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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA ‘ESQUECE’ DE RECORRER CONTRA DANIEL DANTAS, OPERADOR DO PORTO DE SANTOS

Ministério Público perde prazo da Satiagraha e Dantas se livra da cadeia

Do Acerto de Contas
Daniel Dantas, o “Dono do Brasil”

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal.

Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia.

O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado.

Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo.

 


Gurgel, tome vergonha na cara  e peça pra sair

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão.

Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil.

E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca?

Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”.

Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono…Eu sou o Dono do Brasil”.

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SENSACIONAL: DEPUTADO PEDE QUE STJ SE EXPLIQUE NA CÂMARA E PODE DAR INÍCIO À CPI DA IMPUNIDADE NO JUDICIÁRIO

Justiça, a Cínica – chegou a hora da CPI

Câmara deve criar CPI da impunidade

A oposição ao governo pode estar sem rumo, mas o deputado do PSDB do Paraná, Fernando Francischini, acertou o alvo. A corrupção não é um problema do legislativo ou do executivo somente. É da sociedade como um todo e, principalmente, do poder judiciário, que anula provas de corrupção.

Segundo matéria do Estadão, o deputado pede explicação sobre a anulação de provas contra os ricos, no caso os ricos da operação Boi Barrica, que investigou o clã Sarney que controla o Maranhão há décadas. De acordo com a matéria, os ministros da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) serão convidados (deveriam ser convocados) a debater no Congresso a decisão, tomada na semana passada, de anular provas da Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.

O deputado pediu somente informação sobre os Sarney por uma questão política, já que o PMDB de José Sarney faz parte do governo. É hora dos deputados governistas contra-atacarem e pedirem explicações sobre outras operações da PF que foram anuladas.

É preciso de uma CPI da anulação de provas.

Os ministros do STJ precisam ser convocados a explicar não só as decisões a favor do clã maranhense, mas principalmente as operações Satigraha, Castelo de Areia e Diamante. O problema é que esses temas só viram notícia quando é contra o governo. Se um deputado pede CPI da anulação de provas da Satiagraha, não vira nem nota de rodapé na imprensa.

A Justiça Brasileira faz o que quer e toma a decisão que quer porque não tem que dar satisfação a ninguém e tem a conivência da grande mídia. Tem um ministro da mais alta corte que deu dois habeas corpus em menos de 48 horas a um banqueiro posteriormente condenado a 10 anos de prisão e ninguém ficou indignado. (Veja texto do Estadão)

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CARDOZO É UM NOVO GILMAR MENDES, NÃO QUER ALGEMAS PARA BANDIDO RICO QUE ROUBA A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Justiça, a Cínica.

Cardozo: algema só para o povo e ladrão de galinha

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu uma de Gilmar Mendes. Ele não quer que a Polícia Federal prenda os bandidos que assaltam os cofres públicos com algema. Eles devem ser tratados com todo o carinho, acredito. Como diz um famoso advogado de político, algema é coisa para três pês: pobre, preto e prostituta.

Segundo a Folha de S. Paulo, Cardozo mandou um ofício para a PF questionando o uso de algemas. hummm….. Veja trecho da reportagem:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, questionou nesta quarta-feira a Polícia Federal pelo uso de algemas na Operação Voucher, que prendeu 35 pessoas na terça-feira (9).

Em ofício enviado à instituição e obtido pela Folha, Cardozo cobrou explicações em “caráter de urgência” e afirmou que, “caso constatada qualquer infração às regras em vigor, determino a abertura imediata dos procedimentos disciplinares cabíveis”.

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A justiça não é cega, é cínica

O psicanalista Jurandir Freire Costa nos alertava nos anos 90 sobre razão cínica. Ela agora está institucionalizada. É o cinismo forense.

Um exemplo dessa razão cínica está explícita na decisão do STJ de anular as provas da operação Castelo de Areia da Polícia Federal, que descobriu um grande esquema de corrupção, propina e roubo de dinheiro público.

Com isso, o Superior Tribunal de Justiça anuncia: Pode roubar, desde que a denúncia seja anônima!! (verbo roubar aqui no sentido genérico) É caso de hospício. Talvez por isso o psicanalista Jurandir Freire Costa faça sentido nesse entendimento.

O STJ mantém uma certa tradição jurídica brasileira que é descobrir algum procedimento para impedir que a elite corrupta seja punida. Se não me engano, há alguns meses um membro do Supremo anulou o processo de um assassino porque algemaram o réu diante do tribunal.

Essa é a Justiça Cínica porque decide não sobre o conteúdo, mas sobre a forma. Para a Justiça, é mais importante o copo do que o ato de tomar água para matar a sede.

Veja, não há um procedimento equivocado na investigação que tenha levantado suspeitas sobre a existência de crime, correndo-se o risco de condenar um inocente. O problema é que a investigação não poderia ser feita, apesar de evidenciar um dano grave ao povo brasileiro. É espantoso!

Essa é uma Justiça Cínica porque não é moral, não é ética, não é justa, não é digna. É cínica por que esse tipo de procedimento é subterfúgio para não levar grupos que corrompem o país nem a julgamento. Vejam só: nem a julgamento.

Prestem atenção: não é ter um julgamento justo; é impedir que cheguem a julgamento. Parece loucura, mas é cinismo.

Repito, o problema da democracia brasileira não é a corrupção dos políticos. É a justiça, A Cínica.

Notícia na Folha

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Protógenes derveria pedir proteção internacional contra perseguição da Polícia Federal

A Polícia Federal do governo Lula mantém na direção do órgão o policial Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição. Ele foi acusado de torturar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul. Não bastasse isso, a Polícia Federal faz implacável perseguição a Protógenes Queiroz, delegado que prendeu Daniel Dantas e fez um grande trabalho na Polícia Federal por vários anos.

Esse seria um prato feito para a oposição montar um circo, CPI etc, mas ninguém do PSDB ou do Demo fala sobre o assunto. A presença de Luiz Fernando Corrêa na direção da entidade, com as acusações que lhe pesam, e a perseguição ao delegado Protógenes Queiroz é uma das piores coisas do governo Lula, mas a oposição e grande parte da mídia se cala.

Longe de criticar o que há de ruim no governo Lula, a oposição critica o que há de bom, como o Bolsa Família, investimentos na transposição do São Francisco, Prouni, etc etc….

É por essas e outras que se diz que a oposição está sem rumo. Na verdade, a oposição está sem chão.

Veja abaixo trecho da reportagem sobre Luiz Fernando Corrêa na Carta Capital. A perseguição sofrida pelo Delegado Protógenes Queiroz está no Terra Mazagine.

Trecho da matéria de Leandro Fortes sobre o delegado da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa:

“Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

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POLÍCIA FEDERAL ATUA SORDIDAMENTE NO CASO DO DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ E A MÍDIA É COMPLACENTE E CÚMPLICE

Matéria do Estadão sobre os pen drives do delegado Protógenes Queiroz mostra que a Polícia Federal está sórdida e que a mídia tem senso crítico seletivo.

A Polícia Federal está sórdida porque vaza informações de forma ininterrupta de uma apuração sobre, justamente, “vazamento de informação”, que teria sido feito pelo delegado Protógenes.

A mídia tem senso crítico seletivo. Estamos no meio de uma guerra e a notícia do Estadão é uma assessoria de imprensa à banda da política que tenta inocentar Daniel Dantas e, pior, não expõe de forma clara a grande manchete que contém os pen drives de Protógenes, ou seja: “Ministros do governo e senador tinham linha direta com esquema Dantas de corrupção“.  Olha que manchete!! Esse deveria ser o título da matéria, mas falta criticidade. Ou será que faltou jornalismo?

Dentro do jornalismo isso muitas vezes acontece por causa da cumplicidade com a fonte. Nesse caso, a fonte (Polícia Federal) vaza para que seu interesse seja reproduzido. A PF plantou matéria no Estadão. A reportagem do Estadão aceitou!

O esquema Dantas agradece. O jornalismo perdeu uma grande manchete.

Veja trecho da matéria sem faro jornalístico do Estadão.

Arquivos indicam que ministros e parlamentares caíram em grampos

Fausto Macedo/Estadão

Peritos da Polícia Federal identificaram em dois pen drives de uso pessoal do delegado Protógenes Queiroz arquivos ilustrados com 27 fotografias de “autoridades do governo federal, deputados e alvos da Operação Satiagraha”.

Os registros secretos do delegado indicam ainda que essas autoridades podem ter caído no grampo telefônico – provavelmente de forma involuntária porque mantiveram contatos com investigados.

A informação consta do Relatório de Análise de Mídias, página 19, que a PF preparou exclusivamente com base no conteúdo dos pen drives de Protógenes, apreendidos em novembro por ordem judicial.

O delegado armazenou as informações sobre parlamentares e integrantes da administração federal em pastas intituladas pela senha “Brasil”, inseridas no capítulo “dados para a vigilância”.

Também há menção a “áudios interceptados” de suspeitos em contato com autoridades e jornalistas e advogados.

Na página 5 do relatório os peritos reproduziram uma tela capturada em um pen drive de 2 gigabytes de Protógenes com cinco arquivos que indicam que o grampo pode ter pego o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, e o advogado Nélio Machado, que dirige o núcleo de defesa do chefe do Opportunity.

Os arquivos são assim denominados: “Áudio Satiagraha Guilherme x D. Dantas”, “Áudio Satiagraha x Luiz Eduardo”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Min. Geddel”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Sen. Heráclito Fortes” e “Áudio Satiagraha Nélio Machado”. (texto completo)

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Já está na hora de uma CPI da Policia Federal

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Polícia Federal mais furada que peneira

Há mais de dez anos, desde o momento em que a Polícia Federal iniciou as grandes investigações, ocorrem vazamentos de informação para a imprensa. Isso não é novidade. A novidade é a investigação seletiva que a Polícia Federal faz em relação à operação Satiagraha. O Ministério Público precisa investigar. Afinal, por que nos últimos dez anos apenas um caso, ocorrido durante a operação Satiagraha, coincidentemente a operação que investigou Daniel Dantas, está sendo devassado pela Polícia?

Não está na hora de uma CPI da Polícia Federal.

Veja abaixo matéria do Terra Magazine sobre a peneira da Polícia Federal

Os vazamentos no inquérito da PF sobre vazamentos

Raphael Prado/Terra Magazine

Desde sábado, estão nas páginas dos jornais e na mídia em geral informações vazadas do inquérito sobre vazamentos na Operação Satiagraha. A investigação é conduzida pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, da Corregedoria da Polícia Federal. O inquérito que chega às páginas como se apenas o delegado Protógenes Queiroz estivesse sendo investigado teve o vazamento-mãe registrado para a história na edição da Folha de S.Paulo de 26 de abril deste ano. O delegado Protógenes, como já se sabe, diz que o vazamento para a Folha partiu da cúpula da Polícia Federal. Os vazamentos de agora, do inquérito sobre o vazamento – a se levar a sério as versões veiculadas nas últimas 72 horas – pretendem fazer crer que o delegado Protógenes teria vazado contra si mesmo. Em tempo: o inquérito de agora, sobre o vazamento da Satiagraha, também corre sob segredo de justiça.

Como vazou, Terra Magazine procurou saber nesta quarta-feira 12, junto ao ministério da Justiça e à Polícia Federal, se haverá um novo inquérito: sobre o vazamento do inquérito que apura o vazamento.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal em Brasília informou que o órgão não se pronunciaria sobre a questão e que o diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, não comenta inquéritos que ainda estão sob investigação de outro delegado. “Muito menos quando é da Corregedoria”, afirma a assessoria, que recomendou a consulta ao assessor do delegado Amaro em São Paulo, onde o inquérito é presidido.

Terra Magazine procurou também o ministério da Justiça – a quem está subordinada a PF. Por meio da assessoria de imprensa, a informação é de que o ministro Tarso Genro “não pode nem deve se pronunciar sobre o inquérito até o fim da investigação”. O ministério não confirma nem nega que as informações veiculadas nos últimos dias pertençam, de fato, ao relatório do delegado Amaro, tendo como argumento o segredo de justiça da investigação.

A Polícia Federal de São Paulo, por sua vez, verifica que a mídia circula informações do inquérito que investiga vazamentos. “Como jornalistas obtiveram a informação, você jornalista deve saber”, diz a assessoria de imprensa. Também informa que a eventual abertura de procedimento para apurar essas condutas “está sendo analisada”, mas que “ainda não existe decisão” a respeito. E conclui: “o objetivo principal no momento é a investigação do vazamento da Satiagraha”.(Terra Magazine)

ATÉ QUE ENFIM UM PARTIDO POLÍTICO ENTRA NA LUTA CONTRA O ESTADO JURÍDICO-POLICIAL INSTAURADO PELO SUPREMO

Psol deveria ocupar o lugar que foi do PT nos anos 80 e 90

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PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO PARA DEFENDER PROTÓGENES E DE SANCTIS

Paulo Henrique Amorim

O PSOL saiu a campo para lutar a favor dos agentes públicos que tiveram coragem de prender o banqueiro Daniel Dantas. Uma representação assinada por diversas lideranças do partido será entregue nesta quarta-feira, 12, ao Procurador-Geral da República, Fernando Antonio de Souza. O documento pede que seja apurado o comportamento do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, e do corregedor do órgão, delegado Amaro Vieira Ferreira. Ambos utilizam seus cargos para desmoralizar Protógenes e De Sanctis. Com isso, criam meios para que os advogados de Dantas possam tirá-lo da cadeia, sinaliza o PSOL.

A representação do partido atira contra Correa e Amaro, mas mira alvos muito maiores do que os dois delegados. “Vamos lutar contra a pressão de todos aqueles que têm o rabo preso com Dantas”, diz a deputada Luciana Genro (PSOL-RS). “Entra tanto gente ligada ao Lula, quanto ao STF e ao PSDB. Eu diria que são os altos escalões da política brasileira”, afirma.

A deputada não poupa críticas nem mesmo a seu pai, o ministro Tarso Genro (Justiça) a quem a PF está subordinada. Evitando o tratamento de parentesco, refere-se a ele apenas pelo cargo que ocupa. “O ministro está comprando a versão errada dos fatos e está agindo, até involuntariamente, de acordo com esses interesses. Pessoalmente, tenho a convicção de que ele não tem envolvimento nenhum com isso tudo”, argumenta Luciana Genro.

Manifestação

Além da representação, o PSOL vai promover uma série de atos públicos pela prisão de Dantas. Eles estão previstos para ocorrer no próximo dia 17, em Porto Alegre, no dia 18, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, e no dia 19, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A data coincide também com o prazo final para que o juiz Fausto De Sanctis dê a sentença a Dantas. (Paulo Henrique Amorim)

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O DELEGADO AMARO QUERIA SABER QUE ANTENAS AJUDARIAM A PRENDER PROTÓGENES E PREJUDICAR REPÓRTER DA GLOBO

Paulo Henrique Amorim

. O delegado da Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira disse que pediu à Nextel que informasse quais antenas servem a determinados lugares.

. Clique aqui para ler Pag A4 da Folha

. Amigo leitor, o delegado Amaro pensa que você é bobo.

. Então, ele queria fazer um estudo sobre a localização de antenas, não é isso ?

. Por que ele estaria interessado em localização de antenas ?

. O que ele tem a ver com isso ?

. Ele trabalha para a Nextel ?

. Ele é do serviço de licenciamento de obras da Prefeitura ?

. Ele está na campanha da “Cidade Limpa” ?

.Ele é engenheiro eletrônico e quer saber se antena serve para transmitir dados e voz ou para pardal fazer cocô ?

. Ou o delegado Amaro acredita em marciano e queria saber se o ET de Varginha pode pousar numa antena da Nextel ?

. Delegado Amaro, quosque tandem abutere patientia nostra ?

. Delegado Amaro, o senhor faz parte de uma parte da Polícia Federal que tem o objetivo de salvar o Daniel Dantas.

. Essa Polícia Federal que não consegue decifrar os 12 HDs encontrados atrás da parede falsa do Daniel Dantas,

. Que não consegue decifrar o HD encontrado no servidor do banco Opportunity.

. Essa Polícia Federal que tem mais inquéritos contra o ínclito delegado Protógenes Queiroz do que contra Dantas.

. O senhor é da parte da Polícia Federal que responde ao empresário Gilmar Mendes, provisoriamente na presidência do Supremo Tribunal Federal.

. O senhor quer é prender o ínclito delegado Protógenes Queiroz, que prendeu Dantas duas vezes e só conseguiu fazer isso, porque escondeu dessa sua Polícia Federal que ia prendê-lo.

. Porque, senão, Delegado Amaro, o Dr Luiz Fernando Correa dava um jeito de avisar ao Dantas, como avisou ao Eike Batista.

. Porque, se o ínclito Delegado Protógenes Queiroz avisasse a essa Polícia federal, o Daniel e a Veronica estariam presos sabe onde ? – num num resort da República Dominicana …

. E seu objetivo, delegado Amaro, é constranger o César Tralli, o repórter da Globo que testemunhou a prisão da quadrilha de Dantas.

. O seu objetivo é fortalecer dentro da Globo quem tentou impedir Tralli de fazer a matéria.

. O seu objetivo é fortalecer o Ali Kamel, que tentou constranger Tralli.

. Ali Kamel, interlocutor privilegiado de Wilson Mirza, um dos 1001 advogados de Dantas.

. O seu objetivo, Delegado Amaro, é constranger o Ministro da Justiça, Abelardo Jurema, que insiste em não ir embora para o Rio Grande do Sul.

. Um Ministro da Justiça que faz qualquer coisa para sair como inimigo dos torturadores – e deixa a Polícia Federal instalar um regime totalitário, esse de que Gilmar Mendes é autor, parte e beneficiário.

. Delegado Amaro, o senhor e suas antenas da Nextel desmoralizam o presidente que não manda na Polícia Federal.

. Um presidente que tem medo de Dantas, de Mendes e de Nelson Jobim.

. Que antenas são essas, delegado Amaro ?

. A quem o senhor pensa que engana ?

Em tempo: um leitor amigo do Conversa Afiada informa que a localização das antenas da Nextel é uma informação pública, disponível na Anatel. Delegado Amaro, além de tudo, o senhor é incompetente.(Paulo Henrique Amorim)

DITADURA BRASILEIRA FAZIA ÀS ESCONDIDAS; ESTADO JURÍDICO-POLICIAL FAZ À REVELIA DA SOCIEDADE

Delegado da PF reclama de buscas e diz que ação atende interesses de Dantas

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

vitima do estado juridico-policial

Protógenes Queiroz: vítima do estado jurídico-policial

Brasília – O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha – na qual o banqueiro Daniel Dantas foi preso duas vezes no mês de julho – queixou-se hoje (7) das buscas e apreensões realizadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal nesta semana num quarto de hotel onde se hospedava em São Paulo, em sua casa de Brasília e na de seu filho no Rio de Janeiro. Ele vê ligação direta entre a ação e os interesses do banqueiro. A Corregedoria investiga vazamento de informações na Operação Satiagraha.

“Essa busca e apreensão é mais uma vez um estratagema sórdido implantado pelo senhor Daniel Dantas para poder confundir os trabalhos da Operação Satiagraha. Ele é o alvo principal, enquanto nós, investigadores, passamos a ser acusados de crime que não cometemos. A sociedade sabe disso, mas o vértice do aparelho estatal não está sabendo conduzir”, criticou Queiroz.

“O poder desse bandido Daniel Dantas já chegou ao extremo nesse país e dá demonstração muita clara de seus tentáculos, da força que ele tem, mas ninguém é cego, é surdo ou será mudo”, acrescentou.

Foram recolhidos pelos agentes da PF celulares, pen drives e chips de máquinas fotográficas de Queiroz. Em tom de indignação, o delegado disse ter cogitado pedir demissão, por solicitação da família e por se sentir perseguido internamente.

“Antes da deflagração da operação sofri uma vigilância ferrenha e identifiquei a presença de algumas viaturas e pessoas da PF. Durante e depois da operação também continuei a sofrer vigilância. Elas podem ser independentes ou não”, ressaltou.

“Cheguei a pensar nisso [pedir demissão], mas se eu fizesse estaria obedecendo ao que este poder corrupto avassalador que está instalado no país quer que eu faça.”

Apesar de estar afastado da Operação Satiagraha há mais de dois meses, Queiroz reiterou sua confiança de que Daniel Dantas sofrerá uma dura condenação pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

“Eu, como autoridade policial que investiguei, sei que os dados coletados ali tem indícios e materialidade do crime de corrupção, de gestão fraudulenta já confessa em juízo pelo senhor Daniel Dantas. Tenho certeza que o doutor Fausto de Sanctis vai dar uma sentença à altura do que a sociedade está esperando”, assinalou.

O delegado manifestou ainda o temor de que os fatos ocorridos desde a deflagração da Operação Satiagraha gerem um desestímulo para profissionais que trabalham no combate à corrupção no Brasil.

“A parte mais frágil do sistema foi atingida. A atividade policial se sente, neste momento, no país, muito enfraquecida porque esse ato parte contra um delegado que tem quase 10 anos de sua vida dedicada a grandes operações de combate ao crime organizado e à corrupção. Com pureza d’alma, qual a vontade que vai ter hoje um delegado de estar à frente de um caso de repercussão nacional? “, questionou.

BRASIL VIVE DEMOCRACIA JUDICIAL-POLICIAL QUE INVERTE O ÔNUS DA PROVA E DO CRIME

Uma das características mais marcantes dos estados totalitários é a inversão da realidade. Os inocentes tornam-se suspeitos, quem trabalha é acusado de vagabundo, quem investiga a corrupção é acusado de corrupto. A realidade fica de ponta cabeça e ninguém mais consegue distinguir o que é realidade e o que é fantasia. Provas são fabricadas e os usurpadores dizem que estão sendo perseguidos ou são vítimas.

É assim que o Brasil se apresenta na investigação sobre a investigação do delegado Protógenes Queiroz, no caso Satiagraha.

Veja os fatos:

A unanimidade da votação do Habeas Corpus de Dantas no Supremo.

A busca e apreensão na residência do delegado Protógenes Queiroz e as críticas ao Juiz Fausto De Sanctis.

As relações pessoais e os currículos das pessoas envolvidas na justiça com a investigação da investigação do caso Satiagraha.

Uma sociedade civil acomodada e paralisada.

Isso tudo me fez lembrar aquele famoso poema: “Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na Segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada…..”

Veja também:

Estadão mostra que Ministério Público foi contra apreensão em casa de delegado Protógenes:

A autorização para a inspeção no apartamento de Protógenes foi dada sem concordância do Ministério Público Federal. O procurador da República Roberto Diana, que cuida do controle externo das atividades da PF, manifestou-se contra a medida. Está sob responsabilidade de Diana investigação sobre denúncia do delegado, que, em julho, após ser afastado da Satiagraha, denunciou boicote de superiores à operação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autorização para busca no apartamento foi dado pelo Juiz Ali Mazloum

Folha de S. Paulo mostra que Polícia Federal usa método ilegal para investigar acusado de usar este mesmo método ilegal. Veja que loucura é o estado judicial-policial, que inverte o ônus da prova e usa ilegalidade para provar que acusado usava de tal ilegalidade.

LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL
Na investigação aberta para apurar o vazamento de informação da Satiagraha, a Polícia Federal conseguiu, sem autorização judicial, a quebra do sigilo telefônico de dezenas de aparelhos da Nextel utilizados na madrugada em que a operação foi deflagrada. O objetivo foi identificar os aparelhos usados por jornalistas da TV Globo.
Segundo a Folha apurou, a PF queria descobrir se o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, ou algum dos seus subordinados avisou os repórteres sobre a operação.

Veja mais:

Leia no Blog do Nassif: A devassa da devassa

Leia no Conversa Afiada sobre a Unanimidade do Supremo

HOMEM DE DIRCEU PROTEGE DANTAS NA POLÍCIA FEDERAL

O diretor-geral da Política Federal, Luíz Fernando Correa (foto) seria seugundo Amorim a barreira que protege Daniel Dantas dentro da Polícia Federal. Correa é considerado o homem de confiança de ex-deputado José Dirceu, que “trabalha para Dantas”. Veja texto completo de Amorim.

Bob Fernandes narras as barreiras impostas pela própria Polícia Federal ao delegado que prendeu Dantas: PF vive guerra interna

leia também: O Inferno de Dantas

10/07/2008 10:17

LULA, GENRO E CORRÊA: NÃO TOQUEM EM QUEIROZ

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1256
. Lula, Tarso Genro e Luiz Fernando Corrêa podem mandar o delegado Protógenes Queiroz para o Quinto dos Infernos, município localizado no entroncamento de Frigideira com Corredor, sub-distritos de Brasília.

. Essa história de gangsters, vazamentos, espetacularização, uso indiscriminado de grampos – isso tudo começou algumas semanas atrás, com o Supremo Presidente Gilmar Mendes e seu melhor amigo, Marcio Chaer, no “Consultor Jurídico” – clique aqui para ler sobre o grau de separação que aproxima Mendes de Chaer.

. Já refletia os temores de Dantas de ser preso.

. O objetivo era desmoralizar a Polícia Federal, para abortar a operação.

. Agora, o Ministro Genro, preocupadíssimo, vai investigar “o vazamento”.

. O que pode ser traduzido por: “Vamos pegar o Queiroz !”.

. O que o jornalista Bob Fernandes revelou no Terra Magazine é gravíssimo.

. A Polícia Federal queria proteger Dantas e boicotar o trabalho do delegado Protógenes Queiroz.

. Clique aqui para ler.

. Fernandes mostra como o chefe da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, conhecido como “homem do Dirceu”, tirou o apoio logístico de Queiroz e tentou depositá-lo no corredor,  entregue às moscas.

. O mais grave, porém, das denúncias de Fernandes é a possibilidade de o diretor de Inteligência da PF, o delegado Lorenz, ter sido o responsável pelo vazamento de uma reportagem na Folha (da Tarde*), que quase matou a operação e deu origem à batalha judicial de Dantas para se livrar da cadeia.

. Dantas correu à Justiça, porque deveria saber, de dentro da PF, que aquele vazamento era para detonar Queiroz e protegê-lo (Dantas).

. Veja o que diz Fernandes:

Queiroz começa a fingir que a operação faz água. Cede, aceita conversar com a repórter; Andréa Michael, da Folha de S.Paulo. Mas faz uma exigência aos superiores: quer a presença do diretor geral, Luiz Fernando Corrêa, e de Lorenz, o diretor de Inteligência.

Corrêa não vai, manda alguém da comunicação social. Lorenz, presente. Na conversa, o delegado Queiroz contorna, tergiversa, despista, e guarda tudo o que disse e o que não disse.
Sábado, 26 de Abril. Anunciado o acordo das teles, vem aí a BrOi. No caderno “Dinheiro”, da Folha, em quase meia página a repórter Andréa Michael relata os contornos de uma operação a caminho, destinada a prender Daniel Dantas.

Domingo, 27 de Abril. A operação está morta.

. Eu conversei com o delegado Queiroz naquela manhã de sábado, assim que li a reportagem de Michael.

. Queiroz ainda não tinha lido a reportagem.

. Eu perguntei: de onde saiu isso ?, quem poderia ter vazado ?

. Queiroz respondeu: “eu sei”.

. E a conversa mudou de rumo.

. Queiroz. Michael e Fernandes sabem: só pode ser o terceiro da conversa: o diretor de Inteligência da PF.

. A mando de quem ?

. Onde estamos ?, caro leitor ?

. Avisar ao quadrilheiro que o camburão da Polícia está na esquina ?

. Sempre achei que o Dr. Paulo Lacerda teve que sair da Polícia Federal  porque o Governo Lula sabia que ele ia atrás de Dantas.

. Luiz Fernando Corrêa, indicado por Lula e aceito por Genro, chegou a PF para desmontar a estrutura de Lacerda.

. É ele quem diz isso, como demonstra a reportagem de Fernandes.

. E, agora se vê, tentou dinamitar a investigação de Queiroz.

. Corrêa tem a reputação de ser “homem de Dirceu”.

. Dirceu trabalha para Dantas.

. Foi na administração já de Corrêa que a Polícia Federal considerou que foi um “crime de imprensa” (quá, quá, quá !!!) a “reportagem” que Dantas publicou na Veja com as contas secretas de Lula e Paulo Lacerda no exterior.

. No tempo de Paulo Lacerda, a Polícia Federal era uma Polícia Republicana.

. Hoje, lembra muito a Polícia dos bons tempos do Farol de Alexandria.

. Uma Polícia a serviço dos interesses do Planalto.

. A Polícia Federal de FHC detonou Roseana Sarney, para ajudar a candidatura Serra e culminou com um fax que o agente mandou ao Palácio da Alvorada, diretamente a FHC: “missão cumprida”.

. Clique aqui para ler o que o Conversa Afiada publicou sobre o assunto, a partir do livro de Saulo Ramos. Note-se que nem o Farol nem o presidente eleito José Serra processaram Saulo Ramos.

. (Nos bons tempos do Farol de Alexandria, quando Marcelo Itagiba era Superintendente da Polícia Federal no Rio, sumiram com o delegado Deuler Rocha, que investigava umas falcatruas de Dantas. Rocha foi para Cacha-Prego.

. A remoção de Rocha fez parte do pacote que Dantas negociou diretamente com Fernando Henrique Cardoso, num almoço histórico.

. Os outros pratos servidos no cardápio foram: a destituição de uma diretoria da Previ hostil a Dantas, e a nomeação do ex-sócio de Dantas, Luiz Cantidiano, para presidente da CVM – aquele que deveria “vigiar” Dantas. )

. Lula, Genro e Corrêa morrem de medo do disco rígido.

. E, por isso, se puderem, vão sacrificar Queiroz no altar dos mártires da pátria.

(*) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

Em tempo: O Conversa Afiada pediu às assessorias de imprensa do delegado Luiz Fernando Corrrêa e do Ministro Tarso Genro para que encaminhassem ao Ministro e ao delegado as seguintes perguntas:

. O Delegado Queiroz corre o risco de ser afastado da investigação sobre Dantas e ser mandado para a Ilha do Diabo ?

. O senhor confirma a informação de Bob Fernandes, no Terra Magazine, de que o Delegado Luiz Fernando Corrêa tentou retirar o apoio logístico do delegado Queiroz ?

. O senhor confirma a informação de Bob Fernandes de que foi o Delegado Lorenz quem vazou a informação para a repórter Andréa Michael da Folha de São Paulo com o objetivo de abortar a operação e detonar o delegado Queiroz ?

O Conversa Afiada enviou os e-mails para a assessora de imprensa do Ministro Tarso Genro, Vera Spolidoro, e aos assessores de imprensa do Dr. Luiz Fernando Corrêa, Fagner e Flávia Diniz.

QUEM VAI PROPOR A LEI PARA QUE SOMENTE POBRE SEJA ALGEMADO?

O ministro Tarso Genro foi preciso em sua declaração hoje, sobre a prisão de Dantas, Pitta e Naji Nahas:

“Se fizerem a lei que o pobre pode [ser algemado] e o rico não, a Polícia Federal cumpre, mas não comigo como ministro”.

Há setores no Brasil que ficam incomodados quando vê um sujeito economicamente rico algemado. É impressionante. Toda vez que um rico vai preso, reclamam. Para evitar tal situação, basta propor uma lei como alerta o ministro Tarso Genro.

Quem vocês acham que vai propor a lei para somente algemar pobres?

1. Gilmar Mendes, presidente do STF (que reclamou a ação da Polícia Federal e foi indicado para o Supremo por Fernando Henrique Cardoso, PSDB)

2. Artur Virgílio, deputado do PSDB (que também reclamou da ação da Polícia Federal)

Ou

3. Reinaldo Azevedo (Para saber quem é, basta ir ao site de Luís Nassif)

A TEMPO: leia O Inferno de Dantas

POLÍCIA FEDERAL CONTINUA REPUBLICANA

A Polícia Federal continua republicana e com uma eficiência necessária para o Brasil. Parece que temos uma Política de primeiro mundo. Se há algo que o governo do presidente Lula (PT) deve se orgulhar, é a atuação da Polícia Federal. Mesmo depois da saída de Paulo Lacerda, que iniciou um projeto atuação efetiva, a Polícia contiua ativa e a serviço do Brasil. Se continuarmos nesse ritmo, haverá em breve a sensação de que há pelo menos algum risco na prática da corrupção.

PF prende autoridades suspeitas de facilitar extração ilegal de madeira em Rondônia

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (5), em Rondônia, um procurador federal, que atuava no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um assessor jurídico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sedam), um advogado e empresários madeireiros, acusados de exploração ilegal de madeira.

As prisões fazem parte da Operação Savana, iniciada pela Superintendência da PF no estado depois de nove meses de investigações. Os 160 policiais do Acre, do Amazonas, de Mato Grosso e de Rondônia cumprem dez mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações identificaram quatro grupos criminosos, que agiam para conseguir dinheiro de forma ilícita, por meio da exploração de madeira. Um dos grupos atuava dentro da Sedam. Servidores da secretaria expediam licenças ambientais indevidas, pelo sistema informatizado. Além disso, um assessor jurídico diminuía o valor de multas aplicadas pela fiscalização, por meio da emissão de pareceres acertados previamente.

As ações possibilitavam o envio de madeira extraída de forma ilegal para outros estados, por meio da compra e venda de notas frias e guias florestais adulteradas.

Outro grupo atuava na Superintendência do Ibama em Porto Velho (RO). O procurador federal em exercício possibilitava a liberação de empresas lacradas, a diminuição dos valores de multas e a desconstituição de autos de infração lavrados pela fiscalização.

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