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PALESTINOS SE MOBILIZAM PELO “ESTADO 194” E CONFIAM QUE A ONU VOTARÁ A FAVOR DA LIBERDADE

Entusiasmo e esperança dos palestinos

Enquanto o Brasil, por meio da presidente Dilma, declarava o seu apoio ao reconhecimento pela ONU do estado palestino, as mobilizações populares na Palestina já iam à todo vapor. Estima-se que mais de um milhão de palestinos teriam se mobilizado na última quarta-feira (21/09) para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP (Organização para Libertação da Palestina), apresentou à 66ª Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

O sonho do estado da Palestina já é antigo e muitos acreditam que a paz no Oriente Médio só será possível quando os palestinos tiverem seu estado reconhecido e a influência de Israel for assim, aos poucos, diminuindo.

A animação e o entusiasmo dos palestinos apenas demonstra a força que esse sonho ainda tem junto à população local. Muitos reconhecem, com consciência e maturidade política, que o caminho para a liberdade ainda é longo, mas acreditam que o reconhecimento do estado é o começo dele, podendo fazer do restante uma trilha menos acidentada e mais segura.

Veja texto publicado pela Carta Maior com detalhes das manifestações e as diferentes questões geopolíticas envolvidas no assunto:

Apoio ao Estado mobiliza mais de um milhão na Palestina
Por Baby Siqueira Abrão, de Ramallah, Palestina

A coordenação da campanha nacional “Palestine: State 194” calcula que mais de um milhão de pessoas reuniu-se ontem, no centro das 10 regiões distritais palestinas, para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP, apresentará à 66ª. Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

Essa demonstração de apoio é confirmada por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Harry S. Truman e pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Divulgada no dia 21, ela aponta que 83% dos palestinos apoiam a reivindicação à ONU, confirmando outro levantamento, do Instituto Near East Consulting, de Ramallah, segundo o qual essa porcentagem é de 84%. Entre os israelenses, 69% querem que o governo aceite a decisão da ONU.

A disposição dos palestinos contrastou com o marasmo das últimas semanas. Nesse período, a conversa girou em torno de assuntos nada agradáveis: a ocupação, que se manteria mesmo com o reconhecimento do Estado palestino na ONU; de um possível aumento da repressão por parte do governo israelense quando a Assembleia terminar; da ilegitimidade do governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujo mandato expirou em 25 de janeiro de 2010; de acusações sobre “corrupção” dentro da ANP e da falta de liberdade que caracteriza a vida dos palestinos.

O desânimo, porém, começou a ser substituído pelo entusiasmo poucos dias antes das manifestações de ontem. No dia 20, uma enorme cadeira de madeira pintada de azul – referência ao assento que a Palestina deveria ocupar na ONU –, colocada em Al-Manara, a praça central de Ramallah, atraía moradores, ativistas e turistas, que se deixavam filmar e fotografar em frente a ela. Um restaurante local preparou uma pizza retangular com as cores da bandeira palestina, usando produtos locais (zata, queijo branco, hortelã, tomates) e a levou à praça, chamando a atenção de transeuntes e motoristas. Grupos se reuniam em diversos pontos da Al-Manara, discutindo prós e contras da ida à ONU. E no início da noite uma carreata saiu da Al-Muqata, a sede do governo, e foi até a praça Yasser Arafat, recentemente reformada, sob aplausos e gritos de vitória. (Texto completo)

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PARADISE NOW É UM BELO FILME EM TEMPOS DE GUERRA ISRAELENSE EM GAZA

Kais Nashef em Paradise Now

Kais Nashef em Paradise Now

É difícil entender o que move o ódio sem fim entre palestinos e israelenses, mas a cada conflito, com crianças palestinas mortas, novos ódios são alimentados.

Esse conflito, que nos últimos dias, provocou a morte de centenas de palestinos, é o pano de fundo do filme Paradise Now, do diretor Heny Abu-Assad. O filme, que ganhou vários prêmios, é realmente belo, dramático e sensível. Em meio ao conflito, o filme traz o drama de dois jovens palestinos incumbidos de serem homens-bombas em Israel. Em meio a trama, uma atuação expressiva e calada do ator Kais Nashef e a beleza de Lubna Azabal. Sem fazer um único discurso, o filme é um libelo a favor da vida.

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