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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Governo de Maduro rechaça patetice de senadores brasileiros na Venezuela | CartaCampinas

Depois de 12 anos de governo federal do PT, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro se tornam mitos

Prefeito do PSDB do interior prova que governo Alckmin foi irresponsável com a água

Podemos, da Espanha, e outros movimentos podem renovar partidos políticos

Pesquisa Datafolha: comunistas e trotskistas estão com Aécio Neves

O horror: Band pergunta se Haddad não aprendeu a lição e diz que sem tetos são privilegiados

Na voz e tom editorializado de Fabio Panuzzio, a Rede de TV Band, uma concessão pública, afirmou nesta segunda-feira (16), durante o Jornal da Band, que o Plano Diretor de São Paulo, que pode ser legitimamente aprovado pela Câmara de Vereadores (diga-se de passagem um poder público eleito pelo povo) vai privilegiar o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Sim, é isso mesmo! Eles dizem que o MTST são uns privilegiados e eles (Continue lendo….)

Pelo menos dois partidos com candidato a presidente têm projetos de descriminalização da maconha

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA POLÍTICA: SUPREMO FAZ 4 x 0 CONTRA A CORRUPÇÃO DE EMPRESAS NO PROCESSO ELEITORAL

Supremo Tribunal - Brasília - DF

Supremo Tribunal – Brasília – DF (Photo credit: Arnoldo Riker)

No país das empreiteiras, a compra e corrupção promovida por empresas no processo eleitoral brasileiro pode ter um recuo nos próximos dias.

Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2011 contra o financiamento (corrupção) empresarial a campanhas políticas está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Até agora, o placar está 4 x 0 contra esse tipo de corrupção.

No começo do julgamento, entidades defenderam o fim do financiamento empresarial a campanhas e a Advocacia Geral da União (AGU) considerou que o debate deve ser feito no Congresso e não no STF.

Esse tema já tratamos aqui no Blog.

O financiamento privado das campanhas políticas é uma corrupção legalizada.  Como pode alguém em sã consciência imaginar que algum empresário ou empresa vai dar dinheiro para outra pessoa, em valores astronômicos, de dois em dois anos?

As pessoas não dão nem esmola na rua, os empresários reclamam o tempo todo de impostos, contam o dinheiro para investir na própria empresa. E de repente, durante as eleições, é uma cachoeira de dinheiro público.

O pior é que algumas empresas dão dinheiro para todos os candidatos, o que comprova a intenção de corrupção do sistema, visto que não há qualquer ideologia na distribuição dos recursos. Doar mais do que mil reais já é suspeito. Imagine R$ 20 mil, R$ 50 mil, R$ 300 mil etc.

De um lado, os políticos precisam de dinheiro para se eleger e saem pedindo para empresários. Isso é uma verdadeira corrupção legalizada. O empresário não doa, ele investe no político.

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JORNAL DA GLOBO “ESQUECEU” DE MOSTRAR A PARTE MAIS QUENTE DO DEPOIMENTO DE PROTÓGENES QUEIROZ À CPI DOS GRAMPOS

KASSAB, PREFEITO DE JOSÉ SERRA (PSDB), PATROCINA DESTRUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS PELA ANATEL

COINCIDÊNCIA OU INDÍCIO: BANCO OPPORTUNITY ESTÁ REGISTRADO NO BANCO CENTRAL COM NÚMERO 45, EXATAMENTE O NÚMERO DO PSDB

MINISTRO DO SUPREMO JOAQUIM BARBOSA REAGE AO CORONELISMO JUDICIAL DE GILMAR MENDES DIANTE DE POLÍTICOS E DA GRANDE MÍDIA ACOVARDADOS

BRASIL NA OBSCURIDADE: MARINA SILVA EMPOLGA EVANGÉLICOS COM ADESÃO AO PSB

malafiaSe você acha que o poder obscurantista dos evangélicos é muito grande no governo de Dilma Rousseff (PT), imagina o que vai ser se uma evangélica como Marina Silva (ex-PT, PV, Rede e agora PSB) estiver na vice-presidência da república.

Seria praticamente o começo do fim do estado laico no Brasil. As políticas seriam determinadas ou no mínimo respaldadas pelo poder dos pastores mais retrógrados. Veja que esta não é uma questão de religião, mas de política.

Marina Silva já saiu recentemente em defesa de Marco Feliciano (PSC), quando este atacou as relações homoafetivas. Para ela, Marco foi injustiçado porque era evangélico. Deus! Em notícia recente, a Rede de Marina coletou assinatura nas passeatas anti-gays do pastor Silas Malafaia. Há também inúmeros ataques desses grupos a negros, católicos e mulheres.

Imagina tudo no Brasil que promove direitos sociais, religiosos, humanos, afetivos, de mulheres e de negros esbarrar nesse tipo de discurso do preconceito evangélico.

O Brasil tem agora a chance de retroceder aos períodos mais obscuros da Idade Média e se igualar aos países teocráticos do oriente. Seria a vitória da política do ódio.

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JUNHO DE 2013, O MÊS QUE NÃO TERMINOU: POR TODO BRASIL OCUPAÇÕES E LUTAS DA POPULAÇÃO PERSISTEM

brasildefato

O mês de Junho de 2013 pode ter ficado para a história como Maio de 68. E parafraseando o grande jornalista Zuenir Ventura, junho de 13 é o mês que não terminou. Por todo o Brasil há localizados protestos e ocupações, ainda que a cobertura seja centrada no Rio e em São Paulo.

Havia no Brasil, antes de junho, uma vida muito fácil para os políticos. Bastava se eleger, trabalhar nos gabinetes sofrendo pressão apenas dos lobbies econômicos, e tentar se reeleger depois de 4 anos. Mas parece que há uma mudança, uma insistência em protestos com ocupações e paralisações. E isso vai exigir, esperamos, um pouco mais dos políticos.

E isso já está aparecendo quando obriga políticos a tomar posições, sejam mais democráticas (dialogar com os protestos, reformular propostas etc) ou sejam mais autoritárias (mandar a polícia resolver e calar os manifestantes). Antes de junho, todos os políticos eram pardos. Agora, com os protestos, tendem a mostrar o lado.

No cerne dos protestos, há o abismo entre o mundo que controla o dinheiro (seja poder público de todos os níveis ou empresariado) e uma massa da população. Esse abismo é uma desigualdade persistente e perversa. E é essa desigualdade, refletida nos péssimos serviços de saúde, educação e transporte, que parece agora ter emergido desde junho de 13.

Ou retrocedemos com a pancadaria e repressão policial ou avançamos com distribuição de renda e investimentos que façam da educação, saúde e transporte serviços públicos de qualidade.

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MAIS MÉDICOS FEZ O BRASIL DESCOBRIR QUE MÉDICOS BRASILEIROS SÃO ESCRAVIZADOS E CUBANOS, PRIVILEGIADOS

médico cubano

Médico Juan Delgado, símbolo do Mais Médicos

Toda a confusão e embate criado com o programa Mais Médicos do governo federal nos fez descobrir que os médicos brasileiros são escravizados e os cubanos são privilegiados. Parece absurdo, mas veja…

Semanalmente se tem notícias na internet, na TV e nas redes sociais de médicos brasileiros que trabalham mais do que 44 horas semanais. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) existem médicos brasileiros que trabalham 120, 128, 144, 150 horas semanais. Isso em várias cidades distantes dezenas e até centenas de quilômetros. Veja o caso relatado no jornal GGN:

a medica “tem 150 horas semanais de trabalho para cumprir, com atendimento em vários municípios não tão próximos. Tomando por base a cidade de São Paulo, a médica Miriam Gameiro de Carvalho tem uma vida dura: até Franca são 401 quilometros; até Ribeirão Preto outros 319 quilometros; até Pedregulho são 507 quilometros; Sertãozinho fica a 349 quilometros; e Promissão, 466 quilometros. Sertãozinho e Ribeirão Preto ficam próximas, ela pode começar em São Paulo e ir fazendo o giro de cidades até voltar para a cidade, ou então, não, já que para cumprir as jornadas pelas quais recebe deveria trabalhar sete dias por semana e 22 horas por dia. Difícil jornada” (GGN)

Enquanto isso, os privilegiados médicos cubanos só vão trabalhar 40 HORAS SEMANAIS. Que absurdo!! E o deputado Ronaldo Caiado (DEM) foi a tribuna recentemente dizer que os médicos cubanos vêm ao Brasil num sistema de escravidão ganhando cerca de R$ 4 mil por 40 horas. Engraçado é que o deputado Caiado nunca subiu à tribuna para defender os brasileiros que trabalham como escravos em fazendas pelo Brasil, como bem revela o Ministério do Trabalho. Há inclusive uma lista suja de empresas e fazendeiros que se utilizam de trabalho análogo à escravidão. Será que o Caiado passou agora a defender os patrícios de Fidel Castro e não se preocupa com os brasileiros?

Assim como o deputado se preocupa com médicos cubanos mais do que com trabalhadores rurais brasileiros, os Conselhos de Medicina agem da mesma forma. Nunca se incomodaram por a população ser atendida por um médico que trabalha 150 horas semanais (E olha que uma semana só tem 168 horas!!!).

Quem sabe um dia os Conselhos de Medicina processem os governos federal, estaduais e municipais por permitirem que médicos brasileiros trabalhem mais do que 40 horas semanais. Não é mesmo? Assim, pelo menos evitamos que os médicos brasileiros sejam “escravizados” e os cubanos, privilegiados.

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ESPERANÇA NOS BEBÊS PELADOS

Por Luís Fernando Praguinha, especial para o Educação Política

Bebê Um dia eu nasci. Pelado, sem nada, a não ser o amor de minha mãe e minha família, que acreditavam que eu era deles. Eu era um bebê bonitinho, puro e ingênuo. Me bateram e eu chorei pro mundo pela primeira vez. Me colocaram roupas para me proteger do frio e me alimentaram pra que eu crescesse saudável.

Me deram brinquedos pra que me divertisse e parasse de chorar, mas foram tantos que muitos ficavam jogados pelos cantos. Passaram a me dar roupas bonitas e mais caras pra que eu parecesse melhor e mais bonito pra quem me visse. Se eu chorasse me davam comida ou roupa ou brinquedo ou carinho.

O filho da empregada não tinha nada disso e eu passei a entender então que eu era melhor que ele. Ele foi criado na mesma sociedade que eu e a comparação dessas duas realidades não fazia bem a ele. Brincamos juntos por um tempo, depois passei a evitá-lo e ter ciúme dos meus brinquedos.

Meus pais me diziam para respeitar as pessoas, mas não entendiam que era um desrespeito eu ter tantas roupas, tantos brinquedos, desperdiçar tanta comida, enquanto o filho da empregada e muitos outros que foram bebês pelados um dia, passavam fome, frio e precisavam trabalhar ao invés de brincar.

Fui para uma boa escola e tive, mais uma vez, acesso a uma coisa restrita que deveria ser de todos. Tive as portas abertas para prosperar da forma que eu tinha aprendido. Achei que havia entendido o modo como as coisas funcionavam, azar do filho da empregada. Fazer o que?

Entrei para a política e experimentei o poder. Conheci pessoas obcecadas pelo poder, velhos de olhos frios, de caras sérias e tristes, jovens ambiciosos com olhos de águia e um sorriso diferente, que exalavam hipocrisia e mentira. Tive medo deles, mas com o estar-se sempre junto, percebi que era a única forma de sobreviver naquele meio. Deixei pra trás os fracos princípios que adquiri da minha educação consumista. Passei a considerar ridículo e desnecessário demonstrar respeito verdadeiro, mas imprescindível demonstrar respeito de mentirinha.

O filho da empregada conseguiu um emprego modesto e continuou a tradição da sua família de trabalhar sofrivelmente pra me servir. Outros como ele decidiram servir ao crime, matando algumas pessoas para poderem prosperar, mas também não deixavam, em última instância, de me servir.

Enquanto isso eu também matava algumas pessoas, alguns milhares com certeza, de fome, de frio e de privações morais, desviando recursos da saúde, educação e segurança para meu benefício ou dos falsos amigos que me pudessem beneficiar em troca. Para garantir meu nível de vida também me tornei obcecado pelo poder e perdi qualquer senso ético. Fiz conchavos com pessoas que sempre repudiei e enfim me tornei muito poderoso.

Nunca mais chorei, que é sinal de fraqueza. Fui amado, respeitado e temido por todos, como Deus. Envelheci iludindo e envenenando corações, sendo permissivo, cruel, fazendo mau uso do dinheiro do povo, traindo aliados, usando e fazendo leis a meu favor, mas sempre maquiado pela fachada de homem público, cumpridor do dever e ocasionalmente atado às limitações da governabilidade, procurando sempre alguém pra culpar, sem confiar em ninguém, pois nem em mim eu confiava.

Conforme envelhecia mais, sentia que a saúde, o poder e as minhas influências, pouco a pouco iam se afastando de mim. Vi a chegada de outros jovens ainda mais ambiciosos do que eu, lutando sem limites para ocupar posições que já tinham sido minhas. Vi desmandos inimagináveis cometidos para saciar a ganancia e a vaidade que o poder gerava. Vi a mim mesmo naqueles jovens.

O respeito, amor e medo que um dia nutriram por mim foi se convertendo em desprezo, ódio ou indiferença. Passei a ser motivo de chacota entre os políticos mais jovens. Meus aliados me traíram e revelaram meus esquemas. O povo que me elegeu passou a ter vergonha de dizer que um dia havia votado em mim. Meu raciocínio ficou lento e a doença tomou conta do meu corpo.

Morri, como todos os bebês pelados que vieram antes de mim morreram. Morri, como todos os bebês pelados morrerão. Deixei de ser. Todos deixarão de ser um dia. Senti o mundo melhor sem a minha presença, mas foi por pouco tempo. Logo vi que nada havia mudado e eu não havia mudado nada. Eu apenas ajudei a manter a farsa. Passei minha vida matando bebês pelados, desde a minha primeira roupinha bonita. Agora, morto, vejo que fui iludido. No começo, não conseguia enxergar. Quando enxerguei, me pareceu tão natural continuar agindo daquela forma, que não fiz questão de mudar. Quando percebi que matar, prejudicar e me aproveitar de pessoas apenas para mostrar meus brinquedos novos não era assim tão natural, eu estava tão dominado por aquele vício e tão ciente da minha incapacidade de me livrar dele, que preferi continuar agindo como se fosse natural, como faziam meus colegas de ofício.

Morto eu posso entender melhor. Nascer, viver e morrer são naturais. Matar não é natural. Matar é tirar de bebês pelados o privilégio de viver. Viver pode ser melhor que a vida que tive. Morto, me parece que viver como eu vivi é apenas parasitar e pilhar o planeta. Tudo o que tirei dos outros nunca foi verdadeiramente meu. Nunca tive nada, a não ser aquela pureza e ingenuidade de bebê pelado. Morto, vejo que nem isso mais eu tenho.

Torço para que nasça cada vez menos gente como eu. Torço para que nossa organização social e nossos sistemas político e econômico baseados no consumo sejam compreendidos como danosos e viciantes, mas pelas pessoas vivas, porque os mortos já deixaram de ser. Torço por uma forma cooperativa de viver.

Agora que estou morto, não me restou nem sequer uma lembrança boa do tempo em que fui vivo. Fui um péssimo exemplo. Depois de morto, ainda pude sorrir de verdade mais uma vez, ao ver meu neto, bebê pelado, nascer. Reaprendi a chorar ao vê-lo rodeado de brinquedos, evitando o filho da empregada.

O QUE ESPERAR DE UMA PAÍS EM QUE O GOVERNO PRECISA ENTRAR NA JUSTIÇA PARA LEVAR MÉDICO AOS POBRES?

médicos cubanosO Brasil não é muito diferente de outros países e nem a sua extrema direita é muito diferente. As ações dos Conselhos Regionais de Medicina(CRMs) contra o plano Mais Médico, do governo federal, beiram ao corporativismo insano. As justificativas contra o programa Mais Médicos são bárbaras e o histórico dos CRMs não dão credibilidade para tais ações.

Os CRMs não têm um único histórico de defesa da população, de preocupação com o atendimento à população, de brigas pela melhoria do SUS, etc etc. Pelo contrário, é uma entidade classista, mas não deveria ser. Os CRMs estão fazendo o papel que deveria ser das associações e sindicatos dos médicos, que são os reais representantes da categoria. Agem na verdade como marionetes de uma oposição ao governo que não consegue estabelecer um discurso convincente.

Já não se pode esperar muito do governo, mas o que esperar de um país em que o governo precisa entrar na justiça para levar médico aos pobres?  É plausível que o governo entre na justiça para desapropriar terrenos particulares, cobrar impostos, etc, mas também precisa entrar na justiça para levar médicos aos pobres? Que espécie de Estado de direito é esse?

Os CRMs expõem a regulamentação e a normatização para a perversidade humana.

Pode-se discordar dos métodos e ações do governo, pode-se criticar a postura e a forma como foi feito o programa, mas isso tudo parece acontecer tarde demais.

Tarde demais porque nunca irá acontecer de outra forma. Ou se tem um governo que enfrenta ações como essas ou o país continua como sempre esteve: uma parcela incluída e uma multidão excluída. Infelizmente, esse parece ser o papel que os CRMs prestam ao país.

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PROTESTOS PODEM TIRAR DA MÃO DE PARTIDOS CONSERVADORES OS DOIS PRINCIPAIS ESTADOS DO BRASIL, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO

Sérgio Cabral HelicoperoMuita gente se assustou com os protestos de junho e muita gente tentou se aproveitar deles.

Depois de dois meses, a poeira baixou um pouco e parece que os dois principais estados do país, São Paulo e Rio de Janeiro, estão com os protestos mais intensos e com alvos mais definidos: os governos conservadores e autoritários de Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral.

O governo Alckmin foi a pólvora dos protestos, com um discurso beligerante e a brutalidade com que reprimiu os protestos em junho; e Sérgio Cabral, com suas estripulias com empreiteiros em Paris, o abuso, privilégios e violência policial no estado.

Essa estabilização dos protestos, além dos escândalos desses governos tanto na questão policial (sumiço de Amarildo no Rio de Janeiro e o descalabro da segurança pública em São Paulo), deve facilitar a troca de poder nos dois estados.

Os governos do Rio e São Paulo poderão ter governos mais progressistas nas próximas eleições se esses protestos se concentrarem nesses dois estados, ainda mais em São Paulo diante dos escândalos de corrupção tucano no Metrô.

PT no Rio e em São Paulo e Psol  no Rio podem ter reais chances de vitória.

Se isso acontecer, essa será a maior derrota do pensamento conservador desde a ascensão de Lula ao poder. Os governos progressistas estariam nos principais centros econômicos.

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POPULARIDADE EM BAIXA: DILMA ROUSSEFF PAGA O PREÇO DE TER TUCANO EM CARGO ESTRATÉGICO DO GOVERNO FEDERAL

Português: Dilma Rousseff faz o primeiro pronu...

Paloccização de Dilma Rousseff

Depois de dois anos e meio repassando dinheiro sem fim para empresas de mídia que agem como partidos oposicionistas, Dilma Rousseff enfrenta uma queda na aprovação governamental de forma vertiginosa.

A revelação do site Vi o Mundo, de que há um tucano em cargo estratégico da Secom (Secretaria de Comunicação) apontam para as dificuldades futuras do governo de Dilma Rousseff.

Durante dois anos e meio, o governo de Dilma Rousseff manteve a obscena distribuição de verba para os grupos controladores de mídia e que fazem oposição ao seu governo. A verba para esses grupos poderia ter a intenção de evitar ataques mais duros, mas de nada adiantou. As manifestações de junho e a manipulação midiática dos protestos fizeram as bases frágeis da comunicação minarem e a aprovação do governo despencar.

Sem construir uma pluralidade de informação mínima e sem democratizar a verba publicitária, o governo Dilma Rousseff se viu refém de sua própria gestão de comunicação, ainda que tenha obtido grande sucesso na área econômica.

Segundo matéria do próprio Estadão, o govenro Lula/Dilma  reduziu a desigualdade em 80% das cidades nos últimos 10 anos . É um feito espantoso diante da própria situação da década anterior, governada pelo PSDB, quando a desigualdade vinha aumentando.

Mesmo assim, com esses índices grandiosos, o governo se tornou frágil após as manifestações de junho. É possível que se recupere, mas veja que contradição essa fragilidade.

Dilma não entendeu que não basta a infraestrutura.

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PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

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PARA A PRESIDENTE DO CNS, AO DEIXAR DE PARTICIPAR DE COMISSÕES DO GOVERNO MÉDICOS REFORÇAM O CORPORATIVISMO E SE COLOCAM CONTRA O PRÓPRIO PAÍS

E para eles não faltam médicos...

E para eles não faltam médicos…

Da Rede Brasil Atual

Contra Mais Médicos, entidades de classe sabotam comissões no governo federal
Presidenta do Conselho Nacional de Saúde diz que medida é mais uma reação corporativa contra o governo. Médica classifica atitude de ‘fascismo’ e cobra de colegas uma postura a favor do país
Por Cida de Oliveira

São Paulo – O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) anunciaram hoje (19), em Brasília, que deixarão de participar de todas as câmaras, comissões e grupos de trabalho do Ministério da Saúde, bem como do Conselho Nacional de Saúde. Segundo as entidades, a saída é uma resposta às “decisões unilaterais tomadas pelo governo ultimamente, como o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico, tomadas sem nenhum diálogo com as médicas e médicos brasileiros”.

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, avaliou como “lastimável e um equívoco político” o rompimento. “O CNS não é governo, e sim um órgão representativo da sociedade brasileira, com 144 integrantes, que debate a saúde pública. Os médicos deixam esses fóruns num momento em que deveriam ficar ao lado da sociedade que vai às ruas para defender melhorias na saúde pública”, disse.

Ela lembrou que em junho passado o órgão, no qual as entidades médicas têm representantes, aprovou moção de apoio às medidas do governo.

Maria do Socorro reiterou que apoia o Programa Mais Médicos como medida emergencial. “Defendemos políticas de saúde que ofereçam atendimento multiprofissional, com a presença de todos os profissionais da área de saúde. Mas a falta de médicos é o problema mais urgente, que deve ser enfrentado primeiro. Neste momento estou no Mato Grosso, numa aldeia Xavante. A maior reclamação aqui é que não tem médico”, disse.

Para a presidenta do CNE, o anúncio da Fenam expressa uma reação das entidades médicas contrárias às posições do governo, inclusive de ter vetado pontos do chamado Ato Médico, lei que regulamenta a profissão médica. “Em mais de 20 anos de SUS, governo nenhum tinha enfrentado esse debate. E como os médicos querem se autorregular, serão contrários a qualquer atitude que o governo vier a tomar.” (Texto completo)

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TUCANODUTO: REVISTA ISTOÉ EXPLICA PORQUE O TRANSPORTE PÚBLICO DE SÃO PAULO É PÉSSIMO E NÃO MELHORA DESDE MÁRIO COVAS

propinodutoReportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade

247 – Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, foi montado um “propinoduto” relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia, abaixo, a reportagem de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa (Texto Integral)

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MARGARETHE VON TROTTA EM “ROSA LUXEMBURGO” MERGULHA NA VIDA DA MULHER E REVOLUCIONÁRIA CUJA GRANDE CAUSA FOI A DA LIBERDADE

Imagem: DivulgaçãoPor Maura Voltarelli

Especial para o Educação Política

Em tempos de protestos pelas ruas do país, de insatisfações generalizadas e muitas vezes não tão distinguíveis entre si, certas personalidades revolucionárias de nossa cultura ocidental merecem ser lembradas, ou ao menos deveriam ser, por tudo que representam de clareza, força e vocação pela luta em prol de uma maioria quase sempre excluída socialmente, politicamente e culturalmente.

O filme “Rosa Luxemburgo” (Die Geduld der Rosa Luxemburg) da diretora alemã Margarethe von Trotta, que possui no seu currículo a filmografia de outras mulheres singulares da cultura alemã, como Hildegard von Bingen e Hannah Arendt, conta um pouco da história desta revolucionária de origem polonesa a partir, principalmente, das cartas de Rosa, algumas delas reunidas no volume “Rosa Luxemburgo: cartas. Vol. 3”, da Editora Unesp.

Conhecida por sua militância política de esquerda, pelo questionamento que realizou da própria teoria marxista, pelos discursos fortes e contundentes, e pela luta em prol daquilo que chamou de “social democracia” em favor de um governo que fosse realmente do proletariado, Rosa era muito mais do que a “rosa vermelha”, temida por muitos, entendida por poucos.

Complexa na sua vida política e pessoal, Rosa nunca deixava de questionar os sentidos da sua própria atividade, batendo muitas vezes de frente com os líderes do seu movimento, nunca aceitando a violência pela violência, o protesto pelo protesto. O sentido da causa deveria ser claro e esse sentido era eternamente o sentido da liberdade.

Seguindo esse impulso na direção da liberdade, Rosa foi contra a participação da Alemanha na 1º Guerra Mundial, rompendo com o Partido Social Democrata que, em certo momento, passa a apoiar o militarismo. Funda então com alguns amigos a “Liga Espartaquista”, um nome que, inspirado no grande líder da revolta dos escravos, já anuncia a questão central da liberdade e da luta contra o autoritarismo no qual vinha se convertendo parte da experiência socialista da época.

Imagem: Divulgação

Além de todas essas questões políticas, inspirado nas suas cartas de tom fortemente pessoal, o filme busca mostrar uma Rosa mais íntima entre um discurso e outro, uma Rosa onde, do começo ao fim, transborda justamente o sentimento de liberdade e o espírito revolucionário: confiante e alegre.

Rosa era a menina que, quando criança, queria ver o instante em que o botão de rosa iria desabrochar, não queria perder o tempo do milagre. A menina que ensinava a empregada de sua casa a ler e a escrever, pois estas eram (ou deveriam ser) as coisas mais importantes na vida de alguém.

Quando mulher, Rosa era a moça apaixonada, sempre forte, de irretocável caráter, dividida entre a causa e a vida pessoal (de mãe, esposa), entre a cidade em convulsão e o campo calmo e constante. A mulher que, de prisão em prisão, mesmo sendo privada constantemente de sua liberdade, nunca desanimou da promessa de uma vida mais libertária, protegida de todo e qualquer autoritarismo.

Morta de forma covarde, por militares da extrema direita alemã, precursores daquela que viria a ser futuramente a experiência nazista, Rosa, de certa forma, sobreviveu. Pois não há como falar em liberdade, luta contra qualquer tipo de opressão, e em mais “sentido de coletividade” nos dias de hoje, sem lembrar daquela que nos mostrou, de inúmeras formas, como essa luta é difícil, mas como também vale a pena cultivá-la a cada dia, ainda que seja pelos subterrâneos, transformando cada instante em um espaço de construção, afinal, como ela diz em uma de suas cartas, devemos viver a beleza de cada dia, pois este dia jamais voltará.

Abaixo, o filme completo:

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DILMA ACERTOU O ALVO: AS FORÇAS REACIONÁRIAS DO PAÍS ENTRARAM EM PÂNICO COM A IDEIA DE PLEBISCITO

marcoaurelioA proposta de plebiscito, apresentada pelo governo Dilma Rousseff para a reforma política, deixou as forças reacionárias e conservadoras do país em pânico.

A oposição partidária (PSDB, PPS e DEM) está arrancando os cabelos. Estão enlouquecidos com a possibilidade de, em 500 anos, a população dar palpite.

A oposição midiática (Globo, Veja, Estadão, Folha etc) está em alerta, divulgando as reações contrárias em grande alarde.

No Supremo, Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes, não poderiam ser outros,  saíram em defesa da exclusão  do povo e contra o plebiscito.

Dilma mirou no que viu e acertou no que não viu. Ela agora, se tiver coragem, pode colocar a oposição contra o povo brasileiro.

O plebiscito é uma ótima oportunidade para amadurecer temas políticos numa democracia. Com ele, a população irá se informar sobre essas questões e ficará mais politizada.

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IMPOSTO SOBRE GRANDE FORTUNA DE APENAS 997 PESSOAS PODERIA COLOCAR R$10 BILHÕES NA SAÚDE

Contando Dinheiro

Contando Dinheiro (Photo credit: Jeff Belmonte)

O Projeto de Lei Complementar 48/11, de autoria do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que trata da Contribuição Social das Grandes Fortunas, tem como relatora Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que pretende vinculá-lo à saúde. O imposto poderia gerar cerca de R$ 15 bilhões e atingiria apenas 40 mil brasileiros com patrimônio acima de R$ 4 milhões. Apenas 997 contribuintes, que são os mais ricos do país, poderiam contribuir com R$ 10 bilhões por ano.

O imposto sobre as fortunas está previsto no inciso VII do artigo 153 da Constituição de 1988, nunca regulamentado. As alíquotas teriam variação de 0,40% a 2,1%. (Ver texto integral)

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SEM BASE

Por Guilherme Boneto
Especial para o Educação Política

A Classe média e Dilma

A Classe média e Dilma

Grande parte da classe média de São Paulo não pensa o Brasil. Trata-se de um fato lamentável, porém real e palpável: a média-elite crê piamente que a política deve beneficiá-la, e tão somente a ela. Vê como bom gestor apenas o governante que maquia, reforma locais públicos, deixa a cidade mais bonita, que afasta os viciados em crack da Estação da Luz e atira bombas de gás lacrimogêneo para liberar a Avenida Paulista à passagem de automóveis. A classe média é terrivelmente classista. Não se importa com a periferia, com os pobres, com a fome, com a exclusão social. Seus membros acreditam que tudo pode ser conquistado à base de muito trabalho, e trava esse diálogo horroroso no intervalo para o cafezinho de todas as manhãs no escritório. De igual modo, ela acha que as universidades públicas devem estar à disposição de quem estuda e se esforça para passar no vestibular, e se posiciona categoricamente contra cotas. Acredita ser a infeliz mantenedora dos programas sociais do governo federal, pagos com seus impostos tão duramente conquistados. E ao final de cada dia, assiste ao programa do Datena e ao Jornal Nacional, para se manter bem informada.

Cansa ser de classe média, paulista, e se posicionar à esquerda. É uma batalha travada a cada dia, e se perde muito. Torna-se necessário lutar contra uma convicção horrível, egoísta, preconceituosa e terrivelmente elitista, contra um pensamento sem base, espelhado numa reflexão sem visão de mundo, sem visão do que é o Brasil. Resumido em fatos, nosso país é uma imensa nação, que hoje, caminha para se tornar majoritariamente de classe média. Ao assumir a presidência, em 2003, Lula enxergou nos pobres a base de um desenvolvimento sólido, a ser construído no longo prazo. Criou programas de inclusão social reconhecidos em todo o mundo, exceto em São Paulo. Tornou lei as cotas para negros, pardos e alunos de escolas públicas, e criou o PROUNI – ambos são, hoje, uma porta de entrada para os pobres na universidade. Lula – e Dilma, em menor escala – tirou da pobreza nada menos que trinta milhões de brasileiros, um bando de vagabundos, sob a concepção da classe média.

São Paulo faz questão de não enxergar o que está diante do nariz. O Brasil não se parece com São Paulo, um Estado rico, onde há oportunidades para todos, salários melhores com qualidade de vida equiparável a determinadas nações europeias. O pensamento médio-classista crê que todos os brasileiros têm as mesmas chances dos paulistas, que graças às excelentes e sucessivas gestões do PSDB, assistem a uma sistemática piora em vários setores sociais, entre eles a educação e a segurança pública. Não há escritórios no sertão da Paraíba. Não há bons colégios nos confins do Maranhão. Nem computadores para distribuir currículos no extremo norte de Minas Gerais. Essas regiões precisam de incentivos. O que Lula fez, e o que Dilma segue fazendo, é alterar toda a estrutura social do Brasil, e isso é o que revolta a classe média em São Paulo. Não será preciso esperar muito mais para ver os resultados dessa política. Hoje, já é difícil encontrar trabalhadores braçais. Não há pedreiros, empregadas domésticas, encanadores, eletricistas, pintores. Quando se encontra um, o valor cobrado é alto e justo, por um trabalho difícil e custoso. Que horror! Onde estão as mocinhas dispostas a limpar a casa e cuidar das crianças por um salário mínimo? Agora querem estudar! Com o nosso dinheiro!

Essa gente odeia o Brasil de Lula e Dilma, porque a proposta dos governos do PT não é maquiar o país ou expulsar os viciados em crack do entorno da Estação da Luz, mas causar mudanças no conteúdo, e não na forma. As conquistas dos governos progressistas que o Brasil teve a felicidade de eleger estão aí, visíveis. A mesma classe média que sofria à época de FHC hoje pode comprar um automóvel próprio, viajar de avião, financiar o primeiro imóvel. Mas a classe média pode fazer isso mais do que os pobres. Porque ela trabalha duro nos escritórios aqui de São Paulo, e mexe o dia todo com papéis entre uma crítica a Lula e outra a Dilma. Críticas são louváveis, porém quando não há base para sustentá-las, elas se transformam nas mais escabrosas manifestações de raiva, como a que ocorreu recentemente em Brasília, na abertura da Copa das Confederaçõs, com as vaias direcionadas à presidente da República. Estão achando lindo. Mais lindo será daqui a dez ou quinze anos, quando a sociedade começar a colher os primeiros frutos do trabalho árduo que o PT vem realizando em nosso país. A ver.

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QUEM VÊ MÁSCARA NÃO VÊ CARA: NÃO DÁ PARA FAZER PROTESTO AO LADO DO INIMIGO

anonymousNas manifestações recentes do Brasil muita gente não entendeu nada, mas também tem muita gente se aproveitando atrás de máscaras. E quem vê máscara não vê cara.

As lutas das ruas começaram como um movimento social para baixar tarifas e foram condenadas pela grande mídia. Mas depois tudo virou, receberam o apoio da grande mídia e tornaram-se uma luta fascista, com intolerância e com a participação de partidos e dos próprios movimentos sociais.

Houve muita infiltração nas passeatas e um clima de intolerância que lembra o nazismo. Hitler, em vídeo, já dizia que o chamavam de intolerante. E assim ele realmente se entendia e acabou com os partidos políticos.  Veja vídeo: é muito instrutivo e histórico.

Há muitos protestos e manifestações sendo chamadas por quem usa máscara. Mas quem está por trás dessas máscaras? No protesto chamado de Greve Geral para dia 01 de julho, por exemplo, é organizado por Felipe Chamone, que  tem um perfil armamentista e militarista. Atrás de máscaras, direita e esquerda ou reacionário e progressistas são a mesma coisa. E você, como fica?

As bandeiras de partidos, as organizações sociais precisam ser vistas, precisam ter a liberdade de aparecer e se mostrar. As pessoas precisam saber ao lado de quem estão caminhando. Não dá para sair em passeata ao lado do inimigo.

Será que vale a pena por a sua cara para bater em nome de quem está atrás de máscaras?

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Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo em seguida

Nas últimas duas décadas, a revista Veja manteve um ataque constante à inteligência da classe média brasileira. Nos primeiros anos de democracia, esse ataque não foi tão intenso, visto que o governo de FHC representava a presença de um aliado civil na presidência da República e havia também, ainda hoje, o controle do governo paulista com o PSDB, que mantém a compra desse panfleto para as escolas públicas.

No entanto, em 2002, com a vitória de Lula, a situação começou a mudar e o poder das famílias oligárquicas tornou-se não tão seguro. Essa insegurança é própria do capitalismo e das democracias representativas, quando funcionam razoavelmente. Os avanços políticos de partidos mais progressistas foram jogando a revista Veja e os outros grupos de mídia em situações extremadas de deslealdade jornalística, a ponto de fazerem parceria com criminosos para obter informações, chantagear e achincalhar a vida de políticos.

O mote ideológico, que se tornou redundante na revista Veja, comandada por Roberto Civita, morto no último domingo, é o do pensamento binário que sustentou o golpe militar de 64 e também todos os golpes nos últimos 50 anos na América Latina, como bem mostra o jornalista australiano John Pilger em Guerra contra a Democracia. Dos anos 90 para cá, a revista Veja se tornou a porta bandeira da imbecilização da classe média, aterrorizando os leitores com o fantasma do comunismo, do petismo, etc.

Assim, toda a crítica à selvageria do capitalismo, toda violência perpetrada por leis e manobras jurídicas, toda a violência policial ou midiática passou a ser interpretada como uma crítica comunista, petista, petralha etc. Qualquer pessoa que questione a desigualdade, a desonestidade e as práticas violentas do cruel sistema tornou-se necessariamente um norte-coreano infiltrado na sociedade brasileira.

Para a revista Veja e seus controladores e realizadores, que são os grandes conglomerados capitalistas, a democracia é sempre um risco. Assim, o medo de quem tem bilhões de dólares em paraísos fiscais ou milhões de hectares, imóveis e empresas deve ser transferido para a classe média, que tem alguns imóveis, uma fazenda, uma indústria média etc. E isso é um trabalho constante tanto aqui como na Venezuela.

Nesses últimos 20 anos, a revista Veja fez esse serviço sujo. Transferir o medo dos privilegiados e bilionários para a classe média, alimentando a repetição da trágica história golpista de 64 e do período pós-segunda guerra. E teve certo sucesso. Tem-se hoje uma parte da classe média imbecilizada e amedrontada com os avanços da democracia brasileira.

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A Chacina de Unaí vai completar quase uma década sem julgamento.

No dia 28 de janeiro de 2004, uma denúncia anônima de trabalho degradante no campo (forjada) levou três auditores fiscais do Ministério do Traballho e o motorista deles para uma emboscada. Todos foram executados com tiros na cabeça, a menos de 160 quiilômetros de Brasília.
Os assassinatos repercutiram dentro e fora do país.
Por pressão direta da Presidência da República, uma investigação relâmpago descobriu os envolvidos nas execuções. Uma trama que envolve hierarquia e poder.
Segundo o Ministério Público Federal, os irmãos Antério e Norberto Mânica, os maiores produtores de feijão do país, seriam os mandantes.
Hugo Pimenta e José Aberto de Castro, o Zezinho, empresários de sucesso na produção de grãos, os intermediários.
Francisco Helder Pinheiro, conhecido como Chico Pinheiro, o homem que contratou os pistoleiros.
Erinaldo Silva e Rogério Alan Rocha, os matadores.
Willian de Miranda, motorista dos bandidos.
E Humberto dos Santos, o responsável por tentar apagar os rastros da quadrilha.
Antério Mânica, segundo o Ministério Público Federal um dos mandantes da chacina, se elegeu duas vezes prefeito de Unaí concorrendo pelo PSDB.
Sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, em 2008, chegou perto dos 19 milhões de reais.
A primeira eleição aconteceu no ano do crime, mesmo sendo ele um dos suspeitos de mandar matar os servidores públicos.
Antério passou dois curtos períodos na cadeia.

As propriedades dele, com cerca de cinco mil hectares, produzem mais de 200 mil sacas de 60 quilos de feijão por safra.
Os Mânicas são descendentes de italianos. Chegaram ao Brasil no final de década de 40.

Hoje, Antério diz que praticamente não conversa com o irmão, Norberto, que mudou-se para o interior de Mato Grosso. (Texto completo)

GILMAR MENDES DECRETOU UM ATO INSTITUCIONAL DO JUDICIÁRIO AO PROIBIR O DEBATE NO PARLAMENTO ELEITO PELO POVO

Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para ‘fechar’ o Congresso

Gilmar Mendes: é proibido debater

Gilmar Mendes: é proibido debater

O ministro do STF, Gilmar Mendes, “proibiu” o Congresso Nacional de tramitar um projeto de lei. Por  mais absurdo que pareça, foi isso mesmo que ocorreu. Nem se trata de julgar a constitucionalidade ou não de uma lei aprovada. Trata-se de proibir os parlamentares de legislarem e aprovarem uma proposta. Para entender essa história, vamos voltar no tempo.

Quando o Psol foi criado, os deputados que mudaram para o novo partido não transferiram o tempo de TV nem o fundo partidário pertencente à sigla pela qual foram eleitos. O mesmo ocorreu quando o ex-vice presidente José Alencar e o senador Marcelo Crivella criaram o PRB. 

Os parlamentares puderam ir para a nova legenda, mas o tempo de TV era o de um partido novo, que ainda não tinha eleito nenhum deputado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa interpretação em 2006, a pedido do PSDB, porque favorecia os candidatos tucanos naquele ano.

Em 2007, o TSE decidiu que os mandatos obtidos nas eleições, pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores), pertencem aos partidos políticos ou às coligações, e não aos candidatos eleitos. A decisão foi confirmada pelo STF em 2008, o que também beneficiou o PSDB e o DEM, que perdiam deputados para outros partidos. Logo, por coerência, o tempo de TV e o fundo partidário também deveriam pertencer ao partido e não ao candidato, o que bate com a interpretação de 2004.

Em 2012, quando Gilberto Kassab criou o PSD, o TSE e o STF mudaram sua posição, para surpresa dos meios políticos. Passaram a conceder o tempo de TV e fundo partidário ao partido de Kassab, computando os deputados que mudaram para o novo partido como se tivessem sido eleitos na eleição anterior por ele. Essa decisão, “coincidentemente”, favoreceu de novo o candidato tucano José Serra, coligado ao PSD de Kassab. A decisão foi uma afronta ao conceito de fidelidade partidária, e passou a incentivar a bandalheira da criação de novos partidos, não ideológicos, mas apenas para acomodar interesses imediatistas para a próxima eleição.

Pois bem, o Congresso Nacional, para deixar regras claras, e não ficar à mercê da interpretação de onze ministros do STF a cada eleição, conforme o interesse momentâneo dos tucanos, resolveu colocar em votação o projeto de lei que veda claramente a chamada portabilidade, ou seja, a transferência do tempo de TV e do fundo partidário de um partido para outro novo, conforme o troca-troca de bancadas após as eleições.

O projeto não proíbe criação de partido nenhum. O projeto propõe que a divisão do dinheiro do fundo partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.

Resumindo: define que novos partidos tenham apenas o tempo de TV e fundo partidário mínimo de qualquer partido que nasce, da mesma forma que tiveram o PT, o Psol, o PCdoB, o PRB, etc, quando vieram à luz. Foram conquistando tempo de TV a medida que cresciam a cada eleição.

Ninguém é dono da verdade nesse debate sobre mudanças na lei para rateio do tempo de TV e do fundo partidário. É um debate que pertence à sociedade, por isso o lugar correto de ser debatido é no Congresso Nacional, e não nos tribunais.

Os partidos que perderam no voto da maioria do Parlamento, se querem virar a decisão, que tomem as ruas debater com quem deve mandar de verdade, que é o povo. Que busquem apoio popular, em vez de fazer conspirações no tapetão dos tribunais e com os colunistas de jornalões decadentes.

A pedido do PSB presidido pelo candidato Eduardo Campos, com a aliança do PSDB do também candidato Aécio Neves, Gilmar Mendes sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito.

É uma vergonha o PSB, partido do Eduardo Campos, junto com o PSDB de Aécio Neves, MD (ex-PPS), etc. em vez de ter a coragem de buscar apoio popular para o fisiologismo que defendem, vá buscar fechar o Congresso no tapetão do STF, proibindo até a tramitação de projeto de Lei.

Caso Marina Silva

Marina Silva pode se filiar a qualquer partido existente, até o início de outubro, para ser candidata em 2014. Ela foi candidata pelo PV em 2010. Resolveu fundar um partido só seu. É uma escolha política dela, com bônus e ônus. Marina quer fazer o marketing de que seu partido Rede (do Itaú?) seria uma “nova política” (Mussolini também pregou coisa semelhante ao implantar o fascismo), mas Marina quer pegar o tempo e o fundo partidário da “velha política”, em vez de trilhar o caminho de outros partidos que tiveram de disputar eleições para crescer. Cômodo, não? Que política é mais velha do que querer levar vantagem em tudo: ficar o bônus do marketing do “novo”, sem o ônus de inovar, ficando também com o “bônus” dos velhos vícios da fisiologia política?

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