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COLLOR: PROCURADOR ROBERTO GURGEL E OS CHUMBETAS, MANUS LONGA, POLICARPINHOS, FACTÓTUM, CHEFETE, CAFUA E ASSECLAS

Collor sobre Gurgel: o Senado finge que escuta, a imprensa finge que não escuta

O discurso do senador Fernando Collor de Mello, realizado no último dia 12 de junho no Senado Federal, acusando o procurador geral da República, Roberto Gurgel Santos, de prevaricação e outros crimes, é uma coleção de adjetivos que já são característicos em seus pronunciamentos.

Chumbetas, asseclas, manus longa, policarpinhos e etc

O mais grave é que o Senado finge que escuta e a imprensa finge que não escuta. Para Collor, Gurgel cometeu crime ao revelar documento em segredo de justiça para a revista Veja. Ele se refere a falsa entrevista da revista com Marcos Valério.

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AS ACUSAÇÕES CONTRA O ACUSADOR: MENSALÃO FICARÁ CONHECIDO COMO O MAIOR E MAIS ATREVIDO ESCÂNDALO DA IMPRENSA BRASILEIRA

Gurgel: acusações omitidas pela imprensa

O chamado mensalão, ação penal 470, ficará conhecido como o maior escândalo da mídia brasileira. É certo que não terá o efeito que teve a edição do debate entre Lula e Collor, em 1989, quando a Rede Globo colocou no Jornal Nacional os piores momentos de Lula e os melhores de Collor.


Aliás, Collor se tornou um fator decisivo também neste novo escândalo da mídia, ao pedir investigação contra o procurador  geral da Repúbica, Roberto Gurgel, por prevaricação. A cobertura partidarizada e a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal, em especial pelas empresas Globo e editora Abril, formam um dos mais atrevidos escândalos midiáticos dos últimos tempos.

A decisão editorial de condenar os réus antes do julgamento, o tempo e o viés partidarizado da cobertura diante de uma acusação frágil do procurador Roberto Gurgel, deixa a imprensa brasileira em uma situação condenável.
Isso porque em nenhum momento a imprensa fez uma análise da participação do procurador geral da República, Roberto Gurgel.

Ao mesmo tempo em que faz frágeis acusações, que ele mesmo reconhece como “sem provas materiais”, Gurgel está sendo investigado por prevaricação na função pública, o que beneficiou uma quadrilha que assaltava os cofres públicos. O mais absurdo é que essa quadrilha operava, segundo a Polícia Federal, dentro do Senado Federal, na figura de Demóstenes Torres (senador cassado, ex-Dem), crítico ferrenho do chamado Mensalão e que teria sido beneficiado pelo procurador que agora faz a acusação contra os réus do Mensalão.


Roberto Gurgel, que aparece nesta imagem cumprimentando Demóstenes Torres, deveria ser afastado das investigações por falta de isenção. No entanto, em momento algum da cobertura midiática, o público fica sabendo das acusações e das relações perigosas do procurador.

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