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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SERÁ JEAN WYLLYS A NOVA CARA DO PSOL QUE PODE CONSOLIDAR UM GRANDE PARTIDO DA OPOSIÇÃO?

A segunda geração do Psol

Jean Wyllys, ex-bigbrother, é uma nova esperança dentro da política brasileira. Wyllys parece saber diferenciar PT de PSDB e se inserir de forma discursiva em um campo progressista em busca de igualdade, justiça e liberdades.

O novo deputado tem uma fala ponderada não muito comum no Psol (Partido Socialismo e Liberdade), criado por uma dissidência do PT, durante o primeiro mandato do presidente Lula.

O Psol surge com a necessidade de não se esquecer os princípios petistas de justiça e igualdade, diante a transformação do PT no grande partido socialdemocrata do Brasil e de sua negociação com parte da direita.

O problema do Psol talvez tenha sido confundir questões pessoais, a ira de alguns dos líderes provocada pela saída do PT, com as questões muito maiores e mais importantes para o país.  Essa confusão faz o partido afirmar em campanhas e em rede nacional que PT é igual a PSDB, o que não é verdade e nem seus próprios integrantes acreditam nisso. Esse é um discurso que só interessa ao DEM e ao PSDB, que se beneficiam com a dificuldade das pessoas de compreender as diferenças políticas entre os partidos. O PT cresceu porque foi uma escola política para o Brasil, as pessoas entendiam a política a partir da crítica petista, que reunia intelectuais e trabalhadores.

O Psol pode se tornar o grande partido da oposição no Brasil, visto que o  Partido dos Trabalhadores (PT) deverá dominar o cenário político socialdemocrata e encontrar barreiras de avanços em suas alianças. Além disso, há a dificuldade da grande mídia de ressuscitar um PSDB vazio e incapaz de ter uma utopia.  O espaço para a oposição está aberto.

Esse vácuo da oposição poderia ser ocupado pelo Psol se conseguisse mostrar as dificuldades do PT em avanços de justiça social e democracia, diferenciando-o das políticas neoliberais e excludentes do PSDB.  Educação de qualidade, saúde universal e gratuita de qualidade, reforma agrária, combate aos oligopólios etc são temas abandonados pela oposição.  O Psol tem a chance de crescer com essa nova geração, representada por Jean Wyllys, e poderá dar um rumo mais nítido, capaz de fazer a população entender as forças políticas que estão em jogo no Brasil.  Além de, é claro, superar o rancor das questões pessoais.

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Revista Veja é a mãe do lulismo

A oposição (PSDB, DEM, Estadão, Folha, TV Globo, Veja e outros) começam a temer a capacidade de voto que o presidente Lula parece ser capaz de agregar.

Essa mesma oposição também reclama de que há um perigo na democracia se o povo decidir votar em massa nos candidatos do presidente Lula.

Mas isso é a democracia, a decisão do povo, de um povo soberano. Essa mesma oposição nadou de braçada com o pensamento único presente nos tristes anos do neoliberalismo do governo FHC. Achavam tudo natural.

Nos dois governos de Fernando Henrique, o PT e outros partidos praticamente desapareceram do debate político. E foi nesse momento que a oposição começou a gestar o lulismo.

Ao criticar de forma acintosa o PT (Partido dos Trabalhadores), tentando desqualificá-lo no debate político como intransigente, radical, comunista, stalinista, ditadores etc, DEM/PSDB e a velha mídia iniciaram o processo de construção do Lulismo.

A revista Veja foi a expoente máxima desse jogo de desqualificação do Partidos dos Trabalhadores, basta fazer uma análise das capas e reportagens da revista nos últimos anos. A revista é a mãe do lulismo.

Ao negarem o PT, como uma instituição política e democrática, abriram espaço para a construção do personalismo do presidente Lula. É um pouco a história do voto: “odeio o  PT, mas amo Lula”.

Ao perceberem a presença do governo do presidente Lula nas suas vidas, a população o elegeu como o único responsável pelas conquistas e não o resultado de toda uma história de luta de intelectuais, artistas, técnicos e trabalhadores que construíram o PT e ajudaram no sucesso do governo. (Para José Serra e para a velha mídia  é o estado aparelhamento, da boquinha etc… continuam construindo o lulismo)

Lula não fez um governo de grandes mudanças, mas um governo que chegou até a população, uma população que ficou durante séculos vivendo das migalhas e das ilusões eleitorais, esperando o bolo crescer.

A oposição está irada porque o governo Lula arrumou a casa, que ficou destruída durante o governo de PSDB/FHC.  Com o país pronto para crescer, administrar o próximo governo, pensa a oposição, seria sopa no mel. Era a grande chance de ficar mais 500 anos no poder.

Por isso, o problema de lulismo não é o fracasso de Dilma, caso seja eleita, mas o seu sucesso.

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