Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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HUMOR DO PÂNICO NA TV: LULA DESABAFA APÓS VIDA SOFRIDA

Pânico deixa de lado o tema da  sexualidade e produz um quadro hilariante sobre o Lula e a mídia, ou seria sobre Lula e parte da classe média, ou seria entre Lula e a oposição. Você decide.

Vi no blog do Azenha

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PÂNICO NA TV: QUE MARCELO TAS NOS LIVRE DISSO!

O programa Pânico na TV (Rede TV!), que já foi melhor, é hoje o resultado do lixo que foi jogado para cima e que agora começa a cair na cabeça. Mas tem um sabor de vingança porque é nosso próprio lixo.
Renato Russo, com a Geração Coca Cola, já profetizava essa situação:

Quando nascemos fomos programados/ A receber o que vocês/ Nos empurraram com os enlatados/ Dos U.S.A., de nove as seis.
Desde pequenos nós comemos lixo/ Comercial e industrial/ Mas agora chegou nossa vez/ Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.
(ouça)

Há 50 anos assistimos a uma ditadura da televisão e da comunicação brasileira. O Golpe de 64 fomentou o lixo político que carregamos hoje via corrupção e a ditadura midiática se apresenta com programas de gosto imbecilizado. Se falta crítica e consciência, usa-se então a idiotice. Isso é o que sofreu o ator Wagner Moura e outros diante de um quadro xarope do Pânico, chamado Silveira e Silveirinha, que é na verdade uma versão televisiva da linha editorial da Veja.

O Pânico na TV já foi melhor. Iniciou um processo de dessacralização dos atores e atrizes, o que foi ótimo. Colocou um pouco de improviso e jogo de cintura para o ator. Sílvio e Vesgo desmontavam o galã inatingível com bom humor. As estrelas globais mostravam sua humanidade e seus defeitos, sua ira e sua feiura. O caso Luana Piovani, com as sandálias da humildade, foi clássico. Mas o programa descambou para aquilo que parece ser a única forma de piada: o sexismo, via boiolice com machismo. Isso é uma praga que atingiu em cheio o Casseta e Planeta e vários outros programas de TV. Há graça ainda nisso?

O mesmo caminho parece que vai seguir o CQC, da Band, na competente coordenação de Marcelo Tas e ótima equipe. O que começou com um humor crítico com relação aos políticos e altos funcionários públicos, agora já se arrefece. A tendência é cair no sexismo. Que Marcelo Tas nos livre disso!

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