Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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IPEA: O PIB DOS BRASILEIROS ESTÁ MELHOR DO QUE O PIB DO BRASIL

Marcelo Neri, presidente do Ipea

Marcelo Neri, presidente do Ipea

Ipea: ‘O pibinho não chegou ao bolso do trabalhador brasileiro’

Estudo elaborado pelo instituto revela criação de 484 mil postos de trabalho no Brasil em 2012, em contraste com índices de crescimento econômico

Por: Maurício Thuswohl, da Rede Brasil Atual

Rio de Janeiro – “O pibinho não chegou ao bolso do trabalhador ou ao bolso do aposentado. Os brasileiros estão melhor do que o Brasil”. A definição, dada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Néri, resume os resultados do boletim de conjuntura “Análise do Mercado de Trabalho”, elaborado pelo instituto e apresentado hoje (4) no Rio de Janeiro.

O estudo do Ipea, que abrange também o mês de janeiro de 2013, conclui que “o mercado de trabalho se comportou de maneira positiva em 2012”, mantendo uma tendência de crescimento iniciada nos últimos anos. A conclusão se apóia nos números positivos registrados em itens como as taxas de atividade e desocupação, a média dos níveis de ocupação e informalidade e o aumento da massa salarial e do rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro.

“O mercado de trabalho está surpreendendo há alguns anos, e talvez 2012 seja o ápice dessa surpresa” avalia Néri. O presidente do Ipea ressalta que o ano passado confirmou a tendência de crescimento do mercado de trabalho brasileiro, apesar dos resultados não tão bons obtidos em termos de crescimento da economia registrado pelo PIB, que cresceu 0,9% no ano passado. “A cada ano o desemprego vai caindo e a taxa de atividade vai crescendo no país. A formalidade continuou a aumentar. O salário, em particular, aumentou. É como se o Brasil estivesse crescendo sua massa per capita a 5,3% enquanto a economia registrada pelo PIB é zero”, diz.

Néri afirma ainda que a permanente entrada de novas pessoas no mercado de trabalho tem sido um fator preponderante para a redução das desigualdades sociais no Brasil. “O mercado de trabalho brasileiro continua o movimento de redução da desigualdade que beneficia aqueles com menor educação, que moram nas regiões mais pobres ou na periferia, os negros, as mulheres. Segmentos tradicionalmente excluídos têm tido um desempenho melhor”, diz. (texto integral)

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BRASIL PRECISA DE 20% DO PIB EM EDUCAÇÃO E NÃO 10%! PESQUISA DIZ QUE 74% DA POPULAÇÃO NÃO SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS

Educação precisa de 20% do PIB e revolução pedagógica

Recentemente a Câmara aprovou o investimento de 10% do PIB (soma das riquezas do país) em educação dentro dos próximos anos. O ministro da fazenda, Guido Mantega, acha que é muito, mas na verdade é muito pouco.

O Brasil precisa de uma revolução na educação, precisa de pelo menos 20% do PIB em educação. Nem as pessoas que passam pelo ensino médio e nem os que estão na faculdade são considerados plenamente alfabetizados.

Pelo menos, é isso que constata uma pesquisa recente. É uma catástrofe política. Investir em educação significa transferir renda e fazer um país menos desigual. Veja matéria da Agência Brasil abaixo:

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PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.

A pesquisa avalia, de forma amostral, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e plenamente alfabetizados.

Os resultados da última edição do Inaf mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesmo patamar verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez. Os chamados analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de alfabetização básico.

“Os resultados evidenciam que o Brasil já avançou, principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada”, aponta o relatório do Inaf 2011-2012. (Texto integral)

O BRASIL TEM UMA DÍVIDA COM A EDUCAÇÃO: UMA NAÇÃO SE CONSTRÓI COM INVESTIMENTO MACIÇO NA EDUCAÇÃO E NA CULTURA DO SEU POVO

Educação Política você faz

Investimento em educação vai quebrar o Brasil

Por: Juliocmcardoso

Guido, educação é investimento ou gasto?

A Câmara Federal aprovou, em 26/06/2012, por unanimidade – e agora a matéria está sendo analisada no Senado – o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê, entre outras metas educacionais, investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos. O texto aprovado determina que sejam ampliados os atuais recursos de 5,1% do PIB para 7% no prazo de cinco anos até atingir os 10% ao fim da vigência do plano.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou, dia 4, as medidas aprovadas pelo Congresso. “Isso coloca em risco as contas públicas. Isso vai quebrar o Estado brasileiro”, disse durante o Seminário Econômico Fiesp-Lide, em São Paulo. Explicou o ministro que o país caminha em 2012 para um dos menores déficits fiscais de toda a série histórica, em torno de 1,4% do PIB, bem como que “É com solidez fiscal que se abre espaço para reduzir os juros. Nossa dívida líquida em 35% do PIB é a menor de todos os tempos. Nossa situação fiscal é bastante sólida”.
Causa perplexidade a forma como o ministro Guido Mantega trata a educação no Brasil, quando deveria ser a primeira preocupação dos governos. Investimento em educação não se mede como gastos, senhor ministro. A preocupação com a educação deveria ser um projeto de curto, médio e longo prazo de qualquer governo nacional e a principal prioridade das plataformas governamentais. E o Congresso Nacional está muito certo em aprovar medidas positivas direcionadas ao fortalecimento de nossa educação.
Não se constrói nem se reedifica uma nação sem investimento maciço na educação e cultura de seu povo. O Brasil tem uma dívida com a sua educação que precisa ser purgada não com retóricas ou tergiversações, mas com medidas efetivas que possam responsabilizar qualquer governo.
Ora bolas, que risco poderá comprometer a nossa solidez fiscal com a canalização de recursos para o fortalecimento da escola que irá produzir os alicerces de nossa estrutura social, financeira, econômica etc.? O país poderá quebrar por outras razões, mas não por investimentos educacionais.
Quanto se gasta inutilmente com a manutenção ostentosa dos Três Poderes, em Brasília: salários fabulosos, mordomias, privilégios e tudo o mais? Não se vê do governo federal uma prestação de contas à sociedade do que é arrecadado e onde o dinheiro está sendo aplicado. Por exemplo, não existe no plano federal um índice único de reajuste salarial nos Três Poderes. Por quê? A Constituição Federal no Art.37-X determina uniformidade de índice de reajuste salarial. Agora mesmo os servidores sem concurso dos gabinetes de deputados federais foram reajustados em 30%.
Se o Congresso, acossado pelas críticas sociais, não fizer a sua parte tornando o Plano Nacional de Educação mais consentâneo com as necessidades educacionais, quando o governo tomaria medidas realistas, se ele está mais preocupado em vender a imagem de um Brasil robusto, de solidez fiscal, etc., enquanto graves problemas sociais e educacionais não são combatidos com a competência devida? Não adianta apresentar o doente todo maquiado de cor saudável se o seu organismo não está funcionando bem.

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O que quebrará o país?

Por Vladimir Safatle/ Carta Capital

Estudantes protestam por 10% para educação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nos últimos dias que a elevação dos gastos com a educação ao patamar de 10% do Orçamento nacional poderia quebrar o País. Sua colocação vem em má hora. Ele deveria dizer, ao contrário, que a perpetuação dos gastos em educação no nível atual quebrará a Nação.

Neste exato momento, o Brasil assiste a praticamente todas as universidades federais em greve. Uma greve que não pede apenas melhores salários para o quadro de professores e funcionários, mas investimentos mais rápidos em infraestrutura. Com a expansão do ensino universitário federal, as demandas de recurso serão cada vez mais crescentes e necessárias. Isto se quisermos ficar apenas no âmbito das universidades públicas.

Por trás de declarações como as do ministro, esconde-se a incompreensão do que é o próximo desafio do desenvolvimento nacional. Se o Brasil quiser oferecer educação pública e de qualidade para todos precisará investir mais do que até agora foi feito. Precisamos resolver, ao mesmo tempo, problemas do século XIX (como o analfabetismo e o subletrismo) e problemas do século XXI (como subvenção para laboratórios universitários de pesquisa e internacionalização de sua produção acadêmica). Por isto, nada adianta querer comparar o nível de gasto do Brasil com o de países com sistema educacional consolidado como Alemanha, França e outros. Os desafios brasileiros são mais complexos e onerosos.(Texto completo)

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PETROBRAS INVESTIU 2% DO PIB EM 2010. O BRASIL ESTARIA QUEBRADO HOJE SE FHC, SERRA E O DEM TIVESSEM VENDIDO A ESTATAL

O Brasil poderia estar numa situação muito difícil hoje se o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tivesse vendido a Petrobrás (ou Petrobrax como eles gostavam de chamá-la para facilitar a venda).

A Petrobrás investiu mais no Brasil no ano passado do que o próprio governo.  Incrível, segundo matéria do jornal Valor, o país investiu 3,5% do PIB em 2010, sendo que destes, 2,03% foram exclusivamente da Petrobrás. A estatal investe mais no Brasil que o próprio Brasil. E muito mais, cerca de 70% a mais.

O investimento da União e das estatais federais subiu pelo sétimo ano seguido em 2010, atingindo perto de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O volume investido é um pouco superior aos 3,26% do PIB de 2009 e mais que o dobro do 1,59% do PIB registrado em 2003. As inversões do governo federal tiveram um impulso mais significativo em 2006, ganhando fôlego nos anos seguintes com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2007. Entre as estatais, o grande destaque é a Petrobras, que, sozinha, investiu o equivalente a 2,03% do PIB nos 12 meses até outubro. É quase 70% a mais que o 1,21% do PIB investido pela União nos 12 meses até novembro de 2010. Uma pequena parte dos investimentos da Petrobras é feita fora do país, em torno de 5% do total. (jornal Valor – Vi no blog do Nassif)

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CRESCIMENTO COM POLUIÇÃO É VANTAGEM PARA ALGUNS E PREJUÍZO PARA TODOS; BRASIL DEVE LIDERAR ECONOMIA VERDE

“Precisamos de um projeto nacional que nos leve para a liderança da economia verde”

Economia verde evita o prejuízo futuro

Do ClickCiência

Cláudio Marettim, Superintendente de Conservação para os programas regionais do WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza) desde 2006 e membro do Conselho da União Mundial pela Conservação, defende necessidade de inserir as considerações ambientais nas discussões estratégias sobre o desenvolvimento do País e apresenta como um dos maiores desafios a inclusão do valor dos ecossistemas nas atividades econômicas e, até mesmo, no cálculo do PIB.

CC – Quais os grandes desafios a serem superados para que possamos nos tornar uma sociedade efetivamente sustentável?
Em 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, nós propusemos uma reflexão sobre como podemos fazer com que a sociedade entenda a importância da biodiversidade e dê a ela o devido valor. Com a questão climática, nós levamos a preocupação ambiental pro nível geral da sociedade. Se nós consideramos o Rio de Janeiro lá em 1992 (reunião das Nações Unidas que criou a Comissão da Diversidade Biológica) e agora Copenhagen em 2009, nós temos dois eventos internacionais de alta relevância, e embora este último tenha resultado em pouca decisão, foi precedido de um debate intenso, de forma que pouca gente hoje não sabe que estamos discutindo o aquecimento global. Não obstante esse novo nível de debate, na hora em que nós vamos discutir a biodiversidade, pouca gente percebe sua importância. E estamos falando de fato da mesma questão. Porque, no caso do Brasil pelo menos, é pelo desmatamento e pela degradação dos ecossistemas que acontece a maior parte das nossas emissões de gases do efeito estufa. E é através da conservação dos ecossistemas, ou mesmo de fragmentos dos ecossistemas, que nós podemos ter uma ocupação do solo a mais adaptada possível para que soframos menos os danos das mudanças climáticas.
Quando nós discutimos o Código Florestal hoje no Brasil, estamos aí pensando em ganhar um metro para a produção de mais gado, ou mais soja, ou mais cana, e não discutindo os custos e benefícios para a sociedade desse um metro. Essa lógica do Código Florestal não tem mais de ser discutida com base em uma visão do passado, e sim com uma visão do futuro. Mas o que eu quero dizer com isso é que a questão das chamadas externalidades econômicas precisa ser superada. Nós não podemos continuar com esse modelo, no qual uma indústria polui um rio, um agricultor desmata até dentro da água, os carros poluem o ar das cidades, todos juntos poluem gerando gases de efeito estufa, mudando o clima do Planeta. Tudo isso é uma apropriação de vantagens de forma privada e uma externalização, deixando os prejuízos para a sociedade como um todo, sem assumir os custos.
Nos anos que precederam Copenhagen, nós tivemos estudos sobre a questão climática e o relatório externo mostrou que se não fizermos nada nós podemos ter um prejuízo da ordem de 20% do PIB mundial, enquanto que o custo da diminuição das emissões de gases de efeito estufa é caro, mas é da ordem de no máximo 5% do PIB mundial; então, estaríamos economizando 15%!
Este ano lançaremos o estudo da economia da biodiversidade e dos ecossistemas. A ideia é provar o valor econômico que a biodiversidade tem, não só com a descoberta de medicamentos, mas através dos serviços que ela presta retendo carbono, promovendo equilíbrio climático, ar purificado, água de qualidade, a própria possibilidade de descobertas de novas espécies, o lazer humano, funções até místicas, pois algumas religiões usam a Natureza para essa relação de fé que é parte da qualidade de vida. Saiba mais

MUI AMIGO: CUBA, QUE SOFRE EMBARGO DOS EUA HÁ 50 ANOS, É MAIS RICA QUE A COLÔMBIA, PARCEIRA ESTRATÉGICA DOS IANQUES, DIZ THE ECONOMIST

Embargo é melhor que ajuda dos Estados Unidos?

A pequena ilha de Cuba, que sofre há quase 50 anos embargo da maior potência mundial (os Estados Unidos) terá em 2010 um PIB (Produto Interno Bruto) per capita maior que o da Colômbia, parceira estratégica dos norte-americanos na América Latina e país que recebe dos EUA ajuda financeira e base militar.

Os dados são Economist Intelligence Unit (The Economist), e publicado recentemente pela Carta Capital. Cuba terá em 2010 um PIB per capita de 5.220 dólares enquanto a Colômbia, de 5.110. A diferença é mínima, mas é essa a situação da Colômbia.

O Brasil aparece com um PIB per capita de 8.480 dólares, a frente da Argentina, com 7.230 dólares, mas bem abaixo da Venezuela (11.660), Uruguai (10.220) e Chile (9.950).

A Bolívia, que durante séculos foi dominada pelos ruralistas de Santa Cruz, tem previsão de PIB per capita de apenas 1.940 dólares. O Paraguai aparece um pouco melhor, 2.140.

É difícil entender a economia e mais difícil ainda é entender porque um país que sofre embargo da maior potência mundial consegue ter um PIB (Produto Interno Bruto) per capita maior do que o parceiro estratégico da maior potência mundial.

Os dados, em um projeto multimídia bem feito, podem ser acessado no site da The Economist, ao clicar em Word in 2010.

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RELATÓRIO FOCUS É O MESMO QUE CANTAR UNI, DUNI, TE; BANCO CENTRAL PRECISA SER INDEPENDENTE DO MERCADO FINANCEIRO

O relatório Focus do Banco Central é uma piada. Se alguém tomar uma decisão importante em cima de um resultado semanal vai se dar mal. Veja só: em apenas uma semana os analistas de mercado saíram de uma previsão do PIB de 1,2% para 0,59%.  É brincadeira, 50% a menos em uma semana.

Usar o relatório Focus como referência tem o mesmo valor científico que cantar uni duni te.  Outro exemplo: a previsão da produção industrial do relatório passou de 1,59% de crescimento para  1,5% de retração em apenas quatro semanas. Para com com isso…

O relatório Focus não serve para nada, a não ser para mostrar subserviência do Banco Central aos analistas financeiros. O Banco Central precisa de independência, mas independência do mercado financeiro.

 

Estimativa de crescimento da economia em 2009 cai para 0,59% 

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A expectativa de analistas de mercado para o crescimento da economia neste ano está cada vez menor. A informação está nos dados do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está em 0,59%. Na semana anterior esse percentual era de 1,20% e há quatro semanas era de 1,50%.

Os analistas reduziram a estimativa depois da divulgação, na última semana, de que Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 diminuiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, o maior recuo da séria histórica que começou em 1996. Em meados de setembro de 2008, houve o agravamento da crise financeira internacional, o que levou à redução do crescimento econômico no país e no mundo.

No caso da produção industrial, os analistas já prevêem retração de 1,59%, sendo que na semana anterior esse percentual era de 0,04%. Há quatro semanas ainda havia a previsão de crescimento de 1,5% da produção industrial. (texto integral da Agencia Brasil)

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