Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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GRUPO DE MÍDIA DECLAROU GUERRA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD POR CAUSA DO IPTU

tabelaRealmente, a cobertura no período do aumento foram intensas e agressivas. O mais interessante, segundo informação do site Vi o Mundo, é que esse mesmo grupo recebeu R$ 900 milhões do governo federal em publicidade nos últimos 12 anos, exatamente os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff

 

 

Com IPTU, Haddad descobre lado obscuro dos ‘donos da cidade’

Por Rede Brasil Atual

Fernando Haddad não precisou chegar ao fim de seu primeiro ano de mandato à frente da maior cidade do país para concluir que nem só de boas intenções e competência técnica se faz uma gestão. Queira ou não, o prefeito petista de São Paulo tem de conviver com estratégias jogadas em cenas obscuras protagonizadas por aqueles que se consideram donos de São Paulo. “Recebi um telefonema de um dono de muitos meios de comunicação dizendo que não daria trégua à prefeitura e que colocaria todos seus veículos contra o IPTU progressivo. Isso não me foi contado. Isso foi dito”, relata, durante uma conversa com jornalistas, realizada ontem (16) à noite na sede da administração municipal.

O prefeito não revelou o nome do barão midiático que declarou guerra abertamente. Segundo o site Conversa Afiada, o empresário seria Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes e “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”. Questionado se já não sabia que seria assim, dado o histórico de governos do PT no Palácio do Planalto e na própria prefeitura, Haddad parece indicar que conhecia o problema, mas desconhecia seu tamanho, e admite a necessidade de repensar sua política de comunicação para evitar distorções.

O caso do IPTU resume bem o problema. Após quatro anos sem reajuste, o prefeito conseguiu aprovar na Câmara Municipal um projeto de lei para aplicar um aumento maior nos bairros mais valorizados, e baixar o valor do tributo em regiões que gozam de menor infraestrutura urbana. Mas a medida se tornou impopular devido à dificuldade da gestão de explicar justamente isso à população e à resistência de parte da mídia tradicional, que, em parceria com a Fiesp e o PSDB, conseguiu que o Tribunal de Justiça concedesse liminar congelando a aplicação dos novos níveis de cobrança.

A gestão promete apresentar recurso à decisão. “Quando discute IPTU progressivo, cobrando mais de quem pode mais, cobrando menos de quem pode menos, você está discutindo a fonte de financiamento de um Estado de bem-estar social que ainda está muito no começo no Brasil. Tem muito para avançar”, defende o prefeito, que parece manter uma característica que ajudou a levá-lo ao cargo: a clareza de ideias, a intenção de enxergar os macroproblemas a partir das microsituações, a transferência das ideias do acadêmico ao mundo da execução política e a consciência de que, na macropolítica, a filosofia de gestão é um espaço demarcado de disputa de projetos.

“Está em discussão no Brasil o modelo de Estado que nós queremos. Queremos o Estado mínimo, acreditando que o mercado vai resolver os problemas da população mais pobre, ou queremos um Estado com protagonismo, que tenha condições de dar resposta às questões sociais?” Questionado se não gosta de fazer política, como se tem ouvido em bastidores até no meio petista, ele afirma que apenas vê sentido em que as pessoas se dediquem a algo voltado ao interesse comum, visão que tem de ser resgatada no país.

Na conversa, Haddad volta a cravar que não tem problemas em sacrificar sua reeleição e reitera que entende a política como uma prática voltada à construção de soluções para o cidadão. Considera que o fundamental é pensar projetos de longo prazo e garantir a máxima execução possível nos quatro anos a que tem direito, sem que se deva preocupar se as futuras administrações darão sequência a isso ou não.

Ao traçar um balanço da gestão, Haddad parece satisfeito com aquilo que prometeu pouco mais de um ano atrás: Bilhete Único Mensal e eficiência no transporte público, Arco do Futuro, revisão do Plano Diretor Estratégico, melhoria dos serviços de saúde. Se terá tempo para fazer tudo, não sabe, mas entende que uma região da cidade estará transformada rapidamente. “A zona leste vai mudar. Vou dar alguns exemplos. Ficando pronto o Rodoanel Leste, os caminhões saem da Jacu-Pêssego. A Jacu-Pêssego, juntando com o polo de Itaquera, é a zona incentivada da prefeitura. O que queremos é geração de emprego. Você vai ver uma grande transformação física. Conglomerados econômicos, dois ou três, vão investir ali para geração de emprego. Talvez tenhamos uns 100 mil empregos.”

A principal fonte de preocupação do petista continua a ser a mesma, e nada indica que será outra quando encerrar o mandato: a baixa capacidade de investimento da prefeitura de São Paulo. R$ 18 bilhões de pagamento de precatórios, R$ 55 bilhões de dívida, R$ 2 bilhões a menos graças ao congelamento da tarifa de transporte público e R$ 1 bilhão da decisão judicial do IPTU somam um montante muito superior ao orçamento anual de R$ 40 bilhões. A esperança reside agora no sinal verde do Ministério da Fazenda para que o Senado vote a renegociação da dívida de estados e municípios com a União, o que, espera, virá até fevereiro.

Na conversa, o prefeito afirmou ainda que a mudança de modelo de gestão das subprefeituras entra agora numa segunda etapa. Neste primeiro ano de mandato, Haddad apostou na desmilitarização das estruturas, legado de Gilberto Kassab (PSD). Agora, com a eleição dos integrantes dos conselhos participativos municipais, o petista imagina ser possível aproximar representantes populares eleitos da administração da cidade.

Confira aqui trechos da entrevista conduzida por Eduardo Maretti, da RBA, Renato Rovai, da revista Fórum, Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

 

BRASILEIRO É TOM BONZINHO: AÉCIO NEVES CONSEGUE SER PIOR OU IGUAL A JOSÉ SERRA E JÁ PROMETE ENTREGAR O PATRIMÔNIO

PSDB volta ao local do crime: Petrobrax

Saiu na Folha (*): Aécio fala em rever modelo petista para petróleo do pré-sal

Senador tucano diz que Petrobras não tem fôlego para realizar investimentos exigidos no regime de partilha. Fim da obrigatoriedade da participação da estatal abriria espaço para grupos privados e estrangeiros.
(…)
Ele defendeu o fim da obrigatoriedade da participação da Petrobras nos futuros campos. “Descapitalizada, a Petrobras vai ter de buscar dinheiro no mercado com juros cada vez maiores”, afirmou.

Segundo o Valor, o PiG (**) cheiroso, Aécio Never criticou também a exigência de conteúdo local para empresas que participem da exploração do pré-sal: “Não adianta demandar para uma indústria que não existe”.

Navalha

Aécio segue o roteiro tucano à risca.

Seu mentor, o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso), foi quem abriu o buraco no monopólio estatal da Petrobras, que o Nunca Dantes (Lula) teve que fechar.

O Farol de Alexandria apelidou a Petrobras de Petrobrax, para acabar de vendê-la em Nova York.

Seu cordial e fraternal aliado, o Padim Pade Cerra, segundo o WikiLeaks, prometeu à Chevron destruir o “modelo petista” de exploração do pré-sal, para entregar à Chevron.

Um dos mais sólidos legados do Nunca Dantes foi assegurar o pré-sal à Petrobras, através do “regime de partilha”.

A Petrobras está no centro do sistema industrial brasileiro.

No centro da estratégia de um Brasil autônomo – do ponto de vista econômico e militar.

Não é à toa que o suposto candidato tucano tenha começado a campanha pela “destruição” da Petrobras.

É porque, além dos ricos, eles preferem os americanos.

E, desde Vargas, eles sempre voltam ao local do crime: vender a Petrobras.

O candidato do PSDB à presidência do Clube dos Amigos da Lagoa Rodrigo de Freitas diz que quer “reestatizar” a Petrobrás.

No dicionário tucano, isso signfica “entregar”.

Tomara que ele vá para a campanha presidencial com essa lorota. (Texto Integral)

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ENQUANTO A REVISTA VEJA DA EDITORA ABRIL COPIA, O BRASIL CRIA E DESENVOLVE TECNOLOGIA

Um país que cria ou um país que copia?

Time fez jornalismo; Veja faz campanha

A revista Veja não consegue ser original nem para tirar uma fotografia como mostram as imagens abaixo. Isso é que é ter autenticidade. O pior não é isso, não basta copiar.  Repare que a Time só deu o presidente Obama na capa após a vitória dele com a famosa frase: “E o vencedor é…”. Time fez jornalismo, ao narrar um fato. Já a Veja, além de não ter originalidade, fez campanha política, assim como fez com Geraldo Alckmin em 2006. A revista copia (macaqueia) do jeito mais torpe o jornalismo norte-americano.

A Veja foi criada dentro do ambiente da Abril, que sempre teve a cultura de copiar as publicações norte-americanas e implantá-las no Brasil.  Deu certo, mas até hoje a empresa não conseguiu se livrar dessa cultura, o que gerou um complexo de inferioridade. A cultura da revista Veja idolatra a vassalagem.

As imagens da Time e da Veja apareceram no site do Paulo Henrique Amorim ao lado de uma outra matéria, sobre um empresário brasileiro que criou um poste de iluminação pública com energia eólica e solar. É sensacional porque mostra no fundo o que está em jogo nas próximas eleições: um país que copia ou um país que cria e transforma.

Veja agora a tecnologia criada pela empresa de Fernando Ximenes, do Ceará.

Tecnologia desenvolvida no Brasil: iluminação sem fio permite até soltar pipa

Como funciona o poste eólico e solar

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SENADOR É CONDENADO POR ENTRAR COM AÇÃO CONTRA BLOGUEIRO-JORNALISTA POR TEXTOS SUPOSTAMENTE OFENIVOS À HONRA

O senador Heráclito Fortes perdeu a ação que moveu contra o blog de Paulo Henrique Amorim, por publicações de textos que foram alegados como ofensivos à honra, e terá de pagar indenização e custos advocatícios.  Veja abaixo trecho da defesa vitoriosa apresentado pelos advogados do blog Conversa Afiada.

Blogueiro vence político em nome da liberdade de expressão

O réu, citado para a audiência do rito sumário, compareceu e apresentou contestação escrita. Suscita preliminar de falta de interesse de agir, alegando que a petição inicial não descreve qualquer ato ofensivo ao nome e à honra do autor.

No mérito, invoca as normas constitucionais que garantem o direito à livre manifestação do pensamento e à informação, arts. 5º, inciso IX, e 220, ambos da Constituição Federal de 1988, bem como o art. 13, inciso I, da Convenção Americana de direitos Humanos, conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, que também assegura a liberdade de pensamento, expressão e informação.

Sustenta que o Código de Ética dos Jornalistas assegura o direito de divulgação de fatos de interesse público.

Aduz que os fatos ocorridos na vida privada e pública de um político não estão acobertados pela inviolabilidade da privacidade e da honra, pois sua atividade está sujeita a controle popular, que só é possível com uma imprensa livre e crítica.

Afirma que os artigos envolvendo o autor não são fruto de perseguição pessoal, mas de uma análise crítica do cenário político nacional, eis que vários órgão da imprensa, além do autor, publicaram notícias vinculando o réu ao ex-banqueiro Daniel Dantas, investigado na Operação Satiagraha.

Tece considerações sobre a importância da internet na construção de uma sociedade crítica e democrática. Sustenta que não é possível retirar os artigos impugnados da internet porque isso obrigaria o réu a retirar também várias manifestações de leitores. Finaliza sustentando que a multa a título de astreintes requerida pelo autor é excessiva.

O texto na íntegra está no Blog do Paulo Henrique Amorim.

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AMORIM: ‘GILMAR DANTAS’ PERSEGUE JUÍZES QUE DEFENDERAM LIBERDADE NA JUSTIÇA BRASILEIRA

Gilmar persegue Juizes que reagiram a autoritarismo dele

Do blog Converda Afiada

O Corregedor-geral do TRF da 3ª. Região. André Nabarrete acaba de sofrer outra derrota política fragorosa.

. Quando tentou, em dois processos, enforcar o corajoso Juiz fausto De Sanctis.

. Deu com os burros n’água.

. Agora, num gesto desesperado, tenta punir os juizes que se rebelaram contra a tentativa de Gilmar Dantas (*) (**) de suprimir os juízes de primeira instância.

. O amigo navegante lerá a seguir a íntegra da nota da associação dos juizes federais de São Paulo.

. E verá que, enquanto Nabarrete e Gilmar Dantas (*) colocavam as achas de madeira da fogueira medieval em que assariam De Sanctis,  os juizes federais manifestaram a sua indignação contra um ato de autoritarismo: “Os juízes federais externaram sua posição em relação a um ato do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o envio de cópias da decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para órgãos correcionais. A medida significaria a possível punição de um magistrado em razão de seu entendimento jurídico, ferindo a Independência Judicial, garantia do Estado Democrático de Direito. Não houve juízo de valor sobre o conteúdo de nenhuma decisão proferida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.”

. O Supremo Presidente do Supremo tem porta-vozes por toda a parte.

. O corajoso Ministro Joaquim Barbosa chamaria de “capangas”.

. Especialmente no PiG (****) e, especialmente, no Estadão, que se transformou no house-organ da Suprema Presidência  do Supremo.

. Sem falar no Jornal da Globo, em que o “colonista (***) político, Heraldo Pereira, é empregado dos Marinho e de Gilmar Dantas (*).

. Mas, nem o Estadão deixa de manifestar, nas entrelinhas – clique aqui para ler na página A4 – certa perplexidade com a reação deste senhor Nabarrete.

. Aparentemente, a fúria inquisitorial de Nabarrete/Gilmar contra os juizes de primeira instância tem a ver com uma disputa pelo poder no TRF-3ª. Região.

. Quer dizer, expediente eleitoral de segunda classe.

. Faz parte do pensamento autoritário – de que Gilmar Dantas (*) é símbolo e fulgurante expressão – calar a primeira instância.

. Os juizes de primeira instância, jovens e idealistas, são perigosíssimos: eles têm os pés mais perto do chão em que também pisa o “sujeito da esquina”.

. Não foi à toa que Daniel Dantas, o “brilhante”, segundo Fernando Henrique Cardoso, percebeu isso com clarividência e disse que nas instâncias superiores ele tinha “facilidades”.

. Veja, amigo navegante o que se conheceu das entranhas da  República, no momento em que Gilmar Dantas (*) deu dois HCs em 48 horas ao passador de bola apanhado em ato de passar a bola, o banqueiro condenado a dez anos de cadeia, o “brilhante” Daniel Dantas, segundo Fernando Henrique Cardoso. (Texto integral no Blog Conversa Afiada)

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