Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EMPÁFIA NO SBT BRASIL E PROPAGANDA SUBLIMINAR PARA CRIANÇAS SÃO O PADRÃO NO CANAL DO SÍLVIO

sbt-brasilO SBT Brasil, jornal do SBT ancorado por Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade, é uma espécie de resumo da empáfia do jornalismo da grande mídia.

Assista e perceba no editorialismo panfletário o tom que mistura arrogância com ignorância, o que leva à empáfia. Falam como se fossem os donos da verdade do mundo, que se expressam não nas opiniões rasteiras, óbvias e conservadoras, mas no tom e no ritmo da voz.  Numa das últimas opiniões, criticaram os juízes que, atentos à lei, votaram contra a criação do partido de Marina Silva. A erguidinha no queixo, a indignação superficial na fala e no olhar…É uma coisa.  Pode se criticar a Globo, mas normalmente ela é mais sofisticada.

Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade são os apresentadores do mesmo canal de TV que faz propaganda subliminares para crianças e adultos. Há meses que essa emissora faz propagandas subliminares de menos de um segundo durante a programação, inclusive em programas como Chiquititas e Carrossel, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não faz nada.

Veja mais:

PAULO BERNARDO NO MINISTÉRIO: ESPIONAGEM DOS EUA, FIM DA REATIVAÇÃO DA TELEBRÁS E SERVIÇO RUIM DE INTERNET

Com vista grossa do governo, empresas boicotam Plano Nacional de Banda Larga

Rede Brasil Atual/por Rodrigo Gomes

Paulo Bernardo

Paulo Bernardo

São Paulo – As quatro empresas de telefonia habilitadas a oferecer o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), proposta de popularização da internet pelo custo de R$ 35 mensais, estão boicotando o acesso da população ao serviço.

O site do Ministério das Comunicações informa que o programa já “beneficia” 3.214 municípios, em 25 estados e no Distrito Federal. Na prática, porém, as empresas privadas  – que deveriam atuar em parceria o com governo – sonegam informações sobre o PNBL e criam todo tipo de dificuldade quando o cidadão insiste em obter o plano.

A reportagem da RBA tentou, sem sucesso, adquirir o serviço com as operadoras Telefônica/Vivo, CTBC/Telecom, Oi e Sercomtel, tanto pela internet como no atendimento telefônico das empresas.

Os obstáculos variam. Pela internet, as empresas não colocam a opção à disposição do usuário. Por telefone, os atendentes desconversam. Ora oferecem pacotes das próprias operadoras, ora mandam o cidadão procurar uma loja física para se informar, ora derrubam a ligação, e chegam a inventar exigências que não estão previstas no programa – como por exemplo, a de que para ter direito ao PNBL a pessoa  precisaria ser beneficiária do Bolsa Família.

O Programa Nacional de Banda Larga foi lançado em maio de 2010 graças à mobilização de um grupo dentro do Ministério do Planejamento. Na época, a ideia era reestruturar e capitalizar a estatal Telebrás, vinculada à pasta de Comunicações, para que esta ficasse responsável por sua execução.

Após desmontar o PNBL e entregar a questão ao setor privado, Bernardo não fiscaliza implementação

No ano seguinte, porém, o novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, decidiu passar a tarefa para as empresas privadas que oligopolizam o mercado. A partir do acordo celebrado por Bernardo com as operadoras, elas deveriam oferecer, em todos os lugares onde atuam, conexão com velocidade de 1 megabite por segundo, ao custo fixo de R$ 35 por mês, sem exigência de assinar outros serviços, como telefone fixo.

Ainda segundo a proposta original, poderiam adquirir o PNBL pessoas ou empresas de qualquer porte. O objetivo seria promover o acesso à internet para 40 milhões de pessoas.

Porém, nenhuma das operadoras divulga o programa na página principal. Nas áreas específicas de vendas de planos para a internet, a oferta do PNBL ou não existe, ou está escondida.

Telefônica/Vivo

Na página da Telefônica/Vivo são colocados à disposição três tipos de assinatura, mas o PNBL não é citado. A reportagem só encontrou o serviço utilizando o sistema de busca do site com a palavra-chave “PNBL”. Ele está cadastrado como “outros planos”. Mas na página não é possível assinar o serviço, nem há um número de telefone indicado para aquisição dele. Somente com uma nova pesquisa foi encontrado o atendimento de televendas da empresa.

Ao ser perguntada sobre o programa, a atendente ofereceu um serviço promocional da empresa em que, adquirindo também uma linha telefônica, a internet custaria R$ 29,90 por mês. Diante da insistência em adquirir o PNBL, a atendente solicitou o Número de Identificação Social, afirmando que o programa é direcionado apenas a beneficiários de políticas de inclusão social do governo federal, como o Bolsa Família.

Porém, segundo o ministério das Comunicações, não há necessidade de estar cadastrado em programas sociais de qualquer esfera de governo, nem limite de renda para solicitar o serviço. A pasta informa ainda que o serviço deve estar acessível em todos os canais de relação das empresas com os clientes.

INTERNET: PAULO BERNARDO PRECISA DEMOCRATIZAR OS POSTES DE ENERGIA ELÉTRICA

A revolução silenciosa dos pequenos provedores de banda larga

por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual

Português: Paulo Bernardo, ministro do Planeja...

Paulo Bernardo pode mais!

No dia 24 de maio, os conselheiros da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) reuniram-se e aprovaram a Atualização da Regulamentação do SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), popularmente conhecido por banda larga.

Várias decisões reduziram a burocracia e as exigências para pequenas empresas, mas uma em especial revoluciona esse segmento. A licença obrigatória para explorar o serviço de banda larga caiu de R$ 9.000 para apenas R$ 400.

O valor antigo era baixo para uma grande empresa, mas pouco acessível para iniciantes pequenos, sem capital. O novo valor possibilita, por exemplo, que donos de lan-houses espalhados nas periferias e cidades menores do Brasil, entrem no ramo de provedor de banda larga. Principalmente em localidades onde há insatisfação com os serviços e preços das grandes teles. Também abre as portas para técnicos da área criarem seu próprio negócio, até mesmo em casa e atender a vizinhança, se tiver como instalar os equipamentos de forma adequada.

A iniciativa vem ao encontro do Plano Nacional de Banda Larga. Na parte que cabe à Telebras, a empresa atua como atacadista, operando grandes redes nacionais, satélites e conexões internacionais, mas depende dos pequenos provedores para fazerem o varejo, ou seja, levar o sinal efetivamente até a casa das pessoas.

Hoje, 22% do mercado de internet no Brasil é atendido por provedores regionais, a maioria em cidades com até 150 mil habitantes.  A rede da Telebras já está apta para atender cerca de 1.300 municípios. A outorga de apenas R$ 400 deve provocar um “boom” de novos pequenos provedores de banda larga.

Segundo a Anatel tem havido entre 20 a 30 outorgas por semana para serviços de internet, ao custo de R$ 9 mil. Imagine a R$ 400.

Mesmo pequenos provedores, mas um pouco maiores, se quiserem oferecer serviços de telefonia ou até TV por assinatura também podem, e a outorga da Anatel, neste caso, caiu de R$ 27 mil para R$ 9 mil. Assim, facilita para empresas regionais entrarem no mercado do chamado “triple-pay” ou planos “combo”, trazendo mais alternativas e diversidade.

Esse conjunto de decisões abre também oportunidade para prefeituras e órgãos públicos incentivarem o desenvolvimento de empresas do setor em suas cidades, através da contratação de pequenas prestadoras locais de banda larga e telefonia. No caso de municípios menores, o benefício fica mais visível, pois em vez de contratar uma grande operadora de telefonia nacional sem vínculos com a cidade, pode criar empregos qualificados e renda ali no município, além de recolher os impostos municipais sobre a empresa local. Mas a lógica também funciona em cidades grandes, dentro de uma visão de desconcentrar os meios de produção e incentivar a economia local dos bairros.

Hoje, o Brasil tem 3.947 empresas prestadoras de serviços de banda larga. De acordo com dados da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), o conjunto dessas empresas investiram mais de R$ 1 bilhão em redes de fibra óptica em 2012.

Outro gargalo identificado pela Abrint é o aluguel de postes pelas companhias de energia elétrica, que oferecem condições desiguais para empresas menores e grandes teles. Para isso a Associação reuniu-se na terça-feira (28) com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que se comprometeu a levar em consideração no decreto de compartilhamento de infraestrutura, em elaboração pelo governo. A conferir em breve.

Veja mais:

PAULO BERNARDO CEDE ÀS PRESSÕES DOS BARÕES DA MÍDIA, NA OPINIÃO DO JORNALISTA LEANDRO FORTES

"Hélio Costa renascido"

Em ótimo texto, o colunista da Carta Capital Leandro Fortes compara o atual ministro Paulo Bernardo a um “Hélio Costa renascido, mas sem a vasta e grisalha cabeleira global”. Isso porque Paulo Bernardo simplesmente tem apoiado todas as demandas dos oligopólios midiáticos, travando o debate em torno da “regulação de conteúdo”, à qual ele se disse contrário, e dando atenção a discussões como controlar capital estrangeiro em sites jornalísticos na internet.

Sobre o assunto que realmente importa, a questão da propriedade cruzada de veículos de comunicação, o ministro simplesmente não se manifesta. Vale lembrar que é a propriedade cruzada que sustenta os conglomerados midiáticos, impondo uma espécie de ditadura da baixa qualidade e baixa diversidade da programação disfarçada de liberdade de imprensa e expressão. O mesmo acontece com a regulação de conteúdo que é tratada de forma enviesada, como lembra Leandro Fortes, de modo a se confundir com censura.

Quanto à questão de controlar o capital estrangeiro na rede, é uma discussão que beira a piada segundo Fortes. “A internet é universal e transnacional por natureza”, lembra o jornalista. Enquanto o ministro Paulo Bernardo perde tempo (ou ganha) com questões tão desimportantes e mirabolantes, o verdadeiro debate em torno das reais mudanças que já deveriam ter sido feitas há muito tempo nas comunicações nacionais vai se convertendo em uma miragem.

Ao invés de prestar atenção nas telefônicas que, como ressalta Fortes, têm dinheiro e condição para criar uma nova política de conteúdo na rede e são, por isso, o grande fantasma dos oligopólios, o Congresso insiste em fazer a vontade dos barões da mídia. É, quando se acostuma a obedecer, fica difícil mandar…

Veja trecho do texto:

Paulo Bernardo também cede às pressões dos barões da mídia
Por Leandro Fortes

O ministro Paulo Bernardo, ao que parece, é o ministro Hélio Costa renascido, mas sem a vasta e grisalha cabeleira global. Apóia todas as demandas dos oligopólios, desde o impedimento de “regulação de conteúdo”, à esparrela de controlar capital estrangeiro em sites jornalísticos na internet. Nem uma palavra sobre a única questão que realmente interessa nessa discussão, que é a proibição, pura e simples, da propriedade cruzada.

Esse sistema, pilar do poder dos conglomerados de comunicação do país, permite às organizações de mídia controlar jornais, rádios, TVs e portais de internet, tudo ao mesmo tempo. Sistema que coíbe a concorrência, impõe pensamento único, cala as divergências e torna invisíveis os movimentos sociais e populares. É uma ditadura, curiosamente, consolidada sob o refúgio de uma falsa liberdade de imprensa e de expressão – dois conceitos diferentes, mas deliberadamente misturados para interditar essa discussão.

O próprio conceito de “regulação de conteúdo” é colocado de forma enviesada, de maneira a se confundir com censura, inclusive de veículos impressos e de internet, quando, na verdade, diz respeito apenas às concessões de radiodifusão. Sequer se trata de censura prévia, mas de normatização de um espaço público dominado, atualmente, pela baixaria e pela manipulação informativa. Sem falar na questão da classificação de horário por faixa etária, da qual o governo Lula, depois de fazer um longo estudo, abriu mão por pressão das grandes emissoras de TV. (Texto completo)

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SERRA NO BANDEJÃO: QUANDO UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS…
SUPREMO RECONHECE A CONSTITUCIONALIDADE DA LEI MARIA DA PENHA E DETERMINA QUE AUTOR DA AGRESSÃO PODE SER PROCESSADO MESMO QUE A VÍTIMA NÃO FAÇA A QUEIXA
AO CONTRÁRIO DO QUE BOA PARTE DA MÍDIA VEM DIVULGANDO, PT NÃO ESTARIA INICIANDO UMA NOVA ERA DE PRIVATIZAÇÕES COM A CONCESSÃO DE AEROPORTOS, DIZ ESPECIALISTA
UNIÃO SUSTENTA CORTE MAIS CARA DO PAÍS, O TJ DO DISTRITO FEDERAL, QUE JÁ CHEGOU A PAGAR R$ 400 MIL PARA UM DESEMBARGADOR

QUE ABUSO! QUANDO SERÁ QUE O BRASIL VAI PERDER O COMPLEXO DE VIRA-LATAS EM RELAÇÃO ÀS TELES?

Português: Paulo Bernardo, ministro do Planeja...

Bernardo: quando vamos perder o complexo de vira-lata na telefonia?

O Brasil precisa perder o complexo de vira-latas que mantém com as empresas de telefonia. É inacreditável a guerra judicial que essas empresas estão travando contra o governo e povo brasileiro.  Ministro Paulo Bernardo, veja a postura abusiva das empresas com dois pesos e duas medidas. Querem que a Telebrás revele seus contratos (contratos de empresa particular), mas não querem que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revele ao povo brasileiro as metas que as empresas não estão cumprindo (contratos de interesse público).

É possível mudar essa realidade. A passagem do ministro Celso Amorim pelo Itamaraty nos oito anos do governo Lula transformou as relações internacionais do Brasil. Demos um salto e deixamos de lado um pouco aquele complexo de vira-ladas. O complexo de vira-latas é a política internacional do PSDB na época de Fernando Henrique Cardoso e  defendida pelos principais empresas de mídia do Brasil, ou seja, é a política que Chico Buarque resumiu bem: ” fala grosso com a Bolívia e Paraguai e afina diante da Europa e Estados Unidos”.

As teles não acreditam nesse governo. Veja abaixo matéria sobre o assunto, com a boa sacada do repórter no início do texto.

 Teles também recorrem contra transparência da Anatel

:: Luiz Queiroz e Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital

No caminho inverso à ação judicial que moveu contra a Telebras, para que a estatal forneça as informações referentes aos contratos de cessão fibras ópticas assinados com a Petrobras e Eletrobras, o SindiTelebrasil também decidiu recorrer contra o processo de transparência adotado pela Anatel, após decisão proferida pelo judiciário do Rio Grande do Sul.

A Anatel foi obrigada, em setembro, a revelar ao público as informações sobre PADOS – Procedimentos Administrativos por Descumprimento de Obrigações – movidos contra as empresas. Acatou decisão do juiz Francisco Donizete Gomes, da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, em pedido formulado pela Associação Nacional de Defesa e Informação do Consumidor – Andicom.

“O Regimento Interno da Anatel padece de ilegalidade, pois extrapolou sua função de norma regulamentadora, ao ir além do que prevê a lei regulamentada. Enquanto a lei prevê o sigilo somente para a apuração, o regimento estende o sigilo também para o procedimento administrativo”, alegou o juiz na sentença.

O SindiTelebrasil contesta essa tese e ingressou no último dia 24 de novembro com uma Ação Civil Pública, na 2ª Vara Civel Federal de Porto Alegre, para impedir que a agência reguladora continue cumprindo o que determinou o juiz daquela Comarca. (Texto integral)

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SERÁ QUE PAULO BERNARDO E DILMA ROUSSEFF VÃO TUCANAR A TELEBRÁS?

Bonilha: "quer sócios na Telebrás"

A Telebrás estava indo bem nas mãos de Rogério Santanna porque tentava simplesmente ser governo diante das megaempresas privadas de telefonia criadas no processo de privatização. O ideal seria constituir uma estatal como a Petrobrás que ajuda o governo a regular o mercado. Na atual falta de Etanol, por exemplo, o governo pediu para a Petrobrás ampliar sua produção de álcool combustível. Da mesma forma atuam hoje a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ganhando mercado e forçando uma competição com os bancos privados.

Assim, ao insistir em investimento e rivalizar com as grandes empresas de telefonia, a Telebrás ajudou até o momento o governo a governar, fazendo com que as empresas privadas se mexessem para os investimentos, assustadas com a ação do governo. A Telebrás seria esse ponto importante para manter o investimento constante das empresas privadas, permitindo concorrência e melhorando a cada ano a velocidade da banda larga.

Hoje se fala em 1 mega por R$ 35,00, mas isso as próprias empresas privadas já estão fazendo. Não precisa de plano do governo. É hora do governo começar a pensar em 2 megas por R$ 35,00 porque os avanços tecnológicos e de transmissão são constantes.  Mas o governo mudou de plano e parece até se associar às teles, conforme texto abaixo.

O problema desses acordos com os oligopólios é que causam uma melhora pontual, mas depois de um ano travam por causa dos avanços tecnológicos e das necessidades de investimento. E travam porque as empresas querem mandar dinheiro para acionistas e para suas matrizes na Europa em vez de investir no país.

O grande nó é a criação de oligopólio de  grandes empresas privadas. Elas se tornam verdadeiros monstros para o consumidor. Veja só: os grandes problemas dos brasileiros estão nas empresas oligopolizadas ou cartelizadas de transporte, telefonia e outros setores. O pior é que o BNDES acredita que a criação de monstros é uma coisa boa para o Brasil. Parece bom na hora que se cria, mas depois ninguém controla.

Aliás, a diferença entre antes e depois da privatização é que antes o brasileiro juntava dinheiro um ano para comprar um telefone e depois falava à vontade. Hoje é diferente, o brasileiro paga a cada ano na sua conta o valor do telefone daquela época, isso se usar pouco o telefone.

Veja texto sobre o tema:

O novo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, não demorou muito para mostrar porque foi colocado no cargo pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no lugar de Rogério Santanna. Bonilha anunciou na última quarta-feira, em entrevista à Reuters, que “não está descartado que novos sócios – leia-se teles – entrem na Telebrás”. Ao demitir Santanna e substituí-lo por Caio Bonilha no comando da empresa responsável pelo plano nacional de banda larga, o ministro deu sinal de que estava empenhado em se aproximar das operadoras estrangeiras.

Ex-diretor comercial da Telebrás, Caio Bonilha é considerado um gestor alinhado ao projeto do ministro de incluir as empresas estrangeiras de telefonia na execução do PNBL. Logo em seu primeiro pronunciamento, Bonilha tratou de mostrar que estava disposto a se associar às grandes operadoras de telecomunicações. “A linha estatizante da gestão anterior ficou no passado”, disse ele, em seu discurso de posse. “O foco agora é comercial. Estamos vivendo uma transição”, completou.

Antes da mudança na direção da Telebrás, a empresa sofreu um corte de 95% no orçamento, que era de R$ 3,2 bilhões. Esses recursos estavam previstos para serem investidos em 2010 e 2011. Numa atitude clara de esvaziamento da empresa, as verbas foram reduzidas para apenas R$ 50 milhões no início de 2010. O objetivo desse corte era enfraquecer a direção de Rogério Santanna, que pretendia seguir as orientações de Lula e colocar a empresa como competidora das teles.

O plano de Santana, abandonado por Paulo Bernardo e Caio Bonilha, era impedir que o cartel das teles seguisse agindo com métodos monopolistas, praticando preços abusivos, entregando péssimos serviços à população e servindo como um obstáculo à expansão da internet no Brasil. As medidas, anunciadas agora por Bonilha, só vêm confirmar que a mudança na orientação do Ministério das Comunicações e na direção da Telebrás, visam mesmo enfraquecer a atuação da estatal e agradar as teles. (FNDC)

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SERÁ QUE PAULO BERNARDO VAI AMARELAR COM A BANDA LARGA?

Ministério trava o PNBL e esvazia a Telebrás

Por Carlos Lopes, no jornal Hora do Povo

Em jogo de decisão não dá para amarelar.

Entre os avanços que tivemos no governo Lula, há dois que têm caráter estratégico para o país: a nova lei para a exploração do pré-sal e a reativação da Telebrás para possibilitar a universalização da internet rápida, através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Este, no entanto, vem enfrentando dificuldades com a explícita opção do Ministério das Comunicações pelo monopólio das teles. Quanto ao PNBL – e, portanto, à Telebrás – a administração do ministro Paulo Bernardo, infelizmente, até agora não se diferencia daquela de seu antecessor, Hélio Costa.

O último episódio foi a resposta do Ministério ao pedido de informações da Gerência de Acompanhamento de Empresas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobre declarações do ministro falando de “ajustes” na Telebrás.

Resumindo: no dia 25 de abril, no “Valor Econômico”, o ministro das Comunicações declarou que “não é tarefa da Telebrás disputar mercado com as teles que estão no setor. Ela vai sair da disputa para ser uma articuladora de ações. É com isso que estamos contando”.

Quanto aos recursos da Telebrás, que teve bloqueados R$ 176 milhões de um orçamento de R$ 226 milhões, disse Bernardo que “o Tesouro não vai liberar dinheiro se não há nada projetado” – uma estranha declaração, pois a Telebrás tem “projetado” para este ano levar a rede do PNBL a 1.163 cidades. Portanto, não é porque “não há nada projetado” que os recursos aprovados pelo Congresso não são liberados. Ao contrário, é esse contingenciamento de recursos que torna inviável o que está projetado. Saiba mais

EMPRESAS DE TELEFONIA ACHINCALHAM BRASILEIROS E ESSE É UM GRANDE DESAFIO PARA O GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF

Será que Paulo Bernardo resolve?

As empresas de telefonia, as chamadas teles, aviltam os brasileiros e isso precisa ser mudado com urgência.

Não é possível continuar nesse total descalabro, tanto no setor de telefonia como no setor de internet banda larga. As empresas fazem o que querem e não há qualquer capacidade do Estado (judiciário, legislativo e executivo)  para enfrentar tal problema.

As empresas de telefonia móvel têm planos que são um verdadeiro horror. Ninguém consegue entender aquilo. São dezenas de planos e cada plano tem mil e quinhentas condições para se pagar um preço mais barato. Os planos dão desconto de um lado e cobram caro de outro. A cada mês novos planos e ninguém entende os descontos.

O consumidor não tem nenhum controle sobre seus gastos no pré-pago. As empresas não dispõem de fatura dos custos das ligações nem na internet, on line, para que o consumidor possa saber como gastou seus créditos. Ou seja, não se sabe como cobram, o que cobram e como cobram. É uma terra sem lei.

A telefonia fixa é a mesma coisa. Paga-se um valor de mais de R$ 40 sem usar o aparelho. É mais barato falar com os Estados Unidos do que com a cidade vizinha. Isso é um descalabro.

A internet banda larga é outro problema que parece sem solução. Cobram caro e oferecem um serviço péssimo. Prometem uma velocidade e entregam 10% dessa velocidade. Que país é esse?

A telefonia é um dos grandes problemas para melhorar a competitividade das empresas no Brasil e avançar na educação com a internet.

Esse é um grande desafio do governo Dilma e que não foi resolvido pelo governo Lula. Será que teremos avanços? Esperamos que sim já que a solução desse problema pode melhorar a economia brasileira com um todo, melhorar a educação e disparar a avaliação positiva do governo Dilma.

É um grande desafio para Dilma porque nem a oposição e nem a grande mídia têm condições de pressionar o governo para que melhore a situação. Os brasileiros estão sozinhos nessa luta.

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DEPUTADO FAZ PROJETO DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA A POPULARIZAÇÃO DA INTERNET NO BRASIL
GOVERNO LULA SOFRE COM A OPOSIÇÃO OLIGOPOLIZADA DA MÍDIA, MAS NÃO É EFICIENTE NA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
BRASILEIRO PAGA DEZ VEZES MAIS POR BANDA LARGA E O DEM, PARTIDO DO VICE DE JOSÉ SERRA, FAZ O TRABALHO SUJO QUE NEM AS TELES OUSARAM FAZER
BANDA LARGA NA UTI E EMPRESAS DE TELEFONIA QUEREM BOICOTAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA
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