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O GATO COMEU A LÍNGUA: DIREITA BRASILEIRA (PSDB, PSB E PIG) NÃO TEM O QUE DIZER SOBRE O LEILÃO DE LIBRA

Português: Angra dos Reis (RJ) - Presidente Lu...

A direita brasileira (Mídia, PSDB, PSB) está muda com relação ao leilão do campo de Libra. Não há o que falar, nem sabem o que falar.

A disputa política está entre dois campos de visão situados mais à esquerda. De um lado a visão do governo petista de Dilma Rousseff, que defende o leilão como a maneira de alavancar de forma mais rápida o investimento com a participação de petroleiras associadas à Petrobrás. Lembrando que está dentro da lei para o pré-sal do governo Lula a garantia de pelo menos 30% dos negócios para a Petrobrás, mesmo que o consórcio liderado pela Petrobrás perca o leilão.

De outro, a visão de setores mais nacionalistas e dos petroleiros que defendem que o campo de Libra deve ser dado para a Petrobrás como uma ação estratégica para o país, visto que o campo já tem comprovada uma quantidade muito grande de petróleo , equivalente a tudo o que a Petrobrás produziu até hoje. Nessa visão, a Petrobrás assumiria 100% do campo e do investimento.

Longe da discussão, os ideólogos da venda da Petrobrás (ou Petrobrax) do governo de Fernando Henrique Cardoso do PSDB para petroleiras estrangeiras, estão mudos. Dizer o quê?

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Por Chico Cerrito

*Em resposta ao comentário postado pelo leitor Antonio a respeito do post Lei do petróleo precisa ser mudada para beneficiar o Brasil

Não procede a afirmação que pagamos o maior preço pelos derivados de petróleo do mundo.
A população da grande maioria dos países da Europa paga mais, por exemplo, pela gasolina, que o povo brasileiro, tais como, Inglaterra, França, Alemanha ou Itália. E vários países da Ásia.
No gráfico abaixo, preços em dólar por galão:

http://www.irintech.com/x1/images/jean/gasprices.jpg

Alguns neo-liberais sensibilizados com a derrota por mais de 10 milhões de votos nas urnas e inconformados pela não entrega da exploração do pré-sal para as multinacionais, tem até esquecimentos de que no governo passado, aquele que promoveu os maiores e os mais frequentes aumentos nos combustíveis, ante qualquer variação cambial ou de preços do petróleo no mercado internacional, existia uma corrida aos postos de combustíveis, formando aquelas filas de automóveis de que parecem estar saudosos.

Tanto aumento até comentado em publicações especializadas da época:

“A base ideológica para a implementação do processo de abertura e desregulamentação do
setor está intimamente ligada à adoção no Brasil das orientações internacionais sobre a necessidade de que a economia seja regulada pelos mecanismos de mercado, e não mais através da ação do Estado.”
(…)
“A liberação de preços e sua correspondência com os preços praticados internacionalmente fazem com que o mercado possa se movimentar mais livremente, apesar do setor petróleo conter especificidades tais que não o caracterizam como um mercado de bens comuns.
Todavia, a despeito desse cenário positivo, o que a prática de liberação de preços já realizada
no país, efetivamente a partir da promulgação da Portaria Interministerial nº 3 em 1998, tem mostrado é que inúmeros problemas emergiram no setor, fruto de uma abertura acelerada e de o país não contar com um estrutura de planejamento eficaz que pudesse contemplar os possíveis impactos negativos advindos com a nova sistemática de preços.
O impacto da desvalorização cambial ocorrida em 1999, aliado ao aumento expressivo do preço
do petróleo no mercado internacional, ainda perdurando até finais do ano 2000, de certa forma, têm sido os grandes responsáveis pela elevação significativa dos preços no mercado interno.”*

* fonte: Revista Brasileira de Energia, Vol. 8 | N o 1, da SBPE

A auto-suficiência do petróleo, alcançada recentemente é mais uma vitória da Petrobrás e do Brasil.

O pré-sal foi descoberto exclusivamente pela Petrobrás, com investimentos próprios, por seu mérito, e por sua incontestável experiência e tecnologia em exploração de petróleo off-shore, não pela concorrência, muito menos pelos que queriam desmembrá-la osso por osso, como o ex- primeiro genro e ex-presidente da ANP em dias infelizes ao país ou por outras viúvas do neo-liberalismo.

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VEJA QUEM É O DEM E O PSDB; DEPUTADOS ATUAM COMO LOBISTAS DE MULTINACIONAIS DO PETRÓLEO NO CONGRESSO

Folha de S.Paulo mostra que políticos do DEM e do PSDB atuam como lobistas de empresas pretrolíferas dentro do Congresso. Eles apresentaram emendas preparadas pelas próprias empresas petrolíferas para limar a Petrobrás e, consequentemente, a tecnologia do povo brasileiro do pré-sal. Com DEM/PSDB, o Brasil não precisa de Ministério da Defesa, eles entregam tudo.

Segundo a reportagem,
“Três deputados federais de oposição apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica, segundo reportagem de Ranier Bragon, Fernanda Odilla e Valdo Cruz, na edição da Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
As propostas foram apresentadas pelos deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR). Segundo a Folha, as emendas clonadas eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas. Entre as modificações em relação ao projeto do governo está a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.” (Folha)

Essa é uma explicação bem simples que mostra porque o Brasil só patinou quando o PSDB e o DEM  ficaram 8 anos no poder durante governo Fernando Henrique.

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A compra/parceria do Brasil para adquirir tecnologia de caças e do submarino nuclear será um dinheiro jogado fora caso o PSDB ganhe as eleições presidenciais em 2010.

Isso porque só faz sentido investir tanto dinheiro em tecnologia militar agora se o governo tiver o objetivo explícito de proteger as megajazidas de petróleo descobertas no pré-sal. Caso o PSDB ganhe as eleições em 2010 e repita o que fez o governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), os campos de petróleo vão para licitação e ficarão facilmente com as multinacionais. Daí não faz sentido proteger os campos, visto que o próprio Estados Unidos e outras nações desenvolvidas estarão decididas a proteger suas próprias empresas, ou melhor, “nossas reservas”.

Segundo matéria da Carta Capital desta semana, a Indonésia entregou suas reservas de petróleo no mesmo sistema adotado pelo PSDB e as empresas estrangeiras foram ‘eficientes”. Retiraram todo o petróleo e exportaram a 2 dólares. O petróleo acabou e agora a população daquele país paga 70 dólares para importar.  É preciso planejamento de estado, inegavelmente. O governo sabe que tem muito petróleo debaixo do mar.

Um sistema de segurança razoavelmente presente no mar tende a afastar aventureiros. Como disse o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella (site do PHA), os EUA não invadiram o Iraque por causa das tâmaras.  Apesar de as Tâmaras serem muito gostosas…

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ENERGIA EÓLICA E SOLAR: O BRASIL PRECISA INVESTIR AGORA PARA TER TRANQUILIDADE NO FUTURO

É hora de investir em energias limpas

É hora de investir em energias limpas

O preço do barril do petróleo está baixo neste início de ano, mas chegou na casa dos 150 dólares no ano passado. Uma nova elevação não vai demorar muito. Talvez alguns anos apenas.

Nessa alta de 2008, o Brasil saiu ileso graças ao uso ao pró-álcool e aos investimentos da Petrobrás. Agora é hora de investir também em energias limpas para ter tranquilidade na próxima crise do petróleo.

Cientistas defendem mais incentivos ao uso de energia limpa dos ventos no Brasil

Kátia Buzar
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Segundo estudo feito pelo físico Fernando Barros Martins, publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física, se todo o potencial eólico brasileiro fosse convertido, seria possível gerar cerca de 272 terawatts/hora (TWh) por ano de energia elétrica. Isso representa mais da metade do consumo brasileiro, que estava em torno de 424 Twh/ano, de acordo com dados referentes ao ano de 2006.

Atualmente, o Brasil utiliza menos de 1% desta tecnologia e de acordo com o responsável pelo Laboratório de Instrumentação Meteorológica do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o físico Celso Thomaz, o pouco aproveitamento deste potencial eólico se dá principalmente por dois fatores: o econômico e o cultural.

“O preço do aerogerador ainda é muito alto. Dentro do nosso sistema não compensa trocar de tecnologia. É muito mais barato queimar combustível, ainda que isto esteja comprometendo a sobrevivência do planeta. O outro fator de entrave é que o Brasil não tem uma cultura de buscar essas fontes alternativas de energia, embora a gente tenha um clamor muito grande dentro da mídia, dentro da própria sociedade com o aquecimento global”, avaliou Thomaz.

O chefe do Grupo de Energia e Meio Ambiente, doutor em geofísica Ênio Bueno Pereira, afirma que “o  incentivo que o governo tem oferecido na área de energia renovável ainda é pouco, o governo tem que dar subsídios, como fez com Pro-álcool, que tornou-se referência no mundo todo. O Brasil tem sol o ano todo, somos um país tropical e não temos quase nada para a energia solar, por exemplo. Temos que apostar nessas energia renováveis para substituir as fósseis. Sabemos dos estragos feitos pelos países desenvolvidos, injetando grande quantidade de CO2 na atmosfera. Nossa responsabilidade é muito grande. Não podemos cometer os mesmos erros desses países no passado”., acrescentou Pereira.

Para o pesquisador da área de energia eólica do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL) Antônio Leite de Sá a energia eólica só decolou um pouco no nosso país graças ao Programa de Incentivo de Fontes Alternativas da Eletrobrás, (Proinfa). “Agora já vamos ter leilões específicos para energia eólica, e isso vai ajudar ainda mais, vai melhorar muito, seremos uma boa opção, principalmente no período da seca, quando os níveis de água ficam baixíssimos, e é justamente nessa época que os ventos são mais fortes. Antes, durante a seca, a Eletrobrás ficava dependendo de energia térmica, cujo preço é alto e não é uma energia limpa como a eólica”, defendeu o cientista.

A Alemanha é uma das maiores economias do mundo a incentivar a energia renovável: cerca de 23% da energia que o país utiliza é a eólica.“Na Alemanha e em outros países da Europa eles utilizam o medidor bidirecional. Qualquer pessoa, que tenha condições financeiras, pode instalar um gerador ou vários geradores na sua fazenda, por exemplo, e a energia excedente, aquela que não consumiu, pode ser vendida para a distribuidora e retornar para a sociedade como energia limpa”, acrescentou o pesquisador Leite de Sá.

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PETRÓLEO DO PRÉ-SAL PODE DECIDIR SOBRE O FUTURO DO BRASIL

Petrobras deve participar da exploração do pré-sal, defende ex-diretor

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, defendeu a revisão do marco regulatório do setor de petróleo no país, o fortalecimento da Petrobras como instituição de Estado e a criação de um fundo soberano para gerir os recursos provenientes da atividade exploratória na região.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) disse que há duas questões fundamentais  que se constituem no desafio a ser vencido para que se possa aproveitar melhor os recursos provenientes das atividades exploratórias das jazidas do pré-sal, descobertas recentemente.  “Garantir que a melhor tecnologia industrial – que está nas mãos da Petrobras – seja aplicada no interesse do país e em ritmo adequado. Em segundo lugar, construir um fundo constitucional que defina exatamente o ritmo com que esses recursos vão ser retirados, a alocação e aplicação deles, aliado à definição dos critérios de nomeação dos gestores para esse fundo – que deve ser supragovernamental”.

Sobre a revisão do marco regulatório para o setor do petróleo, Sauer lembrou que essa medida já fazia parte do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes mesmo da posse em seu primeiro mandato, mas não foi seguida.

“O programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva previa alterar esse regime de concessão atualmente vigente no país e não aprofundá-lo do jeito que foi. E há muitos mecanismos para fazê-lo: um simples decreto pode alterar a participação especial. O problema é a destinação dos recursos. O regime jurídico em vigor está superado e é preciso outro. Na minha opinião, ele deve ir para a Constituição, para ser permanente, e não poder ser tocado por governos de plantão”.

Na avaliação do ex-diretor da Petrobras, não se pode permitir que “governos de plantão” usem mão desses recursos para apaziguar suas bases de apoio e promover qualquer política conjuntural.

“É por isto que eu defendo a criação de um mecanismo constitucional de apropriação do excedente econômico, com um fundo constitucional para o futuro do Brasil – porque nós estamos falando de um petróleo que pertence a gerações futuras – mas do que à nossa. “Nós temos que deixar de herança para essas gerações futuras – em troca de se tirar o petróleo – uma riqueza que servirá para o fortalecimento das bases educacionais, cientificas, tecnológicas e de infra-estrutura – sem esquecer a ambiental”.

Na entrevista, Sauer também se mostrou contrário à criação da “Petrosal”, empresa que poderá ser criada pelo governo para administrar a região do pré-sal. “Eu não vejo porque a criação dessa “Petrosal”. Se a empresa é para ser operacional, ela vai levar muitos anos para chegar aos pés da Petrobras e se é para ser uma gestora de fundo, o caminho é o Fundo Constitucional a ser gerido com critério de Estado”.

Para o professor, a proposta defendida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de criar uma estatal específica para administrar a exploração de petróleo na camada pré-sal, não vai funcionar.

MINISTRO QUER TIRAR DA PETROBRÁS PETRÓLEO DO PRÉ-SAL

O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, teve uma idéia brilhante para entregar o petróleo brasileiro à possível exploração de empresas multinacionais. Ele quer tirar a Petrobrás da exploração e criar uma nova empresa para administrar as reservas do pré-sal. Além da insensatez de tal proposta, imaginem uma nova empresa e todos os novos custos para os brasileiros: diretoria, sede, salários de executivos etc.. Bacana!!! Até especialistas vêem com desconfiança tal proposta. (Veja matéria abaixo com link para a idéia brilhante do ministro).

O que precisa ser feito é consertar mais uma herança tosca do PSDB, durante o govenro de Fernando Henrique Cardoso, isto é, modificar leis de concessão e alterar a legislação de forma a garantir maior tributo, royalties e controle sobre as reservas.

Petrobras deve explorar reservas do pré-sal, defendem especialistas do setor

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A idéia de criar uma empresa estatal para administrar a exploração das novas reservas de petróleo encontradas no Brasil, apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, é vista com desconfiança por especialistas do setor. Eles defendem que, em vez de uma nova estrutura, o governo deveria deixar essa atividade sob responsabilidade da Petrobras.

“Você não pode pegar o sucesso de uma empresa como a Petrobras, obtido com garra, tecnologia, muita pesquisa e muito estudo e passar para outra empresa”, defende Giuseppe Bacoccoli, que é pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele conta que estranhou a proposta do ministro, pois o país já tem uma estatal de petróleo com experiência e prestígio internacional. “O pré-sal é resultado de uma campanha de exploração da Petrobras, e ela merece e sabe lidar com isso”, diz Bacoccoli. O pesquisador também afirma que o governo já tributa pesadamente a produção de petróleo e gás do subsolo brasileiro.

Para defender a idéia de que a Petrobras deve ficar à frente da exploração das reservas da camada pré-sal, ele lembra as dificuldades técnicas da operação. “Não estamos falando de uma coisa trivial, estamos falando em perfurar poços de mais de mais de seis quilômetros de profundidade, em águas acima de 2 mil metros de profundidade, atravessar uma camada de sal com mais de 2 quilômetros de espessura. Não é qualquer um que faz isso”, afirma.

O diretor cientifico da Fundação Brasileira de Direito Econômico, Wladmir Coelho, diz que a Petrobras deve ser fortalecida para assumir o controle da exploração de petróleo no pré-sal. Ele lembra que o mercado é extremamente oligopolizado, pois são poucas empresas que têm condições de explorar o petróleo, e teme que a nova empresa já nasça enfraquecida, apenas com a função de administrar a exploração. “Essa estatal vai apenas administrar, quem vai tirar o lucro é a empresa que vai explorar o petróleo. Na prática, vamos entregar o petróleo às empresas transnacionais”, diz.

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