Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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NO LIMITE: ESTRUTURA ESCOLAR ADOECE PROFESSORES, QUE ACABAM ABANDONANDO A PROFISSÃO, REVELA PESQUISA

A discussão sobre a necessidade de uma grande reformulação na escola, que segue ainda os moldes da revolução industrial, já está bem formalizada por pesquisadores de todo o mundo, inclusive essas mudanças já estão presentes em diversas práticas isoladas. É preciso que o governante tenha coragem política e capacidade pedagógica para fazer profundas mudanças nessa estrutura centenária. Veja abaixo trecho de reportagem sobre o adoecimento de professores.

Pesquisador afirma que estrutura das escolas adoece professores

Priscilla Borges – iG Brasília

Esturtura escolar adoece professores

Esturtura escolar adoece professores

“O ambiente escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”

O relato é da professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.

Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de professores e alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano escolar”, afirma.

O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de professores.

Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma escolar na modernidade”, diz. (TextoCompleto)

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FRANÇA BUSCA SOLUÇÃO PARA O ENSINO MÉDIO QUE ESTÁ ANACRÔNICO COMO MOSTRA O FILME “ENTRE OS MUROS DA ESCOLA”

Os franceses não perdem tempo e buscam uma solução para o ensino médio. O filme Entre os muros da escola, de 2008, baseado em fatos reais, mostrou como a escola está anacrônica. Enquanto isso, em São Paulo, José Serra e Paulo Renato de Souza reforçam cada vez mais o anacronismo da educação.

Há quase 16 anos governando o estado de São Paulo, PSDB foi incapaz de fazer qualquer mudança que se quer tocasse no paradigma educacional do século XIX. Pelo contrário, reforçam o modelo ao praticar mudanças por decretos.

Veja abaixo o trecho da matéria de Cíntia Cardoso, publicada na Folha de S.Paulo, sobre a educação na França.

“A constatação de que o ensino francês está em crise e precisa ser reformulado é consenso entre governo e sindicato de professores. Apesar das divergências sobre a melhor maneira de solucionar o problema, para o Ministério da Educação, o caminho passa pela reforma do sistema de ensino médio, que começa no início do próximo ano letivo, em setembro.
Na grade escolar, será incluída uma série de “disciplinas de exploração”, com uma carga horária de 54 horas por ano. O objetivo é abrir “novos horizontes intelectuais” para os estudantes e adaptar a escola à época atual. Outro ponto vai ser a obrigatoriedade do ensino de economia para todos os secundaristas -na França, o ensino médio é dividido entre científico, com ênfase em matemática, química e física, e literário (ciências humanas e sociais).
Outra medida vai tentar diminuir o índice de repetência, que hoje está em 12,2%.
Pesquisa divulgada pelo instituto CSA mostra que 77% dos pais são favoráveis à reforma. Já os sindicatos de professores, que fizeram greve na última sexta-feira, afirmam que o pacote da educação é incompatível com os cortes de pessoal anunciados pelo governo.
Cerca de 16 mil postos de trabalho no ensino deverão ser cortados em 2010, totalizando 50 mil em cinco anos”. (texto integral na Folha, para assinante)

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PIRAÍ, NO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO, COLOCA INTERNET DE GRAÇA PARA ALUNOS E MELHORA A EDUCAÇÃO E A SAÚDE DA POPULAÇÃO

POLÍTICA IDEOLÓGICA DE PAULO RENATO DE SOUZA, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO, É FAZER DISCURSO CONTRA IDEOLOGIA

Paulo Renato de Souza desconhece o curso de Pedagogia da Unicamp

Por Roberto Greene

Ao tentar defender a política meritocrática repaginada pela Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, o Sr. Secretário da Educação Paulo Renato Souza atribui grande responsabilidade pelos problemas da escola aos professores e à sua formação, apontando as Faculdades de Educação, e nominalmente a Unicamp e Usp, pelos males da Educação do Estado de São Paulo. Saiba mais

PROFESSORA: É PRECISO TER PROFISSIONAIS HABILITADOS PARA TRABALHAR NA EDUCAÇÃO

Há uma avalanche de socorristas que intervém, na tentativa de reorganizar a área da educação, sem muitas vezes terem preparação alguma para tal iniciativa

Por Nelma de Jesus Carneiro

A cada dia que passa fico mais preocupada com o rumo que a imagem dos profissionais da educação está tomando, principalmente em relação a sua valorização, pois surgem, de tempos em tempos, aliados de todos os campos querendo de alguma maneira intervir na relação professor-profissão-ação.

Na verdade o que ocorre é uma avalanche de socorristas que intervém, na tentativa de reorganizar a área da educação, sem muitas vezes terem preparação alguma para tal iniciativa, mais uma vez desvalorizando nosso trabalho, nos colocando de certa forma até como incompetentes. Saiba mais

PROJETO DE SERRA PARA A EDUCAÇÃO ISENTA O ESTADO, JOGA A RESPONSABILIDADE EM CIMA DO PROFESSOR E CRIA O PROFESSOR-VESTIBULANDO

PSDB: 16 anos e a herança do pedágio mais caro do país

PSDB: 16 anos no governo reproduzindo a desigualdade

O projeto do governador José Serra para melhorar a educação de São Paulo isenta o Estado de responsabilidade e joga todo a ônus da educação nas costas dos professores.

Veja, o governo deveria usar uma prova para verificar a qualidade e a eficiência de suas políticas públicas, mas no governo do PSDB de Serra a própria prova é a política pública. A política pública é dar prova para professores.

O projeto de Serra esquece a violência escolar, a pedagogia, a didática e a desigualdade social. O projeto cria o professor-vestibulando e tem, em seus pilares, uma cultura autoritária e meritocrática-positivista. Saiba mais

SE FALTA PROFESSOR EM ESCOLA PÚBLICA, ESTÁ NA HORA DE REVER OS CONCEITOS SOBRE O ENSINO

SECRETÁRIO PAULO RENATO: “Ninguém quer ser professor hoje em dia”

Por Priscila Gonçalves Gianni

É com essa frase que Augusto Sampaio, vice-reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio, explica o total desinteresse dos jovens pelos cursos de licenciatura. E ele está certo: em 2007, último dado disponível no Ministério da Educação (MEC), 70.507 brasileiros se formaram em cursos de licenciatura, o que representa 4,5% menos do que no ano anterior. De 2005 a 2006, a redução foi de 9,3%. E a situação é mais complicada em áreas como Letras (queda de 10%), Geografia (menos 9%) e Química (menos 7%). Em alguns Estados, faltam professores de Física, Matemática, Química e Biologia.
As razões para essa queda são óbvias: baixos salários, péssimas condições de trabalho e desvalorização da carreira do magistério.
Em todo o País, as universidades públicas e particulares assistem a uma mudança do perfil do aluno que escolhe o magistério. Os filhos da classe média se desinteressaram pela carreira e estão dando lugar aos de famílias das classes C e D. Os baixos salários podem afugentar as classes A e B, mas a garantia de emprego, principalmente em escolas da rede pública, atrai as classes populares.
Toda essa mudança está se refletindo no perfil do aluno que busca os cursos de licenciatura: estão indo para a universidade com deficiências graves de aprendizagem, obrigando as universidades a ensinar conteúdos que deveriam já ter sido assimilados no ensino fundamental e médio.
E a tendência é que essa situação piore pois as políticas voltadas ao melhoramento de ensino que foram lançadas até agora (seja dentro ou fora do Estado de São Paulo), nenhuma delas inclui a melhora salarial que é o principal fator de desinteresse pela profissão docente.

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PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO PROGRAMARAM UM “NU PEDAGÓGICO” NO DIA DO PROFESSOR

Diretores de escola prometem protesto com “nu pedagógico” no Dia do Professor

Por Simone Harnik

Cartum de JV Damasceno

Cartum de JV Damasceno

Em São Paulo
Diretores de escola, supervisores, vice-diretores e coordenadores da rede estadual de São Paulo planejam celebrar o Dia do Professor, nesta quinta-feira (15), com um protesto. A Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de S. Paulo) convocou seus cerca de 11 mil filiados a realizarem um “nu pedagógico”.

O que seria exatamente esse “conceito de manifestação”? Segundo o presidente do sindicato, Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, o ato será um “segredo de Estado” até sua realização, na tarde desta quinta, em frente a Secretaria da Educação de São Paulo, cujo prédio se localiza na praça da República, região central da cidade.

Se o presidente da entidade não revela a forma do protesto, o site dá orientações aos internautas: “Atenção: pedimos aos colegas que não se bronzeiem nem tentem melhorar o visual. Vamos mostrar a nossa realidade: nua e crua!”, diz a página.

O objetivo do ato, no entanto, não tem nada de obscuro. “O nu pedagógico é uma maneira de colocar nu o ensino da rede paulista”, afirma Oliveira Pinto. “O governo Serra [José Serra (PSDB)] está destruindo a educação pública em São Paulo.”
Abraços fraternos.

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A SITUAÇÃO DO PROFESSOR DE ESCOLA PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, NO DESABAFO DE UM PROFISSIONAL

PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Por Verônica Dutenkefer

Este texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo. Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faço).
Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante seja: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país?

Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamando a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos, evidentemente. Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vêm meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?(…)

Dia a dia… minuto a minuto… os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano. Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai… E se quando ameaçados de morte recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isso não vai adiantar nada!” (…)

Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia? Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros, ensinando que não é necessário haver respeito às autoridades e aos outros.

Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro. Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas?

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional. (…)
Quem é que quer ser professor? Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e desrespeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso?” E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano? Ah… já sei… o professor deveria enfrentar as balas do revólver! Claro! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso!

Vocês têm conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo? Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física têm nos submetido dia-a-dia?

Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim: “Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!” “Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!” “Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!” “Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.” “Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”

Classes superlotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes com a classe social dos alunos. Impunidade. Mas a educação não vai bem por causa do professor!

Encerro esse desabafo com essa pergunta que li há poucos dias. Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável. “Todo mundo  pensando em deixar um planeta melhor para nossos  filhos…  Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” (texto integral)

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O TEATRO ESTÁ PRESENTE EM ASSENTAMENTO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TERRA (MST) E SERVE DE INSTRUMENTO PEDAGÓGICO

Teatro desenvolvido pelo MST busca conscientizar sobre temas além da reforma agrária

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Agostinho Reis produz teatro no MST

Agostinho Reis produz teatro no MST

Brasília – É por meio do teatro que Agostinho Reis, 34 anos, dá sua principal parcela de contribuição para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Casado e pai de dois filhos, desenvolve oficinas de teatro em acampamentos e assentamentos, onde estimula, por meio de peças, discussões sobre temas considerados relevantes para – e por – a comunidade.

“Um dos temas mais importantes entre os que abordamos é o da criminalização dos movimentos sociais no Brasil”, disse. “O que nos motivou a fazer isso é o fato de muitas vezes termos sido classificados como terroristas por outros setores da sociedade”, afirmou.

A violência doméstica é outro tema que já fez parte das peças, geralmente apresentadas na rua ou em palcos improvisados nos acampamentos do MST. “Mas não ficamos restritos ao público interno. Usamos as peças para estimular o debate com a sociedade e com pessoas não ligadas ao movimento”, disse.

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