

Ferrovia prevista para custar R$ 4,5 bilhões pode se transformar em R$ 8,2 bilhões, segundo matéria do Estadão.

A oposição não faz nada para defender o povo brasileiro. É lobista de grandes empreiteiras e, por isso, quando deveria atuar, amarela. Será que não tem um Bob Jef achincalhando o governo na Transnordestina?

Com uma oposição dessa, o PIG vai enxugar gelo. O PT vai ficar no governo por mais 30 anos.

SÃO PAULO – Prevista para funcionar a partir de 30 de dezembro de 2014, penúltimo dia da gestão da presidente Dilma Rousseff, a ferrovia Transnordestina não será inaugurada antes de 2015. A obra, iniciada em 2006, entrou em ritmo ainda mais lento neste segundo semestre, a partir do acirramento de um impasse financeiro já antigo entre o governo federal e a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA).

Na assinatura do protocolo de intenções em 2005, foi anunciado que a ferrovia custaria R$ 4,5 bilhões. As obras começaram em julho do ano seguinte. Em 2008, já havia um novo preço firmado em contrato: R$ 5,4 bilhões. A TLSA vem alegando que esse valor, em razão de contratempos surgidos no decorrer da obra, está subdimensionado.

A concessionária quer agora R$ 8,2 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa a tempo de ser inaugurada por Dilma. A ferrovia é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Texto Integral)

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GOVERNO PRECISA FAZER UM PAC DO MEIO AMBIENTE, COM INCENTIVOS PARA INVESTIMENTO EM PROJETOS SUSTENTÁVEIS SOCIAL E AMBIENTALMENTE

O governo do presidente Lula deveria fazer um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ambiental, capaz de gerar investimentos em tecnologias sustentáveis. Um exemplo que pode ser seguido é a geração de energia elétrica com incineração de lixo urbano. Veja abaixo matéria sobre a geração de energia a partir do lixo no Rio de Janeiro, com a participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Projeto de transformação de lixo em energia pode ser estendido a todo o país

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) querem aumentar a eficiência energética da Usina Verde, que funciona desde 2004 na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de energia da usina.

O projeto, da iniciativa privada, teve a parte de tecnologia aprimorada pela Coppe e trabalha com a incineração de lixo urbano, destruindo os gases causadores de efeito estufa na atmosfera, além de transformar em energia quase todos os resíduos sólidos recebidos. O pesquisador Luciano Basto, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) da Coppe, coordenador do projeto Usina Verde, disse à Agência Brasil que a ideia é “tentar aumentar a escala e ajudar que se torne uma realidade no Brasil”.

Ele informou que a Usina Verde já faz isso em pequena escala. O sistema, porém, está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com as 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral, isso representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências.

Luciano Basto salientou que esse é um projeto piloto. Uma unidade comercial teria cinco vezes esse tamanho. Estimou que para 150 toneladas/dia de resíduos sólidos, poderia ser gerada energia suficiente para abastecer 8 mil residências.

Segundo o pesquisador, a ideia do grupo privado que administra a usina é desenvolver tecnologia para ser comercializada. A Coppe auxilia no processo. Esse tipo de unidade trabalha com três receitas: tratamento de lixo, comercialização de energia elétrica e térmica e créditos de carbono.

Nos últimos seis meses, a Usina Verde passou por uma auditoria do Bureau Veritas, escritório internacional de certificação, para se habilitar a receber créditos de carbono, isto é, bônus  negociáveis em troca da não poluição do meio ambiente. Basto informou que durante esse período, a usina comprovou a redução de 2 mil toneladas de emissões de gás carbônico das 30 toneladas de lixo recebidas por dia. Isso dá uma média de meia tonelada de gás carbônico por tonelada de lixo tratado.

“Significa dizer que qualquer usina que venha a ser instalada pode pleitear créditos [de carbono]”. Basto lembrou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, definiu metas para redução das emissões na cidade, destacando transporte e lixo como áreas importantes de trabalho com essa finalidade. “Tratar o lixo, gerando eletricidade é uma forma de resolver três fontes de mitigação. Uma delas é o lixo. A outra é a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade e a terceira é o diesel que se consome para transportar o lixo até os aterros”.

A Coppe presta assessoramento técnico a qualquer grupo privado que queira implementar usinas para incineração de lixo e transformação em energia, utilizando tecnologia limpa. O pesquisador destacou que existem mais de mil usinas desse tipo funcionando em todo o mundo. “Para se ter uma ideia, a geração elétrica a partir do lixo, em 2006, foi equivalente ao consumo de eletricidade pelo setor residencial brasileiro em 2007”.

Naquele ano, o consumo das famílias no Brasil atingiu 90 milhões de MWh. Basto explicou que a energia gerada a partir do lixo representa entre 3% e 4% das matrizes nacionais. “Mas todo o lixo que foi utilizado para gerar eletricidade no mundo em 2006 equivaleu ao que as residências brasileiras consumiram em 2007, o que é algo significativo”.

Luciano Basto espera que até o terceiro trimestre de 2010, o Centro Tecnológico da Coppe conclua o sistema de aumento de eficiência da Usina Verde, visando ao melhor aproveitamento do calor gerado, com menos investimentos. “Dispor de muito mais eletricidade. Então, passa a haver mais receita”, afirmou.

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GOVERNO FAZ BALANÇO DO PAC

Balanço indica que 87% das ações do PAC previstas para 2008 têm andamento adequado

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Balanço divulgado hoje (4) pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) indica que 87% das ações previstas para este ano apresentam andamento adequado, 6% exigem atenção e 2% estão com ritmo de execução considerado preocupante. O restante corresponde às obras que já foram concluídas.

Nos cinco primeiros meses do ano, 27,8% dos R$ 15,77 bilhões previstos para o PAC foram empenhados, o que significa R$ 4,39 bilhões.

De acordo com balanço, que está sendo apresentado hoje no Palácio do Planalto, R$ 3,14 bilhões foram pagos de janeiro a maio deste ano, sendo que R$ 2,98 bilhões correspondem a recursos do ano anterior e R$ 160 milhões são do exercício atual.

SERÁ QUE O PAC DE LULA ESTÁ FUNCIONANDO?

Pelo que se lê dessa matéria publicada ontem no Estadão, o PAC do presidente Lula (PT) está de vento em popa. Só este ano são 85 bi em infra-estrutura. Repare a comparação com o milagre econômico.

Infra-estrutura terá R$ 85 bi este ano

Volume de investimentos no setor começa a crescer e previsão é que chegue aos R$ 100 bilhões por ano em 2009

Renée Pereira

A retomada de megaempreendimentos no setor de infra-estrutura, praticamente abandonado nas últimas duas décadas, começa a mudar a cara do País. Desde o ano passado, com a melhora na economia doméstica, governo e iniciativa privada desengavetaram projetos importantes de transportes, energia e saneamento para captar a liquidez ainda existente no mundo. O resultado é que, pela primeira vez desde o milagre econômico, o Brasil conseguirá investir o que o setor necessita.

Segundo a Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o volume de recursos injetados no setor deve ficar na casa dos R$ 85 bilhões neste ano, bem acima do verificado em períodos anteriores. O auge, porém, deve ser atingido em 2009, quando as decisões de agora começarem a maturar. A expectativa é que o setor receba os cerca de R$ 100 bilhões por ano necessários ao crescimento sustentável do País, diz o presidente da entidade, Paulo Godoy. (leia mais)

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