Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Petrobrás

Deputado de Campinas recebeu R$ 250 mil de empreiteira envolvida na corrupção da Petrobrás

O deputado mais votado da região de Campinas, Carlos Sampaio More…

Sabesp e Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições

A Sabesp e a Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições. As duas empresas representam, de certa forma, o modelo de administração pública na economia de PSDB (que comanda a estatal Sabesp há 20 anos) e do PT (que comanda a Petrobrás há 12 anos). Ambas empresas de economia mista. A diferença básica entre as duas empresas (Continue Lendo…)

O GATO COMEU A LÍNGUA: DIREITA BRASILEIRA (PSDB, PSB E PIG) NÃO TEM O QUE DIZER SOBRE O LEILÃO DE LIBRA

Português: Angra dos Reis (RJ) - Presidente Lu...

A direita brasileira (Mídia, PSDB, PSB) está muda com relação ao leilão do campo de Libra. Não há o que falar, nem sabem o que falar.

A disputa política está entre dois campos de visão situados mais à esquerda. De um lado a visão do governo petista de Dilma Rousseff, que defende o leilão como a maneira de alavancar de forma mais rápida o investimento com a participação de petroleiras associadas à Petrobrás. Lembrando que está dentro da lei para o pré-sal do governo Lula a garantia de pelo menos 30% dos negócios para a Petrobrás, mesmo que o consórcio liderado pela Petrobrás perca o leilão.

De outro, a visão de setores mais nacionalistas e dos petroleiros que defendem que o campo de Libra deve ser dado para a Petrobrás como uma ação estratégica para o país, visto que o campo já tem comprovada uma quantidade muito grande de petróleo , equivalente a tudo o que a Petrobrás produziu até hoje. Nessa visão, a Petrobrás assumiria 100% do campo e do investimento.

Longe da discussão, os ideólogos da venda da Petrobrás (ou Petrobrax) do governo de Fernando Henrique Cardoso do PSDB para petroleiras estrangeiras, estão mudos. Dizer o quê?

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BRASILEIRO É TOM BONZINHO: AÉCIO NEVES CONSEGUE SER PIOR OU IGUAL A JOSÉ SERRA E JÁ PROMETE ENTREGAR O PATRIMÔNIO

PSDB volta ao local do crime: Petrobrax

Saiu na Folha (*): Aécio fala em rever modelo petista para petróleo do pré-sal

Senador tucano diz que Petrobras não tem fôlego para realizar investimentos exigidos no regime de partilha. Fim da obrigatoriedade da participação da estatal abriria espaço para grupos privados e estrangeiros.
(…)
Ele defendeu o fim da obrigatoriedade da participação da Petrobras nos futuros campos. “Descapitalizada, a Petrobras vai ter de buscar dinheiro no mercado com juros cada vez maiores”, afirmou.

Segundo o Valor, o PiG (**) cheiroso, Aécio Never criticou também a exigência de conteúdo local para empresas que participem da exploração do pré-sal: “Não adianta demandar para uma indústria que não existe”.

Navalha

Aécio segue o roteiro tucano à risca.

Seu mentor, o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso), foi quem abriu o buraco no monopólio estatal da Petrobras, que o Nunca Dantes (Lula) teve que fechar.

O Farol de Alexandria apelidou a Petrobras de Petrobrax, para acabar de vendê-la em Nova York.

Seu cordial e fraternal aliado, o Padim Pade Cerra, segundo o WikiLeaks, prometeu à Chevron destruir o “modelo petista” de exploração do pré-sal, para entregar à Chevron.

Um dos mais sólidos legados do Nunca Dantes foi assegurar o pré-sal à Petrobras, através do “regime de partilha”.

A Petrobras está no centro do sistema industrial brasileiro.

No centro da estratégia de um Brasil autônomo – do ponto de vista econômico e militar.

Não é à toa que o suposto candidato tucano tenha começado a campanha pela “destruição” da Petrobras.

É porque, além dos ricos, eles preferem os americanos.

E, desde Vargas, eles sempre voltam ao local do crime: vender a Petrobras.

O candidato do PSDB à presidência do Clube dos Amigos da Lagoa Rodrigo de Freitas diz que quer “reestatizar” a Petrobrás.

No dicionário tucano, isso signfica “entregar”.

Tomara que ele vá para a campanha presidencial com essa lorota. (Texto Integral)

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A HISTÓRIA SE REPETE: O PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA (PIG) FAZ COM LULA E FARÁ COM DILMA O QUE FEZ COM GETÚLIO VARGAS

Agustín P. Justo y Getulio vargas (presidente de Brasil)

Agustín P. Justo y Getulio vargas (presidente de Brasil)

De Vargas a Dilma: o pacto de um novo ciclo

Carta Maior- Saul Leblon

Assim como as vantagens comparativas na economia, a relação de forças na sociedade não é um dado da natureza, mas uma construção histórica. E precisa ser exercida politicamente; não é uma fatalidade sociológica. A emergencia de novos atores nas entranhas da economia não cria automaticamente novos sujeitos históricos.Quem faz isso é a ação política.

Os neoclássicos, os neoliberais aqui e alhures, gostariam que o mapa das vantagens comparativas fosse um pergaminho lacrado e blindado em tanque de nitrogênio. Facilitaria a relação de forças favorável à hegemonia conservadora.

Por eles, o Brasil até hoje seria uma pacata fazenda de café. Ou uma usina de garapa.

Getúlio Vargas rompeu o interdito dos interesses internos e externos soldados na economia agroexportadora. Isso aconteceu em meados do século passado. Até hoje o seu nome inspira desconforto nos sucessores da casa grande; nos intelectuais que enfeitam seus saraus e nos ‘canetas’ que lhes servem de ventríloquos obsequiosos.

Em 1930 Vargas derrotou a todos. Desobstruiu assim os canais para lançar as bases de um Estado nacional digno desse nome.E abriu as portas a novos sujeitos históricos.

Em 50, no segundo governo, transformaria esse aparelho de Estado em alavanca capaz de assoalhar a infraestrutura da economia industrial que somos hoje.

Ao afrontar o gesso das vantagens comparativas , Vargas alterou a relação de forças na sociedade. Mas não tão sincronizado assim, nem tão solidamente assim, como se veria pelo desfecho em 24 de agosto de 54.

O desassombro daquele período, no entanto, distingue Nação brasileira de seus pares em pleno século XXI.

O Brasil é hoje uma das poucas economias em desenvolvimento que dispõe de uma planta industrial complexa.

A ortodoxia monetarista engordou a manada especulativa no pasto da Selic na década de 90 – o que valorizou o câmbio, a ponto de afogar o produto local em importações baratas até recentemente. Afetou o tônus da engrenagem fabril. Mas não a destruiu; ainda não a destruiu.

É ela ainda que poderá irradiar a inovação e a produtividade reclamadas pelo passo seguinte do nosso desenvolvimento. Não só para multiplicar empregos com salários dignos. Mas sobretudo, para extrair do pré-sal o impulso industrializante e tecnológico que ele enseja, gerando os fundos públicos requeridos à tarefa da emancipação social brasileira.

Não fosse o lastro fabril, a potencialidade do pré sal não apenas seria desperdiçada, terceirizada e rapinada. Ela conduziria a um duplo salto mortal feito de fastígio imediatista e longa necrose econômica: aquela decorrente da doença holandesa e da dependência externa absoluta. Faria pior: devastaria a relação de forças adequando-a ao domínio conservador.

Foi a industrialização que gerou a organização operária desdenhada pelo conservadorismo como mero ornamento populista.Até que surgiu o PT. E que o PT levou um metalúrgico à chefia da Nação; e não uma vez, duas; ademais de eleger a sua sucessora, em 2010.

Os protagonistas progressistas ganharam nervos e musculatura, mas ainda não se cumpriu a travessia evocada por Vargas no célebre discurso do 1º de Maio de 1954, talvez a sua fala mais contundente,mais até que a Carta Testamento deixada tres meses depois:

A minha tarefa está terminando e a vossa apenas começa. O que já obtivestes ainda não é tudo. Resta ainda conquistar a plenitude dos direitos que vos são devidos e a satisfação das reivindicações impostas pelas necessidades (…) Como cidadãos, a vossa vontade pesará nas urnas. Como classe, podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número. Constituí a maioria. Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo

A seta do tempo não se quebrou. Mas estamos diante de uma nova esquina histórica.

A exemplo daquela enfrentada por Getúlio, nos anos 50, a dobra seca está cercada de desafios e potencialidades interligados por uma relação de forças delicada.

Getúlio talvez tenha percebido tarde demais a necessidade de ancorar a travessia econômica em uma efetiva organização política correspondente. Quando atinou, o bonde já havia passado –cheio de golpistas. Mas não só ele demorou a ouvir as advertências da perna econômica da história.

O descasamento tortuoso entre enredo e personagens daquele período pode ser sintetizado no paradoxal comportamento dos comunistas do Partido Comunista Brasileiro.

Em outubro de 1953 Vargas sancionou a lei do monopólio estatal do petróleo.Criou a Petrobrás sob o açoite da mídia.O jornal o ‘Estado de São Paulo’ faria então um editorial emblemático do obscurantismo conservador. O texto vaticinava a irrelevância daquele gesto, dada a incapacidade (congênita?) de um país pobre como o Brasil,asseverava, desenvolver um setor então de ponta, a indústria petroleira.

Era uma tentativa de conservar o país num formol de vantagens comparativas subordinadas à reação interna e ao apetite imperial externo.As semelhanças com a grita demotucana contra a regulação soberana do pré-sal não são mera coincidência.

Em dezembro, Vargas foi além. Atacou a farra das remessas de lucros do capital estrangeiro. No início de 1954 decretou em 10% o limite para as remessas de lucros e dividendos. Sucessivamente, criaria a Eletrobrás e elevaria em 100% o salário mínimo. Novo fogo cerrado de mísseis por parte da mídia e dos interesses contrariados. Lembra muito a reação atual a cada iniciativa do governo Dilma na transição para um novo modelo de desenvolvimento: queda da Selic; aperto no spread da banca; IOF contra o capital especulativo; mudança na regra da poupança –trava ‘popular’ do rentismo; forte incremento dos programas sociais; fomento do BNDES ao setor industrial; PAC; preservação do poder de compra dos salários etc

Em dezembro de 1953, conforme recorda o historiador Augusto Buonicore, o PCB abstraia a realidade e conclamava a resistência a…Vargas. Assim:

“O governo Vargas tudo faz para facilitar a penetração do capital americano em nossa terra, a crescente dominação dos imperialistas norte-americanos e a completa colonização do Brasil pelos Estados Unidos (…): “O povo brasileiro levantar-se-á contra o atual estado de coisas, não admitirá que o governo de Vargas reduza o Brasil a colônia dos Estados Unidos. O atual regime de exploração e opressão a serviço dos imperialistas americanos deve ser destruído e substituído por um novo regime, o regime democrático e popular”.

Isso quando a direita já escalava os muros do Catete e os jornais conservadores escalpelavam a reputação de quem quer que rodeasse o Presidente –e a dele próprio. Por todo o país ecoava o o alarido udenista pela renúncia ou golpe, que Vargas afrontaria com o suicídio, em 24 de agosto de 1954. Só o esquerdismo não ouvia.

Mutati mutandis, trata-se agora de inscrever no Brasil do século XXI uma revolução de infraestrutura e fomento industrial de audácia e desassombro equivalente a que Vargas esboçou há 58 anos.

Foi essa tarefa que Lula retomou no seu segundo governo, e Dilma aprofunda nos dias que correm.

Repita-se, não se trata de uma baldeação técnica.Não se faz isso dissociado de uma relação de forças correspondente. Essa travessia não é um dado da natureza, ela precisa ser construída.

Lula tirou 40 milhões de brasileiros da pobreza. Os novos protagonistas formam hoje a maioria da sociedade. Mas serão sujeitos de sua própria história? Fossem, a coalizão das togas midiáticas e o udenismo demotucano estariam fazendo o que fazem?

Urge que se avance na travessia da relação de forças. Essa é a tarefa que grita nas advertências dos dias que correm; nas investidas cada vez mais desinibidas das últimas horas. Elas não serão revertidas, à esquerda, com uma cegueira histórica equivalente a do PCB em 1953. Mas o governo também não pode mais fechar os olhos para o perigo que ronda a sua porta. Ele não será afrontado com o acanhamento amedrontado diante de palavras como ‘engajamento’, ‘mobilização’ e pluralismo midiático.

Se o que tem sido testado e assacado nas manchetes não é um ensaio para tornar insustentável o governo Dilma até 2014, então somos todos crédulos dos propósitos republicanos do senhor e senhora Gurgel, dos Barbosas & Fux e da escalada midiática que os pauta e ecoa.

Simples coincidência que a orquestra eleve o naipe dos metais exatamente quando solistas como a The Economist disparam setas de fogo contra o ‘excessivo intervencionismo de Dilma’ nos mercados?(Leia aqui: ‘O Brasil perdeu o charme, diz o rentismo’)

A resposta é não. E até para analistas insuspeitos de simpatias petistas, como o professor da FGV, ex-secretário da Fazenda de Mário Covas, Ioshiaki Nakano.(Texto Integral)

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ASSOCIAÇÃO ESPÚRIA ENTRE JORNALISMO E MERCADO DE CAPITAIS SUGA O DINHEIRO DA POPULAÇÃO E TRANSFERE PARA ACIONISTAS DA BOLSA

A suntuosidade da bolsa de valores mexicana: suga a economia da população em associação com a mídia

O mercado de capitais, principalmente a compra e venda de ações de empresas em bolsa de valores, era para ser um grande instrumento de financiamento de empresas. E realmente ainda é. Mas nas últimas décadas, a associação entre jornalismo e empresas ligadas a esse mercado têm gerado crises financeiras como as da Europa e Estados Unidos, retirando direito de populações e aumentando a desigualdade e a pobreza.

Tornou-se comum no jornalismo econômico brasileiro, seja TV, rádio ou impresso, a presença de fontes ligadas a esse mercado. Após uma decisão governamental, é comum os colunistas aparecerem para citar que “os analistas do mercado” ou “segundo analistas de mercado” etc etc etc.

Na maioria das vezes, não se sabe quem são esses analistas de mercado. Mas eles aparecem para avaliar uma medida governamental como se a medida dependesse desse aval. Se eles aprovam, o Brasil estaria no caminho certo. Quando desaprovam, o Brasil estaria no caminho errado. Interessante é que nas últimas décadas tem-se provado o contrário. Quando desaprovam, a economia vai bem, a população e o setor produtivo ganham.

E isso acontece por uma questão muito simples. Os interesses do mercado de capitais não são, na maioria das vezes, compatíveis com o interesse da população. Uma medida econômica que beneficia o mercado pode ser prejudicial à população e vice-versa.  Quando o jornalismo econômico pede aval, bença e reza o terço dos analistas econômicos, a população quase sempre sai perdendo. Os empresários perdem menos porque parte do seu investimento fica no mercado financeiro, assim, se perde de um lado, ganha de outro.

Recentemente algumas notícias deixam clara essa situação. Quando o governo Dilma Rousseff decidiu renovar as concessões das empresas do setor de energia elétrica com o objetivo de reduzir as tarifas para indústrias e residências, os “analistas do mercado” apareceram para dizer que isso é um risco, que faltará investimento etc etc. Na verdade, estavam interessados é no rendimento das ações das empresas de energia que diminuiriam o retorno do investidor. Assim, quem tem ação nessas empresas perde em rendimento e valorização. Ou seja, ele está pensando no bolso dele. E que se dane a população, empresários do setor produtivo e o Brasil. Para os “analistas de mercado”, o mais importante é a lucratividade das empresas e o aumento dos dividendos.

A mesma ladainha se escuta sobre a Petrobrás. Há uma pressão dos “analistas de mercado” para que se aumente o preço do combustível. Para eles, a empresa estaria em risco, com manutenção dos preços etc etc. No entanto, a Petrobrás tem grandes benefícios por ser estatal e deter praticamente um monopólio. Se ela sobe os preços dos combustíveis, a população, o setor produtivo e o Brasil como um todo perde. Mas os investidores de ações da empresa podem ganhar milhões com a valorização das ações. Aumenta o preço do combustível, o país paga mais caro e os “analistas de mercado” e seus clientes lucram.

Esses pequenos exemplos mostram o quão espúria é essa relação entre mercado de capitais e jornalismo econômico. Quanto mais o mercado de ações lucra, mas a população precisa ser arrochada, impedindo o desenvolvimento de diversos setores. A crise da Europa e EUA provocada pelo setor financeiro, em apostas em mercados de risco, fez com que se tirasse direitos da população para pagar esse rombo e não comprometesse os setores de finança e de capitais. Por isso tantos protestos na Europa.

Em nenhum momento a mídia brasileira é capaz de mostrar esse lado vampiro dos mercados de capitais. Pelo contrário, o jornalismo econômico se transformou em um lambe botas do mercado financeiro, respaldando políticas governamentais que prejudicam a população em benefício de investidores.

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TRABALHADOR DA EMPRESA ULTRASERV PEGA COMIDA NO LIXO NO CENTRO DE PESQUISA DA PETROBRÁS E VAI PARA A CADEIA

Trabalhador pega comida do lixo e vai parar na cadeia

Da Agência Petroleira de Notícias

Agência Petroleira de Notícias

A realidade pode ser mais dura do que a ficção. No Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), três trabalhadores de uma empresa que presta serviços à estatal foram retirados em camburão do trabalho e processados criminalmente. Um deles, Cláudio Charles Gonçalves, de 33 anos, está desde terça (28) preso na 54º DP, em Belford Roxo. Hoje (29) seria transferido para o presídio de Bangu. O crime cometido? Tentou levar para casa um frango jogado no lixo. Eles trabalham para a firma Ultraserve, contratada pela Petrobrás e responsável por servir as refeições no restaurante do Cenpes.

A retirada dos três rapazes do seu local de trabalho em camburão, diante de todos os colegas, aconteceu no dia 19 de julho. Diogo Cardoso, 27, também processado, é um jovem magro, de olhar assustado. Ele relatou que uma de suas funções na Ultraserve é recolher os sacos de lixo para descarte. Disse que as normas da Anvisa são muito rigorosas e os frangos, depois de descongelados, quando não aproveitados na refeição, são sempre descartados, “pois não poderiam ser congelados novamente”.

Assim, teria achado um desperdício aquele descarte. Com o produto já no lixo – dois ou três frangos – achou que não haveria problema em dividir aqueles restos de comida com um amigo. Foi o que fez, dividindo o descarte com Cláudio Charles, que no momento está preso. Segundo a sua esposa, ele está muito abalado emocionalmente, “por causa da vergonha a que está sendo submetido”.

O amigo Diogo – ambos são vizinhos na localidade de Nova Aurora, em Belfort Roxo – só não foi para a cadeia esta semana, porque não estava em casa quando a polícia chegou, a mando da Ultraserve, com ordem de prisão preventiva. O que não impediu sua esposa de passar por momentos de tensão, quando a polícia adentrou pela sua casa. Aos 27 anos de idade, Diogo já tem três filhos, um deles com necessidades especiais.

O terceiro trabalhador processado criminalmente pela Ultraserve é Marcos Paulo, de 24 anos, residente numa comunidade em Caxias. Ele trabalhava em outro restaurante do Cenpes, quando foi detido. Seu crime foi tentar levar para casa, achando que dava para aproveitar, “algumas barrinhas de chocolate quebradas e amassadas e um pouco de iogurte fora da validade”.

Se hoje Marcos Paulo não está detido em Bangu, preso preventivamente como se fosse um perigoso fora da lei, é porque não estava em casa, no momento em que a polícia chegou à casa de seus pais com a ordem de prisão. (Texto Integral)

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PETROBRAS INVESTIU 2% DO PIB EM 2010. O BRASIL ESTARIA QUEBRADO HOJE SE FHC, SERRA E O DEM TIVESSEM VENDIDO A ESTATAL

O Brasil poderia estar numa situação muito difícil hoje se o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tivesse vendido a Petrobrás (ou Petrobrax como eles gostavam de chamá-la para facilitar a venda).

A Petrobrás investiu mais no Brasil no ano passado do que o próprio governo.  Incrível, segundo matéria do jornal Valor, o país investiu 3,5% do PIB em 2010, sendo que destes, 2,03% foram exclusivamente da Petrobrás. A estatal investe mais no Brasil que o próprio Brasil. E muito mais, cerca de 70% a mais.

O investimento da União e das estatais federais subiu pelo sétimo ano seguido em 2010, atingindo perto de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O volume investido é um pouco superior aos 3,26% do PIB de 2009 e mais que o dobro do 1,59% do PIB registrado em 2003. As inversões do governo federal tiveram um impulso mais significativo em 2006, ganhando fôlego nos anos seguintes com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2007. Entre as estatais, o grande destaque é a Petrobras, que, sozinha, investiu o equivalente a 2,03% do PIB nos 12 meses até outubro. É quase 70% a mais que o 1,21% do PIB investido pela União nos 12 meses até novembro de 2010. Uma pequena parte dos investimentos da Petrobras é feita fora do país, em torno de 5% do total. (jornal Valor – Vi no blog do Nassif)

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PSDB QUIS VENDER E MUDAR O NOME DA PETROBRAS, MAS AGORA É UMA DAS MARCAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO

P-36, símbolo do governo FHC

O desastroso governo de FHC/Serra (PSDB) planejou a venda da Petrobras e pagou cerca de R$ 700 mil (dinheiro do população brasileira) para uma empresa de publicidade mudar o nome para Petrobrax.  Segundo os tucanos, Petrobrax seria um nome mais vendável para as petrolíferas norte-americanas e europeias. Isso é só um detalhe da história tucana na presidência do Brasil, mas não se pode esquecer do afundamento da P-36.

O Brasil resistiu e a Petrobras não foi vendida. O governo Lula/Dilma (PT), com Sérgio Gabrielli na presidência da empresa, mudaram o rumo e transformaram a empresa. Hoje é uma das maiores empresas do mundo, está entre as dez maiores petrolíferas do mundo, e agora tem uma das marcas mais valiosas, segundo notícia do Estadão.

Segundo o texto do Radar Econômico, “a Petrobras entrou para o ranking “2010 BrandZ Top 100”, da Millward Brown Optimor, que apresenta as cem marcas mais valiosas do mundo. A empresa estréia na 73ª posição, com sua marca avaliada em US$ 9,7 bilhões”. (Texto integral no Estadão).

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VEJA QUEM É O DEM E O PSDB; DEPUTADOS ATUAM COMO LOBISTAS DE MULTINACIONAIS DO PETRÓLEO NO CONGRESSO

Folha de S.Paulo mostra que políticos do DEM e do PSDB atuam como lobistas de empresas pretrolíferas dentro do Congresso. Eles apresentaram emendas preparadas pelas próprias empresas petrolíferas para limar a Petrobrás e, consequentemente, a tecnologia do povo brasileiro do pré-sal. Com DEM/PSDB, o Brasil não precisa de Ministério da Defesa, eles entregam tudo.

Segundo a reportagem,
“Três deputados federais de oposição apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica, segundo reportagem de Ranier Bragon, Fernanda Odilla e Valdo Cruz, na edição da Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
As propostas foram apresentadas pelos deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR). Segundo a Folha, as emendas clonadas eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas. Entre as modificações em relação ao projeto do governo está a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.” (Folha)

Essa é uma explicação bem simples que mostra porque o Brasil só patinou quando o PSDB e o DEM  ficaram 8 anos no poder durante governo Fernando Henrique.

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A compra/parceria do Brasil para adquirir tecnologia de caças e do submarino nuclear será um dinheiro jogado fora caso o PSDB ganhe as eleições presidenciais em 2010.

Isso porque só faz sentido investir tanto dinheiro em tecnologia militar agora se o governo tiver o objetivo explícito de proteger as megajazidas de petróleo descobertas no pré-sal. Caso o PSDB ganhe as eleições em 2010 e repita o que fez o governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), os campos de petróleo vão para licitação e ficarão facilmente com as multinacionais. Daí não faz sentido proteger os campos, visto que o próprio Estados Unidos e outras nações desenvolvidas estarão decididas a proteger suas próprias empresas, ou melhor, “nossas reservas”.

Segundo matéria da Carta Capital desta semana, a Indonésia entregou suas reservas de petróleo no mesmo sistema adotado pelo PSDB e as empresas estrangeiras foram ‘eficientes”. Retiraram todo o petróleo e exportaram a 2 dólares. O petróleo acabou e agora a população daquele país paga 70 dólares para importar.  É preciso planejamento de estado, inegavelmente. O governo sabe que tem muito petróleo debaixo do mar.

Um sistema de segurança razoavelmente presente no mar tende a afastar aventureiros. Como disse o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella (site do PHA), os EUA não invadiram o Iraque por causa das tâmaras.  Apesar de as Tâmaras serem muito gostosas…

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BLOG DA PETROBRÁS É MAIS UM SINAL FORTE DE QUE ESTAMOS NO FIM DO OLIGOPÓLIO DA INFORMAÇÃO

O blog da Petrobrás é mais um sinal, se não for um marco importante, de que estamos no fim dos oligopólios da comunicação. Nunca a informação esteve de forma tão presente no debate político nacional. Havia uma certa aceitação da grande mídia e dos veículos de comunicação na mediação cultural da sociedade, mesmo porque não havia outra alternativa para a população. Era aceitar a informação, reclamar ou, quem tivesse dinheiro como as grandes empresas, pagar um informe publicitário.

A grande transformação na comunicação é também uma grande mudança na democracia e na liberdade da informação. O blog da Petrobrás marca uma espécie de início do fim do poder exercido pelos grandes veículos de comunicação de controlar o que deve ou não ser publicado, definir o viés ou o enfoque de uma notícia, publicar integralmente ou parcialmente uma resposta, fazer uma tréplica sobre uma resposta etc.

Se eu fosse dono de uma grande mídia, estaria arrancando os cabelos. Essa mudança é como se o chão desabasse  sob os pés. A grande mídia só sobreviverá se for capaz de se transformar, mas será que conseguirá?

Pode-se pensar que, assim como ocorre com a Petrobrás, outras empresas com bastante culpa no cartório, corruptas ou de fachada, também utilizarão a blogosfera para se defender de acusações da Justiça e da própria imprensa. Mas esse não é um problema para a comunicação. A credibilidade, transparência e a capacidade de transmitir a informação é que vão definir a capacidade de comunicação da empresa e de grupos econômicos.

A Petrobrás montou uma estratégia competente, que se percebe em alguns detalhes, como o próprio nome do blog, Fatos e Dados, que remete a informação com o mesmo discurso utilizado pela grande mídia, ou seja, passar informação fundamentada em critérios técnicos e isenta. Da mesma forma, o blog da Petrobrás defende uma informação com transparência e utiliza critérios jornalísticos.

Esse novo mundo da blogosfera que se abre traz grandes mudanças para o jornalismo. Em primeiro lugar não é mais possível “dar um jeitinho”, nem “forçar uma informação”, visto que qualquer forçada de barra que o jornalista cometer poderá ser rebatida imediatamente.

Em segundo lugar, as empresas, grupos econômicos, sindicatos e associações descobrem que podem construir a comunicação e que, se souberem utilizar o conhecimento de profissionais competentes como a Petrobrás, poderão também  estabelecer uma nova mediação cultural, ou seja, podem construir uma comunicação que não se limita a responder acusações, mas seja capaz principalmente produzir espaços de comunicação e mediação cultural.

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PETRÓLEO DO PRÉ-SAL PODE DECIDIR SOBRE O FUTURO DO BRASIL

Petrobras deve participar da exploração do pré-sal, defende ex-diretor

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, defendeu a revisão do marco regulatório do setor de petróleo no país, o fortalecimento da Petrobras como instituição de Estado e a criação de um fundo soberano para gerir os recursos provenientes da atividade exploratória na região.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) disse que há duas questões fundamentais  que se constituem no desafio a ser vencido para que se possa aproveitar melhor os recursos provenientes das atividades exploratórias das jazidas do pré-sal, descobertas recentemente.  “Garantir que a melhor tecnologia industrial – que está nas mãos da Petrobras – seja aplicada no interesse do país e em ritmo adequado. Em segundo lugar, construir um fundo constitucional que defina exatamente o ritmo com que esses recursos vão ser retirados, a alocação e aplicação deles, aliado à definição dos critérios de nomeação dos gestores para esse fundo – que deve ser supragovernamental”.

Sobre a revisão do marco regulatório para o setor do petróleo, Sauer lembrou que essa medida já fazia parte do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes mesmo da posse em seu primeiro mandato, mas não foi seguida.

“O programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva previa alterar esse regime de concessão atualmente vigente no país e não aprofundá-lo do jeito que foi. E há muitos mecanismos para fazê-lo: um simples decreto pode alterar a participação especial. O problema é a destinação dos recursos. O regime jurídico em vigor está superado e é preciso outro. Na minha opinião, ele deve ir para a Constituição, para ser permanente, e não poder ser tocado por governos de plantão”.

Na avaliação do ex-diretor da Petrobras, não se pode permitir que “governos de plantão” usem mão desses recursos para apaziguar suas bases de apoio e promover qualquer política conjuntural.

“É por isto que eu defendo a criação de um mecanismo constitucional de apropriação do excedente econômico, com um fundo constitucional para o futuro do Brasil – porque nós estamos falando de um petróleo que pertence a gerações futuras – mas do que à nossa. “Nós temos que deixar de herança para essas gerações futuras – em troca de se tirar o petróleo – uma riqueza que servirá para o fortalecimento das bases educacionais, cientificas, tecnológicas e de infra-estrutura – sem esquecer a ambiental”.

Na entrevista, Sauer também se mostrou contrário à criação da “Petrosal”, empresa que poderá ser criada pelo governo para administrar a região do pré-sal. “Eu não vejo porque a criação dessa “Petrosal”. Se a empresa é para ser operacional, ela vai levar muitos anos para chegar aos pés da Petrobras e se é para ser uma gestora de fundo, o caminho é o Fundo Constitucional a ser gerido com critério de Estado”.

Para o professor, a proposta defendida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de criar uma estatal específica para administrar a exploração de petróleo na camada pré-sal, não vai funcionar.

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