Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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CUBA É O PAÍS DA AMÉRICA LATINA COM MELHOR ATENDIMENTO MÉDICO INFANTIL, DIZ RANKING DA ONG SAVE THE CHILDREN

Atendimento médico adequado continua sendo prioritário: “A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias", diz a ONG Save the Children

Para a ONG Save the Children, organização internacional com o sede nos EUA, o principal problema que existe em relação ao atendimento médico às crianças no mundo é a falta de profissionais qualificados para fazê-lo. Nos países que ocupam as piores posições no ranking elaborado pela entidade, a relação de médicos é de no máximo sete profissionais para cada dez mil habitantes, enquanto o mínimo adequado seria de 23 segundo a Organização Mundial da Saúde.

No topo da lista estão Suíça e Finlândia. Cuba, que ficou com a 8º colocação, aparece à frente dos Estados Unidos, que ocupam a 15º posição, e dos demais países latino-americanos. O Brasil ficou em 35º lugar. O último colocado é o país africano Chade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Atendimento médico infantil no mundo: Cuba tem o 8º melhor sistema, EUA o 15º e Brasil, o 35º
Da Redação

SÃO PAULO – A ONG Save the Children, organização internacional com sede nos EUA que luta pelos direitos das crianças, divulgou nesta semana um novo estudo em que mensura o grau de qualidade dos países no atendimento médico infantil.

De acordo com o ranking produzido pela entidade, entre os 161 países avaliados, Chade e Somália ocupam as duas últimas posições e Suíça e Finlândia, as duas primeiras. Cuba foi a primeira nação latino-americana listada, na 8ª posição, à frente de Alemanha (10ª), França (12ª), Reino Unido (14ª) e Estados Unidos (15ª).

Entre os latino-americanos, o Uruguai ocupa a segunda colocação, na 31ª posição geral, seguido pelo Brasil, na 35ª. O México alcançou apenas o 65º lugar no ranking, e a Argentina, o 77º.

A lista da Save the Children mensura o número de profissionais da área da saúde disponíveis em um país, o alcance de sistema de vacinação pública e o atendimento a gestantes e parturientes. De acordo com os cálculos da organização, a Suíça, no primeiro posto, atingiu índice 0,983, enquanto o Chade, último colocado, não passou de 0,130.

Os países mais mal avaliados não possuem mais do que sete médicos e enfermeiros para cada dez mil habitantes, enquanto a mínimo adequado sugerido pela Organização Mundial de Saúde é de 23 profissionais.

“A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias. Programas de vacinação, medicamentos e cuidados preventivos dão em nada se não houver profissionais capacitados para oferecê-los a quem mais precisa”, disse Mary Beth Powers, uma das coordenadoras da Save the Children, em comunicado divulgado pela organização na última terça-feira (6). (Texto completo)

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Pensando soluções para o mundo de amanhã: recursos naturais em debate

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil como parte das comemorações do Ano Internacional da Química. Cerca de 14 palestrantes discutirão o tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica”, abordando questões como o uso de recursos naturais brasileiros para a produção de medicamentos.

A vinda de pesquisadores importantes mundialmente, ajuda a inserir o Brasil no campo das discussões e inovações tecnológicas não só na química, como nas mais diferentes áreas do conhecimento, além de incentivar a pesquisa, aumentando investimentos e  valorizando cada vez mais o saber humano em tudo aquilo que ele pode produzir para melhorar o cotidiano prático e também reflexivo dos cidadãos.

Veja trecho de notícia publicada sobre o evento, que ocorre entre os dias 15 e 18 de agosto, no site da revista Carta Capital:

Unicamp traz vencedores do Nobel de Química
Redação da Carta Capital

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil. A iniciativa, que terá cerca de 14 palestrantes, faz parte das atividades do Ano Internacional da Química.

O tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica” deverá direcionar os seminários para a discussão da química aplicada, abordando, inclusive, com usar os recursos naturais do país para a síntese de medicamentos.

Os nobéis Ei-ichi Negishi (2010), Ada Yonath (2009), Richard Schrock (2005) e Kurt Wuthrich (2002) desenvolveram projetos nos mais diversos campos da Química. Todos eles possuem algum grau de inovação na aplicação da química.  Kurt Wüthrich, por exemplo, desenvolveu a técnica de ressonância magnética nuclear, que possibilitou implementar o diagnóstico em medicina e Richard Schorock desenvolveu catalisadores para acelerar processos na indústria. (Texto completo)

Mais informações na página da Unicamp

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No topo do Índice estão seis países europeus, dois asiáticos e dois americanos

Do Inovação Unicamp

Brasil avança 21 posições e ocupa 47º lugar em ranking de inovação
Por Guilherme Gorgulho

O Brasil subiu 21 posições no Índice Global de Inovação 2011 da instituição de ensino de negócios e de pesquisa INSEAD, ocupando a 47ª colocação, mas ainda figura atrás de países como Malásia (31ª), Chile (38ª) e Costa Rica (45ª). Em 2009, o País ocupava a 50ª posição, mas caiu no ano seguinte para a 68ª posição. Na lista dos dez países mais inovadores estão seis europeus, dois asiáticos e dois americanos: Suíça (1ª), Suécia (2ª), Cingapura (3ª), Hong Kong (4ª), Finlândia (5ª), Dinamarca (6ª), Estados Unidos (7ª), Canadá (8ª), Holanda (9ª) e Reino Unido (10ª).

A 4ª edição do ranking levantou dados sobre 125 países, que compreendem 93,2% da população e 98% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. O estudo foi desenvolvido em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a consultoria Booz & Company, a empresa de telecomunicações Alcatel-Lucent e a Confederação da Indústria da Índia. Segundo a INSEAD, o Índice foi calculado por meio de uma média de pontos que incluem “insumos” (referentes ao ambiente propício à inovação) e “produtos” (mensurando os resultados reais da inovação). No fator “insumos” estão incluídos: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, excelência do mercado e excelência de empresas. O fator “produtos” subdivide-se em dois: produtos científicos e produtos criativos. (Texto completo)

 

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MAIORIA DOS USUÁRIOS DE PLANO DE SAÚDE NO BRASIL ESTÃO INSATISFEITOS COM OS SERVIÇOS PRESTADOS

Uma coisa já é mais do que certa: quem precisa de atendimento médico no Brasil pode, literalmente, preparar-se para muita dor de cabeça. O serviço de saúde brasileiro beira quase o caos e este não se restringe apenas à esfera pública. As insatisfações com os planos de saúde também estão se tornando frequentes por parte dos usuários. Recente pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Datafolha revela que cerca de 60% deles têm pelo menos uma reclamação em relação aos serviços prestados no último ano por seus planos.

As queixas são as mesmas de sempre: demora no atendimento, falta de médicos, laboratórios e hospitais credenciados, dentre outros problemas que têm levado muitos usuários de planos a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Esses dados e as cenas que se repetem todos os dias nos corredores dos hospitais evidenciam que chegar até o médico tem se transformado em uma verdadeira odisseia. E o que é ainda pior: dos fios dessa rede de burocracia e ineficiência poucos parecem escapar. Nem os que pagam (o que por si só já constitui um absurdo) estão se salvando mais.

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Levantamento do CFM aponta que seis em cada dez usuários têm reclamações contra planos de saúde
Por Carolina Pimentel

Brasília – Quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano. É o que revela uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Instituto Datafolha.

A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados (21%). Além disso, 14% das pessoas ouvidas disseram que procuraram serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) por negativa ou restrição de cobertura por parte do plano de saúde.

“Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação com os planos que já falamos há tempos”, disse o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.

No entanto, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos médicos. “Isso é depois que é atendido. O problema é chegar no médico, é o acesso”, disse.

A pesquisa traz também um perfil sobre quem tem plano de saúde no país, grupo que soma mais de 45 milhões de brasileiros. Cada pessoa procura os serviços do plano, em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue ou raio-X. Os usuários mais frequentes são da Região Sudeste e das regiões metropolitanas das capitais. Em geral, o usuário tem alta escolaridade e renda familiar superior a três salários mínimos por mês. (Texto completo)

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DE VOLTA À BARBÁRIE: EM CINCO ANOS, POLÍCIA DE SP MATA MAIS DO QUE TODA POLÍCIA DOS EUA

Uma sombra para a democracia

Os métodos da polícia de São Paulo se inspiram cada vez mais na mesma violência que ela diz combater. Basta relembrar como os policiais têm reprimido com violência as mais recentes manifestações populares para se ter uma ideia de como é sua ação em todos os outros casos. Se as cenas já espantavam, os dados agora confirmam: a polícia de SP provocou mais mortes do que todo efetivo policial dos EUA nos últimos cinco anos.

Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) 2.045 pessoas foram mortas no estado de São Paulo pela Polícia Militar em confronto – casos que foram registrados como resistência seguida de morte – entre 2005 e 2009. Já o FBI (polícia federal americana) aponta que todas as forças policiais dos EUA mataram em confronto 1.915 pessoas em todo o país no mesmo período.

Levando em conta que a população do estado de São Paulo é oito vezes menor que a dos EUA, algo só pode estar errado em toda essa conta. E o erro passa justamente pela “lógica de guerra” na qual se pauta a polícia paulista e pela ideia de que “bandido bom é bandido morto”, impregnada na cultura brasileira.O fato é que as fronteiras entre policial e criminoso estão ficando cada vez mais tênues (sempre foram, mas agora esse fato ganha mais visibilidade). Por que as mortes provocadas por um policial são mais justas e legítimas do que as mortes provocadas por um “criminoso”? O que condena um e glorifica o outro?

Dúvidas à parte, a realidade expõe diante dos nossos olhos o fato de que o policial, também ele, comete o seu crime particular, movido por uma cultura da violência pela violência que o cotidiano e a história da sociedade brasileira soube produzir muito bem durante a ditadura militar e que ainda germina até os dias de hoje.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Portal R7:

Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA juntas
Corporação paulista matou 6% mais que polícias americanas entre 2005 e 2009
Por Luciana Sarmento, do R7

Com uma população quase oito vezes menor que a dos Estados Unidos, o Estado de São Paulo registrou 6,3% mais mortes cometidas por policiais militares do que todo os EUA em cinco anos, levando em conta todas as forças policiais daquele país. Dados divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e analisados pela Ouvidoria da Polícia, revelam que 2.045 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo pela Polícia Militar em confronto – casos que foram registrados como resistência seguida de morte – entre 2005 e 2009.

Já o último relatório divulgado pelo FBI (polícia federal americana) aponta que todas as forças policiais dos EUA mataram em confronto 1.915 pessoas em todo o país no mesmo período. As mortes são classificadas como justifiable homicide (homicídio justificável) e definidas pelo “assassinato de um criminoso por um policial no cumprimento do dever”.

Para Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a diferença no total de mortes do Estado e dos Estados Unidos se deve à própria cultura geral da sociedade brasileira, que tende a apoiar os assassinatos cometidos por policiais e prega que “bandido bom é bandido morto”.

– Nós temos uma diferença. O júri americano tem uma tendência a inocentar [o acusado] porque ele desconfia do Estado. Aqui, apesar de o nosso Estado ser pior, o júri tende a condenar [o acusado] porque ele considera que, se a polícia pegou, é porque ele tem culpa no cartório. (Texto completo)

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Esfinge contemporânea

Amplo projeto reúne na Amazônia cientistas brasileiros, peruanos e norte-americanos em uma iniciativa que busca compôr um quadro detalhado de como a malária se propaga pela região. O objetivo do grupo é descobrir formas mais eficientes de controle e até de erradicação de uma doença que ainda faz vítimas pelo Brasil e desafia a ciência.

Da Unesp Ciência

Decifra-me ou te devoro
Por Giovana Girardi

São seis da tarde quando três pesquisadores paulistas sentamse nas cadeiras da varanda de uma casa na zona rural de Acrelândia (AC), tiram os tênis e as meias, arregaçam as calças até os joelhos e esperam. De quando em quando, iluminam as próprias pernas com lanternas para checar se as demais convidadas para o encontro não chegaram sorrateiras. Finas, escuras e com inconfundíveis “botinhas” brancas, elas têm o hábito de se aproximar na perpendicular junto à pele exposta, como um prego.

Mas tão logo o fazem, são interpeladas pela equipe e conduzidas ao local reservado para elas – pequenos potes de plástico cobertos com uma redinha. A rapidez da ação é fundamental para que o resultado do encontro não seja muito doloroso. Afinal, a expectativa daqueles cientistas, numa literal doação de sangue pela ciência, era atrair naquela noite de abril, e nas muitas outras que vão se seguir periodicamente pelos próximos anos, fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, vetores do parasita causador da malária.

O trabalho visa capturar especificamente os insetos que chegam até as casas dos moradores de áreas onde a doença
é endêmica. E é uma das etapas de um amplo projeto que pretende compor um quadro detalhado de como a malária se
propaga na Amazônia. A iniciativa reúne um time multidisciplinar de pesquisadores brasileiros (de universidades como USP, Unesp e Federal do Acre), peruanos e americanos, sob coordenação geral do patologista Joseph Vinetz, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

É um esforço para fornecer subsídios para a elaboração de mecanismos mais eficientes de controle da doença. E, quem sabe, sua erradicação. No Brasil, a partir do início da década de 1990, a malária se estabilizou em cerca de 500 mil casos por ano – a maciça maioria na Amazônia Legal –, experimentando uma queda para pouco mais de 300 mil em 2008 e 2009 (último ano com dados fechados), de acordo com o Ministério da Saúde. Também houve redução na mortalidade: de 3 em 10 mil habitantes, em 1999, para 1,5 em 10 mil, em 2008, ainda segundo o ministério. O órgão credita esses resultados à ampliação da rede de diagnóstico e tratamento na região amazônica.(Texto completo)

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PESQUISA DATAFOLHA SOBRE INFLAÇÃO E PALOCCI MOSTRA QUE HÁ UMA CRISE NO PODER DE CONVENCIMENTO DA GRANDE MÍDIA

Na Barão de Limeira se perguntam: o que deu errado?

A pesquisa Datafolha, que avaliou a repercussão da recente cobertura midiática sobre inflação e sobre o ex-ministro Palocci, serve mais para avaliar o poder de convencimento da grande mídia do que para avaliar o governo Dilma Rousseff. E os dados não são nada animadores para aqueles que sempre exerceram o coronelismo midiático, isto é, a capacidade de destruir ou elevar um político.

A grande mídia brasileira criou o maior forfé com dois temas nos últimos meses: inflação e Palocci. Mas esses dois temas não são tão interessantes para o público, que conhece a oposição e também a grande mídia. No caso da inflação, foi uma crise fabricada, visto que não houve qualquer mudança dentro das expectativas governamentais. A do Palocci também não surtiu efeito. Matéria da Folha mostra a dificuldade da mídia de abalar o governo Dilma.

Veja só:pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%. Ué, melhorou?

Aprovação de Dilma resiste à inflação e crise, diz Datafolha

A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff.

Mas a imagem pessoal da presidente foi afetada, de acordo com a pesquisa. Houve ainda uma piora generalizada nas expectativas com a economia, principalmente em relação à inflação.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%. (Folha)

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Cenas que se tornam cada vez mais frequentes ao redor do mundo

Um estudo da organização humanitária britânica Oxfam revelou que o número de desastres naturais registrado anualmente nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil. Fenômenos como terremotos, furacões e erupções vulcânicas praticamente permanceram constantes, o aumento se deu mais em relação ao número de enchentes e tempestades.

Sem dúvida, uma das razões apontadas para o aumento das tempestades foi as mudanças climáticas, por isso, a previsão é de que a situação se agrave no futuro. Em todo esse processo, a população mais atingida é a de baixa renda, isso porque os países mais pobres se tornam mais vulneráveis devido à falta de investimentos na prevenção de desastres, à má administração, dentre outras peculiaridades que fazem com que as tempestades causem ostensivos desastres nestes locais do mundo.

No entanto, cada vez mais pessoas estão na mira dos desastres naturais e, se as coisas continuarem como estão, a tendência é que poucos escapem das tempestades que ainda vêm por aí. Por isso, o mais importante é rever as posições diante das mudanças climáticas e, principalmente, trabalhar no sentido de reduzir a pobreza, caso contrário, as consequências serão de fato trágicas.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Número de desastres naturais triplicou desde 1980, diz ONG britânica
Da BBC Brasil

Brasília – O número de desastres naturais registrado anualmente nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam. Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 para 350, nas últimos três décadas, com base em dados de 140 países.

A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.

O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central. Steve Jennings, autor do estudo, afirmou que uma das razões do crescimento foi o impacto das mudanças climáticas.

“Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais”, afirmou Jennings. “Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.” (Texto completo)

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Caldo de cana na biocélula: açúcares como combustível

O caldo de cana, também conhecido como garapa, já é ingrediente comum na alimentação de muitos brasileiros. A novidade agora é que ele é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks, como mostra notícia publicada no Portal da FAPESP.

A tecnologia que viabiliza a produção de energia elétrica a partir do caldo de cana é conhecida como biocélula, um dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível. A biocélula constitui uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Além do açúcar, outros combústiveis podem ser utilizados para produção de energia, como etanol e até água de esgoto.

A primeira demonstração de produção de eletricidade a partir do caldo de cana foi feita por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. Os estudos desse grupo, e de outros grupos de pesquisa espalhados pelo Brasil que mantêm parcerias com universidades estrangeiras, têm crescido a cada dia e contribuído para aumentar a importância científica e social da biocélula a combústivel.

Sem dúvida, a biocélula representa uma interessante alternativa para produção de energia elétrica capaz de suprir algumas necessidades básicas da sociedade. O único problema desse tipo de tecnologia é que a potência de energia elétrica gerada ainda é muito baixa em comparação com a quantidade gerada por dispositivos tradicionais, como pilhas e baterias comuns. Mesmo assim, já há alternativas sendo pensadas e testadas para contornar esse problema.

Notícias como essa mostram que o investimento em pesquisa e produção de conhecimento deve ser prioridade em qualquer país realmente preocupado em equilibrar o bem estar social e ambiental, pois apenas os caminhos do saber conduzem o homem ao verdadeiro desenvolvimento!

Veja trecho de notícia publicada no Portal da Fapesp com mais detalhes sobre o assunto:

Caldo de cana em biocélulas
Alternativa energética para produzir eletricidade
Por Marcos de Oliveira

O caldo de cana, companheiro de pastéis em feiras livres, é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks. O dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível, chamado de biocélula, é uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Em 2007 a Sony mostrou um desses protótipos – existem vários no mundo – para suprir um pequeno tocador de música alimentado com glicose. Além dos açúcares, outros combustíveis podem ser utilizados como etanol, metanol e água de esgoto. Em relação ao caldo de cana, a primeira demonstração foi de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. A produção de eletricidade a partir do caldo foi possível com a síntese de uma enzima em laboratório que potencializa a reação química responsável por converter o açúcar em eletricidade.

As biocélulas a combustível têm apresentado uma crescente importância científica e tecnológica nos últimos anos. Os estudos que envolvem esses dispositivos, desde o início dos anos 1990, pularam de cinco artigos publicados em revistas científicas em 1989 para 240 em 2010, segundo levantamento da professora Adalgisa de Andrade, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). São estudos normalmente feitos em parceria com várias instituições. Adalgisa, por exemplo, que desenvolve biocélulas que utilizam o etanol como combustível, mantém colaboração com a professora Chelley Minteer, da Universidade de Utah, Estados Unidos, coordenadora de um grupo que já produziu vários trabalhos nessa área. Frank Nelson Crespilho, coordenador do Grupo de Materiais e Métodos Avançados da Ufabc que utiliza o caldo de cana em suas biocélulas, possui parcerias com a Universidade da Coreia do Sul, a Universidade de Grenoble, na França, e, dentro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Eletrônica Orgânica (Ineo), a Universidade Federal do Piauí. (Texto Completo)

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PESQUISAS CONFIRMAM QUE POLÍTICA DO DESARMAMENTO TEM UMA RELAÇÃO DIRETA COM A DIMINUIÇÃO DA VIOLÊNCIA NO PAÍS

Os dados ainda impressionam. Com 34,3 mil homicídios ao ano, o País é o campeão mundial de mortes por armas de fogo, em números absolutos, segundo levantamento de 2010 feito pelo Ministério da Justiça. No entanto, entre 2004 e 2010, período que sucedeu a aprovação do estatuto do desarmamento, esse número caiu em 8%, ou seja, a tese de que quanto menos armas estiverem em circulação, menos mortes serão contabilizadas tem se revelado verdadeira.

A arma em si é um objeto estranho. Inventada pelo homem para garantir a sua sobrevivência e proteção, a arma foi evoluindo com o passar do tempo e com as transformações da sociedade e, hoje, é mais uma peça dentro de um complexo jogo de mercado e interesses que, não raro, acaba servindo como meio de atentar contra a vida do outro, causar medo e intimidação e não mais garantir com ela apenas a sua própria sobrevivência. Em caso de crimes passionais nem se fala. A arma é um objeto que definitivamente não deveria estare ali. Claro que ela poderia ser facilmente substituída por qualquer outra coisa, no entanto, sem ela sem dúvida algumas consequências trágicas poderia sem evitadas.

É por isso que o desarmamento continua sendo a bandeira de muitas organizações civis que em parceria com o governo federal atuam pelo desarmamento efetivo da sociedade, apreendendo armas irregulares ou regularizando outras. Além disso, o fácil acesso às armas alimenta o crime organizado no Brasil transformando o cenário atual das grandes cidades em uma verdadeira guerra. Os desafios para o desarmamento ainda são muitos, alguns apontados em entrevista publicada pela Carta Capital com a diretora da ONG Sou da Paz, Melina Risso.

Veja trecho:

Quanto menos armas em circulação, menos mortes
Por Bruno Huberman

“Já está comprovado, por números, que a menor quantidade de armas em circulação, e não o contrário, aumenta a segurança e reduz a quantidade de homicídios.” A opinião é da diretora da ONG Sou da Paz, Melina Risso, que desde 2003 faz parte do programa Controle de Armas e luta, ao lado do governo federal, pelo desarmamento da sociedade. O Sou da Paz participou ativamente da aprovação do Estatuto do Desarmamento naquele ano e das campanha de recolhimento de armas de 2004 e 2008, que tiraram mais de 500 mil de circulação e regularizaram outras 1,5 milhão.

De acordo com levantamento de 2010 feito pelo Ministério da Justiça, o Brasil tem 16 milhões de armas, das quais 47,6% na ilegalidade. Com 34,3 mil homicídios ao ano, o País é o campeão mundial de mortes por armas de fogo, em números absolutos. No entanto, desde a aprovação do Estatuto, ou seja, entre 2004 e 2010, a taxa de mortalidade por armas de fogo caiu 8%, comprovando a tese de Risso.

Acerca do debate aberto sobre a origem do armamento dos criminosos brasileiros, a diretora fica com o sociólogo Antonio Rangel Bandeira, da ONG Viva Rio, sobre a hipótese que a maior parte do poder de fogo dos traficantes e cia. são de produção nacional. Essa posição vai contra a apresentada pelo diretor dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), Fabrício Rebelo, em carta enviada à CartaCapital. Sobre o CAC, Risso ainda discorda que a fiscalização deles é tão rígida como eles mesmo dizem. “O Exército não tem a quantidade de pessoas suficiente para fiscalizar no rigoroso processo que deveria fiscalizar.”

Leia abaixo a íntegra da entrevista. Na semana que vem publicaremos novas reportagens sobre o tema com diferentes setores envolvidos na questão.

A maioria das armas dos criminosos realmente vem de dentro do País?

“A informação de que as armas apreendidas no Brasil são prioritariamente de produção nacional está comprovada com dados. Sobre isso não tem como ir contra. Tem estudo feito pelo Centro de Análise e Planejamento (CAP) da Polícia Militar, de 2007, que mostra que as armas apreendidas por pessoas que de alguma maneira estavam cometendo algum crime são armas de fabricação nacional. A indústria nacional de armas alimenta a criminalidade. Isso é um fato, não há argumento contra. Por exemplo, a chefe da balística de São Paulo afirma que praticamente todas as armas que chegam para ela fazer uma análise são de fabricação nacional.”

O CAC

“O questionamento do CAC acontece porque ele é um setor muito visado. Nós fizemos uma pesquisa sobre a implementação do Estatuto do Desarmamento que mostrou que esse setor detém uma quantidade significativa de armas. Essa categoria chama atenção, mas não estou dizendo que essas pessoas estão desviando armas. Em 2007, tínhamos no Sigma (banco de dados de armas das Forças Armadas e do CAC) 154.522 armas registradas nas mãos de colecionadores, atiradores e caçadores. É um arsenal absurdo que está nas mãos de uma categoria que tem as armas como hobbie, que podemos inclusive questionar do ponto da segurança pública. Para além do desvio, essas pessoas que detém uma enorme coleção de armas acabam sendo visadas para o roubo.” (Texto Completo)

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PROBLEMAS EM CASA E ENVOLVIMENTO COM DROGAS ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVAM JOVENS ÀS RUAS

Em matéria publicada pela Agência Brasil, uma série de estatísticas divulgadas pelo censo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Idest) revela um pouco da realidade de milhares de jovens que vivem em situação de rua no Brasil.

Por trás dos números e por meio deles, é possível divisar uma realidade de abandono, falta de ideais e perspectivas. Crianças e adolescentes que deveriam estar na escola, pensando e planejando seu futuro, mas que vivem uma outra e quase oposta realidade.

Pesquisas como essa trazem à tona um problema que de tanto ser exposto aos nossos olhos todos os dias nas grandes metrópoles e até em cidades pequenas já virou rotina, algo normal. No entanto, longe disso, um país que tem as ruas tomadas por crianças e adolescentes é um país que abandonou a própria infância, em outras palavras, abandonou o próprio futuro! Um país onde muita coisa vai errada.

Veja trecho de matéria da Agência Brasil:

Violência doméstica é principal motivo que leva crianças e adolescentes às ruas
Daniella Jinkings

Brasília – A violência doméstica e o uso de drogas são os principais motivos que levam crianças e adolescentes às ruas. De acordo com o censo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), cerca de 70% das crianças e adolescentes que dormem na rua foram violentados dentro de casa. Além disso, 30,4% são usuários de drogas ou álcool.

Os dados divulgados pela SDH apontam que 32,2% das crianças e adolescentes tiveram brigas verbais com pais e irmãos, 30,6% foram vítimas de violência física e 8,8% sofreram violência e abuso sexual. A busca da liberdade, a perda da moradia pela família, a busca de trabalho para o próprio sustento ou da família, os conflitos com a vizinhança e brigas de grupos rivais também levam os jovens à situação de rua.

Feita em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Idest), a pesquisa ouviu 23,9 mil crianças e adolescentes em situação de rua em 75 cidades do país, abrangendo capitais e municípios com mais de 300 mil habitantes. A população de crianças e adolescentes em situação de rua é predominantemente do sexo masculino (71,8%), com idade entre 12 e 15 anos (45,13%).

A maior parte das crianças e dos adolescentes em situação de rua dorme em residências com suas famílias e trabalha na rua (58,3%), sendo que 23,2% dormem em locais de rua e apenas 2,9% dormem temporariamente em instituições de acolhimento. (Texto Completo)

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O melhor da ciência é o ponto onde ela desempenha, de fato, um papel social!

O Instituto Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) trouxe uma boa notícia para a comunidade científica de forma geral e também para o Brasil e a população brasileira. As células-tronco, utilizadas na cura de muitas doenças, agora podem ser obtidas a partir de células do dente de leite, ou seja, os embriões passam a não ser tão necessários como têm sido até agora.

Além de representar um avanço para a ciência brasileira, equiparando-a com o que há de mais moderno em pesquisa genética no mundo, a descoberta resolve muitos problemas éticos ocasionados pelo uso de embriões que são destruídos para gerar uma célula-tronco no modelo tradicional.

Sem falar que a nova descoberta “abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas”, como diz notícia publicada pela Agência Brasil.

Veja trecho:

Instituto Butantan desenvolve técnica para obtenção de células-tronco
Por Flávia Albuquerque

São Paulo – O Laboratório de Genética do Instituto Butantan, desenvolveu uma técnica que faz com que as células extraídas do dente de leite tornem-se células embrionárias. Com essa técnica, os embriões não são mais necessários para a criação de células-tronco. O estudo vem sendo desenvolvido desde 2004 em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas.

“Como se sabe a criação de células-tronco com embriões implica na destruição dos embriões e não se sabe quem é o dono dessas células embrionárias. Nesse caso, quando a célula é induzida, quer dizer que você pode produzir do seu próprio organismo uma célula igual a embrionária. Com essa célula se contornam muitos problemas éticos”, afirmou a geneticista responsável pela pesquisa Irina Kerkis. (Texto Completo)

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DESCOBERTA DE AGROTÓXICO NO LEITE MATERNO LEVANTA DISCUSSÃO SOBRE A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA DE ALIMENTAÇÃO NO BRASIL

O uso de agrotóxicos para produção de alimentos vem sendo cada vez mais discutido por biólogos e pesquisadores. Esses produtos que fazem o grão crescer mais rápido e mais forte são vistos por alguns como uma das maravilhas do agronegócio contemporâneo, no entanto, o uso de agrotóxicos possui um outro lado, não tão bem sucedido e louvável.

A onda de produtos orgânicos cresce justamente devido ao desejo e preocupação da população em consumir um alimento saudável, livre desses venenos agrícolas, próximo daqueles que eram consumidos antigamente, quando as famílias tinham a sua pequena plantação e dali tiravam a sua subsistência, quando ainda se vivia em uma sociedade majoritariamente rural.

No entanto, com a industrialização crescente das lavouras, eles, os agrotóxicos, vieram para ficar e, como toda e qualquer invenção, logo mostraram os benefícios e também os custos de seu uso. Esses custos ficam evidentes quando vemos os resultados de uma pesquisa realizada pela mestranda Danielly Palma, da Universidade Federal do Mato Grosso.

Entre o químico e o orgânico!

A pesquisa aconteceu na cidade de Lucas do Rio Verde, conhecida por ser uma das maiores produtoras de grãos do Mato Grosso. Não por acaso, a cidade expõe seus habitantes a um nível de agrotóxicos muito maior do que a média encontrada em outros municípios brasileiros. A pesquisa de Danielly começou depois do ano de 2006, quando um acidente por pulverização aérea contaminou toda a cidade. Coube a ela examinar os resíduos de agrotóxicos presente no leite materno de 62 mães e o resultado detectou, de fato, a presença de pelo menos um tipo de agrotóxico em 100% das amostras analisadas.

A maioria das substâncias encontradas no leite materno são de alta toxicidade, algumas até têm seu uso proibido no Brasil. O fato é que o resultado desta pesquisa revela um problema gravíssimo. Se agrotóxicos são encontrados até no leite materno, isso significa que muitas crianças recém-nascidas estão sujeitas à contaminação o que, em última instância, gera uma espécie de cadeia de contaminação interminável.

Ao mesmo tempo, esse tipo de pesquisa levanta questões a respeito de uma efetiva política de alimentação no nosso país. Um controle do uso de agrotóxicos e um barateamento do preço dos produtos orgânicos são questões essenciais para que a população brasileira tenha acesso a alimentos de qualidade e, consequentemente, possa gozar de boa saúde e de uma melhor qualidade de vida!

Veja trecho de entrevista publicada no Viomundo feita pela repórter Manuela Azenha com a pesquisadora Danielly Palma sobre o trabalho realizado por ela com as mães de Lucas do Rio Verde:

Viomundo – A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Danielly Palma – Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemológicos, má formação em anfíbios.

Viomundo – E essas pesquisas começaram quando e por que?

Danielly Palma – Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores matogrossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

Viomundo – E qual é o nível de contaminação que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Danielly Palma – Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno. (Texto Completo)

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ESTUDO DO IPEA MOSTRA QUE PARA 51% DOS BRASILEIROS EDUCAÇÃO NO PAÍS NÃO MELHOROU

A educação na mira dos brasileiros

Os dados variam de região para região e de acordo com o nível de escolaridade e renda, mas, de forma geral, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que 51% da população brasileira não vê melhorias na qualidade da educação no país.

Como já era de se esperar, o sudeste registrou o maior percentual de opiniões negativas e a região centro-oeste o maior índice de respostas positivas. Da mesma forma, pessoas que ganham mais e têm maior escolaridade manifestaram opiniões negativas. Aquelas que ganham e estudaram menos, já viram a questão sob um ponto de vista mais otimista.

Assim como o centro-oeste, as regiões norte e nordeste também avaliaram de forma positiva os avanços nas políticas educacionais locais o que, segundo o IPEA, reflete o aumento de investimentos na educação em regiões que, tradicionalmente, sempre conviveram com os piores indicadores educacionais do país. Felizmente, isso parece estar mudando, haja vista a avaliação positiva feita pela população local.

Estudos como esse são interessantes, pois, além de revelarem a recepção dos programas sociais do governo federal por parte da população, também ajudam a obter uma espécie de radiografia social do brasileiro, já que ao analisar as respostas de diferentes pessoas, é possível relacionar o tipo de opinião à circunstância na qual ela é formada, compreendendo, em última instância, por que o brasileiro pensa de um jeito e não de outro; e o que influencia diretamente em sua forma de ver o próprio país.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Para 51% da população, educação no Brasil não melhorou
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para quase metade (48,7%) dos brasileiros a educação no país melhorou. Entretanto, dos 2.773 entrevistados, 27,3% avaliam que não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou.

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) foi desenvolvido pelo Ipea para captar a opinião da população sobre políticas e serviços públicos em diversas áreas. O estudo mostra que essa percepção varia muito em cada região do país. O Sudeste registrou o maior percentual de avaliações negativas: 36,1% acreditam que a educação piorou, enquanto no Nordeste esse grupo representa apenas 14% da população. No Centro-Oeste, 62,9% acham que a oferta melhorou – maior índice de respostas positivas.

De acordo com o Ipea, o maior índice de percepção de melhoria nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, e o menor índice no Sul e no Sudeste “podem ser uma evidência de que foram ampliados os investimentos nas três primeiras regiões, já que é justamente lá onde se encontram os piores indicadores educacionais do país”. (Texto Completo)

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PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA PODE AJUDAR A DESENVOLVER PESQUISA E TECNOLOGIA NO BRASIL

Do site Inovação/ Unicamp

De olho no Plano Nacional de Banda Larga, a empresa pública Ceitec, do Rio Grande do Sul, começou a desenvolver um chip que usará WiMax, tecnologia sem fio desenvolvida para oferecer acesso banda larga para internet e que oferece sinal a distâncias típicas maiores do que a tecnologia Wi-Fi. O sucesso comercial desse novo chip depende ainda de uma negociação que envolve a Telebrás e fabricantes nacionais de equipamentos como Asga, Parks e Gigacom. A lógica é usar o poder de compra da Telebrás, escolhida no ano passado para ser gestora das redes de fibras óticas do governo atuando no atacado, fazendo a transmissão de dados, para incentivar os fabricantes nacionais a usarem o chip e desenvolverem produtos com a configuração que usa a faixa de 450 MHz. O uso dessa faixa é tido como solução para garantir conexões na área rural e em cidades menores. Com o WiMax, uma antena pode levar o sinal a um raio de 60 quilômetros, o que reduz os custos com infraestrutura. No lado dos consumidores, a expectativa preliminar é de que modems com esse chip custem cerca de R$ 200. O desenvolvimento do chip já começou no Ceitec, inclusive com a contratação de pessoal. A “sala limpa” da empresa, necessária para a produção de chips, deve ficar pronta em setembro deste ano. A produção do chip começaria, então, em 2012, e os equipamentos com o semicondutor da Ceitec embarcado devem estar no mercado em dois anos e meio. As informações são do site Convergência Digital. (Do inovação Unicamp)

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PARA SÉRGIO REZENDE, GOVERNO LULA FOI O MELHOR MOMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL

"Não há comparação"

“Não dá nem para comparar”, essas são as palavras do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ao falar da situação da pesquisa e do investimento em tecnologia no governo FHC e no governo Lula. Segundo o ex-ministro, a ciência viveu um de seus melhores momentos com o governo Lula. Pela primeira vez, o orçamento destinado ao setor não foi vítima de cortes para estabilizar outras áreas do governo, como aconteceu com o governo Fernando Henrique durante os primeiros anos do Plano Real.

Além disso, o CNPq que durante a era FHC diminuiu consideravelmente o número de bolsas e o apoio à pesquisa de forma geral e viveu momentos críticos, hoje atravessa uma ótima fase na qual o investimento em pesquisa só cresce junto com a oferta do número de bolsas de mestrado e doutorado, como já noticiado aqui no Educação Política.

Rezende lembra que o CNPq nunca teve tantos recursos como agora e ganhou até uma nova sede em Brasília que contribuiu para mudar e aperfeiçoar toda a estrutura física de trabalho do Centro. ” Eu diria que o CNPq, pelos programas que tem, pelo orçamento, vive o auge de sua história até aqui”, diz o ex-ministro em entrevista publicada pela Rede Brasil Atual.

O fato é que o salto de investimentos na área científica que ocorreu do governo FHC para o governo Lula foi muito grande, segundo Rezende, e esse aumento de investimentos se deu nas mais diferentes áreas que englobam a pesquisa e a tecnologia, desde a espacial até o incremento de recursos de fundos como o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado por Fernando Henrique, mas efetivamente potencializado com o governo Lula que, aos poucos, foi aumento a quantidade de recursos disponíveis no fundo, até então liberado em apenas uma parte por FHC.

Com tantos dados ótimos, a comunidade científica tem muito o que comemorar e o país como um todo também, afinal, o caminho da ciência e da tecnologia, da pesquisa e geração de conhecimento é também o caminho do desenvolvimento econômico, humano e social!

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Investindo em conhecimento

Para os jovens que querem estudar e para aqueles que zelam pelo incentivo e apoio ao conhecimento em um país que frequentemente deixa o saber de lado e valoriza apenas o trabalho físico, considerando o intelectual como algo menor, o CNPq vem com uma ótima notícia para 2011.

No próximo ano serão  2 mil bolsas a mais de mestrado e doutorado em comparação com o ano passado em um valor que varia de R$1,2 mil a R$ 2 mil reais, válidas somente para estudantes que não mantenham qualquer outro vínculo empregatício.

A novidade representa um aumento de cerca de 10% no número de bolsas nessas modalidades, já que atualmente 19.765 estudantes são beneficiados no total. O CNPq concede mais de 93 mil bolsas em diversos cursos, apoiando desde jovens pesquisadadores até pesquisadores altamente qualificados.

Sem dúvida, é uma forma de valorizar aqueles que escolhem estudar para, futuramente, no exercício da docência universitária, formarem outros profissionais capacitados e conscientes da sua função no mundo e na sociedade.

Que em 2012 sejam concedidas ainda mais bolsas, pois o caminho para que a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico cheguem no lugar por eles merecido ainda é bastante longo no Brasil.

Veja notícia publicada pela Agência Brasil:

CNPq ofertará 2 mil bolsas de mestrado e doutorado em 2011

Carolina Pimentel

Brasília – A partir de março de 2011, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ofertará 2 mil bolsas de mestrado e doutorado. Os interessados devem solicitar a bolsa de estudos à coordenação do curso na universidade onde estuda.

O prazo de validade das bolsas é de dois anos para o mestrado, e de quatro anos para o doutorado, sem direito a prorrogação. O valor da ajuda financeira varia de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil mensais, além do pagamento das taxas escolares.

Para solicitar a bolsa de estudo, o candidato precisa atender aos requisitos exigidos pelo CNPq, como estar matriculado em curso de pós-graduação e não ter vínculo de emprego.

Do total das novas bolsas, 30% foram reservados aos candidatos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Atualmente, o CNPq tem 19.765 bolsistas de mestrado e doutorado. As informações sobre as bolsas podem ser obtidas na página do CNPq na internet.

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Pela causa ambiental, econômica e humana

Substância considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o amianto, utilizado na produção de telhas e caixas d’água, já teve seu uso proibido em diversos países desenvolvidos, mas ainda continua alimentando um pujante mercado aqui no Brasil, enquanto ameaça a saúde de milhares de trabalhadores.

Diversos são os pretextos e justificativas para não se abolir o uso dessa substância no Brasil, a maioria deles ligados a interesses privados, leia-se, ameaça aos lucros dos empresários do setor. No entanto, a maior parte destes argumentos é frágil como um cristal, quebrando-se frente a qualquer análise mais atenta e sensata da realidade social e econômica do país.

Dois pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a professora do Insituto de Economia, Ana Lucia Gonçalves e o professor da Faculdade de Ciências Aplicadas, Carlos Raul Etulain, fizeram tal análise e mostraram que, na realidade, a proibição do uso do amianto não terá impactos negativos na economia brasileira, muito pelo contrário, além de representar um incontestável benefício à saúde do trabalhador e da população de forma geral, a proibição do amianto abrirá espaço para o crescimento de outros setores que investem em fibras alternativas que não causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

Os dois lados da história em torno da polêmica sobre o uso do amianto estão neste artigo produzido pelo pesquisadores da Unicamp que segue logo abaixo. Nele, eles revelam, com muita propriedade e clareza, baseand0-se em fatos e dados da realidade, a necessidade de proibir o uso do amianto, já que a proibição representa a vitória da saúde pública e da preocupação com o ser humano, enquanto a utilização da substância representa a continuidade de um modelo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos, neste caso, não só financeiros.

Veja artigo dos pesquisadores publicado no Jornal da Unicamp:

O amianto é uma substância considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda substituir essa fibra mineral por materiais alternativos. A Resolução 162 (da qual o Brasil é signatário) aprovada em 1986 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez a mesma recomendação, além de prescrever medidas de prevenção e controle dos riscos para a saúde. Em 2006, nova resolução da OIT avançou no sentido de promover a eliminação de todas as formas de amianto. Atualmente, 58 países proíbem a utilização dessa fibra mineral. Apesar da reconhecida patogenicidade de todos os tipos de amianto, não havendo limite seguro para seu uso, a variedade conhecida como crisotila ainda é utilizada no Brasil e em outros países, boa parte na fabricação de artefatos de fibrocimento, como telhas e caixas d´água.

No Brasil, em 2004, o governo federal instituiu uma comissão interministerial para rediscutir o uso da crisotila, impulsionado pela determinação da União Europeia (Diretiva 1999/77/CE) de excluir a partir de 1o/1/05 o uso do amianto em todos os países que ainda não haviam adotado tal providência. Embora uma nova política nacional não tenha sido apresentada, dando margem à interpretação de que é ainda permitido o uso da variedade crisotila, vários Estados e municípios brasileiros tomaram a iniciativa de legislar para atender às recomendações da OIT no sentido do banimento de todos os tipos de amianto. As iniciativas estaduais são contestadas pelo Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) ou pelo governo de Goiás (Estado que sedia, no município de Minaçu, a única mina de crisotila em operação no país, explorada pela empresa Sama, do Grupo Eternit). Atualmente, por exemplo, encontra-se em julgamento no Supremo Tribunal Federal ação de inconstitucionalidade de lei estadual restritiva ao uso de amianto no Estado de São Paulo.

Os defensores da continuidade do uso do amianto apoiam-se nos seguintes argumentos econômicos:

a) Os preços das telhas sem amianto seriam maiores que os das telhas com o produto. Segundo o IBC, os produtos de fibras artificiais seriam 30% a 40% mais caros e a suspensão da produção de telhas com amianto ampliaria essa diferença.

b) Haveria pressão sobre a balança comercial decorrente da ampliação de importação de fibras sintéticas. Para o IBC, o prejuízo seria de US$ 180 milhões/ano, valor claramente superdimensionado, uma vez que o Brasil já atende com importações 31% do consumo interno de amianto e para tanto gasta apenas US$ 14 milhões/ano.

c) Haveria efeito negativo sobre emprego e renda em toda a cadeia produtiva do amianto. Os adeptos do amianto enfatizam que se trata de um setor gerador de 170 mil empregos (abrangendo as atividades de mineração, fabricação, transporte, distribuição e revenda), ao mesmo tempo em que dão a entender que os efeitos recairiam sobre a totalidade da cadeia produtiva. Mesmo se considerarmos os empregos diretos e indiretos, esta estimativa é inconsistente. Por lei, as empresas que manipulam o amianto (seja na produção, no transporte ou na prestação de serviços) têm que se cadastrar no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e, segundo este cadastro, em fevereiro de 2005 estas empresas empregavam 16.863 trabalhadores, dos quais 3.893 no setor de fibrocimento e 453 na mineração.

d) Quanto à perda de arrecadação de impostos, a empresa Sama recolhe R$53 milhões/ano em impostos anuais (federais, estaduais e municipais), sendo R$9 milhões em ICMS. Acrescenta-se que o município de Minaçu, o Estado de Goiás e a União recebem R$3,3 milhões/ano de royalties via CFEM (compensação financeira pela exploração de recursos minerais).

e) Por fim, haveria o efeito negativo sobre o município goiano de Minaçu, pela relevância local da atividade de mineração do amianto.

Além de supor diferenciais de preços que não são confirmados (as pesquisas consultadas mostram que os preços dos produtos de fibrocimento com e sem amianto praticamente não apresentam diferenças) e de partir da hipótese radical de que a proibição do uso do amianto se daria de forma abrupta e total, a avaliação dos impactos econômicos pelos defensores do amianto tem se apoiado em outros supostos incorretos: i) o país não contaria com tecnologia e produto similar de qualidade; ii) as empresas não estariam preparadas para atender a demanda ampliada decorrente da corrida a produtos alternativos; iii) a suspensão da produção da fibra de amianto impediria a atividade econômica em toda a cadeia a jusante; iv) a elevação da demanda por fibras alternativas não estimularia investimentos no país para atendê-la (sendo canalizada para importações).

Os resultados das pesquisas desenvolvidas pela Unicamp permitem sustentar argumentos contrários e refutar estas hipóteses incorretas:

Saiba mais

FATOS E DADOS MOSTRAM AS CONQUISTAS DO GOVERNO LULA QUE VÃO CONTINUAR COM DILMA

crescimento econômico, distribuição de renda, independência política e vamos ter ainda mais!

Da Agência Educação Política

Segundo pesquisa divulgada pelo Seade/Dieese, os índices de desemprego no Brasil caíram de forma expressiva em sete regiões metropolitanas pesquisadas. Além da queda no desemprego, a pesquisa aponta para um aumento de renda, consequência direta das altas taxas de crescimento econômico e, de olho no cenário futuro, prevê que as taxas de desemprego tendem a cair ainda mais.

É importante dizer que, segundo a pesquisa, a maior parte dos empregos criados é com carteira assinada, ou seja, a informalidade também vem diminuindo no país. Tal cenário de crescimento e geração de emprego formal, aumento da renda e melhoria da condição de vida do trabalhador, era tido como distante da realidade há alguns anos atrás. No entanto, contrariando as expectativas negativas, o que se vê é um país que cresce, gera emprego, cria oportunidades e não mais desperdiça talentos.

É por isso que quando se diz algo contra o governo Lula, basta olhar para a realidade. Nada mais do que a realidade, digo, a realidade, sem distorções, manipulações e enquadramentos à serviço do interesse privado, conservador e excludente. A realidade dos fatos e dos números mostra como Lula mudou a fotografia do Brasil, deixando-a mais leve, mais justa, mais viva, cheia de sonhos e realizações! O melhor de tudo é saber que essa realidade que fala por si só segue com Dilma em direção a novas realizações e a melhorias importantes que ainda precisam ser feitas não só na questão do emprego, como também em tantas outras questões do país!

Desemprego atinge menor nível, segundo pesquisa Seade/Dieese
Na região metropolitana de São Paulo, taxa média de setembro foi a menor desde janeiro de 1992; emprego com carteira assinada e renda crescem
Rede Brasil Atual
Por Vitor Nuzzi

São Paulo – A taxa média de desemprego calculada em sete regiões pelo Dieese e pela Fundação Seade, de São Paulo, voltou a cair e atingiu 11,4% em setembro, a menor da recente série histórica, iniciada em 2009. Na Grande São Paulo, que concentra 40% do universo pesquisado e onde pesquisa começou a ser feita em 1985, a taxa chegou a 11,5%, a menor da série desde janeiro de 1992 (11,3%) e a menor para o mês desde 1991 (11%).

Em relação a setembro de 2009, as sete áreas pesquisadas (regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal) criaram 885 mil ocupações (alta de 4,7%), sendo 718 mil com carteira assinada (8,6%), e têm 560 mil desempregados a menos (queda de 18,2%). No total, as estimativas são 19,6 milhões de ocupados e 2,5 milhões de desempregados. A renda também subiu.

“O mercado de trabalho segue uma trajetória típica de queda, com o impacto positivo de uma taxa muita alta de crescimento da economia”, comentou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Para ele, não seria surpresa se a taxa média de desemprego atingisse um dígito ainda este ano. “É de se esperar uma taxa muito próximo de 10%, ou até inferior”, afirmou. Segundo o técnico, o mercado vive uma situação oposta à dos anos 1990 e início dos anos 2000, quando praticamente não criava empregos formais. Agora, além da ocupação em alta, a maioria das vagas é com registro em carteira. “Antes se afirmava que não teríamos mais uma dinâmica como essa. Nos últimos anos, esse tese vem sendo contestada pela realidade”, disse Clemente. (Texto Completo)

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PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO PODEM ESTAR INFLANDO OS NÚMEROS DE DILMA ROUSSEFF

Vox Populi, um dos mais confiáveis hoje

Os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha já mostraram que não têm hoje a credibilidade que um dia chegaram a ter. Nesta eleição, por exemplo, seguraram o crescimento de Dilma até o limite da irresponsabilidade. Agora soltam inúmeras pesquisas falando em um crescimento vigoroso de Dilma Rousseff. É possível que Dilma, que tem melhor campanha, possa realmente ter disparado. Mas é bom não tomar isso como verdade absoluta.

Ao inflar o crescimento de Dilma, haveria margem para induzir a uma possível reação de Serra. Ou seja, infla a Dilma agora, que falta um mês para a eleição, e depois começa a tirar lentamente alguns pontinhos, ensaiando uma reação de Serra. Tudo é possível pelo histórico dos institutos.

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HUMOR COM BOA DOSE DE VERDADE SOBRE A TRAJETÓRIA QUE FAZEM OS ESPECIALISTAS

Veja como acaba se desenvolvendo o conhecimento tradicional de um especialista, o doutor ou o filósofo doutor (PhD)

O que exatamente é um doutorado?

Você já pensou exatamente no que significa um doutorado? Matt Might, professor de Ciências da Computação na Universidade de Utah, explica perfeitamente nesta apresentação gráfica que começa com um simples círculo.

Sempre que as aulas começam, eu explico para uma nova fornada de estudantes atrás de um título de doutorado o que isso realmente significa.

É difícil de explicar em palavras, então eu uso desenhos para me ajudar.

Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:

Quando você completa o ensino básico, você sabe um pouco:

Quando você completa o ensino médio, sabe um pouquinho mais:

Com uma graduação no ensino superior, você sabe um pouco mais e ganha uma especialização: Saiba mais

ELEIÇÕES 2010: SERÁ QUE AS MULHERES SÃO MAIS MACHISTAS DO QUE OS HOMENS NA HORA DO VOTO?

Homens mais dispostos a votar em Dilma Rousseff

A última pesquisa Ibope trouxe um tema bastante intrigante. Os homens até o momento estão mais dispostos a votar em Dilma Rousseff do que as mulheres. Segundo a pesquisa, se somente os homens votassem, Dilma Rousseff já estaria 10 pontos a frente de José Serra. Se só as mulheres votassem, a disputa ficaria empatada.

A questão é: porque até agora as mulheres estão menos dispostas a votar em uma mulher que os homens? Não dá para responder essa questão politicamente porque a pesquisa levantou informações sobre homens e mulheres e não sobre o conhecimento sobre política.

Então, será que os homens são menos machistas na hora do voto? Será que as mulheres confiam menos nas mulheres para governar? Será que alguém decide seu voto pelo gênero e não pela consciência política? Estão aí as dúvidas para os analistas de plantão.

Veja trecho da matéria sobre o assunto:

Entre homens, Dilma tem 10 pontos a mais que Serra, segundo Ibope

A vantagem da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, sobre o seu adversário tucano, José Serra, é maior entre homens, segundo pesquisa Ibope/TV Globo divulgada hoje.

Nesse segmento da população Dilma tem 10 pontos percentuais a mais que Serra: 43% das intenções de voto contra 33% do tucano. Já entre as mulheres, os dois estão em empate técnico, a petista tem 35% e Serra, 34%. Marina Silva (PV) tem 7% entre os homens e 8% entre as mulheres. (Texto integral)

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PESQUISA MOSTRA QUE LODO DE ESGOTO AUMENTA A PRODUTIVIDADE DA CANA-DE-AÇÚCAR EM 12%

Lodo de esgoto substitui adubo mineral na cana-de-açúcar

Da Agência USP

Uma solução para o lodo gerado no tratamento de esgoto

A utilização de lodo de esgoto na adubação de cana-de-açúcar pode substituir em 100% o uso do adubo mineral nitrogenado necessário para a cultura da planta. Além dos benefícios ambientais e ecológicos, a técnica pode aumentar a produtividade e diminuir custos. Essas são as conclusões da pesquisa coordenada pelo professor Cassio Hamilton Abreu Junior, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.

Segundo o professor, a atividade humana nas cidades gera dois importantes resíduos: lixo urbano e lodo de esgoto (oriundo do tratamento dos esgotos domésticos). “Lembrando que os solos brasileiros são pobres em matéria orgânica, a utilização de composto do lixo para fins agrícolas vem sendo difundida por estudos acadêmicos porque, além de rica fonte de matéria orgânica, elimina ou minimiza o uso de adubos minerais”, destaca. “No caso do uso agrícola do lodo de esgoto doméstico, sua aplicação é controlada por autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “Apesar de o lodo possuir matéria orgânica e nutrientes importantes para o crescimento das plantas como nitrogênio e fósforo, também pode conter patógenos, metais pesados e compostos orgânicos”, explica. Saiba mais

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MÉTODO USADO PARA BLOQUEAR SPAM PODE AJUDAR EM TRATAMENTO PARA COMBATER O HIV, VÍRUS CAUSADOR DA AIDS

Pesquisadores estão tentando bloquear a ação do HIV, vírus causador da Aids, com um método semelhante ao usado pelos filtros anti-spam dos e-mails. Veja trecho da matéria abaixo, publicada na revista Fapesp.

Convergência virtual
Microsoft Research usa lógica de filtros anti-spam para encontrar pontos vulneráveis do vírus HIV

Cientístas precisam de um signo para bloquear HIV

A mesma estratégia utilizada para criar os filtros que barram os spams, as mensagens eletrônicas não solicitadas que invadem as nossas caixas de e-mails, está sendo usada pela equipe do pesquisador David Heckerman, diretor sênior do Grupo de Pesquisa em eScience  da Microsoft Research, para desenvolver uma vacina contra o HIV, o vírus da aids. “Percebemos que para ter sucesso em uma vacina seria necessário atacar pontos específicos do vírus, da mesma forma que os filtros anti-spam fazem quando selecionam os e-mails”, disse Heckerman, durante conferência no Faculty Summit 2010 da América Latina.

Médico de formação com doutorado em ciência da computação, Heckerman foi um dos responsáveis pela criação do primeiro programa de detecção e filtragem de spam em 1997. “Assim como os spammers mudaram os seus e-mails para passar pelos nossos filtros, o HIV também passa por mutações para enganar o sistema imunológico e conseguir se reproduzir livremente”, comparou. A grande dificuldade em desenvolver uma vacina para o vírus que causa a aids é que ele muda constantemente. “Mas acreditamos que existam algumas regiões do genoma do HIV que seriam vulneráveis à mutação”, disse o pesquisador.

Encontrar essas regiões é uma tarefa bastante complexa, porque é preciso mapear todas as possíveis mutações do vírus e das configurações da proteína HLA (antígenos de leucócitos humanos, na sigla em inglês), que é a ferramenta usada pelo sistema imunológico para impedir a reprodução do HIV. A HLA invade o vírus e retira o epitopo, um fragmento de proteína responsável pela informação genética do HIV. “Estamos procurando essas regiões chamadas de epitopos vulneráveis”, disse Heckerman. “O nosso objetivo é desenvolver uma vacina que ensine o sistema imune a reconhecer apenas os pontos vulneráveis ao longo da sequência do material genético do HIV.”

Para isso, mais de uma centena de pesquisadores no mundo todo está usando uma ferramenta chamada PhyloD, desenvolvida pelo grupo de Heckerman, para avaliar como o HIV se comporta a partir do momento em que infecta uma pessoa. Computadores cruzam os dados do sistema imunológico das pessoas e da evolução e mutação do HIV em seus corpos, indicando assim quais características genéticas ajudam a combater o vírus. As estatísticas geradas até agora resultaram na criação de uma vacina experimental, que deverá começar a ser testada dentro de seis meses. “Se tudo der certo, talvez tenhamos um resultado efetivo em dois anos.” (Texto Integral)

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ESTUDO DA UNICAMP MOSTRA QUE REGISTRO DE PATENTES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS AUMENTOU CINCO VEZES EM UMA DÉCADA

Pedidos de patente quintuplicam nos anos 2000; 52% do total são
de São Paulo; Unicamp é quem licencia mais; USP cresce em volume

Janaína Simões/ Inovação Unicamp

Apesar do crescimento de registro de patentes, quantidade é pequena para o país

O número de pedidos de patentes apresentados por universidades brasileiras ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) praticamente quintuplicou durante a última década quando comparado ao período de 1990 a 1999, mostra o estudo “Patentes Acadêmicas no Brasil: Uma Análise Sobre as Universidades Públicas Paulistas e Seus Inventores”, de Rodrigo Maia de Oliveira, doutorando do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, e Léa Velho, professora titular do departamento. O artigo que sistematiza os resultados da pesquisa foi publicado na edição 14 da revista Parcerias Estratégicas, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O grande destaque são as universidades estaduais e federais de São Paulo, responsáveis por 1.085 dos 1.644 depósitos feitos pelas universidades brasileiras de 2000 a 2007, período detalhado pelos pesquisadores.

Apesar desse crescimento importante, os autores do estudo destacam que a participação da universidade brasileira como usuária do sistema de propriedade intelectual ainda é “incipiente”. (Texto Integral)

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Droga em desenvolvimento pela Unicamp e laboratório Aché vai bem em testes com animais; custo alto de fabricação pode ser entrave

Por Guilherme Gorgulho/Inovação

Dificuldade de colocar ciência nas prateleiras

Os testes pré-clínicos da nova droga para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em desenvolvimento pelo Aché Laboratórios Farmacêuticos e pelo Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp mostraram que a molécula base do novo fármaco, criada pelo pesquisador Lício Velloso, apresenta o efeito esperado em animais. Esses testes são importantes porque, sem eles, nenhuma pesquisa pode chegar à fase de experimentação em seres humanos. No entanto, um obstáculo apareceu no caminho do desenvolvimento conjunto: o Aché calculou que o custo médio mensal por paciente do futuro medicamento chegaria a cerca de R$ 800 — ante um valor entre R$ 300 e R$ 400 do tratamento atualmente empregado contra a doença, que utiliza duas drogas associadas.

A base da nova droga é uma molécula de DNA alterada de forma a inibir a produção da proteína PGC-1 alfa — que, por sua vez, atua (não somente) na produção da insulina pelo pâncreas. A obtenção de grandes quantidades do oligonucleotídeo — designação técnica da molécula — requer tecnologia industrial complexa, não disponível no País. “Nós desenhamos o composto e enviamos para síntese em uma empresa norte-americana”, contou Lício a Inovação. A matéria-prima para a fabricação é o ácido nucleico; para sintetizar o composto, o DNA sofre um processo de polimerização, caro e complicado, segundo o pesquisador, dado o alto grau de pureza necessário para a sua administração a seres humanos. (Texto Integral)

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JOSÉ SERRA: DUAS NOTÍCIAS RUINS EM UMA ÚNICA PESQUISA CNI/IBOPE

O candidato José Serra, do PSDB, teve duas notícias ruins em uma só pesquisa. A pior notícia na pesquisa CNI/Ibope talvez não seja a ultrapassagem de Dilma Rousseff, do PT, que agora tem 40% das intenções de voto contra 35%  de Serra.

A péssima notícia de Serra é o aumento da rejeição. Enquanto a rejeição de Dilma caiu de 27 para 23%, a de Serra subiu de 25% para 30%. Essa é a notícia arrasadora porque, além de cair nas pesquisas, o candidato do PSDB terá dificuldade para se reerguer graças ao aumento da rejeição.

Marina Silva, com 9%, continua estacionada e dificilmente sairá da posição se não polemizar com Serra, conforme já prevíamos em texto anterior.

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Em breve, só mesmo o carro-cóptero

Depois da BrOi, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, quer criar uma montadora de capital nacional de automóveis elétricos. Esperamos que não seja uma barca furada como a tele nacional. Veja o que está acontecendo com a tele nacional no PHA.

Fora isso, haja energia elétrica para abastecer a frota de 30 milhões de veículos, que cresce a cada ano. O site Inovação traz uma discussão sobre esse tema que está na pauta do governo (veja abaixo trecho).

O presidente Lula teme que o carro elétrico prejudique a indústria do etanol.

O caminho que o governo deve seguir, no entanto, é o incentivo a criação de veículos híbridos etanol/elétrico, de modo que os automóveis possam circular com 40 ou 50 km com um litro de etanol. Somente com essa tecnologia, que já está mais avançada, daria para abastecer uma frota três vezes maior que a atual.

Agora, haja dinheiro público para construir estradas e pontes para esses carros!! E tenha um bom congestionamento!

BNDES quer montadora nacional; Lula duvida da viabilidade; não
houve ainda anúncio das medidas; e Inovação ouve os técnicos

Janaína Simões

Mônica Teixeira

O governo federal ainda não marcou a nova data para o anúncio de medidas de incentivo ao uso de carros elétricos no País e de apoio à pesquisa e desenvolvimento das tecnologias associadas a ele.  Espera-se que, finalmente, o anúncio aconteça até o final de junho. O cancelamento abrupto da cerimônia prevista para o dia 25 de maio evidenciou a discordância entre setores do governo a respeito de que políticas públicas convêm mais ao País quando se trata da transição das tecnologias automotivas atuais para outras, menos emissoras de carbono.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um entre os que resistem ao pacote e temem que ele prejudique a indústria do etanol e a tecnologia flex, bem desenvolvida no País. No dia 31 de maio, ao visitar uma exposição organizada pela Michelin, fabricante de pneus, Lula duvidou publicamente da viabilidade dos carros elétricos no Rio de Janeiro. “É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala”, disse Lula no Riocentro, onde aconteceu a exposição.

Por outro lado, de acordo com a repórter Marta Salomon, de O Estado de São Paulo, a direção do BNDES — que, ao lado do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Meio Ambiente, aparece na imprensa como defensor das medidas — vê na transição a oportunidade para o aparecimento de uma montadora de automóveis nacional. O presidente do Banco, Luciano Coutinho, cogita incentivar o desenvolvimento de tecnologias nativas inclusive por meio de participação acionária do Banco em empresas. No debate público, o ministro Sergio Rezende, da C&T, afirma que o veículo flex é o presente e o carro elétrico é o futuro; e que já há R$ 10 milhões destinados a projetos de P&D relacionados à tecnologia.

Sempre de acordo com o noticíário, um grupo de trabalho interministerial produziu um estudo sobre o assunto, de 14 páginas, que recomenda as medidas que seriam anunciadas no final de maio. Segundo a apuração de Raquel Landim e Cleide Silva, também do Estado, o grupo de trabalho (criado em 2009) que preparou o documento de base do programa não anunciado não foi conduzido — como seria de praxe — pelo Desenvolvimento.

Funcionários do Ministério, em off, dizem que a tecnologia flex deve ser aperfeiçoada, para reduzir mais as emissões e torná-la mais eficiente, “até que outra tecnologia mais avançada seja viável”. Entre as medidas a serem adotadas com base no estudo, especula-se sobre redução de impostos para baratear o custo final dos carros elétricos, que é muito alto. Esse tipo de subsídio já foi adotado em vários países — Japão, Austrália, entre outros. Para incentivar o desenvolvimento tecnológico no País, haveria também a utilização do recurso de compras governamentais, além da oferta de recursos dos fundos setoriais e do BNDES. (Texto Integral)

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Tecnologia da Informação
Estudo sobre empresas do setor em Minas demonstra que mais da metade do crescimento delas se deve à decisão de investir em P&D

Do site Inovação/Unicamp

Investir em tecnologia gera lucro

Um estudo ainda não publicado sobre 83 empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais mostra estreita correlação entre o crescimento das companhias e seus investimentos em inovação, de produto ou de processo. Segundo cálculos feitos pelos autores do estudo, 58,1% do crescimento dessas empresas se explica pela decisão de investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Além disso, as empresas que estabeleceram parcerias com universidades, centros de tecnologia e de capacitação cresceram mais do que as outras.

Os resultados desse estudo serão apresentados no livro “Inovação Tecnológica e Seus Impactos no Desempenho de Empresas do Setor de Tecnologia da Informação: Um Estudo Empírico em Minas Gerais”, coordenado por Ian Campos Martins, Cid Gonçalves Filho, Gustavo Quiroga Souki e Kamila Torres Madureira. Martins é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional Minas Gerais (Assespro-MG). A edição do livro está sendo finalizada para lançamento.

Inovação obteve acesso a uma versão preliminar do estudo, cujo objetivo, explicam os autores na introdução, é “conhecer melhor a questão da inovação de processos e produtos no setor de Tecnologia da Informação em Minas Gerais, tentando identificar o que gera inovação”. (Texto completo)

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